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Koolhass, Elia Zenghelis, Exodus or the Voluntary Prisoners of
Architecture, 1972. In: Progetto di Crisi, p. 244 |
Adalberto
Retto: Pode se dizer que Koolhass e Tafuri são dois personagens trabalhados
em primeira pessoa pelo senhor. O senhor curou a tradução de Delirious
New York na Itália e no capítulo do livro sobre Tafuri, Giochi,
Scherzi e Balli, o senhor põe em confronto os dois personagens. Delirious
New York é uma porta que se abre para um futuro diferente daquele
linguaggio da battaglia de que Tafuri decreta o fim no ensaio para
o livro dos Five architects?
Marco
Biraghi: Dei-me conta perfeitamente que a associação dos nomes de
Tafuri e Koolhass pode resultar indevido e forçado. Se tentei este perigoso
exercício foi porque estou convencido que a história volta antes de tudo
– como o mesmo Tafuri aspirava e praticava – a ser construtiva
e não simplesmente re-construtiva. A história deve construir cenários
críticos, não somente refleti-los. Isto não seria possível, todavia se
não houvessem os “fundamentos” sobre as quais os edificar. No meu ponto
de vista, parece que a figura de Koolhass constitua de qualquer modo a
imagem especular daquela de Tafuri: têm muito em comum, mesmo se no avesso
um com relação ao outro. Antes de tudo a valorização da crise. O projeto
de crise de Tafuri fica assim como a exploração da crise de Koolhass.
Mas isto não seria possível senão a partir de uma sensibilidade comum,
de uma compreensão comum do que é essencial na contemporaneidade. No meu
livro me servi das categorias de moderno e pós-moderno, entendidas de
um ponto de vista cultural, não estilístico ou cronológica.
Parece essencial
pôr em confronto estes dois pontos de vista diferentes, justamente para
lhes poder compreender melhor na sua relativização. Com Koolhass se reabrem
todas (ou quase) as instâncias que Tafuri mantinha fechadas. O problema
é que quem encontra em Koolhass uma das poucas referências intelectuais
vitais do panorama arquitetônico atual, ignora totalmente, na grande parte
dos casos, que aquelas questões, aquela “criticidade”, aquela sensibilidade
para a crise, provém, diretamente ou indiretamente, de Tafuri.
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| Baile
dos arquitetos, Hotel Astoria, New York, 23 de janeiro de 1931. In
BIRAGHI, Marco. Progetto di crisi, p. 250 |
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