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O livro é "uma investigação sobre as formas de amor, sobre suas interveniências políticas, sobre a possibilidade de ficar junto e separado".

Esse é o pano de fundo para um cuidadoso trabalho de reflexão psicanalítica sobre a experiência de sofrimento própria da nossa época. Solidão, melancolia, luto, ciúme, paixão, ódio, ressentimento, depressão, compaixão, vergonha são alguns desses sofrimentos que se expressam através de figuras como mães neuróticas, jovens revolucionários, casais, ex-casais, amantes, pais separados, japoneses isolados, esquerdistas, neoliberais – enfim, papéis da subjetividade nos quais ora nos reconhecemos, ora reconhecemos outros à nossa volta.

Com uma história de 26 anos de clínica e reflexão, Christian Dunker examina de que maneira nossos sintomas psíquicos se relacionam com processos de individualização próprios da vida contemporânea. O texto evita o jargão de especialistas, articulando conceitos da psicanálise de forma clara e capaz de sensibilizar o público geral, sem abrir mão da precisão conceitual. Casos, situações e regularidades clínicas reconstituem o caleidoscópio incerto que define as relações humanas contemporâneas.

O argumento do autor tem como premissa implícita a ideia de que o sofrimento, embora vivido no sujeito, requer e propaga uma política. Ou seja, a forma como contamos, justificamos e partilhamos nosso sofrimento está submetida a uma dinâmica de poder. O poder é gerado por quem pode reconhecer o sofrimento e de quem esperamos legitimidade, dignidade ou atenção – seja esse alguém o Estado, um médico, um padre ou policial, ou ainda aqueles com quem compartilhamos a vida cotidiana, e mais ainda aqueles que amamos. As políticas do sofrimento cotidiano incluem, portanto, nossas escolhas diante desses agentes de poder, as maneiras de transformar nosso entorno ou a nós mesmos, as possibilidades de externalizar ou internalizar, construir ou desconstruir afetos, entre outros. 

Ao longo do livro, Dunker dá forma a essas ideias abstratas por meio do que há de mais corriqueiro em nosso dia a dia: tendências à hipersocialização, disposição a ficar permanentemente conectado, impotência para construir situações de real solidão ou intimidade.

Sobre o autor

Christian Ingo Lenz Dunker é psicanalista e professor-titular do Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da USP. Fez sua livre-docência em psicopatologia e psicanálise (Departamento de Psicologia Clínica, 2011) e seu pós-doutorado pela Manchester Metropolitan University. É Analista Membro de Escola (A.M.E.) do Fórum do Campo Lacaniano e coordenador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise da USP (Latesfip). É autor de Mal-estar, sofrimento e sintoma (Boitempo, 2015), Estrutura e constituição da clínica psicanalítica (Annablume, Prêmio Jabuti de 2012), O cálculo neurótico do gozo (Escuta, 2002) e Por que Lacan? (Zagodoni, 2015). Colunista e colaborador regular de diversos jornais e revistas, dedica-se à pesquisa sobre clínica psicanalítica de orientação lacaniana e suas relações com as ciências da linguagem e com a filosofia.

Coleção Exit

Coordenação Florencia Ferrari e Milton Ohata

Como pensar as questões do século XXI? A coleção Exit é um espaço editorial que busca identificar e analisar criticamente vários temas do mundo contemporâneo. Novas ferramentas das ciências humanas, da arte e da tecnologia são convocadas para reflexões de ponta sobre fenômenos ainda pouco nomeados, com o objetivo de pensar saídas para a complexidade da vida de hoje.

Ubu lança novo livro do psicanalista Christian Dunker

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Ubu Editora
São Paulo, SP

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