Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

newspaper

news

A palestra foi realizada dentro da programação do Encontro Nacional de Estudantes de Arquitetura (ENEA), que segue até sexta, dia 11.

“A crise que o país vive pede, entre outras mudanças, uma virada no modelo de desenvolvimento urbano”, afirmou o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, que proferiu a 10ª  Aula Magna do CAU/GO na última terça, dia 8.

Participou do debate a vice-presidente do Conselho, Maria Ester de Souza, que lembrou da importância de o arquiteto ter uma atuação política. “Só assim será possível garantir a aplicação da técnica na melhoria das cidades”, disse. 

Sobre a importância do amplo debate a respeito da revisão do Plano Diretor, Bonduki falou que a lei precisa resultar de uma pactuação com a sociedade, unindo o olhar técnico ao olhar do cidadão. “As propostas da população devem nascer no processo de discussão”, disse o palestrante. “Ser 'participativo' não é apenas fazer audiência pública”. 

“Além disso, o atual modelo de cidade é baseado na cultura do automóvel, que transporta em média 1,3 passageiros”, afirmou. Obviamente isso exige um espaço viário incompatível com uma cidade que precisa funcionar de maneira organizada. Para o novo modelo, precisamos de mais mobilidade ativa – a pé e de bicicleta – e transporte coletivo”. Ao mesmo tempo, segundo o urbanista, o transporte coletivo não funciona bem em uma cidade dispersa. 

Bonduki alertou que o conceito de cidade compacta, muitas vezes, é confundido com o processo de verticalização espalhado pela cidade. Nos eixos viários – onde tanto o atual Plano Diretor de Goiânia quanto o Plano de São Paulo estabelecem que deve se concentrar a construção de edificações que provoquem adensamento – devem ser construídos prédios com maior número de unidades habitacionais e tamanho médio restrito. “O adensamento deve ser populacional, e não apenas construtivo.” O objetivo do instrumento, afinal, é que um grande número de pessoas seja atendido pela mobilidade oferecida nos corredores de transporte. 

Entre outros temas, Nabil Bonduki falou também sobre a valorização das áreas públicas das cidades, como praças, calçadas e ruas; a criação de áreas protegidas dentro das cidades, como os fundos de vale, as encostas e zonas que desempenhem um papel na manutenção da biodiversidade urbana; e a transformação da zona rural lindeira em regiões que produzem alimentos para os centros. “Ela não deve ser uma mera reserva para a expansão das cidades”, disse. 

Currículo

Experiente acadêmico e profissional em planejamento urbano, Bonduki foi o relator, na Câmara de Vereadores de São Paulo, do Plano Diretor da capital paulista, aprovado em 2014 e reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como um exemplo a ser seguido globalmente, em prol do direito à cidade para todos. Mestre e doutor em Estruturas Ambientais e Urbanas pela Universidade de São Paulo (USP), Nabil Bonduki também coordenou a elaboração do Plano Diretor de São Paulo e prestou consultoria na elaboração das leis de Franca, Ipatinga, Taboão da Serra e Salvador, entre outros municípios. Foi também superintendente de Habitação Popular na gestão de Luiza Erundina (1989-1992) e secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano no Ministério do Meio Ambiente (2011).

<br />Hegon Guimarães


Hegon Guimarães

Nabil Bonduki: por um novo modelo de cidade

source
Assessoria de Imprensa CAU Goiás
Goiânia, GO

share


© 2000–2017 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided