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O objetivo desse artigo é abordar um conceito que sempre foi caro ao filósofo francês Jean Paul Sartre, o Mal, tal como este foi tratado no capítulo "En Gondole tenté par le Mal" do livro "La Reine Albermale ou Le dernier touriste"


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LIMA, Adson Cristiano Bozzi Ramatis. Sobre a natureza do Mal: reflexões venezianas de um religioso sem Deus. Arquitextos, São Paulo, ano 12, n. 142.03, Vitruvius, mar. 2012 <http://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/12.142/4272>.

Vista da ilha de Capri, Campania, Itália
Foto Lance Mountain [Wikimedia Commons]

Introdução

Sabemos pelos seus biógrafos, por testemunhos de intelectuais que faziam parte do seu círculo de amizade e, igualmente, por declarações próprias, que o filósofo francês Jean-Paul Sartre era indiferente a qualquer transcendência de ordem religiosa. E refletindo a sua obra ficcional e, sobretudo, a sua obra filosófica, a sua não crença é um fato que dificilmente poderia surpreender. Contudo, pode causar estranheza se pensarmos que ele, tal um bom crente no sobrenatural, acreditava na face oposta do Bem, a saber, o Mal; isto é, ao menos, o que escreveu a seu respeito Bernard-Henri Lévy: “Primo, ele [Sartre], simplesmente, acredita no Mal. Ele é um dos últimos filósofos a crer, como os maniqueístas e os cátaros, na existência de dois princípios, complementares, sem dúvida, mas antagônicos, a regerem o mundo.” (1) A partir dessa asserção poderíamos afirmar que o filósofo francês partilhava a milenar crença segundo a qual o mundo não seria, simplesmente, plural e complexo, mas dividido ao meio por dois princípios que estariam em um visceral antagonismo.

Mas essa única citação, ainda que provenha de uma fonte fidedigna, não nos autorizaria a imaginar que esta tenha sido uma das preocupações centrais do seu pensamento. Contudo, é o próprio Sartre que o afirmou e o atestou, em um ensaio que foi inspirado pelas reportagens que escreveu para o jornal francês Le Figaro, em 1945, quando estava nos Estados Unidos da América como correspondente de guerra: “Por mim, eu não disse nada, a discussão entre nós não é possível, eu acredito no mal e ele não.” (2) O filósofo francês comentava com essas frases o desfecho de uma discussão travada entre ele e um cidadão norte-americano sobre os desígnios da humanidade em um tempo extremamente conturbado: não era uma pretensa boa vontade que presidiria o mundo, mas, simplesmente, o Mal. Visto sob esse prisma, as guerras, a tortura, as epidemias, a fome endêmica, as destruições de cidades sempre existiriam, e estes seriam o eterno fado do homem. Na mesma série de reportagens, o filósofo francês definiu o calor de New York nesses termos: “Desde o fim de maio o calor se abate sobre essa cidade como a bomba atômica. É o Mal.” (3) Passamos, nessas frases, da representação dramática do calor de New York, que é associado ao horror nuclear, para o absoluto que é o conceito filosófico do Mal. Muitos anos mais tarde, na sua autobiografia Les mots, Sartre definiu os romances norte-americanos de aventura que lia na infância, nos quais cowboys lutavam contra pele-vermelhas, da seguinte maneira: “Era o puro Mal.” (4) Ou seja, a representação ficcional do Novo Mundo era para o jovem Sartre a própria encarnação de um dos princípios que regeriam a totalidade do mundo.

Escrevemos as frases acima porque em um determinado livro escrito por Sartre, intitulado La reine Albermale ou le dernier touriste, uma personagem, um turista francês, tem na Itália a clara percepção da existência do Mal no mundo. (5) Trata-se, se quisermos enfatizar o estranho caráter religioso dessa percepção, de uma epifania, ou seja, a revelação de um aspecto do mundo até então desconhecido. E esse desvelamento ocorreu em uma cidade em especial, uma cidade que se dobra e se reflete nos seus inúmeros canais: Veneza. O objetivo desse artigo é, justamente, analisar como a questão do Mal é descrita no capítulo intitulado En gondole: tenté par le Mal, para verificar como a cidade italiana teria contribuído, na economia da narrativa de Sartre, para tal revelação. Julgamos esse objetivo pertinente porque se trata de um duplo encontro de temas importantes na extensa obra de Sartre: de um lado o Mal e, de outro, as cidades. Ora, pode parecer que exageramos ao afirmar que o urbano era importante na sua obra, mas sabemos que o filósofo francês reservou-lhe não poucas páginas, como o supracitado livro inacabado, além dos ensaios Venise de ma fenêtre, Villes d’Amérique, New York ville coloniale e, naturalmente, o influente Individualisme et Conformisme aux États-Unis, no qual um único bairro de uma única cidade torna-se a metáfora de toda uma sociedade. (6)

Caberia, ainda, uma observação suplementar. Tendo em mente os seus livros ficcionais precedentes, o capítulo que será por nós analisado é um texto muito diferente da sua prosa habitual, e En gondole: tenté par le Mal abundam as comparações as mais incomuns, assim como estranhas metáforas que jamais estiveram presentes na sua escritura, e estas são articuladas em um lirismo digno do chamado Realismo Fantástico latino-americano ou do Surrealismo europeu. Mas o leitor terá oportunidade de verificar essas questões no próximo capítulo, fizemos essas considerações apenas para prevenir aqueles que estão acostumados com os textos de Sartre mais próximos dos valores estéticos que fizeram a fortuna crítica das letras francesas no século XIX e em boa parte do século passado. Outro esclarecimento importante a ser realizado, antes de passarmos ao próximo capítulo, é a articulação entre esse texto ficcional e a filosofia de Sartre, principalmente àquela desenvolvida em seu tratado maior (em todos os sentidos), O ser e o nada. A nossa tentativa será a de demonstrar que, em muitos momentos da narrativa, o filósofo francês serviu-se de alguns elementos da cidade de Veneza (e principalmente os canais e os palácios) para pensar a condição universal da existência humana, que, como veremos, não foi abordada de maneira muito otimista.

Sobre a natureza do Mal nos tortuosos canais de Veneza

O romance inacabado La reine Albermale tem como tema principal – preferimos o uso desse termo porque não é exatamente pertinente, nessa narrativa inacabada, o uso do clássico conceito literário de “enredo” – a viagem de um turista francês a diversas cidades italianas, como Capri, Nápoles, Roma e, finalmente, Veneza, palco involuntário do seu encontro com o Mal. Perambulando de gôndola nos incertos e tortuosos canais dessa cidade, a personagem se atormenta com a visão daquela paisagem que não é água e nem pedra, mas um amálgama de ambas, sem que, todavia, se saiba com exatidão onde um elemento se finda para que o outro se inicie. Assim, ainda que lentamente, uma ideia inquietante vem ao espírito da personagem, aquela segundo a qual naquele lugar preciso ele traía a sua natureza humana (7): “Eu monto no Mal, a velha matéria platônica, o homem é feito para caminhar erguido e eu traí. Eu estou na água, estou nesses palácios do ponto de vista da água.” (8) A personagem faz referência ao fato de que, naquela cidade, a terra por onde se caminha não era mais terra, mas água, um elemento que estava menos de acordo com a sua natureza. Assim, o simples fato de que estava “montado” em uma gôndola contemplando velhos palácios arruinados provocou-lhe a angústia de ter traído as suas origens humanas, de ter deixado de caminhar para se prosternar em uma gôndola, ao nível da água, e isto seria, para a personagem, um encontro com o Mal. (9)

Mas esse mal em particular (10) – e nisto a personagem não se engana – é o resultado da incontornável liberdade humana: “É uma escolha, eu posso permitir-me esse prazer de ver o humano de qualquer ponto de vista maldito, no seio do acaso, de um naufrágio, ou de ser o único humano no meio desses espetáculos imobilizados, petrificados, cristalizados, pretéritos.” (11) Ora, a visão ao nível da água daqueles palácios que são descritos como já estando em ruínas, e que parecem erguidos sobre a água que lhes rói a sua base de um musgo esverdeado, seria a própria imagem da maldição tão propriamente humana. Esses palácios seriam embarcações que, frágeis como a existência, estão correndo o perpétuo risco do naufrágio. (12) Mas o reconhecimento da liberdade das ações humanas não implica, contudo, que todas as contas estejam devidamente regradas e que o homem possa seguir – em pé ou em gôndola – o seu caminho. Assim, esse reconhecimento não significa, de maneira mais ou menos automática, a redenção que seria o fim do reino do Mal. E, dessa vez, é a própria água que o transportava para o destino de eleição que encarna esse princípio absoluto:

O caminho desapareceu, a realidade negra e nauseabunda da água, a água incompreensível, a água na qual não se pode edificar, pura desordem. Nós estamos ao lado da desordem pura, do Mal, sob um céu cinza um pouco ameaçador, com um vento que sopra e o Bem morreu, não resta senão o seu ossuário. O humano passa ao lado da morte e a vida se desordena como se desordena a própria água. (13)      

A revelação ocorreu suavemente, mas, nesse momento da narrativa, já atinge o seu máximo de perfeição: estar na água e contemplar o mundo – nesse caso, Veneza e os seus palácios – é o fruto da escolha humana na liberdade, e o resultado não poderia ter tido consequências mais nefastas e ruinosas. A personagem percebe que, ao contrariar a sua natureza subindo na gôndola, o homem teria renegado o Bem, que, assim, definharia e terminaria por sucumbir. Então, a água não era o caminho a ser seguido, e o inelutável destino é a própria desordem da vida, que se confunde com a desordem da água. A epifania consiste no fato de que, se homem é livre – e, não nos esqueçamos que, na filosofia de Sartre, ele está condenado a sê-lo (14) –, isto significaria que ele está condenado, ao menos por suspeição, a perpetuamente cair e recair no erro. Não haveria, então, uma escolha acertada, algo como escolher caminhar erguido sobre a terra ao invés de navegar ao nível da água? Ora, a filosofia de Sartre estava muito longe de apresentar um quadro autocomplacente da existência humana ou de criar um pensamento no interior do qual haveria a possibilidade de se abandonar no deleite; e é isto que podemos perceber nessas frases: “A possibilidade dessas outras escolhas não é explicitada nem posicionada, mas vivida no sentimento de injustificabilidade, e exprime-se pelo fato da absurdidade da minha escolha e, por conseguinte, de meu ser.” (15)

O que o filósofo francês indica é que não há fundamento para as escolhas que fazemos, e que toda e qualquer escolha é, por princípio, absurda: “Essa escolha é absurda, não porque careça de razão, mas porque não houve a possibilidade de não escolher”. (16) Como já afirmamos, segundo Sartre o homem está condenado a ser livre, e, de fato, essa liberdade absoluta de se escolher todo o tempo a partir de um projeto é vivida como uma condenação, ou, se preferirem, como uma maldição, uma maldição plural e diversa:

A água em Veneza não é água, são cem coisas ao mesmo tempo, é uma besta com pústulas, uma planta venenosa, a superfície de vidro sobre um negrume imundo, é pus, é a desordem pura encerrada na ordem, é o lento deslizamento do nada entre as falésias do Ser. (17)

Em Veneza pode-se fazer incontáveis escolhas, inclusive, como o filósofo francês aquiesceu, “escolher não escolher”, o que já é uma escolha. Mas nenhuma dessas escolhas é agradável ou desejável, uma vez que se trata da ambigüidade do mundo, cuja desordem pura está contida na ordem. E é esta, justamente, a epifania ressentida pela personagem: a ordem e a desordem, o Bem e o Mal, não estão, certamente, em dimensões diferentes ou paralelas, mas unidos e imbricados, o que torna qualquer escolha vã e absurda. E, finalmente, o mundo se apresenta como as perspectivas aleatórias da cidade de Veneza, que ora é terra, ora é água; ou ainda, como os seus palácios, que estão na terra, mas se deixam refletir naquela “superfície de vidro sobre um negrume imundo”. Nesse texto, Veneza poderia ser considerada como uma metáfora do mundo, este mesmo feito de escolhas inúteis e absurdas.  E a água de Veneza é o nada que se aloja no coração do ser ou, como afirmou Sartre no seu ensaio de Ontologia Fenomenológica: “O nada não pode nadificar-se a não ser sobre um fundo de ser: se um nada pode existir, não é antes ou depois de ser, nem de modo geral, fora do ser, mas no bojo do ser, em seu coração como um verme.” (18) É a água que desliza em direção à existência, como o não-ser que somente encontra a sua justificava, justamente, porque é.

E eis que Sartre, “tentado pelo Mal”, parodia outro filósofo, segundo o qual nas águas de um mesmo rio somos e não somos: “Ondas, marés, correntes e turbilhões fantasmas e, bruscamente, o universal desmoronamento de um feixe desfeito, é o próprio tempo.” (19) O tempo e a água fazem e desfazem Veneza, e juntos corroem as suas edificações e os seus habitantes e, em outras palavras, o passado é: aquelas construções arruinadas e aqueles canais de águas sujas e fétidas são, para a personagem do romance, o passado presente de uma cidade rica e opulenta; (20) arranha-se o verniz da decrepitude e da vetustez para encontrar o vigor da juventude que se julgava definitivamente perdido. Finalmente, é como se dissesse, à maneira dos profetas: muitas e muitas marés conheceu Veneza e tantas outras conhecerá.   

Últimas considerações

Retomaremos nesse último capítulo algumas considerações realizadas no capítulo introdutório. Inicialmente, é mister reconhecer que o tom da prosa desse texto é bastante diferente daquela que usualmente Sartre praticava. As comparações são bem incomuns: a água dos canais de Veneza que é, simultaneamente, “uma besta com pústulas, uma planta venenosa, a superfície de vidro sobre um negrume imundo” é uma boa medida do que afirmamos. As metáforas, por outro lado, não são menos bizarras, ora, qual é o papel desempenhado nessa narrativa pela água? Como afirmou o próprio autor, “é cem coisas ao mesmo tempo” e, inclusive, guarda o sentido mais prosaico de “caminho”. Ora, analisando-se as comparações e as metáforas, não estaríamos longe da verdade se afirmássemos que esse capítulo é uma espécie de “Bestiário de Veneza”. Contudo, como já afirmamos, Sartre não concluiu La reine Albermale e abandonou definitivamente a sua carreira de escritor ficcional e, portanto, esse escritor mais irônico e inventivo pode apenas ser entrevisto nesse romance inacabado e no livro de memórias Les mots, texto publicado em 1964 e que lhe valeu o Prêmio Nobel de literatura.

A Veneza que Sartre nos pintou parece guardar muitas semelhanças com uma impossível pintura que tivesse sido executada por Canaletto, mas que fora concebida, previamente, por Bosch: é absurda, fantástica e hiperbólica. Ora, quem imaginaria que o simples ato de servir-se de uma gôndola com o intuito de realizar um deslocamento em um canal pudesse ocasionar reflexões de pesadelo? E ainda mais em um mundo que tinha acabado de passar pela Segunda Guerra, com todas as implicações disto: fome, devastação de cidades, depuração étnica... Em um mundo no pós-guerra, o filósofo francês levou intencionalmente o seu Mal ao paroxismo a partir, justamente, de um quase nada: um passeio de gôndola, canais de águas sujas e alguns palácios arruinados. Veneza, essa Disneylândia de estetas decadentes, nunca fora descrita de maneira tão absurda.

À guisa de conclusão, uma observação adicional: o Mal, assim como o Bem, é um tema que faz parte do domínio da Moral e, nesse sentido, é interessante observar como Sartre nesse capítulo praticamente esvazia esse conceito de sentido e o estetiza. O Mal, nessa narrativa, não é um dilema real – e moral – em meio a uma ação (“o que fazer” ou “como agir”), mas uma reflexão provocada pelo ambiente de uma cidade com os seus canais, e é nesse sentido que o capítulo analisado se aproxima de uma evocação romântica realizada por um “religioso sem Deus”, e ligada aos temas da decadência e da morte, como se pode observar nesse trecho já citado: “Nós estamos ao lado da desordem pura, do Mal, sob um céu cinza um pouco ameaçador, com um vento que sopra e o Bem morreu, não resta senão o seu ossuário” (21) Mas esse amálgama de filosofia e de ficcção não causa espécie, uma vez que a intenção de Sartre era, justamente, que La reine Albermale fosse a fusão de muitos gêneros, como o diário íntimo, a narrativa de viagens e o ensaio político e filosófico, e o resultado teria sido, segundo os seus biógrafos, a sua La nausée da idade madura. (22)

notas

1
LÉVY, Bernard-Henri. O século de Sartre. Trad.: Jorge Bastos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. 289.

2
Individualisme et conformisme aux États-Unis. Em: Situations III, Paris: Gallimard, 2003, p. 64. Tradução nossa do Francês para o Português.

3
SARTRE, Jean-Paul. Villes d’Amérique New York ville colonial Venise de ma fenêtre. Paris: Éditions du Patrimoine, 2002, p. 38. Tradução nossa do Francês para o Português.

4
SARTRE, Jean-Paul. As palavras. Trad.: J. Guinburg. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1984, p. 54.

5
Esse livro guarda algumas especificidades em relação ao restante da obra de Sartre: a) é uma mistura de diversos gêneros literários, como o diário íntimo, narrativa de viagens e ensaio político e filosófico; b) tendo sido redigido entre os anos de 1951 e 1952, foi posteriormente abandonado como projeto literário; c) jamais foi concluído e somente foi publicado, em forma de fragmentos, no ano de 1991, por sua filha adotiva Arlette Alkaïm-Sartre.

6
A esse respeito, ver: CONTAT, Michel; RYBALKA, Michel. Les écrits de Sartre. Paris: Gallimard, 1970. Para maiores detalhes ver Referências.

7
A traição é, como sabemos, um dos mitos fundadores da religião cristã.

8
SARTRE, Jean-Paul. La reine Albermale ou le dernier touriste. Paris: Gallimard, 1991, p. 74. Tradução nossa do Francês para o português, destaques do autor.

9
La reine Albermale não é um texto filosófico, mas um romance, e não é o autor que faz as considerações, mas uma personagem, contudo, é curioso observar como a frase “o homem é feito para” contraria boa parte do pensamento filosófico de Sartre, uma vez que neste, o homem é sempre abertura e, nesse sentido, “o homem não é feito”, mas se faz. 

10
Como é particular, o termo vem grifado em minúscula, porque faz parte de um infinito conjunto de males que se subsume no termo Mal.

11
SARTRE, Jean-Paul. La reine Albermale ou le dernier touriste. Paris: Gallimard, 1991, p. 74. Tradução nossa do Francês para o português.

12
Idem. Ibidem.

13
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1991, p. 77. Tradução nossa do Francês para o português.

14
“Além disto, liberdade é liberdade de escolher, mas não liberdade de não escolher. Com efeito, não escolher é escolher não escolher.” SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada. Trad.: Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 592.

15
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1997, p. 590.

16
Idem. Ibidem.

17
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1991, p. 77. Tradução nossa do Francês para o português.

18
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1997, p. 64.

19
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1991, p. 78. Tradução nossa do Francês para o português.

20
“Meu passado não aparece jamais no isolamento da suas ‘preteridade’; seria até absurdo considerar que pudesse existir como tal: é originalmente passado desse presente.” SARTRE, Jean-Paul. O ser e o nada. Trad.: Paulo Perdigão. Petrópolis: Vozes, 1997, p. 162. Destaque do autor.

21
SARTRE, Jean-Paul. Op. Cit., 1991, p. 77. Tradução nossa do Francês para o português.

22
A esse respeito ver: CONTAT, Michel. Autopsie d'un livre inexistant : La Reine Albemarle ou le Dernier touriste. Em: Item [On line] Disponível em http://www.item.ens.fr/index.php?id=172593.

bibliografia complementar

SARTRE, Jean-Paul. Situations III, Paris: Gallimard, 2003.

sobre o autor

Adson Cristiano Bozzi Ramatis Lima, arquiteto e urbanista, Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Espírito Santo, Doutor em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, autor do livro: Arquitessitura; três ensaios transitando entre a filosofia, a literatura e arquitetura. Professor Assistente da Universidade Estadual de Maringá, Departamento de Arquitetura e Urbanismo.

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