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Apresentação do Residencial Huma Klabin, projetado pelo escritório UNA Arquitetos e situado na Rua Calixto da Mota, espigão central, próximo à Avenida Domingos de Moraes, com vistas amplas para a paisagem urbana de São Paulo.

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PORTAL VITRUVIUS. Residencial Huma Klabin. Projetos, São Paulo, ano 17, n. 193.02, Vitruvius, jan. 2017 <http://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/17.193/6396>.


Numa cidade como São Paulo, o endereço representa grande parte das qualidades associadas à vida urbana. A Vila Mariana é um bairro onde o uso misto garante a vivacidade das atividades cotidianas, é servido de infraestrutura de transporte público, comércio, lazer. O terreno situa-se na Rua Calixto da Mota, espigão central, próximo à Avenida Domingos de Moraes, o que lhe garante vistas amplas. O lote está envolto por edifícios altos que geram frestas livres permitindo o desfrute destas visuais. O esquema proposto partiu de uma estrutura capaz de alternar as direções de abertura dos apartamentos, garantindo as melhores orientações para todos: vistas, aeração e insolação. Essa estratégia pode ser imaginada como sistêmica numa metrópole cujo modelo atual são torres isoladas em seus pequenos lotes, formando um gigante paliteiro monofuncional. Essa implantação respeita vizinhos, pois preserva distâncias adequadas entre apartamentos. Na prática, é uma operação contrária aos projetos genéricos carimbados em qualquer terreno, indiscriminadamente.

Residencial Huma Klabin, diagrama, Vila Mariana, São Paulo, 2016, escritório UNA Arquitetos
Imagem divulgação

O edifício se acomoda ao lote com declividades nos dois sentidos.  A diferença de nível na rua (mais de dois metros de uma divisa à outra) favorece acesso aos dois subsolos de estacionamentos, com pouca movimentação de terra. Acima do nível mais alto desse acesso localiza-se o andar livre para os moradores com salão de festas, lavanderia coletiva e ginástica, que em sua cobertura abriga ainda piscina e solário. Assim, esse escalonamento resulta numa construção que amplia as áreas comuns, respeita a topografia original e as construções vizinhas.

O recuo frontal exigido pela legislação urbanística foi incorporado como um jardim que se oferece à cidade.  A própria construção horizontal estabelece o limite e se dobra verticalmente, formando um dos volumes com 12 andares de apartamentos. O outro bloco que conforma a volumetria final possui um andar a menos, e está um pouco recuado com relação à rua.

As duas torres são afastadas pela circulação de acesso às unidades, que também é o local de espera dos elevadores. Configura-se como uma passagem aberta à cidade, com luz e ar. O andar tipo possui quatro apartamentos de 44,00 m² e um apartamento maior com 67,00 m².

Os apartamentos se ampliam através de grandes varandas, protegidas por painéis translúcidos de enrolar, para controle da incidência de sol, ventos e chuva. Todas as unidades de cobertura têm acesso a um solário, feito pelas suas varandas.

A construção é em concreto armado aparente, ou seja, estrutura, acabamento, volumetria e expressão nascem da qualidade técnica e racionalidade dos sistemas construtivos associados. Cada material foi pensado a partir de suas qualidades: forros em placas de madeira, painéis internos em gesso (para eficiência termo-acústica) e vidro em toda a face que se abre às varandas.

Este edifício, projetado para o mercado imobiliário, procura se implantar na cidade como regra, não exceção.

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193.02 edifício multifamiliar
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original: português

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Una Arquitetos
São Paulo SP Brasil

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193

193.01 crítica

A Capela do Menino Jesus em Itapetinga, Bahia

Pedro da Luz Moreira

193.03

Sharp Centre

Victor Augusto de Oliveira Borges

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