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Escritor, ilustrador, ator, roteirista e autor de histórias em quadrinhos, Lourenço Mutarelli (São Paulo, 1964) é homenageado pela Editora POP com o lançamento do livro Lourenço Muratelli Sketchbooks, uma coleção de cinco sketchbooks que revelam o instigante universo criativo deste que é um dos mais importantes ilustradores brasileiros. Além dos cadernos impressos em edição fac-símile, que carregam os mais variados tipos de desenhos, anotações, colagens, etc, a publicação conta com um sexto volume com textos assinados pelos autores Cezar de Almeida e Roger Bassetto, pelo compositor Arnaldo Antunes e pelo próprio Mutarelli.
O lançamento acontece no próximo dia 06 de dezembro, às 19h30, no Instituto Tomie Ohtake. Até o dia 16 do mesmo mês o espaço expõe 20 painéis com a impressão de páginas duplas do livro. O conjunto completo dos cadernos do artista também ficará exposto ao público em vitrines.
O projeto nasceu pelas mãos dos designers e artistas visuais Cezar de Almeida e Roger Bassetto, proprietários da Editora POP e editores do livro “Sketchbooks – As páginas desconhecidas do processo criativo”, lançado pelo selo em 2010. Foi durante a seleção de trabalhos para esse primeiro projeto, do qual Mutarelli é parte, que os autores tiveram contato com os cadernos do ilustrador. Entre os quase 30 analisados, foram escolhidos os cinco mais significativos.
Em seu texto, o artista conta que foi o cineasta Paulo Machiline quem o introduziu tardiamente no mundo dos sketchs, o presenteando com um modelo capa dura, sem pauta. Ele chegou a fazer uso dos cadernos na infância e durante a faculdade, mas não levou a sério. Seu primeiro caderno é de 2006, ano em que Mutarelli já era amplamente conhecido. Pouco tempo depois, foi passar um mês em Nova Iorque e, para não carregar o laptop durante suas andanças pela cidade, passou a fazer uso dos modelos com capa mole, versão kraft. O que era para ser usado apenas durante a viagem, para anotações, tornou-se um hábito.
“Comecei a chamar meus cadernos de A Vida Com Efeito, porque passei a usá-los geralmente no fim da tarde, quando os remédios que tomava estavam no apogeu da ação... A ideia é rabiscar coisas escritas ou desenhos, sem nenhum valor crítico. Coisas sem a preocupação de finalização. Gosto de jogar coisas, imagens e textos nonsense, muitas vezes algo próximo ao humor. Um humor bobo. E isso se tornou meu maior prazer”, afirma Mutarelli.
Para Arnaldo Antunes, que assina a apresentação da obra, a graça e a força dos sketchs de Mutarelli estão na “investigação livre de possibilidades, sem meta ou método fixo”. Continua o compositor, “Do rabisco à figura, do desenho à pintura, do traço rápido e nervoso à composição delicada e meticulosa – o sotaque é sempre o mesmo: o estranho entranhado em cenas cotidianas”, afirma. Para os autores, este livro pretende ser um material de consulta livre: “As páginas deste material inédito devem ser degustadas sem pressa e revisitadas muitas e muitas vezes; seu conteúdo é intenso e não tem prazo de validade, afirmam Almeida e Bassetto.
Sobre Lourenço Mutarelli
Nasceu em 1964, em São Paulo. No início de sua carreira, nos anos 80, publicou diversos álbuns de histórias em quadrinhos por meio dos fanzines, hoje cultuados pelo público do gênero e raros de se encontrar. Recebeu vários prêmios e é aclamado por sua participação no cinema e no teatro. Entre os destaques de sua obra em quadrinhos estão: Transubstanciação; Desgraçados; A confluência da forquilha; Eu te amo Lucimar; Sequelas; O dobro de cinco; O rei do ponto; A soma de tudo e Mundo pet e a caixa de areia. Tem publicado os seguintes romances: O cheiro do ralo; O natimorto; Jesus Kid; A arte de produzir efeito sem causa e Miguel e os demônios.
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