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As pinturas de Victor Arruda são conhecidas por seu erotismo, por sua feitura propositadamente bruta e pela abordagem sócio-política
Na exposição inédita, que será inaugurada em 28 de setembro na Galeria Anna Maria Niemeyer, as telas não apresentam figuras, apenas palavras. Seja de uma forma emocional e subjetiva, como “Pintura de agradecimento aos amigos”, de 1992, ou aforismos, como na tela “O Destino é uma possibilidade”, de 2009, ou ainda pinturas ligadas ao cotidiano como “Diário”, de 1975. Também fará parte da exposição o curta-metragem "Esta pintura dispensa flores" – de Luiz Carlos Lacerda (o Bigode) – que retrata as obras do artista desde a década de 70 e cujo lançamento do DVD acontecerá durante a inauguração da mostra.
Victor Arruda, foi o primeiro artista a fazer referência ao já famoso pornógrafo, então apenas conhecido por seu pseudônimo. O interesse do artista pelas questões sociais o levou a criar e desenvolver com a colaboração de Marluce Brasil - técnica em educação - o primeiro atelier de arte livre da antiga FUNABEM em que juntos examinavam e orientavam meninas com dificuldade de aprendizado assistidas naquele projeto social.
Victor Arruda foi absorvido pelo movimento chamado “Geração 80” e sua pintura foi examinada em textos por Achille Bonito Oliva (o crítico italiano que criou o termo “transvanguarda”), por Frederico Morais, Jorge Guinle, Lígia Canongia, Marcus de Lontra Costa, Reynaldo Röels Jr., Roberto Pontual, entre outros.
A partir da década de 90, retomou as antigas pinturas dos anos 70 e, nelas, a maior utilização de textos pintados, sempre atrelados às emoções de alguns momentos de sua vida. Quem não se recorda do famoso anúncio de jornal que ele mesmo colocou sobre a sua morte? Foi uma comoção só. Tudo não passava de mais um trabalho seu com as palavras. Em 2008, convidado a participar de uma exposição coletiva no Solar Grandjean de Montigny-PUC-RJ, usou uma idéia que lhe surgiu quando, há alguns anos, houve uma revolta de imigrantes no subúrbio de Paris. O então presidente francês, Nicolas Sarkozy (na época ministro do interior da França), disse que aqueles cidadãos de segunda categoria só conseguiam se comunicar com 56 palavras. Victor Arruda chamou 56 conhecidos – de formação, classe social, profissão e idade diversas – e pediu para cada um deles escrever “as suas 56 palavras”, que reunidas resultaram no livro “56 Palavras”. Em uma outra exposição: "A respeito da corrupção", no fim do ano passado, na Galeria Amarelonegro, Victor também apresentou obras utilizando palavras e frases, neste caso baseadas no escândalo do ex-governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. Victor aproveitou a deixa e a coincidência do sobrenome para dizer que não era ele.
Divulgação
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