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Paulo Tadeu Leite Arantes resenha o livro “Cidades sustentáveis, cidades inteligentes: desenvolvimento sustentável num planeta urbano”, escrito por Carlos Leite e Juliana di Cesare Marques Awad, com foco numa análise urbana durante o século XX.

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ARANTES, Paulo Tadeu Leite. A reinvenção do maior artefato já criado pelo homem. Resenhas Online, São Paulo, ano 12, n. 138.04, Vitruvius, jun. 2013 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/12.138/4780>.


Metrópole contemporânea
Ilustração Chris Dent [ChrisDent Illustration]

Na virada para o novo milênio, a sociedade industrial - hegemônica ao longo de todo século XX – perde força e começa a dar sinais de esgotamento. Sobrepondo a ela vai se formando outra, desta feita, não mais estruturada numa lógica fordista e taylorista de desenvolvimento, mas no tripé: conhecimento, sustentabilidade e criatividade, tendo a mudança como princípio essencial.

Esta nova estrutura social, nominada apropriadamente como “sociedade do conhecimento”, não começou a se formar a partir de uma simples troca de números do calendário, mas no bojo das mudanças decorrentes de uma frenética revolução científica e tecnológica, em curso mais acentuado desde o ultimo quarto do século passado. Castells (1999) foi preciso na síntese sobre este período ao defini-lo como aquele que “transformou nosso modo de pensar, de produzir, de consumir, de negociar, de administrar, de comunicar, de viver, de morrer, de fazer guerra e de fazer amor”(1).

Sem dúvida, vivemos tempos de grandes mudanças. E, a cada instante, somos surpreendidos por algo novo, diferente, inovador, revolucionário, que pode mudar nosso comportamento, a paisagem, o clima, enfim, que pode mudar a cidade.

Lócus por excelência da vida humana sobre o planeta e considerada a maior invenção da humanidade, as cidades abrigam hoje mais da metade da população mundial. Seu protagonismo é de tal ordem que levou o arquiteto inglês Charles Landry (2000) batizar este século como o “Século das Cidades” (2).

É também sobre a cidade do “século das cidades”, com toda sua exuberância, mazelas e contradições que “Cidades sustentáveis, cidades inteligentes: desenvolvimento sustentável num planeta urbano”, livro escrito por Carlos Leite, em co-autoria com Juliana di Cesare Marques Awad, volta sua atenção; reunindo, conforme afirma Carlos Leite no seu prefácio, quinze anos de pesquisas sobre o tema da regeneração urbana e desenvolvimento urbano sustentável.

Seu texto ágil e objetivo nos convida a um mergulho neste intricado, mas fascinante mundo urbano no seu mais recente estágio de evolução. Nesta imersão, deparamos com um conteúdo diferenciado que se destaca pela riqueza de suas analises, pela precisão conceitual, pela abrangência de suas citações e, finalmente, pela perspicácia das discussões sobre as novas perspectivas de enquadramento das cidades num planeta em permanente processo de mudanças.

Organizado em duas partes, apresenta na primeira, ao longo de sete capítulos, conceitos e depoimentos e, na segunda, discute casos emblemáticos de intervenções urbanas implantadas em quatro cidades situadas em quatro países diferentes, mas todos focados num mesmo problema: “a regeneração urbana e a reestruturação produtiva de áreas metropolitanas deterioradas, de localização central e dotadas de centralidade, memória urbana e uma preciosa infraestrutura” (p.10).

Assim, considerando os incontáveis problemas que vêm afetando as cidades, notadamente aquelas situadas em países emergentes; acrescido de projeções da ONU para 2050, segundo as quais, duas de cada três pessoas viverão em cidades, a grande questão que se apresenta é: como reinventar as cidades transformando-as em cidades sustentáveis e inteligentes?

Ser sustentável hoje em dia, caso queiramos ter planeta para viver no futuro, passou a ser um atributo mandatório para toda e qualquer atividade humana, seja ela de cunho econômico, social ou até mesmo cultural, independente de estar em uma área urbana ou rural; transformando, assim, o desenvolvimento sustentável num dos maiores desafios do século XXI.

A sustentabilidade das cidades, no entanto, não mais se limita a questão ambiental, ainda que essa seja sua face mais visível. Outras disciplinas e dimensões de análises de igual importância como, por exemplo, a diversidade socioterritorial ou, como prefere Jaime Lerner, a “sociodiversidade”, passaram a fazer parte do escopo de iniciativas em prol da sustentabilidade urbana. No caso da sociodiversidade, sua importância neste terceiro milênio é de tal ordem que os autores do livro foram taxativos: sem esta dimensão nenhuma cidade poderá ser considerada como sustentável. E vão mais longe ao preverem que cidade sustentável será aquela capaz de conciliar, mesclar ou mesmo mixar, num mesmo território, cidade formal e cidade informal por uma simples razão: “as cidades são o território onde a diferença é possível” (p.19).

E não poderia ser de outra forma, se considerarmos que 31,6% da população mundial vive hoje em favelas (algo como 1 bilhão de pessoas, ou equivalente a uma Índia!), e cresce a uma taxa de 5% ao ano (algo como 500 mil novos favelados a mais todo ano, o que equivale a população de uma cidade como Juiz de Fora). Dados tão robustos e, ao mesmo tempo tão assustadores como estes não deixam dúvida: a cidade do século XXI será muito diferente de uma Londres, Paris ou Nova York, metrópoles emblemáticas do século XX.

Heliópolis, projeto de reurbanização, São Paulo. Laboratório de Cocriação em Territórios Informais Heliópolis, 2011/12, FAU-Mackenzie, Grupo de Pesquisa coordenado por Carlos Leite
Fotomontagem Camila Girão e Patrícia de Palma

Corrobora também com a importância e a urgência da sustentabilidade, o fato de as cidades serem responsáveis por 2/3 do consumo mundial de energia, 75% da geração de resíduos, pelo esgotamento progressivo dos recursos hídricos e pelo consumo exagerado de água potável, chegando a insustentável cifra de 200l/habitante/dia, dentre outras tantas, e não menos graves agressões ao meio ambiente. Daí outra constatação enfática:

“A ecologia da cidade e não na cidade, ou a natureza como um sistema separado na cidade. Um eco-urbanismo ou ecologia urbana. Tratam-se de questões sérias e prementes, independentemente de rótulos” (p. 8).

Debruçados ainda sobre este assunto, os autores não titubearam ao afirmarem que as melhores cidades são as que se reinventam continuamente, ou seja, similar a um organismo vivo elas, ao adoecerem, se curam e mudam. Desse modo, sugerem que: “reciclar o território é mais inteligente do que substituí-lo” (p.13), referindo-se, neste caso, às estratégias para regenerar os vazios centrais das cidades, ou seja:

“Refazê-la, ao invés de expandi-la. Compactá-la. Deixá-la mais sustentável é (por conseguinte) transformá-la numa rede estratégica de núcleos policêntricos compactos e densos, otimizando infraestruturas e liberando territórios verdes” (p.14).

Resumindo: “a cidade compacta fará a diferença real no uso mais racional e sustentável dos recursos” (p.15).

A prevalecer esta proposição cria-se, entretanto, um inusitado ponto de inflexão na curva da evolução urbana, na medida em que, a partir dele, podemos ter a reversão de um modelo de urbanização difusa e espraiada, recorrente no século passado, cujo paroxismo deu-se com os urban spraws norte americanos, um tipo de espraiamento urbano ancorado na teoria do crescer por esgotamento, segundo a qual, era permitido ao território, em nome de uma baixa densidade, crescer desmesuradamente.

Já as cidades brasileiras cresceram e, o mais grave, continuam crescendo, seguindo esta mesma lógica, ou seja, expandem ao arrepio de uma visão sustentável e sistêmica, gerando fragmentações territoriais e, com elas, uma rede desconexa de vazios urbanos, terrenos vagos e de enclaves territoriais à semelhança, conforme foi chamado, de um “arquipélago de bairros”.

Com o crescimento vertiginoso de muitas destas aglomerações, aumentaram também estas descontinuidades que, associadas ao gigantismo de sua escala, praticamente impendem aos seus moradores perceberem, com um mínimo de clareza, a cidade em que vivem. E, esta perda de identidade compromete uma função básica do território das cidades, qual seja: a de ser um espaço de convivência. Afinal, segundo Santos (2002): “o que ele (território) tem de permanente é ser nosso quadro de vida” (3).

Neste contexto, não dá mais para esperar uma correção de rumo do nosso caótico processo de urbanização, e isso implica em superar, com a máxima urgência, desafios como: a reconversão de áreas industriais abandonadas, a reestruturação produtiva de áreas metropolitanas deterioradas, a regeneração de áreas centrais improdutivas e esvaziadas, a reciclagem do território, dentre outros.

Como se pode ver, nossas cidades clamam por um amplo processo de reconstrução interna ou, em outras palavras, por uma reinvenção de dentro para fora, conforme é veemente defendido neste livro.

Contudo, a reinvenção, via projetos de reestruturação produtiva, de regeneração urbana e outras práticas não vingaram por aqui na mesma velocidade e extensão daquela encontrada nos países centrais. Embora este descompasso tenha causas diversas, o fato de essas iniciativas implicarem em um planejamento sistêmico de médio e longo prazo, ou seja, de extrapolarem o calendário eleitoral, elas, definitivamente, não apetecem nossos governantes empreendê-las.

Fora do Brasil, no entanto, exemplos de sucesso como o @22, em Barcelona, o Mission Bay, em San Francisco e o Montreal Ateliers Angus, em Montreal, apresentados na segunda parte, comprovam ser possível transformar muitos destes desafios em ótimas oportunidades para reinventar as cidades, alçando-as a patamares mais elevados de qualidade de vida e de sustentabilidade que os atuais. Esses projetos têm em comum a sua concepção de forma sistêmica, ousada, criativa e, por conseguinte, levaram mais de uma década para produzir os resultados esperados.

Pari passu com as questões da sustentabilidade, é também apresentado nesta primeira parte, como o conhecimento, a tecnologia e as inovações articulam-se com outras disciplinas presentes hoje no território urbano, ampliando, assim, o campo de análise dos desafios impostos às cidades e, conseqüentemente, à sua sustentabilidade.

Conforme os autores: “regenerar produtivamente territórios metropolitanos existentes deve ser face da mesma moeda dos novos processos de inovação econômica e tecnológica”. (p.13) Algo, por sinal, reforçado mais a frente com a discussão da importância de se ter um olhar mais amplo sobre a problemática urbana contemporânea, visto que “a nova economia e as novas cidades são a grande pauta deste inicio de século, e elas estão mais do que nunca imbricadas” (p. 68).

As relações cidade e economia, por sua vez, estão imbricadas desde a origem da primeira. Afinal, a cidade surgiu a partir do ajuntamento de pessoas que, livremente, sentiram a necessidade de se aproximarem para fazer suas trocas comerciais e, na seqüência, descobriram que o adensamento proporcionava outros ganhos como: fazer contatos, retirar estímulos de outras mentes próximas e ainda, que estar em multidões permitia a variedade, a difusão do conhecimento e, conseqüentemente, as inovações. Ora, tudo isso foi importante porque também ajudava irrigar os negócios, algo, por sinal, que se mantém até hoje.

“As cidades existem por conta de duas grandes aspirações humanas: facilitar as trocas e transações, e permitir a liberdade. Conclui-se, portanto, que a origem da cidade, enquanto constructo físico repousa nos negócios, na economia da troca de mercadorias, e a troca de idéias e de bens permanece como uma das forças fundamentais das cidades” (p. 70).

Por outro lado, numa economia de fluxos, como a atual, eles passaram a ser a forma típica de mobilidade nas cidades contemporânea, em contraposição com o movimento, peculiar das cidades organizadas segundo os cânones dos Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna (CIAMs). Nelas, conforme Santos (2002), “o território é constituído por vastos enclaves urbanos, praticamente autônomos, ligados diretamente aos sistemas de fluxos internacionais corporativos”. (4) Em suma, diante de uma nova lógica locacional, tanto as cidades, quanto a arquitetura, viraram pontos nodais dos fluxos internacionais.

Neste particular, a inclusão de qualquer centro urbano ao circuito da economia global, segundo Klink (2001), “passa necessariamente pelo atendimento de três condições: conectividade, inovação e flexibilidade institucional” (5). De certa forma confirma-se aqui o que já havia sido dito sobre a nova lógica locacional, qual seja, o fato de as cidades serem consideradas como pontos nodais, as mais importantes agora não são mais aquelas concentradoras de atividades industriais, dado que a indústria está hoje dispersa em distintos territórios do planeta, mas, sim, as que mais concentram serviços. A explicação é que esta atividade, pela sua natureza, depende, em larga escala da densidade. Sem ela a oferta de talentos e inteligência fica comprometida, bem como alguns serviços não podem ser prestados via rede (como a saúde, por exemplo). Todos estes aspectos reforçam a importância da informação, ou melhor, do acesso a ela como um fator capaz de assegurar maior ou menor competitividade às cidades no plano global.

Com relação as inovações, confirma-se que uma das grandes lacunas nos estudos sobre este tema é a ausência da variável espaço. Isso levou Simmie (2001) fazer os seguintes questionamentos: por que e quando as inovações, ora se “espacializam” e, ora, são concentradas em alguns locais e não em outros? (6).

Nos novos arranjos espaciais, como é o caso de dois citados: as tecnópolis e os parques tecnológicos, criados para servirem como “habitats da inovação”, é possível encontrar parte das respostas a estes questionamentos. Sem entrar no mérito da questão de quem vem primeiro, se os espaços ou a inovação, o fato é que os “habitats de inovação” são hoje uma realidade inquestionável e, mais do que isso, têm demonstrado uma enorme vitalidade para promover transformações (econômicas, empresariais, urbanas, científico-tecnológicas, sociais, culturais e outras) nas cidades onde estão inseridos, não importa seu porte ou localização.

Tecnópolis, ou technopolos, ou ainda cidades da ciência, são arranjos espaciais que funcionam como clusters organizadores de um novo espaço industrial e, por isso mesmo, podem ser consideradas como: “uma nova estratégia territorial de desenvolvimento e inovação” (p.112).

Surgiram no Japão, em 1983, por força de uma decisão do governo japonês, através da edição da MITI’s Technopolis Law, que previa a criação de 20 cidades modelos com economia baseada nas atividades de ciência e tecnologia. Tsukuba foi a primeira tecnópolis e, de lá para cá, este conceito evoluiu, passando de uma simples política de governo que visava ao fortalecimento da área de ciência e tecnologia japonesas, para as atuais cidades ou, em alguns casos, regiões com programas de valorização de seu potencial de ensino e de pesquisa voltados para o desenvolvimento tecnológico e as inovações.

Reúnem, num mesmo lugar, atividades de pesquisa e desenvolvimento de alta tecnologia, realizadas nos seus institutos, centros de pesquisa e universidades de forma integrada com as empresas de base tecnológicas situadas no seu entorno. Nas tecnópolis, a proximidade física entre os centros geradores de conhecimento e as empresas é crucial para facilitar, tanto a transferência do conhecimento, quanto os contatos pessoais e institucionais entre seus atores, criando, dessa forma um ambiente sinérgico, o que é imprescindível em uma economia de aglomeração, ou como também é conhecida: “economia de concentração espacial do desenvolvimento tecnológico”.

A criação de uma associação mundial, a WTA (World Technopolis Association – www.wtanet.org), fundada em 1998 e baseada em Daejeon, na Coreia, com o objetivo de estabelecer uma rede global de tecnopólis sustentáveis, sublinha a consolidação desta estratégia. A WTA também promove eventos científicos, cursos e treinamentos e edita uma revista científica, a Technopolis Review, que pode ser baixada do seu site.

Os parques tecnológicos, por sua vez, surgiram nos EUA, mais precisamente no campus da Stanford University, em Palo Alto, California, no começo da década de 1950, como um mecanismo facilitador do processo de transferência de conhecimento da universidade para o mercado. A importância deste primeiro parque transcendeu os limites de sua área física e ele se tornou um marco na transição de um modelo de desenvolvimento de uma região, até então predominantemente rural e conhecida como o “Vale das delicias do coração” (uma tradução livre para “Valley of Heart's Delight”), para o atual “Vale do Silicio”, uma das maiores e mais dinâmicas regiões de alta tecnologia do planeta.

Concebido pelo então reitor daquela universidade, o visionário Frederick Terman, esta experiência pioneira de integração academia e mercado, virou um conceito que mudou radicalmente uma universidade (até então inexpressiva) e uma cidade, impactando toda uma região. Estava, pois, neste momento, criando-se uma nova formatação de desenvolvimento estruturado no conhecimento como gerador de riquezas econômicas locais.

Glaeser (2011) ao analisar a relação entre conhecimento e desenvolvimento tendo a tecnologia como motor da economia local chegou a conclusão de que “elas (as inovações) aglomeram-se em lugares (habitats de inovação)onde as idéias cruzam mais facilmente corredores e ruas, do que mares e continentes” (7).

O sucesso deste primeiro parque contribuiu para que esta idéia, ou melhor, este conceito se espalhasse pelo mundo. Sua associação mundial, a IASP (International Association of Science Parks - WWW.iasp.ws) com sede em Málaga na Espanha, já contabiliza cerca de 400 associados de 70 países.

Resumindo, os conceitos de tecnópolis e parques são convergentes em termos de objetivos, variando, porém, na escala. Enquanto tecnopólis significa uma cidade, ou mesmo uma região cuja atividade econômica dominante é de alta tecnologia; parque é, grosso modo, um ponto singular do seu território que, conforme afirmado no livro “concentra e distribui ações econômicas ligadas à alta tecnologia” (p.113).

Ainda sobre esse tema, é oportuno destacar o acerto em apresentar uma síntese dos estudos de Castells e Hall(1994), considerado um trabalho emblemático sobre este tema, dentre outros motivos, por contemplar a variável espaço (8).

Para finalizar, tomando de empréstimo a revelação de que, através deste livro, não se teve a intenção de “fechar verdades absolutas, mas abrir as questões ao debate qualificado”, (p.250) não hesito em afirmar que o leitor sentirá - como eu senti - ao longo de suas duzentas e sessenta e quatro páginas, permanentemente desafiado, não somente ao debate, mas a lançar, ele mesmo, novas luzes sobre a forma como ainda produzimos e apropriamos do espaço urbano e, a partir daí, criar novas referências.

Por fim, revisitando a citação que fecha seu prefácio: novas idéias, como diria Jane Jacobs, são formadas pela combinação de velhas idéias.

É, pois, exatamente isso que este livro, do começo ao fim, nos incita fazer.

notas

1
CASTELLS, Manuel (1999). A era da informação. Economia, sociedade e cultura. Vol. 3. “Fim de milênio”. São Paulo: Paz e Terra.

2
LANDRY, Charles. The Creative City. London: Earthscan, 2000.

3
SANTOS, M. O país distorcido: o Brasil, a globalização e a cidadania. São Paulo: PubliFolha, 2002.

4
Idem

5
KLINK, J.J. A cidade-região: regionalismo e reestruturação no grande ABC paulista. Rio de Janeiro: DP&A, 2001.

6
SIMMIE, J. Innovative cities. Spon, 2001

7
GLAESER Edward L. Triumph of the City: How Our Greatest Invention Makes Us Richer, Smarter, Greener, Healthier, and Happier. New York: Penguin, 2011.

8
CASTELLS, M.: HALL, P. Technopoles of the world: the making of twenty-first-century industrial complexes. London: Routledge, 1994.

sobre o autor

Paulo Tadeu Leite Arantes, arquiteto pela EAUMG, mestre e doutor pela FAU/USP, é professor Associado IV do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Viçosa.

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