Seu navegador está desatualizado.

Para experimentar uma navegação mais interessante, recomendamos que você o atualize clicando em um dos links ao lado.
Todos são gratuitos e fáceis de instalar.

 
  • em vitruvius
    • em revistas
    • em jornal
  • \/
  •  

pesquisa

revistas

projetos  


sinopses

português
O Parque Olímpico de Deodoro, projetado em uma área de 2,5 milhões de m², possui palco para 11 modalidades olímpicas e três paralímpicas. O projeto teve como objetivo o legado olímpico, focado em gerar áreas de lazer para a população.

como citar

VIGLIECCA, Héctor. Projeto Parque Olímpico de Deodoro. Projetos, São Paulo, ano 17, n. 197.01, Vitruvius, maio 2017 <http://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/17.197/6521>.


Parque Olímpico de Deodoro, masterplan, Rio de Janeiro, RJ, Escritório Vigliecca & Associados
Imagem divulgação

O Parque Olímpico de Deodoro é a primeira região olímpica em tamanho, com área de 2,5 milhões de metros quadrados, e segunda em capacidade, palco de 11 modalidades olímpicas e três paralímpicas da RIO 2016. As modalidades olímpicas são Canoagem Slalom, Ciclismo (BMX e Mountain Bike), Hóquei sobre Grama, Tiro Esportivo, Pentatlo Moderno, Basquete (apenas o feminino), Rúgbi e Hipismo (Salto, Adestramento e CCE). Já as paralímpicas consistem em Tiro Esportivo, Futebol de 7 e Hipismo (Adestramento).

Deodoro oferece o maior legado da RIO 2016. Mais do que criar um centro de competições de excelência, o projeto do escritório de arquitetura Vigliecca & Associados teve como principal objetivo o legado olímpico. Diferentemente da maioria das regiões olímpicas na história dos Jogos, o legado vai além da esfera esportiva. Está focado, principalmente, em gerar áreas de lazer para a população.

As modalidades de Canoagem Slalom, BMX e Mountain Bike foram agrupadas em uma mesma área de Deodoro devido a sua afinidade esportiva – todas são consideradas radicais. O projeto deu sentido a esse conjunto de equipamentos, atribuindo a ideia de um parque público, capaz de abrigar instalações complementares, como pista de skate, área para piquenique, salas multiuso e trilhas suspensas, gerando assim o Parque Radical, segundo maior parque público do Rio de Janeiro na região com o maior número de jovens e com um dos menores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) da cidade.

A criação do Parque Radical reforça as perspectivas de desenvolvimento social e esportivo da juventude local. Deodoro atende a 1,5 milhão de moradores de 10 bairros e três municípios. Com 490 mil metros quadrados, sendo 60% de área verde, o Parque Radical reforça a importância da preservação da vegetação local, que foi enriquecida com plantio de espécies nativas da Mata Atlântica, e contribui para a construção de um vínculo afetivo da população com a cidade por meio da interação com o meio ambiente.

Essa é uma situação única que oferece oportunidade de mudança para a população e consolidação de um dos legados mais simbólicos para o Rio de Janeiro. Um parque urbano, em umas das áreas mais carentes da cidade que cumpre suas funções socioambientais e conecta o sistema de mobilidade de transporte público, já disponível no local. Um grande parque que está conectado com a cidade. Um equipamento público de escala metropolitana.

Além da função recreativa, o Parque Radical foi utilizado como local de treinamento e formação de atletas para as modalidades de Canoagem Slalom, BMX e Mountain Bike. Outro legado de Deodoro é a Arena da Juventude. O edifício, que durante os Jogos Olímpicos sediou competições de Basquete Feminino e do Esgrima do Pentatlo Moderno, se transformou em um centro de formação e aprimoramento de atletas, dando continuidade a um trabalho que já vinha sendo desenvolvido em Deodoro e foi evidenciado pelos Jogos Pan-Americanos 2015, em Toronto. Quase metade das medalhas conquistadas pelo Brasil – mais precisamente 48% – foram de atletas-militares que integram o Programa de Alto Rendimento dos Ministérios da Defesa e do Esporte.

Um dos maiores desafios do projeto para a RIO 2016 foi adaptar as instalações esportivas já existentes no local, criadas para os Jogos Pan-Americanos de 2007, aos padrões olímpicos e integrá-las às novas, formando uma unidade, e ainda torná-las úteis e econômicas. Acentuaram a complexidade do projeto a declividade do terreno e a presença de uma linha férrea, duas avenidas e um rio que cortam a região.

Por se tratar de uma grande área, Deodoro foi dividido em setor Norte e Sul; o Norte está subdivido nas Zonas A e B; o Sul concentra a Zona C. A Zona A abriga o Parque Radical, que inclui Estádio Olímpico de Canoagem Slalom, Centro Olímpico de BMX e Parque Olímpico de Mountain Bike. A Zona B é composta pela Arena da Juventude, Centro Olímpico de Tiro Esportivo, Centro Aquático de Deodoro, Estádio de Deodoro e Centro Olímpico de Hóquei sobre Grama. Já a Zona C é o Centro Olímpico de Hipismo, formado pelo Circuito de Cross Country, Arena Central, Vila dos Tratadores, Clínica Veterinária, Ferradoria, Estábulos, Pista de Treinamento, Coliseu, Girador e Abrigo de Resíduos Orgânicos.

Este projeto é resultado de uma concorrência pública internacional da qual o escritório de arquitetura Vigliecca & Associados, por meio de um consórcio, foi o vencedor. A concorrência, promovida pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro em 2013, determinava a elaboração do projeto e do plano geral urbanístico do Parque Olímpico de Deodoro.

comentários

197.01 Edifício para eventos
sinopses
como citar

idiomas

original: português

fonte

compartilhe

197

197.02 Edifício para eventos

Arena da Juventude

Héctor Vigliecca

197.03 Edifício para eventos

Parque Radical

Héctor Vigliecca

jornal


© 2000–2017 Vitruvius
Todos os direitos reservados

As informações são sempre responsabilidade da fonte citada