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architectourism ISSN 1982-9930

Conjunto residencial JK, Belo Horizonte, arquiteto Oscar Niemeyer. Foto Victor Hugo Mori

abstracts

português
As relações diplomáticas entre Brasil e Portugal e as proximidades culturais entre os dois povos e países constituem pano de fundo para uma visita atenta ao Museu dos Coches, projeto do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha.


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ANDRADE, Ulisses Morato de. Em Lisboa, Paulo Mendes da Rocha é Paulo Mendes da Rocha! O novo Museu Nacional dos Coches – Belém. Arquiteturismo, São Paulo, ano 10, n. 109.01, Vitruvius, abr. 2016 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/10.109/5973>.


“Sem deixar-se influir pelas modas, Mendes da Rocha foi desenvolvendo uma linha constante. Partindo da fascinação pela engenharia e pela técnica, ele tem recriado o espaço básico conformado pela forma estrutural” (1).

Considerações iniciais

Antes de falar sobre o projeto, convém contextualizá-lo. Discorrer sobre o novo Museu Nacional dos Coches (2), recentemente inaugurado em Lisboa, projetado por Paulo Mendes da Rocha com a colaboração dos escritórios MMBB (Brasil) e Bak Gordon Arquitetos / Nuno Sampaio Arquitetos (Portugal) pressupõe uma análise conjuntural de um fenômeno binacional. Nomeadamente, do estreitamento de intercâmbio entre Brasil e Portugal no campo da arquitetura.

Na última década, Brasil e Portugal têm se empenhado em intensificar suas relações em vários setores e, em particular, no campo da arquitetura (3). Nesse sentido, dois acontecimentos recentes são emblemáticos: em 2008, a inauguração do Museu Iberê Camargo, no Brasil, desenhado por Álvaro Siza e; em 2015, a abertura do novo Museu Nacional dos Coches, em Portugal, projetado por Paulo Mendes da Rocha. Sobre a escolha de Mendes da Rocha para projetar o novo museu em Lisboa, o então Secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, afirma que:

“é um sinal de abertura para o mundo e a possibilidade de valorizar o património arquitetônico da cidade de Lisboa e do País com um dos mais marcantes arquitetos sul americanos. Que este sinal seja mais um contributo para aproximar Portugal e Brasil, aproximação nem sempre fácil, mas essencial para a compreensão das duas nações” (4).

Vista do museu a partir da calçada da Av. das Índias. O pavilhão branco, suspenso do solo, abriga as naves expositivas com pé-direito duplo
Foto Ulisses Morato

Paralelo a isso, um ilustre representante da nova geração da Escola Paulista, Ângelo Bucci, projetou em 2008 um Edifício de apartamentos em Silves no Algarve, ao Sul de Portugal, concluído em 2011.

Esse estado das coisas ultrapassou os feitos arquitetônicos e desembocou na produção de conhecimento. No campo das pesquisas científicas, a literatura recente apresentou importantes contributos interpretativos das relações arquitetônicas entre Brasil e Portugal. As doutoras Tânia Beisl Ramos e Maria Madalena da Cunha Matos, ambas da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa (FA-ULISBOA), e a doutora Ana Cristina Fernandes Vaz Milheiro, do Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), desenvolveram importantes estudos sobre este tema (5).

Por outro lado, a cidade velha clama por novos ares arquitetônicos. Nas últimas décadas ocorreram várias inserções de arquitetura contemporânea na frente ribeirinha ocidental de Lisboa: o Planetário Gulbenkian de Frederico George (1965); o Centro Cultural Belém de Vittorio Gregotti e Manuel Salgado (1992); a Torre APL de Gonçalo Byrne (2001); a Fundação Champalimaud de Charles Correa (2010); e o novo edifício da EDP dos irmãos Aires Mateus. Esse território, juntamente com o patrimônio histórico, vem se recriando com traços de renomados arquitetos portugueses e estrangeiros. É nesse cais que Mendes da Rocha desembarca sua arquitetura.

A demanda, o projeto, e seus desdobramentos

O equipamento cultural aqui tratado integra-se a outras intervenções do Estado português com o objetivo de valorizar a frente ribeirinha de Lisboa (6), além, é claro, de abrigar o acervo secular de coches e berlindas, o maior do mundo. Em 2008 o governo de Portugal convida o então recente Pritzker de língua portuguesa (7), Paulo Mendes da Rocha, para conceber o novo Museu Nacional dos Coches, que foi inaugurado a 23 de maio de 2015. Nas tratativas de escolha do nome para o desenho do projeto, pesou a opinião dos “Pritzker” portugueses (8):

“Reza a lenda que o ministro Manuel Pinho encontrou ocasionalmente Álvaro Siza e Eduardo Souto de Moura. [...] O convite a Paulo Mendes da Rocha ficou a dever-se à persuasão dos arquitectos portugueses, que convenceram o ministro a optar pela adjudicação directa do projecto a alguém com afinidades culturais relevantes” (9).

A conexão em passarela entre o pavilhão (esquerda) e o anexo (direita)
Foto Ulisses Morato

Feita a escolha, desenha-se o projeto e ergue-se a obra. Trata-se de uma composição com dois volumes suspensos do solo e ligados por uma passarela: um pavilhão, paralelo ao rio Tejo, opaco, que abriga os espaços expositivos; e um volume anexo, envidraçado, que abriga um restaurante e a administração.

Uma praça interna, em paralelepípedos de granito, conecta o terreno às vias circundantes e vaza os volumes que tocam o chão.

O volume marrom, sob o pavilhão, que abriga bilheterias, serviços e oficinas
Foto Ulisses Morato

Sob o pavilhão estão reunidas, em um volume opaco de cor marrom, as bilheterias, as oficinas de conservação e restauro, os serviços, e a reserva. Próximo, entrecortado pela praça interna, há outro volume envidraçado que abriga o acesso principal ao museu, a cafeteria e uma loja.

O volume envidraçado, que abriga a entrada principal, a cafeteria e a loja do museu
Foto Ulisses Morato

Sob o anexo, encontra-se o auditório, nivelado com a praça, pintado de rosa pastel que, pela cor, dialoga com um vizinho ilustre, o Palácio de Belém. Atrás do auditório, voltado para a rua, fica uma tradicional sorveteria portuguesa, com mesas dispostas na calçada.

O auditório, volume cor-de-rosa, assentado diretamente sobre o terreno, integra-se à praça interna do museu
Foto Ulisses Morato

Uma vez inaugurado, o espaço passa a dialogar efetivamente com a cidade e com o mundo. Lisboa é uma cidade de intenso turismo e uma das portas de entrada para a Europa.

Vista interna do primeiro Museu Nacional dos Coches, que segue funcionamento com parte do acervo. O pé-direito duplo e a galeria de circulação em mezanino foram adotados no projeto do novo museu, assinado por Mendes da Rocha e equipe
Foto Ulisses Morato

Em setembro último o jornal Público estampava a seguinte manchete no caderno de cultura: “Edifício de Paulo Mendes da Rocha faz aumentar visitantes do Museu dos Coches” (10). O que vale dizer: o antigo Picadeiro Real, onde parte do acervo de coches e berlindas mantém-se em exposição, teve sua visitação significativamente incrementada (70%) no primeiro trimestre após as instalações do novo Museu desenhado por Mendes da Rocha. O velho museu fica na contra-esquina do novo.

A história do museu remonta ao iniciou do século passado, quando em 1905 a rainha D. Amélia d’Orleães e Bragança inaugurou, nas antigas instalações do Picadeiro Real, o “Museu dos Coches Reaes”, em projeto de reforma ao modo neoclássico.

Um dos saguões expositivos do novo Museu dos Coches, visto da passarela em mezanino
Foto Ulisses Morato

O interior do novo museu foi tratado de modo diametralmente oposto ao antigo. Do invólucro arquitetônico que mimetiza os coches, passou-se a caixa neutra e branca que possibilita o protagonismo do objeto exposto. Esta caixa é fechada, pela exigência do uso, entretanto, em pontos estratégicos busca a cidade de volta por aberturas nas paredes perimetrais.

Abertura na parede externa do saguão expositivo. Ao fundo o Museu da Eletricidade e o Tejo
Foto Ulisses Morato

Além do alcance de público, em menos de um ano de existência, a obra recebeu da Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA, em 2015, o prêmio “Obra de arquitetura no exterior” (11); e o Prêmio CICA de Arquitetura, atribuído pelo Comité Internacional de Críticos de Arquitetura, em 2015. Vale dizer que o projeto de museografia ainda se encontra inconcluso e a passarela que transpõe as linhas férreas para atingir as margens do Tejo, até o momento, só tem seu arranque construído.

A Escola Paulista “deságua no Tejo”

“Deságua no Tejo” é um trecho da canção Fado Tropical composta em 1973 por um renomado carioca que, tempos antes, esteve em São Paulo a estudar arquitetura.

À época em que Chico Buarque de Hollanda passou pela  FAU USP, 1963-65, sua carreira artística ensaiava os primeiros passos e o brutalismo hegemônico no Brasil era da ditatura militar, instaurada em 1964. Naquela altura, os ecos da Escola Carioca ainda repercutiam mundo afora com os feitos de Brasília.

Hoje, no Brasil as canções de sucesso são outras, e também é outra a arquitetura paradigmática, aos olhares internacionais. Atualmente, o brutalismo conhecido é o da arquitetura paulista e o daqueles que insultam o Chico nas ruas do Rio de Janeiro por questões ideológicas.

Mas, tratemos de arquitetura. Em boa medida o novo Museu Nacional dos Coches representa a internacionalização da Escola Paulista de arquitetura. O edifício transpõe para Belém as marcas da tectônica daquela Escola e, obviamente, os traços do seu autor, um dos seus representantes mais célebres. A cobertura de grandes vãos, os apoios “que cantam” os volumes sem supérfluos, remetem, guardadas as devidas reservas, ao templo que moldou seus discípulos: o prédio da FAU USP. O edifício da FAU USP tem um caráter didático dos preceitos arquitetônicos defendidos pelo mestre da Escola Paulista, Villanova Artigas, que o desenhou. Nele, percebe-se a ênfase à técnica construtiva e estrutural através da exposição do concreto armado, da valorização dos seus pontos de apoio, da racionalidade formal. Além disso, o caráter político dessa arquitetura, manifesto na interpenetração de espaços, na ausência de portas entre recintos, e na liberação do solo para uso público. Segundo Josep M. Montaner:

“a arquitetura desta escola paulista, baseada em formas fechadas para o exterior, em espaços ‘sanduiche’, de procedência miesiana, que se configuram como caixas elevadas sobre pilotis [...] tem sido levada ao limite por Mendes da Rocha” (12).

A estrutura como arquitetura, apontada por Hugo Segawa (13), é marcante na configuração do novo Museu Nacional dos Coches.

O teto do anexo, onde os elementos estruturais e os sistemas prediais são revelados pela tênue grelha metálica do forro
Foto Ulisses Morato

O programa de necessidades do museu é atendido e abarcado pela disposição da estrutura no terreno e no espaço: os pilotis, as grandes vigas treliçadas da estrutura dos volumes e a expressividade dos apoios são os definidores desta arquitetura. Aqui, a primazia da técnica é novamente evocada por Mendes da Rocha na articulação do programa e na construção do edifício. Há quem possa interpretar que em tal operação a intenção estética seja secundária, pelo contrário, a expressividade da obra é fruto dela. Se por um lado o concreto aparente não predomina na arquitetura do Museu dos Coches, por outro, a infraestrutura predial (calhas e dutos das instalações) e as vigas e tirantes metálicos são expostos ou deixam-se entrever pela grelha metálica dos forros internos e externos do edifício. Diga-se, foi por questões tectônicas que o arquiteto converteu, em grande parte, a estrutura de concreto aparente pela estrutura metálica:

“A sugestão de substituir o betão por uma estrutura metálica partiu do engenheiro. Tendo em conta o curto prazo previsto para a construção, as características dos aterros onde assentam as fundações, o risco de actividade sísmica e a necessidade de integrar sistemas de controlo ambiental complexos, um sistema construtivo leve fazia mais sentido” (14).

O “mirante” que se descola da fachada principal e busca o enquadramento do território envolvente
Foto Ulisses Morato

Em outro aspecto a “contaminação” local se faz presente. Os “mirantes” que se lançam a partir da fachada principal, para um lado, ao Padrão dos descobrimentos, e para o outro, ao Museu da Eletricidade, certamente dialogam com este artificio arquitetônico recorrente na arquitetura contemporânea portuguesa. Além disso, o recorte e enquadramento da paisagem que este elemento arquitetônico promove, remete a um recurso usual na obra de outro Pritzker de língua portuguesa, Álvaro Siza.

Em meio a isso tudo, o interessante de se notar é que, em termos de Escolas de arquitetura, a Carioca foi que tratou do diálogo com a tradição arquitetônica através do legado colonial português no Brasil. É verdade que este passado é tratado pelo mestre Lúcio Costa muito mais em termos de essências do que aparências.

Por outro lado, há que se lembrar de que Mendes da Rocha é um homem que tem sua formação marcada, para além da influência do pai construtor, pelo oficio do avô paterno, diretor dos serviços de navegação do rio São Francisco (15). Sua infância é passada numa cidade portuária, Vitória, capital do Espírito Santo. Segundo o próprio Mendes da Rocha: “Quem nasce em um porto recebe uma educação particular. [...] Um porto inevitavelmente atrai e acolhe navegadores, estaleiros, maquinaria, relações especiais com o clima” (16). Aqui, talvez encontremos a necessária conjugação das coisas: Lisboa, Vitória, Atlântico, São Francisco, Tejo... O cais das Artes em Vitória, do outro lado do Atlântico, é um edifício paradigmático deste domínio da arquitetura à margem das águas desenvolvido por Mendes da Rocha.

A linha férrea e a plataforma da estação de Belém que separa o Museu da margem do Tejo. A passarela, ao fundo, ainda não foi substituída pela que foi prevista no projeto de Mendes da Rocha e equipe
Foto Ulisses Morato

Na verdade, em Lisboa, o novo Museu dos Coches está “quase às margens” do Tejo. Entre o museu e a margem do rio há a linha férrea, a estação de Belém e a Avenida das Índias, fato que lhe confere uma situação muito particular nesta ribeira. A linha é um elemento que tem um poder de corte na continuidade visual, ao chão, entre o sítio do Museu e o rio Tejo. A elevação do solo, de grande parte deste equipamento cultural, desafia a linha férrea e devolve o olhar do visitante ao rio em suas fenestrações, bem como às envolventes do edifício. Além disso, libera o chão para uso público e conexão com tecido urbano. Nesse quesito, o do lugar e sua envolvente, o tratamento dado ao Museu por Mendes da Rocha e sua equipe é o de se estabelecer uma nova significação ao território pelo gesto inequívoco do desenho que deixa sua marca no tecido urbano. Quanto a isso, Ricardo Bak Gordon, do braço lisboeta da equipe de Mendes da Rocha, é categórico:

“no modo de construir cidade para os cidadãos, de se relacionar com o que já existe num diálogo elaborado, não mimético ou de repetição, mas numa dialética própria da cidade o tronco do interesse comum deve prevalecer às linguagens específicas de cada tempo ou opinião” (17).

É um modo diferente de tratar o locus em relação ao modo de outra Escola, também muito celebrada mundo afora, a do Porto. Nesse quesito, outra paulista entra na discussão e assevera: “Paulo Mendes da Rocha parece ter recrudescido seu espírito moderno nessa ocupação de território além-mar se afastando consideravelmente da modernidade interrogativa de Siza” (18). Mas, Paulo Mendes da Rocha não é, e tampouco deveria ser, Álvaro Siza. Em Lisboa, Paulo Mendes da Rocha é Paulo Mendes da Rocha.

Ao olhar nativo da professora Ana Vaz Milheiro será exatamente o modus operandi do arquiteto, arraigado à cultura arquitetônica brasileira, que dará “a peça que faltava” àquelas paragens: “A forma moderna do museu interpela os diferentes estratos históricos da cidade naquele lugar especifico” obra que se afirma como “uma importação do “mundo novo”: autossuficiente, brutal, belíssima ela mesma” (19).

Nesse vai-e-vem de escolas e posições arquitetônicas, às vésperas de completar seu primeiro ano de funcionamento, o novo Museu Nacional dos Coches é uma história em curso, tanto pela inacabada obra quanto pela sedimentação das percepções, assimilações, e estranhamentos. O que é da natureza daquilo que é novo, estrangeiro e monumental.

Mas, no final das contas, a nós, brasileiros e portugueses, a arquitetura, mais do que nunca, tem sido um campo que nos une e nos distingue sem estardalhaço. Em nossos riscos modernos e contemporâneos há uma resistência à arquitetura do espetáculo, solo fértil para criação de obras sóbrias e vigorosas. É nesse sentido que o professor e crítico de arquitetura Guilherme Wisnik alinha seu pensamento:

“Acho que a arquitectura, tanto a portuguesa quanto a brasileira, está do lado anti-star system. É uma arquitectura pouco exibicionista, mais contida e próxima da tectónica, de uma certa mão-de-obra, de uma tradição construtiva local” (20).

Portanto, nossas singularidades arquitetônicas, que tanto têm sedimentado nossas identidades nacionais, mantêm-se vivas, e o Atlântico que nos separa, talvez, um pouco mais curto.

notas

1
MONTANER, Josep Maria; VILLAC, Maria Isabel. Mendes da Rocha. Lisboa, Editorial Blau, 1996, p. 6.

2
MENDES DA ROCHA, Paulo. Museu Nacional dos Coches, Lisboa. Projetos, São Paulo, ano 16, n. 183.02, Vitruvius, mar. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/16.183/5961>.

3
Os eventos “O Ano do Brasil em Portugal” e “O Ano de Portugal no Brasil” (ambos em 2013); o protocolo de cooperação e intercâmbio entre a Ordem dos Arquitectos de Portugal e o Instituto de Arquitetos do Brasil, IAB (2009); o acordo Portugal-Brasil de reciprocidade para reconhecimento de diplomas na arquitetura e engenharia (2013); e os diversos intercâmbios acadêmicos, atestam os movimentos de aproximação entre os dois países no campo da arquitetura.

4
XAVIER, Jorge Barreto. Entre a arquitetura contemporânea e o aparato do Antigo Regime. In: NEVES, José Manuel das (org.). Museu Nacional dos Coches: lugar, arquiteto, projeto e obra. Lisboa, Uzina Books, 2015, p. 4.

5
Os artigos de Tânia Ramos em parceira com Madalena Cunha Matos, e seu livro compõem um importante marco de estudos sobre as relações transculturais no campo da arquitetura entre os dois países. Ver RAMOS, Tânia. Os espaços do habitar moderno: evolução e significados: os casos português e brasileiro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2006; RAMOS, Tânia; MATOS, Madalena Cunha. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo – PUC Minas. O Bloco de Habitação Colectiva no Brasil e em Portugal, v. 12, n. 13, p. 113-132, 2005; RAMOS, Tânia; MATOS, Madalena Cunha. Recepção da Arquitetura Moderna Brasileira em Portugal – registos e uma leitura. 6º Seminário Docomomo Brasil, 2010. Desta safra de pesquisas, também se destaca a produção da pesquisadora portuguesa Ana Vaz Milheiro, com trabalhos de envergadura histórica e teórica, que ilustram o incremento desta temática no campo acadêmico. MILHEIRO, Ana Vaz. A construção do Brasil: relações com a cultura arquitectónica portuguesa. Porto: FAUP, 2005; MILHEIRO, Ana Vaz. Este museu não podia ser desenhado por um arquitecto europeu. Público, 22 maio 2015; MILHEIRO, Ana Vaz; FERREIRA, Jorge Manuel Figueira Fernandes. As exposições de Arquitectura Moderna Brasileira em Portugal e a sua influência nos territórios português e africano. Docomomo Brasil, 2008.Ainda no âmbito da FAU USP, a dissertação de mestrado de Felipe de Souza Noto apresenta um estudo comparado de interpretações do Movimento Moderno internacional através dos arquitetos Távora e Costa, estabelecendo os pontos de contato e espelhamento entre suas trajetórias. NOTO, Felipe de Souza. Paralelos entre Brasil e Portugal: a obra de Lucio Costa e Fernando Távora. Dissertação de Mestrado—São Paulo: Universidade de São Paulo, 2007.

6
Da página oficial do Museu Nacional dos Coches: “A Resolução do Conselho de Ministros nº 78/2008 considera a construção de Novo Museu dos Coches enquanto projeto âncora da reabilitação da zona de Belém-Ajuda e assegura financiamento para a sua construção”.

7
Aqui, o termo foi retirado do título da exposição “Pritzker de Língua Portuguesa, Arquitetura e Sedução” organizada pela Academia de Escolas de Arquitetura e Urbanismo de Língua Portuguesa (AEAULP). A mostra fez parte da programação do Ano de Portugal no Brasil e do Ano do Brasil em Portugal (2013).

8
Nessa altura, Eduardo Souto de Moura ainda não havia recebido o Prêmio Pritzker de Arquitetura, o que ocorreria três anos depois, em 2011.

9
BARBAS, Isabel; LOPES, Diogo. A arquitectura ainda pode ser pública? Jornal Arquitectos, p. 26-37, 2013.

10
Edifício de Paulo Mendes da Rocha faz aumentar visitantes do Museu dos Coches. Público, 1 set. 2015.

11
VILLAC, Maria Isabel. Museu dos Coches em Lisboa, de Paulo Mendes da Rocha, MMBB Arquitetos e Bak Gordon Arquitectos. Premio APCA 2015, categoria “Obra de arquitetura no exterior”, modalidade “Arquitetura e Urbanismo. Drops, São Paulo, ano 17, n. 101.06, Vitruvius, fev. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/17.101/5960>.

12
MONTANER, Josep Maria; VILLAC, Maria Isabel. Op. cit, p. 7.

13
SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil 1900-1990. 2ª edição. São Paulo, Edusp, 1999, p. 148.

14
BARBAS, Isabel; LOPES, Diogo. Op. cit.

15
PISANI, Daniele. Paulo Mendes da Rocha. Obra Completa. São Paulo, Gustavo Gili, 2013.

16
Mendes da Rocha (2009). Apud PISANI, Daniele. Op. cit, p. 355.

17
GORDON, Ricardo Bak. Chão da cidade. In: NEVES, José Manuel das (org.). Op. cit., p. 47.

18
JUNQUEIRA, Maria Alice. Álvaro Siza e o Brasil. Artecapital.Net, n. Arquitetura e Design, 2008.

19
MILHEIRO, Ana Vaz. Este museu não podia ser desenhado por um arquitecto europeu (op. cit.)

20
WISNIK, Guilherme. Seria maravilhoso se tivéssemos no Mundial um estádio do Souto de Moura ou do Álvaro Siza. Público, 2014. Disponível em: <www.publico.pt>. Acesso em: 15 jan. 2016.

sobre o autor

Ulisses Morato de Andrade é arquiteto (Centro Universitário Metodista de Minas Gerais, 1992), com pós-graduação em Tecnologia e Produtividade na Construção Civil (UFMG, 2008). Desde 1992 dirige a Morato Arquitetura, escritório que atua em projetos de arquitetura, arquitetura, design, urbanismo e patrimônio. Atualmente cursa o doutorado da Faculdade de Arquitetura da Universidade Lisboa.

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