Arquiteturas fantásticas
Arquiteturas fantásticas
Fernando Freitas Fuão (Org.)
Editora UniRitter, Porto Alegre; 1ª edição, 1999
edition: português
164 p
21 x 21 x 1,3 cm
600 g
illustrated
photos
ISBN
85-7025-504-7
(teoria da arquitetura, crítica da arquitetura)
about the book
Arquiteturas fantásticas reúne os escritos das conferências apresentadas ao longo do seminário de mesmo título, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Arquitetura (PROPAR) e com o apoio da PROPESP, FAPERGS e CNPq durante o ano de 1995. Os temas apresentados gravitam, obviamente, em tomo do fantástico, mas não se restringem às arquiteturas construídas. Assim, surgem temas que visam a ampliar o próprio panorama do território da arquitetura e que colocam em questão a categorização do fantástico como forma de imaginação, evidenciando, por exemplo, a presença da arquitetura fantástica nas histórias em quadrinhos – apresentada pelo arquiteto professor Josep-Maria Montaner – nas arquiteturas fugazes dos pavilhões comemorativos – apresentada pelo professor Charles Muro – e as descrições destas arquiteturas na literatura – apresentadas pelo professor Robert Ponge.
A categoria do fantástico é tão abrangente e seus domínios tão borrosos que se pode incluir muitas coisas que, a princípio, poderiam parecer antagônicas e contraditórias. Quando resolvi montar o seminário, não imaginava que o próprio título poderia provocar nos participantes e convidados um certo ar de desconfiança, principalmente no tocante à problemática da classificação, de ser mais um rótulo em meio a tantos “ismos” neste fim de século. Principalmente, pelo fato de que se começarmos a classificar o inclassificável, as excentricidades, podemos cair na possibilidade de esvaziar o sentido dessas arquiteturas tão particulares.
O seminário, ao reunir estes ensaios, não teve a pretensão de sugerir que o fantástico na arquitetura associa-se à produção popular, marginal, mas, sim de reforçar a ideia esboçada em alguns estudos anteriores de que o fantástico está disseminado na arquitetura oficial e, inclusive, no próprio racionalismo.
O seminário procurou expor algumas construções nacionais familiares ao tema, como “A Casa da Flor”, apresentado pela professora Amélia Maria Zaluar; “O ‘Simitério’ do Adão e Eva”, de Jakim Volanuk (documentado no filme de mesmo nome pelo cineasta Carlos Augusto Calil, com texto de Zulmira Ribeiro Tavares); “A Vila Itororó”, apresentada pelo professor Gilberto Sarkis Yunes e “A Casa Egípcia”, pela arquiteta Maria Regina Cestari.
Como marco referencial, a arquiteta e professora Nara H. N. Machado apresentou a conferência sobre o “Palácio Ideal” de Ferdinand Cheval. Foram acrescentados artigos redigidos especialmente para o livro, como “O maravilhoso”, escrito pelo professor Sergio Lima, que também desenvolveu o curso sobre “A criação da Imagem”.
A meu cargo ficou a apresentação do ensaio “O fantástico na arquitetura”. O Seminário ainda contou com dois ateliês: “Técnicas de representação de arquiteturas fantásticas”, pela arquiteta e artista plástica Berenice Unikowsky e “Arquitecturas fugaces”, por Charles Muro, com um exercício quase em termos de “collage” sobre os pavilhões de Bruno Taut, Alvar Aalto, MeInikov, Van Eyck.
A ordem de apresentação dos textos no livro segue a ordem de apresentação das conferências ao longo do seminário. O trabalho de revisão e de traduções ficou a cargo da bacharel em Letras Jaqueline Schultz. Finalmente, o seminário e a concretização deste livro efetivaram-se graças ao apoio de Carla Schneider, Andrea Paiva Nunes e Maria Regina Cestari, bolsistas do CNPq.
about the author
Fernando Freitas Fuão
Arquiteto Urbanista pela UFPel, doutor pela UPC,Barcelona. Atualmente é professor na Faculdade de Arquitetura e no Programa de Pesquisa e Pós-graduação da UFRGS.