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A historiadora e crítica de design Ethel Leon comenta a atual exposição de Luiz Sacilotto em São Paulo.

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LEON, Ethel. A simbiose de forma e cor em Luiz Sacilotto. Drops, São Paulo, ano 22, n. 169.02, Vitruvius, out. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/22.169/8294>.


Exposição Sacilotto – a vibração da cor, curadoria de Denise Mattar e Gabriel Pérez-Barreiro
Foto Ethel Leon


Sob o impacto das obras de Luiz Sacilotto, curadoria de Denise Mattar e Gabriel Pérez-Barreiro, expostas na galeria Almeida Dale (1). Faz alguns anos vi exposição do mesmo artista no IAC e, antes disso, vi outras. As obras podem ser quase as mesmas, mas ontem me impressionaram mais. Depois entendi. Quem mudou fui eu, muito mais próxima do universo das cores.

Explico. Em 2008 comecei a estudar de maneira amadora a história das cores, também sob impacto de uma exposição. Em 2019, em cadeira de rodas e quase imóvel – resultado de atropelamento que sofri no começo do ano – decidi sistematizar o que havia aprendido ao longo dos dez anos anteriores. Um amigo me sugeriu dar um curso e eu decidi fazer isso.

Ontem foi a pesquisa do artista que me fascinou. Não há subordinação à forma, à geometria, mas equiparação. Forma e cor são simbióticas e são magistrais as sutilezas do emprego das cores. Sacilotto cria impressões de tridimensionalidade empregando tons levemente obscurecidos ou levemente clareados, dependendo da perspectiva de quem olha, fazendo quase jogo de luz e sombra, sem luz e sem sombra.

Impressionante também sua obsessão nas pinturas de efeitos óticos. Mas foi o jogo de cores que mais me impressionou. Também vale a pena notar as experiências de dimensões das obras. As pequenas que repetem as grandes ou vice-versa, não sei. Nas menores é impressionante o efeito de desenho e cor nessa sugestão de tridimensionalidade.

Como praticamente todos os coloristas há atenção de Sacilotto às convenções de "cores primárias e secundárias", nomenclatura que a história das cores coloca em questão. Mas é lindo ver a seriedade da pesquisa na catalogação dos pigmentos, no olhar para o círculo cromático newtoniano, do qual branco e preto estão ausentes, embora Sacilotto tenha trabalhado muito com estas duas cores.

Até ontem estava em dúvida se voltaria a dar meu curso de história das cores. Depois de ver esta linda exposição, decidi que volto a dá-lo sim, quem sabe em janeiro.

nota

1
Exposição Sacilotto – a vibração da cor, curadoria de Denise Mattar e Gabriel Pérez-Barreiro. Almeida & Dale Galeria de Arte, São Paulo, de 28 de agosto a 23 de outubro de 2021.

sobre a autora

Ethel Leon é jornalista, pesquisadora, professora na área de história do design brasileiro e autora dos livros Memórias do design brasileiro, IAC – Primeira Escola de Design do Brasil, Michel Arnoult, design e utopia – móveis em série para todos e Design brasileiro – quem fez, quem faz.

Luiz Sacilotto, C 8722, 1987. Obras em coleção particular
Foto divulgação [Almeida & Dale Galeria de Arte]

Luiz Sacilotto, C 9984, 1999. Obras em coleção particular
Foto divulgação [Almeida & Dale Galeria de Arte]

Luiz Sacilotto, C 9989, 1999. Obras em coleção particular
Foto divulgação [Almeida & Dale Galeria de Arte]

 

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