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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
A primeira parte do artigo de Luiz Antonio Lopes de Souza, a respeito da reconstrução integral ou parcial de edifícios em sua evolução na história do patrimônio arquitetônico com especificidade no caso da Alemanha

english
Read the first part of Luiz Antonio Lopes de Souza's article about the full or partial reconstruction of buildings especially in countries like Germany

español
Lea la primera parte del artículo de Luiz Antonio Lopez de Souza sobre la reconstrucción integral o parcial de edifícios, especificamente en el caso de Alemania


how to quote

SOUZA, Luiz Antonio Lopes de. Wiederaufbau: a Alemanha e o sentido da reconstrução. Parte 1: A formação de uma nação alemã. Arquitextos, São Paulo, ano 10, n. 111.04, Vitruvius, ago. 2009 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/10.111/35>.

"(...)O 're' de reconstrução encerra o ideal do passado, a saudade de algo que se perdeu, e algumas vezes vem daí uma quase nostalgia do paraíso perdido." (1)

A reconstrução integral ou parcial de edifícios em sua evolução na história do patrimônio arquitetônico com especificidade no caso da Alemanha, constituiu o objeto de estudo da dissertação de mestrado em arquitetura (2) abordada neste artigo. O objetivo: através de sua história, verificar se a reconstrução é uma ação efetiva de preservação do patrimônio arquitetônico. Para isso, primeiramente, seria necessário definir-se esta ação conceitualmente, sendo observadas sua características e variações contextuais, pois a reconstrução, ao longo da história, foi  encarada, utilizada e interpretada de diversas formas, sendo-lhe atribuído um determinado significado de acordo como o momento cultural em que esta se inseria.

O fenômeno da reconstrução no ocidente pode ser observado desde a antiguidade, pelas mais diversas razões, não necessariamente relacionadas a valores culturais, muito antes do surgimento de um conceito de patrimônio histórico.

A reconstrução sempre constituiu uma prática necessária à perpetuação da arquitetura, sujeita desde a implacabilidade  dos agentes da natureza até a destruição da guerra. Ela foi, antes de tudo, uma necessidade, isto muito antes de se detectar na  arquitetura o valor do testemunho da história, como mais uma das formas mantenedoras dos meios materiais na sociedade.

O estudo voltou-se então para a observação da reconstrução como ação de preservação ao longo da história do patrimônio arquitetônico, ou seja, como ação preservadora deste patrimônio. Esta teve a sua validade confirmada ou questionada, conforme a configuração cultural e o momento intelectual das sociedades em que ações para a preservação se desenvolviam.

Para este trabalho, a importância da historiografia residiu justamente nos enfoques sobre a reconstrução no tempo, como contribuinte ou não para que o patrimônio pudesse ser preservado em seu novo status de valor cultural, e como este patrimônio pode ser visto fora do contexto histórico.  Esses enfoques sofreram variações desde as primeiras ações detectadas como voltadas a um patrimônio em formação no século XVIII, passando pela elaboração de uma  teoria do patrimônio ao longo do século XIX com a sua respectiva consagração (3), até a moderna abordagem em escala mundial, com Cartas Patrimoniais no século XX.

Para definir-se o que é reconstrução, devem ser estabelecidos os critérios e valores que levam ao que ela em essência é: a superação da idéia da morte de um monumento, com a sua rematerialização em um novo contexto histórico. A sua peculiaridade é que esta constitui então a ação eliminadora do tempo - o período entre a destruição do monumento e o seu novo advento. Neste período, o monumento não deixou de existir, pois continuou presente na memória daqueles que ansiavam por reconstruí-lo e nos registros escritos e iconográficos de sua história anterior. A reconstrução é então o instrumento de recuperação da memória de um monumento, perdida na imaterialidade.  Eliminado o hiato do tempo, o monumento adquire uma nova materialidade física  e assim pode reassumir o seu papel como valor cultural. O patrimônio em que este consiste é reintegrado à sociedade. Entretanto esta materialidade choca-se com a própria noção do patrimônio: ela já não é a mesma que atravessou o tempo, e que foi destruída em seu valor.

O principal questionamento sobre a validade da ação da reconstrução é então que a matéria readquirida pelo monumento através da reconstrução jamais será a original. É neste ponto que se inicia a discussão sobre a reconstrução dentro da teoria de restauro. Reconstrução seria ou não restauração? Na teoria do restauro desenvolvida pelo italiano Cesare Brandi (1906 - 1988) a reconstrução é um procedimento inadmissível, uma vez que, para se possibilitar uma ação de restauro, deve-se supor a existência uma matéria original da obra de arte a ser restaurada. O pressuposto para a reconstrução é a já não existência material da obra a ser reconstruída. É importante, portanto, observar a reconstrução no âmbito das ações para a preservação do patrimônio, para  verificar-se então se ela cumpre esta função de forma efetiva. Então, a  principal questão a ser proposta  é: reconstruir é preservar?

Primeiramente é importante definir-se os limites entre os conceitos de reconstrução e anastilose no âmbito do restauro arquitetônico.  O procedimento anastilose é citado na Carta de Atenas (1931), na Carta de Veneza (1964) e na Carta de Restauro do governo italiano (1972 ), em cujo artigo 7º admite-se, entre outras operações de restauro:

"(...)3. ‘anastilose’, documentada com segurança, recomposição e obras que tiverem se fragmentado, assentamento de obras parcialmente perdidas, reconstruindo as lacunas de pouca identidade com técnica claramente distinguível ao olhar ou com zonas neutras aplicadas em nível diferente das partes originais, ou deixando à vista o suporte original e, especialmente, jamais reintegrando ex novo zonas figurativas ou inserindo elementos determinantes na figuração da obra;(...)" (4)

Na anastilose a matéria nova é utilizada como suporte da matéria original, estando a esta submetida, sendo inclusive destacada a diferença entre elas. Na reconstrução a matéria original pode ou não existir, mas quando existe, a matéria nova inserida desempenha um papel tão importante quanto ela no resultado final. A proporção entre matérias nova e original também não é determinante neste processo. Pode-se questionar, por exemplo, se a reconstrução da Frauenkirche  (Igreja de Nossa senhora) (fig.1) na cidade de Dresden é na realidade uma grande anastilose. Neste caso, a matéria original está em quantidade muito menor que a nova, caracterizando eminentemente uma reconstrução, não por esta proporção, mas pelo amplo papel desempenhado pela matéria nova neste processo.

Uma possível resposta à questão sobre o papel da reconstrução no âmbito do patrimônio arquitetônico pode ser obtida através da abordagem histórica, começando pelos primórdios das ações para a sua preservação no século XVIII na Europa. Um exemplo deste momento é a Maison Carrée, monumento romano do século II na cidade de Nîmes, na França, cuja restauração compreendeu a reconstrução de sua abóbada, com a finalidade de impedir-se a sua ruína. Especula-se que já havia  a proposta feita pelo ministro do rei Luís XIV, Colbert, no final do século XVII, de se transportar e reconstruir esta construção em Versailles ou Paris (5). No século XIX, na obra e escritos de Eugène Viollet-le-Duc (1814 -1879), a reconstrução pode ser interpretada como uma prática objetiva para obtenção de uma forma ideal arquitetônica, que vai além da própria existência material de um edifício. Ela é uma das ferramentas do restauro estilístico, cujas intervenções assumiram um caráter eminentemente corretivo na arquitetura. Na restauração da cidade de Carcassone (1846-1910) estes princípios foram aplicados nos levantamentos e no projeto de Viollet-le-Duc para a restauração da igreja de Saint-Nazaire (1846-1864) (figs.2 e 3), propondo a reconstrução de partes daquele monumento. É importante observar aí os momentos da existência da igreja: a sua existência projetual oriunda da idade média, a sua existência material, com sua decadência física ao longo dos séculos, até o século XIX, e a sua demolição projetual e reconstrução ideal pelo arquiteto.

É importante considerar a situação específica das posturas assumidas por Viollet-le-Duc, que tiveram como principal opositor  o crítico e esteta inglês John Ruskin (1819-1900). Ele foi primeiro a perceber a substância histórica contida na arquitetura, esta sim a  sua condição primordial a ser preservada, devendo ser respeitadas as marcas da sua passagem  no tempo como seu  testemunho para a sociedade. Em seus escritos Ruskin expressou sua total oposição à idéia de restauração, considerando-a um agente nocivo à memória da arquitetura. Já para Viollet-le-Duc, o restauro, e com ele a  reconstrução, constitui um dos meios para se atingir objetivo de reabilitação uma arquitetura ideal, no caso de sua obra a arquitetura gótica, detentora de valores culturais importantes para um determinado contexto histórico. Isto pode ser apreendido na sua definição para o verbete “Restauração” do Dictionnaire Raisonné de l’Architecture Française du XIe  au XVIe siècle  (1854-1868):

Restaurar um edifício não é mantê-lo, repará-lo ou refazê-lo, é restabelecê-lo em um estado completo que pode não ter existido nunca em um dado momento. (6)

No século XX a teoria de restauro se consolida nos textos das Cartas Patrimoniais, primeiramente na Carta de Atenas (7) e posteriormente na Carta de Veneza (8). Apesar do período de tempo entre os dois documentos e da 2ª Guerra Mundial, ambos refutam a idéia da reconstrução como prática de restauro, o que é explícito no texto italiano:

Art. (...) Todo trabalho de reconstrução, portanto, deve ser excluído a priori, admitindo-se apenas a “anastilose”, ou seja, a recomposição de partes existentes, mas desmembradas. Os elementos de integração deverão ser sempre reconhecíveis e reduzir-se ao mínimo necessário, para assegurar as condições de conservação do monumento e restabelecer a continuidade de suas formas (9)

Os princípios filosóficos da chamada teoria de restauro foram estabelecidos no século XX sob grande influência da obra de Cesare Brandi, que constituiu a base para o texto da Carta do Restauro (1972). Nela a restauração é pensada como ato cultural, uma tomada de postura em relação à obra de arte em suas dimensões estética e histórica. A obra de arte na teoria de Brandi é a detentora da chamada "artisticidade" (10), que a distingue dos demais artefatos humanos e que possibilita sua fruição desde o momento de sua criação até a intervenção de restauro, quando deverá ser denotada a sua passagem pelo tempo e garantida a sua permanência no futuro. O primeiro axioma da sua teoria já inviabiliza a reconstrução em qualquer nível, se pretender-se considerá-la como operação de restauro: “(...) restaura-se somente a matéria da obra de arte.” (11)

A arquitetura entendida como obra de arte deverá então, segundo Brandi, reter algo de sua matéria original construída para que possa ser restaurada. Na reconstrução, a matéria não original constituirá o veículo para a reintegração de uma arquitetura destruída. A reconstrução afasta-se da operação de restauro pelo diferencial entre as matérias original e reconstruída mesmo que estas sejam idênticas. A matéria original estará eminentemente relacionada ao testemunho da chamada “artisticidade”, Esta deverá ser trabalhada na operação de restauro para a recuperação da unidade potencial para que  a  obra de arte arquitetura  mantenha a sua autenticidade através do tempo. A reconstrução parte da não mais existência (da matéria) da obra de arte arquitetura. Nela a matéria é outra, pretendendo fluir a mesma imagem e  conseqüentemente  o mesmo significado da original. A reconstrução estará então relacionada à imagem da arquitetura e não com sua artisciticidade. Ela irá produzir um significado a ser valorizado, diferente daquela oriundo da obra de arte original. (12)

A reconstrução é, entretanto, mencionada no texto da Carta de Burra (13), redigida na Austrália (1980), que, apesar de admitir este procedimento, irá estabelecer rígidos parâmetros para a sua aplicação, de certa forma quase a negando, como se pode ler no seu Artigo 18:

(...) reconstrução será o restabelecimento, com o máximo de exatidão, de um estado anterior conhecido: ela se distingue pela introdução na substância existente de materiais diferentes, sejam novos ou antigos. A reconstrução não deve ser confundida nem com a criação, nem com a reconstrução hipotética, ambas excluídas do domínio regulamentado pelas presentes orientações;(...)” (Art. 1º )

“Art.17. A reconstrução deve ser efetivada quando constituir condição sine qua non de sobrevivência de um bem cuja integridade tenha sido comprometida por desgastes ou modificações, ou quando possibilite restabelecer  ao conjunto de um bem uma significação cultural perdida.

Art.18. A reconstrução deve limitar-se à colocação de elementos destinados a completar a entidade desfalcada e não deve significar a construção da maior parte da substância de um bem.

Art.19. A reconstrução deve limitar-se à reprodução de substâncias cujas características são conhecidas graças aos testemunhos materiais e/ou documentais.  As partes reconstruídas devem poder ser distinguidas quando examinadas de perto (14).

A Carta de Cracóvia (2000) (15) também vê a reconstrução como um procedimento aceitável, desde que relacionada à preservação de valores imprescindíveis. Como pode ser entendido em seus “Objetivos e Métodos”:

(...) 4. Deve evitar-se a reconstrução no “estilo do edifício” de partes inteiras do mesmo.  A reconstrução de partes muito limitadas com um significado arquitetônico pode ser excepcionalmente  aceita na condição de que esta se baseie em uma documentação precisa e indiscutível. Se for necessário, para o uso adequado do edifício, a incorporação de partes espaciais e funcionais mais extensas, deve refletir-se nelas a linguagem arquitetônica atual. A reconstrução de um edifício em sua totalidade, destruído por um conflito armado ou por desastres naturais, é somente aceitável se existirem motivos sociais e culturais excepcionais que estiverem relacionados à identidade de toda a comunidade (16).

Para que o estudo da reconstrução pudesse ser desenvolvido de forma a reconhecer os valores que viabilizam esta prática como ação de preservação do patrimônio, esta foi observada em um contexto cultural específico. Na Alemanha a reconstrução encontra-se presente desde os primórdios do patrimônio (17), estando fortemente ligada à formação da identidade nacional. A noção de patrimônio arquitetônico naquele país remonta ao século XVIII, com as primeiras ações para a preservação de ruínas da era romana, influenciadas pelo desenvolvimento da arqueologia e a conseqüente valorização da cultura greco-romana (18).

A reconstrução da casa pompeiana de Castor e Polux,  promovida por Ludwig I (1786-1868) rei da Baviera e batizada de Pompejanum, caracteriza este momento. Localizado à margem do rio Main, na cidade de Aschaffenburg, a história deste edifício se inicia no século I, na cidade de Pompéia, devastada pela erupção do vulcão Vesúvio no ano 79. Somente no século XVIII, com o renovado interesse por estas cidades como símbolos da cultura romana, foi dado início a um período de escavações sistemáticas na cidade.  Entre os entusiastas da antiguidade que para lá viajaram estavam Winckelmann, e posteriormente Goethe e também o então Príncipe e mais tarde rei da Baviera, Ludwig I (1786-1868).

Este culto monarca impressionou-se com as pinturas murais originais remanescentes nas ruínas de Pompéia. Foi dele a idéia de reconstruir em solo germânico a Casa de Castor e Pólux.  O arquiteto Friedrich von Gärtner  (1792-1847) executou o levantamentos das ruínas e o projeto para a reconstrução.

Em 1840 Ludwig encontraria em Aschaffenburg um local apropriado para a reconstrução (19) e em 1843 foi lançada a pedra fundamental. As obras estenderam-se até 1850, após a morte de Gärtner. É importante ressaltar que, apesar da fidelidade ao original, não se construiu uma cópia fiel. De qualquer forma uma réplica absoluta não era o objetivo principal do rei Ludwig. Em Aschaffenburg,  a marca que permanece do Pompeijanum é o desejo de uma imitação exata de uma habitação romana. Para isto foram empregados todos os recursos do estágio do conhecimento científico e histórico da  época.

Entretanto, ao final do século a construção já apresentava sinais de desgaste. Restaurações ocorreriam já no início  do século XX.

No Pompejanum pode-se dizer que se  reconstrói a civilização, no caso  a civilização alemã, que mostra que é capaz de reerguer e imitar com perfeição o modelo da antiguidade.  Um edifício que nunca foi habitado ou utilizado ao longo de sua existência, totalmente concebido e construído para a contemplação intelectual. E assim, concebido como um monumento. Foi essa condição que iria possibilitar a sua reconstrução após  a sua  quase total destruição no final da Segunda Guerra mundial. A reconstrução de uma  reconstrução.

A catedral românica da cidade de  Speyer (fig. 4) já havia então sido reconstruída após ser parcialmente destruída em 1689, quando as tropas de Luis XIV travaram batalhas por supremacia em solo alemão. A  reconstrução na Alemanha provavelmente tem seus primórdios neste momento, com início da reconstrução deste templo, conhecido como Kaiserdom (20).

Com sua origem remontando ao século V, o edifício teve sua pedra fundamental lançada provavelmente entre os anos 1025 e 1031 pelo rei Conrado o Velho, que pretendia em Speyer erguer o maior templo da cristandade, tendo servido de túmulo para diversas gerações de monarcas locais.

Em 1450, todo o telhado e cúpula do sino foram destruídos em um incêndio, cuja reconstrução foi realizada com contribuições da população.

Na invasão de 1689  Speyer queimou por três dias, com a destruição de grande parte Kaiserdom.  Somente em 1696 puderam ser iniciados os trabalhos de reconstrução. De 1772 a 1778 a reconstrução foi conduzida segundo o desenho de Ignaz Neumann, filho do arquiteto Balthasar Neumann, que venceu um concurso de propostas para a igreja. Neumann  projetou toda a nova ala oeste do edíficio em estilo barroco, em contraposição à nave principal, que foi reconstruída em sua forma original. O grande contraste observado entre a parte românica do edifício e o novo componente barroco, teria influência na decisão de sua demolição no século XIX.

A Catedral de Speyer foi, portanto, ao longo de sua existência um extenso laboratório para o exercício da reconstrução. A sua história insere-se no processo fragmentado do desenvolvimento do estado alemão. O monumento teve sua forma destruída e reconstruída em diversos momentos. Esta sofreria alterações de acordo com o contexto histórico e refletindo este contexto, desde a sua fundação como símbolo do sacro império romano-germânico, passando pelas guerras religiosas que ocasionaram as lutas pela conquista do Palatinado, até o século XIX na formação da identidade nacional alemã. A identidade do Kaiserdom, entretanto, permaneceu inalterada e permaneceu como uma metáfora da cultura germânica, que constantemente é devastada e renasce de suas próprias cinzas.

A redescoberta da arquitetura gótica por Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) durante a  fase romântica de sua obra foi importante a para a consagração desta como a mais alta expressão do nacionalismo, a “arquitetura germânica”, correspondendo aos anseios daquele momento de unificação da nação. Cidades representativas da idade média como Nuremberg passaram a ser valorizadas como patrimônio nacional, sendo restauradas e reconstruídas ao longo do século XIX. Foram então organizadas as primeiras sociedades preservacionistas nos diversos estados germânicos. Deste período data a conclusão da construção da Catedral de Colônia (fig. 5),  a maior ação de patrimônio do século XIX na Alemanha. Este completamento, executado de 1823 a 1880, pode ser considerado uma reconstrução da idéia original daquele monumento, símbolo de uma imagem original germânica a ser recuperada (o gótico), inserindo-se no contexto da nação que seria unificada em 1871 por Otto von Bismarck (1815-1898).

O filósofo e escritor Friedrich von Schlegel (1772-1829) escreveu em 1806 Briefe auf eine Reise durch die Niederlände, Rheingegenden, die Schweiz und einen Teil von Frankreich (relatos de uma viagem pela Holanda, região do Reno, Suíça e parte da França), uma típica manifestação romântica do gótico, definido pelo autor como Nationalnamen (termo nacional), “a antiga arquitetura cristã e romântica da idade média, de Teodorico aos dias atuais” (21). Declarando então a perenidade do gótico, Schlegel a utiliza para enaltecer a catedral de Colônia. Os aspectos de sua evolução através dos séculos e o esforço para a sua conclusão indicam como sua característica predominante uma imanência típica dos edifícios reconstruídos, cuja existência persiste sem estes nunca terem ocupado efetivamente o seu espaço material até aquele momento. Incompleta, a catedral não perdeu a sua condição de monumento e a conclusão da sua construção está diretamente relacionada, no século XIX, com a construção da idéia da identidade nacional alemã. O gótico havia naquele momento recuperado do seu valor como expressão da cultura alemã, imanente nas paredes que permaneceram erguidas.

Os primórdios da catedral remetem ao século IX, com  a consagração da  antiga catedral carolíngia. As obras foram iniciadas em 15 de agosto de 1248 e interrompidas por volta de 1530, assim permanecendo por mais de 300 anos, com o grande guindaste no alto da torre sul interrompida tornando-se um marco na paisagem da cidade.

Somente no início do século XIX, com a reconsagração da Catedral (1801), foram reiniciados os esforços para a sua conclusão. Um de seus mais fortes defensores foi arquiteto e colecionador de arte sacra Sulpiz Boisserée (1783 - 1854), que em 1807 convenceu o governo local a realizar obras de reparos no edifício e inclusive escreveu a Goethe solicitando o seu apoio.  Em 1815 o próprio Goethe visitou a catedral  e teria então encorajado a sua conclusão.

A partir de 1816 o movimento para as obras de restauro passou a contar com assessoria de Karl Friedrich Schinkel (1781-1841), o maior teórico de arquitetura da Alemanha na primeira metade do século XIX. Ele atuou principalmente nos planos de restauração da construção existente e em 1829 iria sugerir a  conclusão da construção da nave principal, deixando-se o exterior na simplicidade da estrutura e mantendo-se as torres inacabadas. As obras ganharam maior impulso a partir de 1830.

Em julho de 1833, Ernst Friedrich Zwirner (1802-1861) foi contratado para as obras. O jovem arquiteto, aluno de Schinckel e adepto do revival gótico,  preparou em conjunto com o seu mestre o projeto para a conclusão da catedral, trazendo uma nova dimensão ao trabalho. Zwirner ambicionava a conclusão integral do edifício com todos os seus detalhes.

Em 4 de setembro de 1842, após a mobilização financeira da cidade de Colônia,  a  pedra fundamental foi oficialmente lançada, apesar da oposição de personalidades como o filósofo Arthur Schopenhauer (1788-1860)  que  escreveria:

Quando vejo o quão industriosamente esta inacreditável era se mobiliza para completar aquelas igrejas góticas, deixadas inacabadas pela pia idade média, tenho a impressão de que se está tentando embalsamar o cadáver do cristianismo (22).

Isto demonstra como a ação de Colônia, embora aparentemente unânime, era marcada pela contradição. Schopenhauer  denuncia a vontade de se construir a imagem de uma nação baseada em um passado que já  estava morto. As obras foram dirigidas por Zwirner até a sua morte, em 1861. Quando finalmente, em 15 de outubro de 1880, 38 anos após o reinício das obras, a Catedral foi inaugurada pelo Imperador Guilherme I, o gótico já não era mais tido como a expressão exclusiva de uma cultura germânica. Os valores nacionalistas haviam se transformado e a conclusão do edifício não  foi percebida em sua grandiosidade.  Entretanto esta ação constitui um marco. Diversos profissionais foram formados em seu canteiro de obras, levando conhecimentos a obras posteriormente realizadas em toda a Europa e influenciando as intervenções feitas em monumentos tanto na Alemanha, como as catedrais de Regensburg, Bamberg e Speyer,  como no exterior, a Catedral de Milão e o Stephansdom de Viena.

A Catedral de Colônia significa o gótico reconstruído em sua maior expressão. Trata-se do maior monumento gótico existente concluído fora do seu tempo original. Isto porque o gótico sintetizou naquele momento o valor de toda uma cultura, que através dele materializou-se. É interessante observar que a reconstrução, uma ação que demandou em grandes maiores esforços, não pôde acompanhar a transformação da sociedade de seu tempo.

Na segunda metade do século XIX, o novo império alemão, em busca de afirmação na luta pela supremacia com as mais poderosas nações européias, promoveu ações de grande vulto, como, por exemplo, a aquisição de um monumento como o Altar de Pergamon (fig. 6) da Turquia e sua reconstrução em ambiente museológico na cidade de Berlim.

Esta reconstrução (23) transferiu o monumento de seu contexto original (em tempo e espaço) para materializá-lo em um novo ambiente: o museu, onde adquiriu um novo significado. O caráter histórico assume então a sua maior dimensão: o objeto arquitetônico é transferido de seu tempo histórico específico e, reconstruído, quando passa a ter a função de contar a sua história, passando a fazer parte, com os demais objetos do museu, de uma coleção.

O monumento reconstruído em uma coleção, irá manter a condição que o faz reter o seu valor histórico: ser original. Isto é, a sua matéria física ainda é aquela com a qual foi construído e que atravessou a história (24). Esta matéria teve suas partes recuperadas em escavações arqueológicas. Ela torna-se  o seu principal valor, em sua nova condição de “peça de coleção”.  O monumento passa a ser um documento através do qual a história é reconhecida e estudada, sendo que neste caso a reconstrução irá possibilitar também que ela possa ser então vivenciada. O passado poderá ser experimentado em escala original dentro das paredes do museu.

Esta matéria teve suas partes recuperadas em escavações arqueológicas.  Ela torna-se  o seu principal valor, em sua nova condição de “peça de coleção”.  O monumento passa a ser um documento através do qual a história é reconhecida e estudada, sendo que neste caso a reconstrução irá possibilitar também que ela possa ser então vivenciada. O passado poderá ser experimentado em escala original dentro das paredes do museu.

Ao longo do século XIX os museus europeus (e posteriormente os americanos) aumentaram seus acervos com peças oriundas das escavações arqueológicas em sítios históricos de antigas civilizações da Ásia Menor e Oriente Médio. O recém fundado Reich alemão, na intenção de firmar-se entre as potências de sua época, estabeleceu uma política de aquisições arqueológicas garantindo sua atuação em sítios situados na Grécia e na Turquia, podendo assim competir com a França e a Inglaterra.

Berlim adornava-se então com monumentos heróicos como a Coluna da Vitória, na intenção de colocar-se no mesmo nível de  cidades como Paris e Londres. Entretanto, o acervo de seus museus não podia ainda  concorrer com os do Louvre e do Museu Britânico. O chanceler Bismarck estava ciente desta condição e destinou verbas para  escavações em  Olímpia, na Grécia. E então o Altar de Pérgamon  seria  ganho em seguida para a Prússia.

O Altar de Pérgamon é um monumento da era helenística que foi parcialmente reconstruído no museu que leva o seu nome em Berlim (25). Sua história remonta ao século II a.C., quando a cidade de Pérgamon (26) destacava-se como grande centro na Ásia Menor, assumindo o papel de representante da tradição cultural da antiga Grécia. A sua construção começou no ano 180 a.C., tendo durado cerca de vinte e quatro anos. O Altar localizava-se originalmente no topo da acrópole de Pérgamon, sendo externamente decorado com o célebre friso de 120 metros de comprimento com o grupo de mais de cem esculturas representando a lenda mitológica da batalha entre deuses e gigantes, numa alusão à vitória do rei de Pérgamon sobre os Gálatas. O recinto onde as oferendas eram incineradas era circundado por uma colunata, sendo alcançado subindo-se uma escadaria de vinte e quatro degraus. Não se sabe ao certo a qual deus o altar era dedicado, se a Zeus ou a Atenas. A construção seria desmantelada na era bizantina, a fim de que  fosse fornecido material para construção de uma fortificação para a defesa da cidade contra os árabes. Carl Humann (1839 –1896), um construtor alemão de estradas e ferrovias na Turquia, descobriu  em 1873 os primeiros altos relevos do Altar e os enviou a Berlim, tendo executado de 1878 a 1886 as escavações do Pérgamon. Humann pode ser considerado um exemplo típico do arqueólogo autodidata do século XIX. Graças a acordos diplomáticos firmados entre os impérios alemão e otomano, o Altar foi removido de seu local original em 1879, sendo levado para a Alemanha.

A história da descoberta e das escavações do Altar de Pérgamon configura um  acontecimento na dimensão política na história alemã: pode-se considerar o sucesso da sua apropriação como marco para a  interligação  da ciência e suas instituições  com o momento histórico. O jovem império alemão precisava de legitimação cultural e política. A pesquisa arqueológica  e os museus  se encarregaram de contribuir para que este objetivo fosse atingido: três anos depois da fundação do Reich o Instituto Arqueológico Alemão obteria o status de instituição do império.

A viagem do Altar de Pérgamon rumo a Berlim configurou o movimento da Alemanha em direção ao espírito de seu tempo. A reconstrução  iria configurar o passo seguinte  para a sua utilização  como instrumento pelo império de Guilherme I. O seu significado advém da aquisição daquele monumento como prova do valor do império que ascendia e sua apropriação do passado distante (a apreensão da cultura antiga grega) como o seu próprio, tornando-o real, consistente. Este processo iria começar efetivamente em 1886, sendo que sua conclusão só pôde se dar, porém, em 1930, com  abertura do museu que leva o seu nome. Até este momento, o império já havia se transformado em república, e a história da Alemanha mais uma vez  tomado outros rumos.

notas

1
SCHILLING, Werner Bornheim gen. Ruinen, Denkmäler und Gegenwart. Trier : Cusanus Verlag, 1948. 69 p. p.46.

2
SOUZA, Luiz Antonio Lopes de. WIEDERAUFBAU: a Alemanha e o Sentido da Reconstrução. Orientador: Gustavo Rocha Peixoto.  Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, programa de Pós-graduação em Arquitetura, 2006. .

3
Termo utilizado por Françoise Choay. Ver CHOAY, Françoise. A Alegoria do Patrimônio. Trad. Luciano Vieira Machado. São Paulo: Estação Liberdade, Editora UNESP, 2001.p.125.

4
CURY, Isabelle (Org.). Cartas Patrimoniais. (2ª ed. Revista e aumentada). Rio de Janeiro: IPHAN, 2000. p.149.

5
Segundo Jean Charles Balty, esta proposta apesar de citada por alguns autores não pode ser comprovada. Ver BALTY, Jean Charles. Études sur la Maison Carrée de Nimes. Bruxelas: Latomus, 1960. pp. 37 e 38.

6
VIOLLET-LE-DUC, Eugène Emmanuel. Restauração. São Paulo: Ateliê Editorial, 2002. p. 29

7
Escritório Internacional e Museus, Sociedade das Nações, Atenas, outubro de 1931.

8
Carta internacional sobre conservação de monumentos e sítios, II Congresso internacional de arquitetos e técnicos dos monumentos históricos, ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, Veneza, maio de 1964.

9
CURY, Isabelle (Org.) Op. cit., p. 95.

10
"
(...)o produto especial da atividade humana a que se dá o nome de obra de arte, assim o é pelo fato de um singular reconhecimento que vem à consciência (...) O produto humano a que se volta esse reconhecimento se encontra ali diante de nossos olhos, mas pode ser classificado de modo genérico entre os produtos da atividade humana, até que o reconhecimento que a consciência faz dele como obra de arte, excetue-o, definitivamente, do comum dos outros produtos. Essa é, sem dúvida alguma, a característica peculiar da obra de arte..." BRANDI, Cesare. Teoria da Restauração. Trad. Beatriz Mugayar Kühl. Cotia- SP: Ateliê Editorial, 2004.  p.27

11
Ibidem
, p.31.

12
Certamente devem ser levados em conta neste artigo exclusivamente  os aspectos que inserem a reconstrução no âmbito da cultura ocidental, onde  os eventos históricos são tidos como únicos e irrepetíveis e o tempo irreversível. A reconstrução como forma de preservação estaria então relacionada aos significados simbólico, pedagógico, memorial, etc. Quando aos significados que a reconstrução assume no âmbito do desenvolvimento e consolidação das teorias do restauro, seria interessante a incorporação da discussão contemporânea sobre a autenticidade, colocada pela "Conferência de Nara" (Conference de Nara sur l'Autenticité. Paris, Unesco, 1995, onde  a contraposição entre as noções de autenticidade postas pelas culturas ocidental e oriental, foi relatada por alguns dos participantes da Conferência, como Raymond Lemaire e Françoise Choay.

13
ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, Austrália, 1980.

14
CURY, Isabelle (Org.) Op. cit., p. 250

15
Conferência Internacional sobre Conservação “Cracóvia 2000”, Cracóvia, Polônia, 2000.

16
Idem. Tradução aproximada: “(...) 4. Debe evitarse la reconstrucción en “el estilo del edificio” de partes enteras del mismo. La reconstrucción de partes muy limitadas con un significado arquitectónico puede ser excepcionalmente aceptada a condición de que esta  se base en una  documentación precisa e indiscutible. Si se necesita, para el adecuado uso del edificio, la incorporación de partes espaciales y funcionales más extensas, debe reflejarse en ellas el lenguaje de la arquitectura actual. La reconstrucción de un edificio en su totalidad, destruido por un conflicto armado o por desastres naturales, es solo aceptable si existen motivos sociales o culturales excepcionales que están relacionados con la identidad de la comunidad entera.” Versão espanhola do Instituto Español de Arquitetctura  ( Universidad de Valladolid), Javier Rivera Blanco e Salvador Pérez Arroyo (membros do comitê científico da Conferência Internacional de Cracóvia, 2000). Em: http://www.metria.es/cas/servicios/docs/Carta%20de%20Cracovia%202000.pdf. Acesso em 03 de agosto de 2006.

17
JOKILETHO, Jukka. A History of Architectural Conservation. Oxford, Elsevier Butterworth-Heinemann, 1999. pp. 112- 127, 191-198.

18
No final do século XVIII, em  várias regiões da Alemanha, reconstruções  já haviam sido feitas a partir de ruínas romanas. Essas ruínas eram escavadas e suas partes reerguidas em locais muitas vezes em locais a alguma distância dos originais, de acordo com o plano e as pretensões de  seus promotores. Embora sendo objeto de ações de reconstrução, não perdem o seu caráter de ruína, adquirindo  a partir deste momento uma dimensão predominantemente  estética. Como, por exemplo, no parque do Palácio de Schwetzingen (atual estado de Baden-Württemberg), e no parque Eulbacher (Michelstadt ,atual estado de Hessen) No  livro Archäologische Denkmäler in Deutschland (2000), o autor Hartwig Schmidt aborda diversos exemplos de sitíos arqueológicos oriundos do império romano. Geralmente constituídos apenas por vestígios de fundações  ou por ruínas remanescentes de processos de desmonte e demolição ao longo do tempo, estes sítios começam a ser alvo de estudo e valorização a partir da segunda metade do século XVIII e início do seculo XIX, sendo que a reconstrução será uma medida adotada em vários casos.

19
SEIBERT, Peter. Der Wiederaufbau des Pompejanums in Aschaffenburg. München: Bayerische Schlösserverwaltung, 2003. 111p.

20
Ver KUBACH, Hans Erich. Der Dom zu Speyer. Darmstadt: Wissenschafliche Buchgesellschaft, 1998 (1a  ed. 1974).

21
JOKILETHO, Jukka. Op. cit. p. 114

22
Tradução aproximada: "Wenn ich sehe, wie dieses ungläubige Zeitalter die vom gläubigen Mittelalter unvollendet gelassenen gotischen Kirchen so emsig ausbaut, kommt es mir vor, als wolle man das dahingeschiedene  Christentum einbalsamieren". SCHOPENHAUER, Die Welt als Wille und Vorstellung (O mundo como vontade e representação) (1844), vol.II, (Complemento do terceiro livro). Citado por  KRUFT, Hanno-Walter. A History of Architectural Theory - From Vitruvius to the Present. New York: Princeton Architectural Press, 1994. p. 303.

23
SCHALLES, Hans-Joachim. Der Pergamon Altar – zwischen Bewertung und Verwertbarkeit. Frankfurt am Main: Fischer, 1986.101 p.

24
A reconstrução deverá contar pelo menos com partes do original. A quantidades de partes do original irá depender de diversos fatores,  desde a condição física para exposição até critérios museológicos específicos.

25
O Museu Pérgamon (Pergamonmuseum) é um dos museus que compõem  o complexo conhecido como  Ilha os Museus (Museuminsel) em Berlim. Projetado por Alfred Messel e Ludwig Hoffmann, abriga as reconstruções s do Altar de Pergamon (século II a.C.),  do Portal do Mercado de Mileto, do Portão de Ishtar (Babilônia, 575 a.C.), com a Rua da Procissão de Babilônia e a fachada a da sala do trono de Nabucodonosor II,  e a Muralha da cidade de Mashtar  (Amman, Jordânia), presente do sultão Abdul Hamid II ao imperador Guilherme II, todos consistindo de partes originais  transportadas dos sítios arqueológicos. A construção do museu foi iniciada em 1910, avançou durante a primeira guerra mundial e a fase da  grande inflação dos anos vinte, até a sua abertura em 1930. O Pérgamon foi severamente atingido durante a segunda guerra mundial, sendo que só pode ser novamente reaberto em 1959 , quando então localizava-se e em Berlim Oriental.

26
Atual cidade de Bérgama, Turquia.

sobre o autor

Luiz Antonio Lopes de Souza (1963) possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986) e mestrado em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é arquiteto chefe do Núcleo de Arquitetura da Fundação Biblioteca Nacional

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