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my city ISSN 1982-9922

abstracts

português
Este artigo trata do planejamento original de Teresina, capital do Piauí, primeira cidade planejada no período do Segundo Império do Brasil. Análise lúdica e critica das características do seu desenho ao tempo em que evidencia memórias afetivas da autora.

english
This article deals with the original planning of Teresina, Brazil, the first planned city in the period of the Second Empire of Brazil. It presents a playful and critical analysis of the characteristics of her drawing.

español
Este artículo trata sobre la planificación original de Teresina, capital de Piauí, la primera ciudad planificada en el período del Segundo Imperio de Brasil. Presenta un análisis lúdico y crítico de las características de su dibujo.

how to quote

NAPOLEÃO BRAZ, Angela. Ruas e histórias: Teresina. Minha Cidade, São Paulo, ano 22, n. 258.02, Vitruvius, jan. 2022 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/22.258/8408>.


Rio Parnaíba em Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]


Pediram-lhe que escrevesse sobre o planejamento urbano original de Teresina em comemoração ao aniversário da cidade. Entre outras coisas, deveria fazer uma síntese analítica do núcleo original com o intuito de demonstrar sua importância para a cidade de hoje.

Como? Por onde começar?

Da rede, na varanda, ficou pensando e olhando a lua no mar do Rio Vermelho, em Salvador. Lembrou com saudade de outras luas longe dali. Lembrou-se de ruas e esquinas de Teresina...

Da esquina do avô, lembrou a mania do Coronel em entrar pela Benjamin Constant – Oi! Oi! – e – Tchau! Tchau! – e sair pela David Caldas. Também lembrou a avó Nair anunciando vitórias do Flamengo, ora na janela da David Caldas ora na da Benjamin. Lembrou das histórias e estórias, na calçada enluarada da David Caldas, esperando o lanche da avó Genú. Dali, olhando pela Rua Desembargador Freitas, a visão da estrela d’alva fascinava e se personificava na tia, Maria D’Alva.

Da Rua Anísio de Abreu, lembrou o campeonato de chupas de laranjas e do castigo pelo mau feito. Lembrou-se da Conceição, vizinha que não usava o portão e preferia pular o muro. Lembrou-se da amiga Princesa e de traquinagens com o amigo Barata. Lembrou-se de serenatas na calçada, do fusca abandonado e do violão esquecido com a aparição do Coronel. Lembrou até do “Espiga”, auto denominado “Valdinar Castelo Branco”, em razão da paixão por Tereza Helena.

Rio Parnaíba em Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

Da Rua Monsenhor Lopes, tem lembranças de dois lugares especiais. Um ao lado do Seu Zequinha, lugar de festinha, luz negra e salsicha no palitinho. Em tempos de carnaval era lugar de choro por não poder ir aos bailes, mas também era lugar de muitos risos com a Solange e seus cancioneiros. Desta mesma rua, na esquina com a Rua Area Leão, tem lembranças da briga pelo quarto do porão, do medo do Sheik e dos lanches na companhia do Dr. Zenon, que sentado na rede com uma perna para um lado e uma para o outro, jogava conversa fora cercado de crianças e de muitos livros no chão. O que ele achava de tão interessante na conversa da meninada de 13 anos?

Da Avenida Frei Serafim, lembrou o Colégio das Irmãs. Deu risada lembrando a saia encurtada com fita adesiva e a paquera inocente depois da aula e nos finais de tarde. Era duro esperar os meninos do Diocesano com o sol a pino, mas era coisa boa de fazer com as colegas do Colégio das Irmãs. Também lembrou a Praça D. Pedro II, onde encontrava a Rosa, a Hilma, a Liana, a Eliana e a Lili. Lugar bom para gazear e namorar. Bom também para se esconder da Irmã Maria do Amparo, do Padre Ângelo e do Professor Moacir.

Da esquina da Rua Coelho Rodrigues com a 13 de Maio, tem lembranças muito boas. Filmes no Royal, lugar de mãos suadas, corações palpitantes e muito “frio na boca do estômago”. Lugar do primeiro beijo...

Lembrou também da esquina da Rua Félix Pacheco com Arêa Leão. Da queda de moto, da paixão adolescente, de um amor e de uma decepção. Recordações de um lugar feliz porque foi chão firme do segundo pai. Lugar onde aprendeu muita coisa boa e realizou o desejo infantil de ter uma irmã - ganhou duas. Lá só houve tristeza por conta de uma Rosa que murchou antes do tempo. Lembranças de Teresina... Percebe que cresceu junto com a cidade. Recorda lugares e espaços significantes de histórias pessoais que também são histórias de Teresina. É isso! Este é o caminho para falar do Plano que insistem dizer “do Mestre Isidoro”, para falar de Arquitetura e Urbanismo, é o caminho para falar das representações de um tempo e de espaços socialmente construídos. Tímida, pensou: vou tornar público um caso de amor? Até então era só entre ela e Teresina. Terminou adormecendo.

Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

Sonhou um sonho doido. Sonhou sua história que também é da Vânia, do Paulo Couto, do Chicão, do Mercury, do Armando, do Cleto, do Jacob e do Maurício..., é de todos que cresceram com a cidade. Sonhou Teresina, ribeirinha como a outra que, produto da articulação política de Saraiva, se fez nova capital escondido de Oeiras, ainda à luz da lua, quase da noite para o dia. De lá, quase todo mundo se mudou apressadinho. Estratagema que deu certo.

Surgiu cidade com desenho prévio, experimentação de conceitos barrocos “racionalidade, formalismo, uniformidade e retilineidade”, herança portuguesa.

Nasceu provocadora com o pretexto de arranhar a hegemonia econômica e política do Maranhão. Atraente para quem vinha por terra e novidade para quem vinha pela água.

Por terra havia três estradas ditas “reais”: a Estrada da Vila Velha (Centenário), a Estrada Nova (Barão de Gurguéia) e a do Gado (atual Miguel Rosa). As duas primeiras se uniam no âmago da cidade e virava uma só, conhecida pela alcunha de Rua Boa Vista (atual Rui Barbosa).

Pela água se chegava a vários portos. No Parnaíba tinha o Porto do Coqueiro e no outro rio tinha o Porto do Poty. Os dois se interligavam através da Rua Grande (Álvaro Mendes). O primeiro era o mais importante. Lugar de negócios e comércio que trazia o mundo e levava Teresina até ele. O segundo interiorizava o território, mas vivia alagado e de tanto se usar outro lugar mais ao norte enquanto as águas secavam, surgiu outro porto, oficioso, denominado simplesmente “por enquanto” e gênese do bairro.

Casario e rio, Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

Foram os primeiros caminhos para e de Teresina. Lugar que segundo a história, além das razões políticas, também foi cidade por causa da inundação da Vila Velha. É do jeito que é porque o governante obedeceu. 43 km² de ruas, casas, praças, de gente, de vida e de história. Quadrilátero com 1.500 braças para o sul e 1.500 braças para o norte. Sete ruas de idas e vindas ao Parnaíba e outras sete com direção norte/sul cruzando em ângulo reto, como em um tabuleiro de xadrez. Jogo para ser jogado defronte das casas, nas calçadas - lugarzinho bom de ver a vida passar. Tudo por obra e graça debitados na conta de Saraiva.

Cidadela com um quê de medieval rodeada de morrotes. Ao norte, tinha o Alto da Pitombeira (área que vai do cemitério S. José ao Liceu Piauiense); ao sul, tinha o Alto de São João (área da Sede da Cepisa) e, a nordeste, tinha os Altos da Esperança e do Querosene. Ao Sudeste tinha o Alto da Jurubeba (atual área da Igreja São Benedito e Praça da Liberdade), antigo cemitério dos escravos que depois, nos idos de 1940, segundo o tio Dario, era local de namoros acochados. O certo é que, construída na chapada entre morrotes, até hoje Teresina é saudada por “coriscos” ziguezagueantes que cortam seu céu em noite sem lua.

Sua planificação tem origem na política pombalina e traz especificidades formais do urbanismo português do século 12 ao século 18, como a criteriosa escolha de localização do núcleo inicial, a cuidadosa adaptação ao sítio e a mesma forma de implantação das praças e edifícios. Em Teresina, assim como nas cidades portuguesas, os edifícios institucionais também têm papel determinante na estruturação do território urbano. O desenho do plano enfatiza a demarcação do local da igreja, câmara, cadeia e de outros prédios públicos.

Miniatura do Plano de Therezina, 1850
Imagem divulgação [Fundação Monsenhor Chaves]

Teresina é portuguesa na praça central e no traçado que dela se origina.

Sua praça central é o largo da Igreja do Amparo, que já foi Praça da Constituição e hoje é Praça da Bandeira. É a Praça do Comércio lisboeta em Teresina, porque também tem formato regular e uniformidade de elementos arquitetônicos. Como a original, também é o principal elemento ordenador da estrutura urbana. Outras semelhanças se evidenciam na concentração dos poderes estabelecidos – governo, justiça e religião, nas linhas retilíneas, na regularidade de volume e na rigidez geométrica.

É uma composição que tem dois princípios básicos relacionados à centralidade. O primeiro se refere à sua geometria e está relacionado ao desenho urbanístico. Na praça central fica o epicentro do quadrilátero urbano original. O marco-zero da cidade coincide com a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Amparo. O segundo princípio compositivo tem caráter funcional e está relacionado ao uso que se faz da praça. Diz respeito às atividades sociais que proporciona em decorrência da localização dos edifícios institucionais ao seu redor.

A presença destes edifícios e o destaque dado às suas implantações em relação às demais edificações da cidade pretendiam alardear a autoridade portuguesa, mas a religiosidade se sobrepôs. Ela é virtude que a Igreja católica impõe e a sociedade dispõe. Este fato demonstra a influência do catolicismo na formação do caráter, da ética e da moral da sociedade teresinense. De tão importante, sua arquitetura religiosa chega a ser marco espacial de fronteiras sociais.

Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

A Igreja é o marco desta fronteira. É ponto convergente, o lugar onde tudo começou. A cidade, os namoros, as famílias. Perto dela só tem gente fina. Longe dela ficam os fogos, a pobreza, a zona e a devassidão. De um lado e de outro da Igreja ficam os lugares de coisa séria, de trabalho, de administração, de saúde, de preservação. Ainda é assim. Atrás dela fica a Praça Uruguaiana, hoje Praça Rio Branco. Lugar de tudo e de todos. Na cercania tem muitas prateleiras de linho, de algodão e de enfeites para encantar. Lugar de ternos brancos e finas saias, povoado de sombrinhas delicadas e chapéus panamás. Lugar sombreado, de calor ameno, sempre cheio de novidade e com cheiro de lavanda e de goma no ar.

Defronte à Praça, há esquinas importantes. Na esquina da Rua da Graça (Rua Barroso) com a Rua Augusta (Elizeu Martins) todo mundo encontrava Raimundo Gomes Sousa, esperto procurador local dos interioranos por módica porcentagem das causas. Comerciante bem-sucedido sua loja vendia de “um tudo”, de medicamentos a doces, chapéus ou fitilhos, charutos e cigarros. Na esquina da Rua do Amparo (Areolino de Abreu), bem defronte à Praça Uruguaiana, funcionava a Botica do Povo, do Dr. José Lopes, que senão for engano, deve ser parente do Mauro.

Dizeres em placa, longe dali, demarcava lugar cheio de novidades. Pertinho do Porto do Coqueiro. Esquina da Rua São José (atual Félix Pacheco), de frente para o rio, do lado da jusante. Era freqüentada por gente de bem, clientes da Loja Paulista.

Defronte, na outra esquina ficava o Empório Joaquim Negreiros. Loja sortida e muito “afreguesada”. Na esquina da Rua do Pequizeiro (Paissandu) com a Rua da Graça (Rua Barroso) ficava a Loja Nova, de Benjamin do Rêgo Monteiro, o primeiro, e a julgar pelas notícias e anúncios do Semanário em 1877, tão famoso e inteligente quanto o pai do Rafael-Victor.

Praça D. Pedro II, Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

A zona ou lugar de prostituição ficava nas imediações da Rua do Pequizeiro (atual Rua Paissandu), que para o padrão espacial da época ficava longe da Igreja Matriz, em uma distância conveniente para esconder aquilo que era bom só para eles - a dança, os jogos, a gula e o pecado. Quem tinha dinheiro se esbaldava na casa de João Sousa, na esquina da Rua São José (Félix Pacheco) com a Rua do Imperador (Firmino Pires). E quem não tinha? Ah, esse aí ia para o “centro de devassidão” da ex-escrava Luzarda. Ficava na Rua Grande (Álvaro Mendes), quase na esquina, entre a Rua do Imperador (Firmino Pires) e a Rua Boa Vista (Rui Barbosa).

Como se pode ver, há muitas histórias por trás de cada rua ou esquina de Teresina. Seu traçado é como um livro de muitas páginas cheias de rabiscos e formas que, às vezes, não precisam de texto para ser compreendidos.

São traços de um desenho erudito que representam a racionalização de recursos e a simplificação de procedimentos. Representam um traçado com lotes padronizados e residências implantadas em linha reta com fachadas no mesmo estilo. Tudo de ordem do Rei, mas também função da topografia e de demandas sócio-políticas. Tudo invenção cuidadosa de alguém e que resultou na flexibilidade da trama urbana, na articulação das praças e na informalidade dos loteamentos.

A regularidade de seu traçado é importante por duas coisas. Primeiro, porque é marca de um planejamento prévio. Depois, porque demonstra a esperteza de alguém que entendo ser o próprio Saraiva.

Através do discurso oficial e da miniatura do plano – desenho encontrado por acaso, sabe-se que Teresina foi de fato uma cidade planejada, mas ao contrário do que dizem não é a primeira no Brasil. Triste equívoco recorrente! No Piauí mesmo existem outras cidades planejadas que são mais antigas. Parnaíba e Piracuruca também apresentam traços do modelo urbano português e se encaixam na condição de planejadas. Pode-se afirmar, no entanto, que Teresina é a primeira cidade planejada e construída na época do Brasil Império com o objetivo de ser capital. Posteriormente, foram planejadas e construídas outras cidades para o mesmo fim: Aracaju em 1855, Belo Horizonte em 1897, Goiânia em 1935, Brasília em 1960, e Palmas em 1989,

Praça D. Pedro II, Teresina PI, 1957
Foto divulgação [IBGE]

Saraiva foi inteligente. Em função da rapidez com que a cidade precisava ser construída, foi mais conveniente adotar uma malha regular. Afinal, a regularidade presume uma facilidade técnica e desta decorre certa economia quanto à sua execução em termos de tempo e de custo. Para tanto, bastou selecionar um sítio adequado topograficamente.

A regularidade do traçado também esconde uma história de dominação e controle. Sabe-se que o ofício da Engenharia Militar Portuguesa no Brasil, principalmente no século XVIII, era promover o agenciamento da territorialização, ou seja, o estabelecimento e desenvolvimento da rede urbana no Brasil. Neste caso, a regularidade do traçado, além de ser uma questão técnica de geografia e topografia, em termos de facilidade, também era uma necessidade política de controle do espaço.

Traçado geométrico, reticulado, simétrico. Traçado planejado para a cidade ter muitas esquinas. Quem diria? Esquinas para vigiar. Não importa, porque é seguro para viver. Além do mais, se por um lado é impossível de se esconder, por outro é bom pra descortinar. Afinal, cada esquina se abre em quatro direções. São ruas e caminhos para o mundo que se queira.

As ruas de Teresina mostram que, apesar das características coloniais, seu desenho era moderno no sentido da aplicação de um saber que se pretendia científico. Fato comprovado pelo olhar diferente de arquitetos e urbanistas que nele vêem aspectos que hoje sabemos importantes para o planejamento urbano.

O Plano Inicial de Teresina revela certa preocupação com alguns aspectos técnicos, como o detalhamento quantitativo e qualitativo. No primeiro caso há indicação de que se considerou certos fatores, como densidade, superfície, fluxo, dimensões, etc. No segundo caso, percebe-se que o Plano foi desenhado segundo certas condições de acessibilidade, adequação à topografia e ao clima. Além disto, fica evidente que o Plano também contempla certa pertinência funcional quanto a regras de distribuição espacial das atividades e pertinência dimensional relacionada à largura, comprimento, malha, etc.

Praça Marechal Deodoro, marco de Fundação da cidade, Teresina PI
Foto divulgação [IBGE]

Em relação aos aspectos estéticos, o Plano Inicial tem elementos figurativos de desenho que remetem aos códigos estéticos da época e definem uma tipologia de elementos urbanos (ruas, praças, lotes, quarteirões, esquinas) e uma tipologia edilícia (residência, comércio, etc.) que se entrelaçam à história de cada morador. Quer exemplos?

O Quarteirão da Rua Santa Luzia, atual David Caldas, entre as ruas da Campina (Benjamin Constant) e Rua da Estrela (Desembargador Freitas), é especial, porque nele ficava a casa do bisavô João, Delegado de Polícia. Primeiro, foi um simples fogo, oitenta por oitenta de chão de terra batido. Depois foi sede do Circo de Maria Dalva, com piso e pavimento. Hoje, apesar da ocupação comercial, continua berço da família. A Praça Uruguaiana também é especial. Lugar de comércio e de convivência social, é palco de histórias engraçadas da época de carnaval. Era lá que o Tontonho ia buscar a tia-avó, doida por festa, esquecia a hora de voltar para casa. Também era lá que o avô-poeta tomava cafezinho, jogava conversa fora, se apaixonava pela vida, pela arte e pelas coisas.

Em suma, a cidade tem lugares que são pedaços de cada um. São praças, ruas e esquinas que contam as nossas histórias e as de outras pessoas e que também contam histórias da própria cidade. Seu desenho nos fala de articulações importantes que denotam o cuidado com o fazer urbano e que são próprias do planejamento prévio. Referem-se ao equilíbrio nas inter-relações urbanas, nas funções, condições de uso etc.

Isto é fácil de ver no desenho do plano. Ele apresenta uma relação proporcional entre largura e volumetria do espaço livre da atual Praça da Bandeira e as dimensões dos edifícios locados ao seu redor. Nele também há equilíbrio entre a localização de certas atividades como comércio e serviços e a hierarquia entre alguns espaços públicos. O Plano também mostra que as relações entre cheios – áreas edificadas - e vazios – áreas livres - é proporcional em volume e adequada ao clima.

Igreja de São Benedito, Teresina PI
Foto divulgação [IBGE]

Como se vê, o plano original de Teresina e sua concretização denotam um processo de construção baseado em regulamentos, endossam a tese de que a implantação da cidade ocorreu de acordo com um planejamento prévio, confirmam a existência de planejamento nas atividades de colonização portuguesa no Brasil e constituem prova da condição de primeira capital do Brasil Império.

Esta é a história de Teresina. Sonho sonhado em Salvador, embalado pela saudade de uma lua especial.

nota

NE – Publicação original do artigo: SILVA, Ângela Martins Napoleão Braz e. Lua, sonho, ruas, histórias, tudo Teresina. Caderno Especial comemorativo do aniversário da cidade. O Dia, Teresina, 16 ago. 2007, p. 2-3.

sobre a autora

Ângela Martins Napoleão Braz e Silva é arquiteta e urbanista, professor adjunto da UFPI, mestre em Desenvolvimento Urbano na UFPE, doutora em Arquitetura e Urbanismo na UFBA.

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