Introdução
“A necessidade de uma expressão monumental na arte e na arquitetura existiu e foi resolvida sempre em todas as civilizações. A nossa não pode ser uma exceção”.
Sigfried Giedio
O caráter do edifício a ser proposto: um equipamento desta natureza no contexto urbano projetado; uma “superquadra”, nos remete à questão da expressão e da representatividade. Um monumento que não tem intenção ostentatória como disse Lucio Costa, mas que restaura para aquele lugar sua expressão maior: a plenitude da dimensão arquitetural.
Implantação
Imagem do autor do projeto
A implantação a partir dos eixos indutores de fluxos contribui com nossa grande preocupação: a escala volumétrica apropriada, sem exageros em suas dimensões representativas, possibilitando a elegância harmônica do futuro “condomínio”; área propicia a espaços de convivência.
Se estamos falando da escala representativa e gregária; de convivência, ressaltamos ainda a consideração de L Kant que define a monumentalidade na arquitetura como uma qualidade espiritual inerente a uma estrutura intemporal e unitária.
Público e privado, individual e coletivo, mais do que generosos acessos, pisos e planos que em suas inflexões por meio de escadas e rampas, emolduram a grande cena do encontro: praças, varandas e galerias que trazem pela grande “rua interna” a cidade para dentro do teatro. O ponto alto do grande continuum urbano acontece neste sofisticado momento do espetáculo: o encontro da comunidade e sua maior interação.
Corte CC
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A topografia do lote assumida desde o inicio não só racionaliza os custos da edificação como aperfeiçoa de forma evidente o dialogo com o entorno maior; uma nova paisagem recriada que amplia a leitura do lugar.
Esta estratégia de racionalizar os custos da edificação deve ser ainda considerada na solução estrutural adotada com malha de pilares a cada 13 metros na maior parte das áreas.
Como conseqüência ainda desta tipologia abordaremos abaixo gráficos e considerações do conforto ambiental e das preocupações com a sustentabilidade da edificação.
A excessiva volumetria das caixas cênicas resultam portanto no grande pórtico visual, palco visto das avenidas e da rodoviária, acontecimento urbano que pelas laminas soltas do chão, conduzem à expressão do significativo espaço, um ponto de interesse no contexto da cidade.
Corte DD
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Corte EE
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Corte FF
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Planta foyer
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Planta mezanino
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Planta palcos
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ficha técnica
Autor/responsável técnico
Arq. Paulo Henrique Paranhos
Colaboradores
Eder de Alencar
Ana Carolina Vaz
Hermes Romão
Marco Campos Porto
Matheus Resende
Thiago Pimentel