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architectourism ISSN 1982-9930

Porto de Paranaguá PR. Foto Abilio Guerra

abstracts

português
Entrevistada por Arquiteturismo, a arquiteta Renata Falzoni fala, com seu inconfundível estilo desbocado e sincero, sobre suas andanças pelas cidades de vários continentes, e como a ecologia e a sustentabilidade são os critérios básicos de suas avaliações


how to quote

FALZONI, Renata. Pedalando na paisagem. Arquiteturismo, São Paulo, ano 01, n. 002.03, Vitruvius, abr. 2007 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/01.002/1313>.


1. Qual o papel da arquitetura no seu olhar de aventureira? Aliás como você se define (aventureira, repórter...)?

Aprendi a ver e entender o mundo sob a ótica da arquitetura. Assim forma e função são as primeiras "perguntas" que faço a tudo que vejo ou vivencio. Vetores, direção de forças e movimentos também complementam a estética de meu trabalho e no demais, estruturar soluções analisando as variáveis, também é algo que aprendi na arquitetura.

2. Você chegou a ser arquiteta? Quando deixou de ser?

Eu exerci arquitetura de 1973 a 1979. Embora não esteja mais em uma prancheta, projetando espaços ou planejando cidades, eu me considero ainda arquiteta de projetos em audiovisual e uma comunicadora que o faz baseada na arquitetura de idéias. Assim nunca deixei e nem pretendo deixar de ser arquiteta.

3. Como foi a experiência de fazer rappel em edifícios? Onde ocorreu?

O primeiro grande rappel em um edifício estilo arranha-céu (antes já havia treinado em prédios pequenos) foi no ano de 1987, na descida do Edifício que havia sido do Jornal O Estado de São Paulo no centro da cidade, começo da Rua Augusta. Foi o lançamento de um partido (embrião do Partido Verde) chamado Partido Futuro Verde. Descemos em paralelo Bruno Sellmer e eu.

4. Como biker (diurna ou noturna) é interessante buscar objetivos de visitação? Rola legal a associação entre as duas atividades?

Eu uso a bicicleta como meio de transporte na cidade. Assim não existe – muito pelo contrário – nada que me impeça de pedalar e exercer qualquer atividade profissional, já que é sempre a bike quem me "leva lá". Viajo muito a trabalho e sempre levo uma bike comigo. Por vezes a bicicleta pode ser o centro ou não da atividade do trabalho. Por exemplo, por vezes eu viajo de bike, outras levo a bike para me ajudar a me transportar nas cidades para onde vou.

Em todos os lugares por onde pedalo, faço turismo, mesmo que seja algo leve, pois a bicicleta permite você ver e entender a cidade sob a ótica de um cidadão diferente daquela que a visita em carro, ônibus ou o que for. Somente a pé seria mais intimista.

5. Qual a melhor maneira de se conhecer uma cidade? Ver cuidadosamente poucas obras ou visitar rapidamente a maior quantidade possível delas? Locomover-se a pé, de bicicleta , de automóvel ou de transporte coletivo?

Eu sou suspeita. De bike é sempre melhor, em especial cidades de países mais civilizados, que privilegiam quem escolhe esse meio de transporte. Por exemplo cidades da Europa e algumas dos EUA. Nova York por exemplo é perfeita para quem pedala, pois tem uma ciclovia que bordeia toda a Ilha de Manhattam e permite o cidadão combinar bicicleta ao Metrô. A pé também é muito bom quando se tem tempo e quando as distâncias são menores e a estrutura urbana privilegia o cidadão que vai a pé.

Transporte público se a cidade for bem organizada é onde o turista que fala a língua do povo consegue absorver as nuances de uma civilização diferente. Tudo é válido, mas nas cidades, o transporte individual motorizado é a pior opção em cidades européias. Mas para se ver, observar a arquitetura de uma cidade há que se estar a pé ou de bike.

6. Você pratica arquiteturismo ou é a adrenalina que manda? Qual foi a última obra de arquitetura que visitou após se preparar com estudos prévios? A expectativa se cumpriu?

Arquiteturismo é a palavra chave de todo o meu trabalho. Em Barcelona chorei muito de emoção. Cheguei ao Parque Güell e chorei muito de emoção de ver aquela beleza toda tão bem integrada ao natural. Que sensibilidade! Eu estudo pouco, mas me informo muito o que é diferente. Nos aviões, eu leio as pesquisas que eu fiz e deixei no desktop do meu laptop, assim tenho leitura e entretenimento no avião, mas não considero isso estudar e sim me informar.

7. Quais foram as obras de arquitetura e urbanismo que mais lhe impressionaram durante suas viagens?

Barcelona já falei e AMEI!!!!!!!!! a cidade toda, as obras de Gaudi são fascinantes espelham o povo catalão que por lá habita! Urbanismo, Paris, se reformou, retirou carros das ruas para prover organização ao ciclistas. Um exemplo! Nova Iorque idem, adoro aquela cidade. Pedalei muito em Los Angeles a cidade necessita cidadanizar-se embora seja linda e organizada.

8. Quais as obras, no Brasil e no exterior, que você não conhece e quer necessariamente conhecer?

No Brasil quero fazer a rota de cicloturismo cujo nome não me recordo, mas remete ao padrão europeu. Gostaria de ver um cicloturismo especializado nas obras da arquitetura do Ouro de Minas Gerais. Fora do Brasil gostaria de conhecer melhor os países baixos e seus entornos. Também, gostaria de conhecer os países do leste europeu. Lindos e especialmente amigáveis aos ciclistas e de uma arquitetura que conta a história desses povos, assentada sobre o antigo domínio romano, repleto de pontes de mais de mil anos!!!!

9. É legal ser turista em sua própria cidade?

Total e eu o sou. Por exemplo nesse momento respondo esse e-mail de dentro da oficina mecânica do senhor Eugênio, no centro da cidade, um enorme galpão, antigo. Estou abrigada da tempestade que cai lá fora. Aproveito o tempo para um cafezinho e escrevo esse e-mail !! :)

10. Você gosta de levar pessoas para visitar em obras para uma visita guiada?

Com certeza, mas tempo é meu principal patrimônio. Tenho que fabricar interesse $ nessas visitas.

11. O que você viu pelo mundo de mais inusitado, associado à arquitetura e construções?

Tantas coisas que nem saberia identificar. Da Torre Eiffel a um Parque Güell, toda a obra de Gaudi, passando pela estruturação pedestres cicloviária da Holanda e Japão, as ilhas fabricadas japonesas, Ponte de Brooklin e muito mais coisas que nesse email eu me esqueço.

sobre a entrevistada
Renata Falzoni, arquiteta pela FAU Mackenzie, começou a trabalhar como repórter fotográfica na imprensa brasileira, tendo passado pela Folha de São Paulo, revistas Isto É, Placar, Playboy, Nova, Cláudia entre outras publicações, na década de 80. Ser vídeo-repórter de esportes de ação na montanha passou a ser maior objetivo desde 88, atuando na TV MIX e TV Gazeta. Desde 1995, Renata atua na ESPN/Brasil como consultora e vídeo-repórter de aventura, sendo os temas de esportes outdoor na terra sua especialização: trekking, espeleologia, escaladas, mountain bike e outros

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