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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

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Eduardo Pierrotti Rossetti faz uma crítica ao projeto de Sou Fujimoto para o pavilhão temporário de verão da Serpentine Gallery de Londres.


how to quote

ROSSETTI, Eduardo Pierrotti. Pavilhão Serpentine 2013. Impressões e provocações de uma arquitetura efêmera. Arquitextos, São Paulo, ano 14, n. 163.01, Vitruvius, dez. 2013 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/14.163/4988>.

Most of the times everything`s grey,
the clouds are low, there`s no perspective.
You can`t see above the buildings, there`s no horizon.” (1)
Simon Kusher

Toda matéria aceita um grau bastante alto de metamorfose,
mas há um limite depois do qual não é mais reconhecível.
Nuno Ramos 

"We were in London
"Let's do it - let's break the law!"
We were in London
Tell it like it is"
Pet Shop Boys

Era uma vez um pavilhão...

Londres, numa manhã pouco ensolarada de julho, centenas de pessoas caminham, pedalam e circulam pelo Hyde Park, enquanto dezenas de jornalistas do mundo todo se instalam sob lonas brancas nos jardins do Kensington Palace, onde o recém-nascido “Royal baby” havia passado sua primeira noite, aguardando a possível visita oficial da Rainha Elizabeth II ao novo membro da família. Dentro dos domínios do parque real, relativamente próximo do palácio, que já foi habitado pela Rainha Victoria e pela Princesa Diana, está a Serpentine Gallery, cuja edição do pavilhão de verão deste ano foi elaborada pelo arquiteto japonês Sou Fujimoto.

Previsto para ficar “em pé” até 20 de outubro, a edição de 2013 do Pavilhão Serpentine deve repetir o êxito que vem consagrando a empreitada da Galeria em explorar arquitetura contemporânea como um campo de sua atuação, atraindo visitantes que somam mais de 200.000 a cada temporada. A diretora da Serpentine Gallery, Julia Peyton-Jones e Hans Ulrich Obrist, co-diretor, estabeleceram a estratégia de convidar para cada edição arquitetos e/ou escritórios de arquitetura que não tivessem obras construídas no Reino Unido, fazendo deste diferencial um fator atrativo adicional ao pavilhão. Não há concurso para escolha dos autores do pavilhão, há o convite da Galeria, indicando os interesses estéticos que seus diretores legitimam com seu faro apurado sobre a produção atual. A possibilidade de haver um novo pavilhão a cada ano —que se mantém construído por cerca de três meses— gera interesse e curiosidade sazonal: quem será que vai projetar o próximo?

Essa surpresa vem sendo renovada ao longo de suas edições desde o ano 2000, quando Zaha Hadid inaugurou a série de pavilhões que se materializam num espaço gramado junto ao edifício-sede da Galeria. Uma vez anunciado quem será o responsável pelo próximo pavilhão, revigora-se a curiosidade: que experiências espaciais e estéticas o novo pavilhão vai proporcionar? Com um programa bastante singelo de ser um abrigo, um lugar de encontros, com um café e variadas possibilidades de layout para sentar e/ou ficar a toa, ou eventualmente promover palestras e apresentações musicais, o problema do pavilhão não se tornou um fator limitador. Cada proposta de pavilhão pode propor atividades e usos para seus espaços, o que no entender de Julia Peyton-Jones “...é uma liberdade sem paralelos para os arquitetos. Os requisitos são muito simples: tudo o que pedimos é que o pavilhão seja um exemplo de sua ‘linguagem arquitetônica’.” (2) Deste modo o Pavilhão Serpentine se torna uma atração adicional às atividades de lazer que o parque possui e se insere na agenda de atividades da estação, entre as demais atrações que além dos londrinos, também podem interessar aos visitantes e turistas.

A publicação “Serpentine Gallery Pavilions” evidencia a diversidade já conquistada pelo conjunto de pavilhões já realizados ao apresentar os exemplares construídos até 2010, mesmo quando “...as restrições financeiras e de tempo constituem um importante  componente conceitual de cada pavilhão.” (3) O sucesso da empreitada e a pujança da atuação da Galeria em patrocinar a construção de um novo pavilhão temporário no Hyde Park podem ser comprovadas com a recém-inaugurada Serpentine Sackler Gallery, também projetada por Zaha Hadid, com 900m² de área construída, que se anexa a um edifício que outrora foi um depósito de pólvora, com espaços de exposição e restaurante para consolidar uma nova atração cultural no parque. (4)

Deste modo, os pavilhões de verão da Serpentine Gallery se integram a um vasto e crescente conjunto de arquiteturas ditas efêmeras e/ou temporárias, como uma contribuição significativa para a produção contemporânea. Cenários teatrais, cenários para shows de rock (U2, Rolling Stones, etc), stands de feiras, passarelas para desfile de moda, pavilhões de exposição, outros tipos e pavilhões e outras construções compõem este conjunto de arquiteturas temporárias da produção contemporânea (5). Os pavilhões são uma oportunidade para especular soluções construtivas, refinar linguagem arquitetônica, burilar o discurso e propor experiências espaciais, numa circunstância especial. Para Charles Jencks, “O pavilhão, assim como a cadeira é um objeto adequado para pensar sobre arquitetura, ou seja, uma proposição ideal para um experimento reflexivo.” (6), adquirindo uma presença especial na história recente da arquitetura. Mas ao mesmo tempo, as arquiteturas efêmeras não são apenas de instalações prazerosas e/ou festivas, podendo inclusive resolver problemas de caráter emergencial, como a proposta de Shigeru Ban para os desabrigados atingidos pelos efeitos do terremoto em Kobe (7).

O grau de efemeridade decorre da qualidade dos materiais e da natureza das funções dos edifícios pois, a rigor, qualquer arquitetura —seja em pedra, aço ou plástico— tem uma permanência e uma duração temporal, até que sejam destruídas, desmontadas, substituídas, ainda que este tempo seja contado em séculos! Hoje, os desafios de projetar uma arquitetura inserida numa lógica de renovação de valores e que participe — mais ou menos, direta ou indiretamente— de ciclos econômicos de consumo se impõem. A substituição de arquiteturas pode ser contra-atacada e negada ou então, ser assumida e incorporada como uma variável do problema projetual, contribuindo com o debate sobre os significados de seu espaço, sua relação com a cidade e com a paisagem urbana. O problema de elaborar arquiteturas de caráter efêmero não é novo, e os ingleses podem se orgulhar do audacioso Crystal Palace de 1851, desenhado por Joseph Paxton, propondo o uso de estrutura metálica e vidro plano em escala construtiva e propósitos inéditos para um pavilhão de exposição, implantado no mesmo Hyde Park onde os pavilhões da Serpentine Gallery são anualmente edificados. O Crystal Palace definiu um referencial para especulações construtivas e espaciais de arquiteturas de caráter temporário, o que no contexto da plena Revolução Industrial se somam aos “programas de modernização”  —fábricas, estações ferroviárias, mercados, e lojas de departamento— para ratificar o arrojo técnico da nação —e como resposta a França construiu a torre projetada por Gustave Eiffel e a Galeria de Máquinas projetada por Ferdinad Dutert e por Victor Contamin. (8)

No Brasil arquiteturas efêmeras e pavilhões são construídos desde a chegada da família real portuguesa ao menos, quando portais, arcos de triunfo e outros marcos eram improvisados para dar um pouco mais de pompa às circunstâncias de exercício e evocação simbólica de seu poder. Os pavilhões de 1908 e os pavilhões de 1922 foram idealizados para rememorar datas históricas: o centenário da abertura dos portos e centenário da Independência. A arquitetura moderna brasileira ensaiou sua potencialidade e futuro reconhecimento internacional com o pavilhão construído em Nova York em 1939, projetado por Lucio Costa e Oscar Niemeyer. Em 1958, com Brasília em plena construção, Sergio Bernardes engendra a representação do Brasil na exposição de Bruxelas com uma estrutura tensionada que tinha um balão como chamariz. Em 1964, Lucio Costa elabora a representação do Brasil na Trienal de Milão com as redes, fotografias e tecidos e seu Riposatevi. Em 1970, Paulo Mendes da Rocha constrói uma potente estrutura em concreto aparente para evidenciar o domínio técnico e realiza uma operação na topografia do território destinado ao pavilhão. 1992 marca um momento importante da história recente da arquitetura brasileira, quando jovens arquitetos conquistam o primeiro lugar no concurso para o pavilhão brasileiro em Sevilha, acentuando o necessário debate sobre as propriedades e as questões-chave de nossa modernidade arquitetônica e seus limites.

Recentemente, para a Rio+20 em 2012, Carla Juaçaba e Bia Lessa conceberam o Pavilhão da Humanidade implantado no Forte de Copacabana a partir de estruturas de andaimes, o que causou enorme repercussão e interesse, atraindo milhares de visitantes. Este ano o Parque do Ibirapuera, em São Paulo, receberá o pavilhão elaborado pelos arquitetos portugueses Alvaro Siza e Eduardo Souto Moura (9). Há poucos dias, em 3 de outubro, a edição eletrônica do jornal The Guardian trazia uma reportagem sobre a reconstrução do Crystal Palace, causando muito estranhamento e suspeitas, anunciando mais um assunto para discussão no animado debate sobre arquitetura contemporânea e sobre as transformações urbanas que vêm sendo realizadas em Londres (10), especialmente a renovação da King`s Cross Station, a implantação do parque olímpico e as transformações na margem sul do rio Tâmisa. Com todas as implicações simbólicas, políticas, comerciais e urbanísticas que podem advir de uma intervenção desse porte nas ruínas do que restou do Crystal Palace após incêndio que o consumiu em 1936 (11), a repercussão já fez até mesmo um dos leitores do jornal instigar o herdeiro do trono real (12) a palpitar sobre a recuperação de um dos símbolos do esplendor do período vitoriano.

Pavilhão Serpentine. Sou Fujimoto, 2013
Foto Eduardo Pierrotti Rossetti

Parque X programa X pavilhões        

A onda de calor que atingiu o Reino Unido em julho deste ano também fez deste verão uma temporada mais excitante, e fez de Londres uma cidade mais distante de sua imagem habitual, com dias cinzentos e sempre chuvosa. Com dias ensolarados e com uma luminosidade que dilatava o dia até às 20h e temperaturas que ultrapassavam os 30ºC, o Pavilhão Serpentine se tornou uma atração sazonal que poderia ter sido ainda mais utilizada se não encerrasse suas atividades tão cedo! (13) A programação de eventos denominada “park nights”, que em 2006 animou a programação geral das atividades relativas ao pavilhão desenhando por Rem Koolhaas/OMA e Cecil Balmond, incluindo atividades 24h e “maratonas” com entrevistas e leituras de manifestos e poesias, foi repetida nesta edição (14). Entretanto, na maior parte de sua permanência, ao encerrar suas atividades às 18h também não havia sequer a chance de assistir o pôr-do-sol no pavilhão.

Se o programa arquitetônico é singelo e instigante, elaborar uma proposta para um pavilhão efêmero implica em poder experimentar novas linguagens e soluções estéticas, dilatando o universo de experimentação de seu autor. Ao mesmo tempo em que há um lugar geográfico, há um contexto histórico e circunstâncias simbólicas a considerar, e a solução arquitetônica do pavilhão é uma resposta a um local específico. Para seus idealizadores, “O pavilhão é um espaço público, não há nada de barreiras. O público pode simplesmente entrar e apoderar-se do edifício.” (15) Os pavilhões Serpentine expõe-se como proposições espaciais que exploram questões relativas à forma, investigam possibilidades técnicas e experimentam questões perceptivas ao solucionar uma arquitetura cuja função é apenas um espaço provisório. Deste modo, o pavilhão como um problema arquitetônico expõe o que tem dentro, mas também expõe a si mesmo como algo contemporâneo inserido no parque.

Em 2000, no primeiro pavilhão, Zaha Hadid propõe uma estrutura de planos triangulares, com superfícies angulosas em que predomina o uso do plástico transparente e branco. Trata-se de um pavilhão bem preparado para a chuva, que pode se abrir e fechar, dinamizando suas delimitações dentro/fora. Chama a atenção a grande quantidade e a disposição de mesas e cadeiras, antevendo um grande número de visitantes (16). Em 2001, Daniel Libeskind propõe um pavilhão que também opera com superfícies angulosas, mas utiliza material metálico prateado para estrutura e placas de fechamento. A relação dentro/fora parece frustrante, pois por dentro não apresenta uma qualidade condizente com a forma exuberante que exibe. O espaço interno é mobiliado com menos mesas e cadeiras, havendo predomínio de espaços vazios (17). O pavilhão de Toyo Ito, em 2002, chama atenção pela qualidade espacial com que o programa é solucionado e por sua estrutura metálica. Neste caso, a forma depende do raciocínio estrutural, que deriva da rotação do quadrado da planta, formando polígonos que não vedados ou não, num jogo instigante de aberto/fechado (18). Trata-se de um espaço rico com mesas, cadeiras e poltronas, apto a promover encontros. Em 2003, o pavilhão de Oscar Niemeyer surpreendeu a todos por mostrar seu vigor projetual e inventivo na concepção da forma, utilizando estrutura metálica. O pavilhão se torna também uma oportunidade dele recobrar a atenção em âmbito internacional e exibir sua capacidade de inovar, mesmo usando um vocabulário reconhecido: rampa, superfícies curvas, transparência/sombra, cor vermelha para solucionar o pavilhão como uma varanda sobre-elevada e aberta para o parque (19).

Como exceção, o agigantado pavilhão proposto pelo MVRDV, em 2004, que incorporava a Galeria Serpentine dentro de si, não foi construído (20). Em 2005 os arquitetos portugueses Eduardo Souto Moura e Alvaro Siza propõem a ocupação do espaço do pavilhão com uma grande estrutura de madeira, com transparências em sua superfície ondulada, com uma proposta de ocupação diretamente ligada ao gramado do parque, num espaço aberto, ventilado e iluminado, com móveis de madeira clara (21). Transparência e opacidade são também as características do pavilhão de 2006, projetado por Rem Koolhaas/OMA em parceria com Cecil Balmond. Entretanto, aqui a transparência não implica em translucides, não havendo permeabilidade, o que torna o pavilhão algo indiferente à Galeria. Superfícies plásticas, piso metálico e materiais sintéticos configuram a solução. O pavilhão lança mão do uso de um elemento icônico: um elemento inflável que a guisa de balão fecha a forma circular do edifício, tensionando leveza e peso. O espaço interno foi fartamente mobiliado com volumes prismáticos de borracha preta para poder receber centenas de visitantes ao mesmo tempo, nas intensas atividades que nele transcorreram nas “park nights”, incluindo a maratona 24 de leitura de manifestos, ampliando o interesse do público por sua arquitetura (22). Em 2007, a Galeria convida Olafur Eliason e Kjetil Thorsen (Snøhetta), numa colaboração inédita entre o artista dinamarquês e o arquiteto norueguês. Trata-se de uma solução formalmente marcante, como um tronco de cone oblíquo, cujo destaque é uma rampa que define um percurso de acesso para um espaço interno superior, com agregação de plateia, onde as atividades acontecem. Trata-se da proposta mais opaca e mais fechada que havia sido feita até então, bem como aquela que explora um elemento vertical (23).

Em 2008 é edificado um pavilhão que não nega o DNA de sua linguagem arquitetônica a um simples olhar para a obra: é Frank O. Gehry, ninguém dúvida! A proposta de Gehry surpreende ao definir uma perspectiva visual para a própria Galeria, numa situação inédita de sua valorização. Esta galeria aberta configura duas plateias, com amplo espaço de passagem e que também possibilitam a livre deambulação. Trata-se de um espaço aberto e transparente, com amplas visuais do parque ao redor. Sua forma se configura a partir de estruturas metálicas revestidas de madeira, que realizam uma operação formal para delimitar planos oblíquos, com vidros transparentes e serigrafados, formando um jogo dinâmico de opacidade, transparências e sombras nos espaços do pavilhão (24). O escritório SANAA, formado por Ryue Nishizawa e Kazuyo Sejima, foi incumbido do pavilhão de 2009. Trata-se de uma esbelta superfície metálica, cuja força expressiva está em sua sinuosidade. A delicada forma metalizada —formada por chapas metálicas com material termo-acústico— reflete imagens do parque ao redor e de seus espaços, criando indefinições sobre os limites dentro/fora do pavilhão, sendo evanescente. Esta ampla superfície metálica oscila em altura e parece flutuar sobre o gramado e sobre o parque, sendo apoiada por delgados pilares cromados. Nos territórios da superfície do chão definidos por sua sinuosidade estão implantados localizados auditórios e os equipamentos de apoio para café, mesas e cadeiras. Trata-se de um pavilhão delicado e contundente, leve e evanescente. Para a cultura arquitetônica brasileira evoca a marquise do Parque do Ibirapuera, mas construída numa escala de percepção mais humana que monumental (25).

Em 2010, num contraponto de forma, percepção e histórico dos pavilhões Serpentine, o arquiteto francês Jean Nouvel adota uma solução em que predomina a cor: vermelho. Para explorar a questão da cor, Jean Nouvel trabalha com a expressão dos materiais, extraindo diferentes sensibilidades dos materiais para criar uma atmosfera surreal em contraste como verde circundante do parque. Vidro, lonas plásticas, toldos retráteis, chapas metálicas são agenciados para definir uma arquitetura que interessa mais pelo encerra do que por sua forma. Ao usar e abusar da cor vermelha e ao valorizar o contraste vermelho/verde, o arquiteto também cria um ambiente provocativo, mais instigante do que relaxante, ainda que utilize redes de dormir, mesas de pingue-pongue e tabuleiro de xadrez para deixar o pavilhão mais lúdico, pretendendo instigar o ócio (26). Já o pavilhão de Peter Zumthor, em 2011, parece apostar numa situação extremamente intimista, em que a experiência de entrar e ser incorporado a um espaço que circunda um pátio retangular com jardim florido em pleno parque, vale mais do que as questões formais que um pavilhão poderia trabalhar. O arquiteto resolve o pavilhão com uma planta retangular com uma galeria de circulação interna que estabelece uma zona intermediaria obscurecida entre o pátio e o parque, ampliando a importância do percurso e da descoberta do espaço interno que não se revela num único olhar (27). Ao re-estabelecer a parceria com o artista plástico chinês Ai Weiwei, Herzog & De Meuron estabelecem uma estratégia de projeto singular: utilizar os vestígios de todos os pavilhões anteriores que haviam sido construídos no mesmo local para, a partir disso conceber a geometria de um espaço semi-enterrado monocromático —com revestimento em cortiça— que se materializa sob um espelho d`água de superfície elíptica. O acesso aos espaços semi-enterrados do pavilhão se faz por degraus irregulares que funcionam como bancos, ao mesmo tempo em que abrem as visuais deste espaço para o exterior, estabelecendo a correlação topográfica almejada pelo projeto (28).

Pavilhão Serpentine. Sou Fujimoto, 2013
Foto Eduardo Pierrotti Rossetti

Andaime, nuvem, montanha, trepa-trepa      

A edição do Pavilhão Serpentine de 2013 ficou a cargo do arquiteto japonês Sou Fujimoto. Ele constrói um pavilhão através de elementos metálicos lineares, na cor branca. O pavilhão é uma investigação possível de construir estrutura a partir da linha e das formas cúbicas que ela define, armando uma volumetria geometricamente mensurável para resolver a função arquitetônica. Fujimoto demonstra habilidade no controle das forças ortogonais das linhas que constroem a forma e inventam um lugar no parque como o novo pavilhão. Contudo, sua forma é informe. Não há uma forma precisa, há uma estrutura de linhas que conforma limites cuidadosamente materializados para delimitar, o que de certa distância se mostra como uma forma adensada, mais impenetrável do que transparente.

A estrutura aparentemente leve e frágil de Fujimoto se revela muito firme e estável. Ainda que pontos de oxidação diminuam sua imagem virginal de plena pureza material, o sentido de leveza, transparência, inverossimilhança se mostram plenos ao aproximar-se do pavilhão. A precisão dos encaixes interessa apenas no limite de demonstrar a lógica de estruturas lineares idealmente contínuas, sem fazer disso um caso excepcional que a produção industrial pode atingir. As linhas brancas deslizam em todas as direções e assim definem cubos. A profusão de conexões ortogonais que estas linhas delimitam formam jogos de perspectivas com pontos de fuga simultâneos. Somente com o deslocamento do olhar é possível reconstruir a lógica geométrica tão evidente com que a estrutura se define. Nos limites da estrutura do pavilhão, as linhas se interrompem, como arestas que esperam conexões ou continuidades de qualquer direção. Como num jogo: o pavilhão é armado e será desmontado! O pavilhão Serpentine deste ano consumiu 11 toneladas de aço, sendo que os 9,5km de perfis metálicos com seção quadrada de 20x20mm, perfazem uma área de 350m² (29). A área que o pavilhão ocupa é maior que a área interna que é da ordem de 140m² (30). O pavilhão tem dois acessos no nível do chão, seu espaço interno pode alcançado através de outro acesso a ser descoberto, mas subindo tal estrutura existem duas áreas de possível permanência.

Não iniciados e experts deverão ter apreensões muito distintas da arquitetura proposta por Sou Fujimoto, em que uma complexa trama metálica define a forma do pavilhão. A presença do pavilhão na paisagem do parque amplia o alcance que sua proposta pode despertar e ninguém passa incólume a ela: desde o segurança, que ao ser indagado sobre o interesse das pessoas por aquilo, animadamente disse “...people love it!”; até a senhora inglesa que resumia seu estranhamento em tom didático, explicando ao neto: “...a funny building, completely out of the way!” (31). O fato de ingleses, moradores, usuários do parque, os turistas e visitantes de toda sorte se divertirem e/ou se abrigarem nos espaços do pavilhão pouco pode assegurar o grau de entendimento sobre sua arquitetura. Ali se observavam desde casais namorando, senhoras tomando chá, cachorros que fazem uma pausa em seu passeio com seu dono, crianças, gente circulando de bicicleta e curiosos que se surpreendem com o pavilhão, param, olham e prosseguem... Uma dúzia de jovens turistas americanos apareceu e falando animadamente alto, já foram subindo, trepando na estrutura e se agrupando para uma foto, depois da qual sumiram, sem nem tomar uma coca-cola! Outras pessoas passam horas ocupando as mesas, conversando, mexendo em iPhones, notebooks, bebericando algo, ou comendo sanduíches, sem pressa.

Pavilhão Serpentine. Sou Fujimoto, 2013
Foto Eduardo Pierrotti Rossetti

O café do Pavilhão Serpentine deste ano não resume apenas a um simples serviço. Trata-se de um café sob os auspícios da tradicional casa Fortnum & Mason (32), que serve bolos, sanduíches, vinho e café, além de diversos tipos de chás, vinculando seu prestígio secular a um espaço contemporâneo, num local privilegiado do parque. Seja instalando-se nas mesas ou nos degraus, o espaço do pavilhão possui uma dose informalidade e convida para ficar a toa! Sentado ou recostado, nosso olhar é instigado a perceber a forma do espaço naquele lugar, definindo limites e pensando nas relações do pavilhão com o parque. A paisagem do parque não participa constantemente do espaço do pavilhão, devido à densidade visual que a trama de linhas brancas constrói. A suposta transparência da proposta se desmonta completamente na medida em que dele se aproxima. Embora o arquiteto afirme que “a trama ortogonal é a mais primitiva forma de ordem, sendo também a mais transparente.” (33), o olhar embaralha as linhas, formando feixes de linhas brancas, numa situação de opacidade relativa. O pavilhão define situações abertas e fechadas, e situações de imprecisão que instigam o visitante e provocam seu interesse em arriscar-se para explorar tal estrutura e experimentar seus espaços.

Se a experiência visual é forte, a experiência vivencial é mais lúdica e provocativa. O ambiente criado dentro da trama ortogonal de linhas brancas propõe um uso informal, como uma pausa no uso das demais atividades do parque, ao mesmo tempo seu potencial atrativo traz dezenas de pessoas para dentro, trepando em sua estrutura, sentando-se sobre sua transparência, arriscando e descobrindo até onde é possível ir ou não. O excesso de transparência da estrutura provoca uma hesitação constante sobre o limite possível de experimentar a forma. Para as crianças o caráter lúdico parece ainda mais forte. Elas se encantam com o pavilhão e com desenvoltura usam seus espaços, descobrem caminhos, lugares para ficar, passagens e acessos de um pavilhão que lhes pode parecer uma versão em escala maior de um trepa-trepa! Em alguns casos, sua liberdade instintiva com os espaços do pavilhão instigava seus pais a seguirem suas descobertas. A modulação de 40x40cm, com alturas de 20cm para degraus não facilita o subir e descer ágil, e recobra constantemente a atenção para onde se pisa. Ao mesmo tempo, esta modulação cria lugares para sentar em diversas alturas e poder contemplar o espaço interno e o parque. Não há deambulação pela estrutura, há um contato físico, táctil mais do que ótico, que é paciente, lento, cuidadoso e curioso: onde isso vai dar?!

Trepa-trepa foi uma das imagens que ocorreram ao usar os espaços  do pavilhão. Antes, ao circundar o pavilhão a imagem que mais me encantou, porque inesperada, foi recordar da emoção pueril de antever espaços internos através de uma estrutura, evocando diretamente a memória das arquibancadas de circo, que ao serem circundadas guardavam a emoção de descobrir o picadeiro e esperar todo o espetáculo que ali ocorreria. Aqui, neste Pavilhão Serpentine, ao adentrar em seus espaços não há expectativa de ver palhaços, leões ou mágicos, mas há surpresas pela leveza e maior transparência que seu ambiente resguarda para quem nele adentrou. Sentar-se, tomar um chá são pretextos para ali permanecer. Não há o que olhar, a não ser o próprio espaço e o parque que se revela através dela em enquadramentos fragmentados. O jogo de limites se adensa e amplia seu sentido físico e construtivo, reforçando sua presença naquele lugar, ou como o próprio arquiteto afirma: “nós podemos dizer que este é o momento em que a natureza encontra o mundo artificial.” (34). O chão é construído por um piso cimentado liso, num tom claro de cinza que é oportuno para criar contraste e embasar a estrutura branca. Os limites entre o pavilhão e o parque —ou os limites natureza/coisa— são reforçados pelas delimitações geométricas do piso, do gramado e das superfícies de pedras que configuram a geometria do lugar sobre o qual o espaço do pavilhão se arma.

O pavilhão como uma barreira porosa é outra uma das metáforas que o pavilhão assume, como fato arquitetônico que se interpõe entre a Serpentine Gallery e a paisagem do parque. Trata-se de um elemento indelével, presente e autônomo. Sou Fujimoto chega a afirmar que “a nuvem frágil do Pavilhão parece se misturar com a estrutura clássica da Serpentine Gallery, com seus visitantes suspensos no espaço entre arquitetura e natureza.” (35). Assim, além da “montanha” que as linhas brancas parecem definir, do trepa-trepa, o próprio arquiteto evoca outra imagem: a nuvem. Se é nuvem de chuva, parece que não. O pavilhão não possui revestimento, quase não há fechamento e habita-se diretamente a forma. Peças circulares de acrílico transparente foram implantadas à guisa de cobertura, pouco funcionam para impedir as chuvas previsíveis de Londres, e também pouco resolvem a abundante luminosidade. Assim, mesmo com dias ensolarados do verão londrino, o pavilhão deve antever que as chuvas, as temperaturas elevadas e a grande luminosidade podem investir contra tal arquitetura. Constata-se que a proposta subestimou (ou não se subordinou?) às condições meteorológicas em que projetava. Os discos circulares de acrílico transparente, originalmente colocados, não foram suficientes para resolver o enfrentamento das chuvas e mesmo com acréscimo de novos discos, o pavilhão permaneceu vulnerável a ação das chuvas e não se tornou mais agradável quando a incidência de luz. A observação de um atendente do café é reveladora. Ao ser indagado o que acontecia quando chovia, ele sorriu e afirmou: “...it is not waterproof!” (36).

É possível apontar os limites físicos do pavilhão, contudo é mais interessante valorizar a sugestão de indefinição que as linhas de sua estrutura deixam armadas ortogonalmente, recobrando o conceito estrutural que a linha pode deter na construção da forma e do espaço em qualquer escala: como a cadeira de Gerrit Rietveld já enunciou. Aqui, ao invés de marcar o corte da linha com uma cor, Fujimoto, neutraliza tal interrupção com branco para deixar o fundo verde do parque ou o fundo alaranjado dos tijolos da galeria, ou o céu em mil tons de azul e cinza, se contrapor a ela. O pavilhão de Fujimoto lembra a imagem do esquema espacial da especulação de Peter Eisenamnn para a “Casa X” e a maquete da “Casa 11ª”, em que ele trabalha a depuração e reformula a grelha —o grid— para conceber a forma (37). Esta estratégia também poderia lembrar o esquema espacial da proposta Istogrammi d`Architettura do Superstudio (38), abrindo as questões que seriam oportunamente tratadas pelas folies de Bernard Tschumi no Parc de la Villette.

O fato de o pavilhão ser construído por uma estrutura ortogonal de estruturas lineares poderia aproximá-lo mais de um “Cubo aberto”(1968) ou de uma “Estrutura geométrica aberta”(1991) de Sol LeWitt. Enquanto o fato de ter uma delicadeza plástica contundente poderia aproximá-lo de uma obra de Gertrude Goldschmidt (GeGo), mas eu não pensaria em Piet Mondrian, uma vez que há ausência de massas cromáticas preenchendo os espaços definidos pelas tramas da estrutura. Além disso, em conjunto, estas estruturas lineares se mostram mais densas e opacas do que transparentes. A transparência do pavilhão é mais bem percebida nos limites de sua forma do que em suas partes centrar, mesmo sendo um dado constante da ideia do projeto. E ainda no campo das referências, o desenho de Sou Fujimoto evoca Yona Friedmann, conforme o crítico do The Guardian apontou (39).

Pavilhão Serpentine. Sou Fujimoto, 2013
Foto Eduardo Pierrotti Rossetti

De tudo fica um pouco   

O processo de desmontagem do pavilhão se inicia a partir de 20 de outubro. Contudo, o interesse pela próxima já está lançada para o campo da arquitetura. Neste sentido, a própria diretora da Serpentine Gallery, Julia Peyton-Jones, ratifica o interesse crescente por novas possibilidades projetuais de arquitetos que ainda não contribuíram com o conjunto de experimentações que o Pavilhão Serpentine se legitimou ao afirmar: “Seguramente que ainda não sentimos que o conceito dos pavilhões esteja esgotado. Ainda há muitas oportunidades.” (40). Ao mesmo tempo em que o Pavilhão Serpentine —assim como o prêmio Pritzker, o prêmio Mies van der Rohe e outros— tornou-se é um fenômeno de legitimação de quem atua e define vetores do campo arquitetônico, ele se consolida como uma instância constante de experimentações, e como uma instância reflexiva sobre problemas de arquitetura, atualizando e/ou renovando nossa agenda.  

Neste sentido, os pavilhões da Serpentine Gallery são indícios atuais e servem para dar parâmetros às perspectivas do fazer arquitetônico, possibilitando formular indagações sobre forma, estrutura, materialidade, significados figurativos ou abstratos, referências históricas, memória, lugar, ao recobrar a função essencial da arquitetura como espaço e como abrigo. A sanha rotuladora poderia encerrar esta arquitetura de Sou Fujimoto como “metabolismo mininal”, “metabilismo modular”, aventar sua suposta “modulação minimalista”. Recuperando o sistema de classificação e as nomenclaturas de Jencks há mais de 20 anos, o pavilhão de Fujimoto poderia ser “Slick-tech”, uma vez que o uso da tecnologia exalta o viço de sua imagem, ou vinculado-a à “Segunda estética da máquina” na categoria “estrutura como ornamento”, como o Centre George Pompidou (41). Ao tomar este conjunto de arquiteturas para os pavilhões da Serpentine Gallery distanciando-se da sanha dos rótulos, tal conjunto amplia os significados de nossa cultura arquitetônica, tomando cada pavilhão como detentor de um rol de questões e proposições que são boas para pensar novas arquiteturas!

Rem Koolhaas recobra que o âmbito de atuação da arquitetura é sempre o da transformação (42). Assim, diante das limitações classificatórias —eventualmente úteis, mas sempre limitadas— resta olhar a obra. Ou seja, o Pavilhão Serpentine de Sou Fujimoto não é nem andaime, nem nuvem, nem montanha, nem trepa-trepa. Neste pavilhão, Fujimoto toma a linha como fator geométrico que pode construir uma dada arquitetura. Neste sentido, seu esforço de transformar a matéria para dar-lhe utilidade e sentido encontra o cerne do problema estético colocado por Nuno Ramos, para quem “Toda matéria aceita um grau bastante alto de metamorfose, mas há um limite depois do qual [ela] não é mais reconhecível.” (43). Ao ultrapassar o limite reconhecível da linha metálica, o arquiteto inventa uma instância de atuação própria para elaborar soluções para diferentes problemas arquitetônicos. Ao considerar a ortogonalidade e a valorização do espaço interno tanto da Casa NA, como do abrigo de madeira, o pavilhão é o desdobramento ou o limite de suas experiências? Isso sua própria trajetória poderá responder. Para o campo arquitetônico, este pavilhão responde ao desdobrar especulações que desmontam limites e propõe experiências, dilatando seus domínios. Ou como ironiza a música “London” dos Pet Shop Boys: “nós estamos em Londres”, vamos quebrar as regras!

A Serpentine Gallery de Londres expõe como as possibilidades de especulação da arquitetura contemporânea podem ser profícuas, mesmo que em seu momento inaugural causem estranheza, desafiando os significados e escala de valores ora legitimados. Na cidade que ensina como a convivência entre arquiteturas de tempos históricos tão distintos pode ser salutar e imprescindível para sua própria perspectiva histórica —muito antes do Vienna Memorandum (44) — e que viu o Crystal Palace ser montado e desmontado no Hyde Park, os pavilhões da Serpentine Gallery são uma contribuição contundente para construir a complexidade de nossa contemporaneidade, funcionando como pistas da cartografia de nossa premente atualidade (45).

Pavilhão Serpentine. Sou Fujimoto, 2013
Foto Eduardo Pierrotti Rossetti

notas

1
TAYLOR. Londoners. p.15. “Na maior parte tudo está cinza, as nuvens estão baixas e não há perspectiva. Você não pode ver acima dos edifícios, não há horizonte.”

2
JODIDIO. Serpentine Gallery Pavilions. p.17

3
Julia Payton-Jones, Serpentine Gallery Pavilions. p.14

4
Vide Serpentine Sackler Gallery designed by Zaha Hadid to open in September 2013” http://www.serpentinegallery.org/2013/07/serpentine_sackler_gallery_designed_by_zaha_hadid_to_open_september_2013.html

5
Sobre arquitetura temporária: JODIDIO. Temporary architecture.

6
Jencks,  “The pavilion, like the chair, is a suitable object for thinking about architecture; that is an ideal thought-experiment…” in Nine problems in the form of pavilion. p.132

7
Shigeru Ban on Designing Shelters for the Quake Victims” in www.nytimes.com/2011/03/24/garden/24qna.html?_r=0

8
Cohen. O futuro da arquitetura desde 1889: uma história mundial. Capítulo 1.

9
Sobre o pavilhão dos arquitetos portugueses videVencedor do Pritzker exalta o simples”, 28/junho/2013 in Folha de S. Paulo, ilustrada, p.E6

10
Para as intervenções que vêm sendo realizadas em Londres videRegenerating London: governance, sustaintability and community in a global city”, especialmente capítulos 3, 4, 6 e 8.

11
“Crystal Palace to be rebuilt by Chinese developer”  in http://www.theguardian.com/artanddesign/2013/oct/03/crystal-palace-rebuilt-chinese-developer (03/outubro/2013). Note-se que após a exposição o Crystal Palacefoi transferido para Sydenham, próximo de Londres, onde foi consumido por um incêndio em 1936.

12
A participação do Príncipe Charles em debates sobre arquitetura é uma constante desde o início dos anos 80, incluindo em seu rol preocupações desde novas arquiteturas na City até a extensão da National Gallery —que teve Robert Venturi & Denise Scott Brown como vencedores— ou tratando de renovações urbanas, ou se confrontando com o Presidente do RIBA e Richard Rogers! vide POWELL. 21st Century London – the new architecture. p.12.

13
Para um olhar sobre o verão londrino vide crônica “Reino Unido e escaldante”/Diário de Londres, de Bernardo Mello Franco in Folha de S. Paulo, caderno ilustríssima, 04/agosto/2013, p.7.

14
O conjunto de palestras e debates denominado “Park nights” ocorreu na edição deste ano do Pavilhão Serpentine, nos dias 26/julho, 6, 20 e 27/setembro. fonte: http://www.e-flux.com/announcements/park-nights-2013/; acesso: 11/11/2013.

15
Julia Peyton-Jones in Jodidio. Serpentine Gallery Pavilions. p.16.

16
JODIDIO. Serpentine Gallery Pavilions. Capítulo 1. 

17
Idem. Capítulo 2.

18
Ibidem. Capítulo 3.

19
Idem. Capítulo 4.

20
Ibidem. Capítulo 5.

21
Idem. Capítulo 6.

22
Ibidem. Capítulo 7.

23
Idem. Capítulo 8.

24
Ibidem. Capítulo 9.

25
Idem. Capítulo 10.

26
Ibidem. Capítulo 11.

27
Archidaily: http://www.archdaily.com/146392/serpentine-gallery-pavilion-2011-peter-zumthor/; acesso: 27/10/2013

28
http://www.archdaily.com/239909/ e http://www.archdaily.com/242067/; acesso: 27/10/2013

29
Sobre os números do Pavilhão Serpentine de 2013: revista Au nº.232/julho-2013, p.56-65.

30
Vide http://www.archdaily.com.br/118923/serpentine-pavilion-sou-fujimoto/; acesso: 28/10/2013

31
Algo como: “...um edifício engraçado, completamente fora de série!

32
A Fortnum & Mason funciona desde 1707 na Piccadilly st.; para saber mais vide http://www.fortnumandmason.com; acesso: 27/10/2013

33
The grid is the most primitive form of order, as well as being the most transparent.” Sou Fujomoto in Architectural Review, p.75; “grid” poderia ser traduzido por grelha, grade, mas aqui optei pelo sentido de trama ortogonal.

34
we might say this is the moment when nature meets the artificial world.” Sou Fujimoto in Architectural Review, p.75.

35
Vide http://www.archdaily.com.br/118923/serpentine-pavilion-sou-fujimoto/; acesso: 27/10/2013

36
“…isso não é à prova d’água”.

37
JENCKS. Arquitetcura internacional: ultimas tendências. p.264, fig.451.

38
Idem. p.100, fig.157.

39
WAINWRIGHT. “Serpentine Gallery becomes Serpen-Tron with radical new pavilion” in The Guardian, http://www.theguardian.com/artanddesign/2013/jun/04/serpentine-gallery-pavilion-sou-fujimoto; acesso: julho/2013;

40
Jodidio, op. cit.. p.23

41
Jencks, op. cit.. p.50 et seq.

42
Supercritical. London, AA, 2010. p.13

43
RAMOS. Ó. p.29.

44
Vienna Memoradum in BANDARIN & VAN OERS, Ron. The historic urban landscape. Managing heritage in an urban century. p.203-208.

45
Para retomar os termos de Jean-Louis Cohen. COHEN. O futuro da arquitetura desde 1889. p.469.

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http://www.royalparks.org.uk

http://www.serpentinegallery.org/

Site oficial do Pavilhão Serpentine/2013: http://www.serpentinegallery.org/2013/02/sou_fujimoto_to_design_serpentine_gallery_pavilion_2013.html

Vídeo antes da inauguração: http://www.guardian.co.uk/artanddesign/2013/jun/04/serpentine-gallery-pavilion-sou-fujimoto

London”/Pet Shop Boys: https://www.youtube.com/watch?v=A7FzTVKAEGE

sobre o autor 

Eduardo Pierrotti Rossetti é arquiteto e urbanista graduado na FAU/PUC-Campinas (1999); Mestre em arquitetura e urbanismo (FAU-UFBA/2002) e Doutor em arquitetura e urbanismo (FAU-USP/2007). Atualmente é professor e pesquisador do Curso de Arquitetura e Urbanismo do UniCEUB (Brasília) e está credenciado como Pesquisador-colaborador junto ao Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília –PPGAU-FAU-UnB, onde desenvolveu pesquisas de Pós-Doutorado (2008-2010). Além disso, já atuou como técnico na Superintendência do IPHAN no Distrito Federal (2009-2011) e integrou o Corpo Docente da Escola da Cidade (São Paulo, 2005-2008). É autor de diversos artigos sobre arquitetura, com destaque para o livro “Arquiteturas de Brasília” (2012).

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