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interview ISSN 2175-6708

abstracts

português
Este artigo amplia os conhecimentos acerca da arquitetura fenomenológica por meio de relatos de Janice Dantas Maçol, que atua sob esta perspectiva, com ênfase em arquitetura sacra.

english
This paper expands the knowledge about phenomenological architecture through reports by Janice Dantas Maçol, who works from this perspective, with an emphasis on sacred architecture.

español
Este artículo amplía el conocimiento sobre la arquitectura fenomenológica a través de informes de Janice Dantas Maçol, quien trabaja desde esta perspectiva, con énfasis en la arquitectura sacra.

how to quote

ANDRADE, Clarissa Freitas de. Arquitetura sacra e fenomenologia: Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz. Entrevista com Janice Dantas Maçol. Entrevista, São Paulo, ano 22, n. 087.01, Vitruvius, ago. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/entrevista/22.087/8238>.


Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz, Aquiraz CE, 2013. Arquiteta Janice Dantas Maçol / Stalero
Foto divulgação [Acervo Stalero]

Clarissa Freitas de Andrade: Como foi o processo criativo da igreja?

Janice Dantas: Na encomenda inicial ela seria menor e desenvolvemos maquetes físicas. Depois a intenção de atender a um público maior já era clara. Passamos ao anteprojeto. Nesta etapa desenvolvemos maquetes eletrônicas e fizemos reuniões com a comunidade. Tenho muita abertura especialmente nessa etapa para acolher as ideias mais variadas. Logo em seguida vieram os engenheiros e a obra iniciou. Então o projeto executivo de arquitetura foi sendo desenvolvido de acordo com as demandas da obra e com os projetos complementares de cada etapa. Dessa forma a edificação foi praticamente concluída. Então agora estamos desenvolvendo o executivo de ambientação. Para concluir esta etapa solicitei total imersão no projeto, sem atender novas demandas da obra. E o que posso dizer é que tem sido das experiências mais alargadoras que já vivi. Toda a concepção inicial está sendo revista, aprofundada. Um deleite! Tenho também absorvido muita música, teatro, exposições de arte e leitura. São alimentos que me alinham à atividade projetual. Tenho procurado também entender o que “o projeto pede”, mesmo que nenhum outro tenha solicitado algo parecido.

CFA: Você usou o termo “percurso legítimo” de criação ao invés de “processo”...

JD: Sim, prefiro percurso a processo, porque processo diz sobre um passo-a-passo, uma ação contínua, já percurso designa um caminho, um movimento em direção a um resultado, é algo muito singular e pode ser bem mais orgânico. Cada artista pode encontrar ao longo da vida seus próprios caminhos para se expressar. Quando falo em legitimidade é para dizer da abertura à criação a partir da percepção do objeto e de seu objetivo. Não que faremos “bará” (1), invenções a partir do nada. Mas também não vejo legitimidade em criações alicerçadas em imagens de referências, senão o risco é de apenas repetir elementos, irrefletidamente.

CFA: A arquitetura é uma expressão artística com muitas condicionantes: terreno, clima, legislação etc. Qual seria o ponto de partida em comum em suas produções?

JD: Além dessas chamadas condicionantes de projeto, parto das motivações mais profundas que nos levam a aplicar esforços, alterar a paisagem e construir algo. Procuro chegar a esse lugar do motivo, “tocar’’ esse ponto ao iniciar um projeto. Começo refletindo sobre o conteúdo, ampliando a percepção sobre o assunto, anotando, escrevendo, lendo. Por exemplo, se é um projeto voltado à justiça, mergulho nesse universo, na necessidade atávica de justiça, em seu processo histórico e em sua simbologia, não em obras de arquitetura. Não é absolutamente uma incursão técnica, mas filosófica. Por isso acredito que o conteúdo antecede a forma, não o contrário. É assim na natureza: a forma é sobre o conteúdo.

CFA: Como essas experienciações artísticas entram no seu processo criativo?

JD: Elas impregnam, passam a fazer parte de mim. Procuro me alimentar delas continuamente, faço anotações. Leio cada vez mais filosofia, psicanálise, sociologia. Tudo isso é combustível para a arquitetura e o urbanismo. Acredito que quanto mais profundamente se entra em contato com a substância humana, mais hábil se está a atender suas demandas interiores. E o que um trabalho artístico pode fazer de mais potente é atender exatamente a essas demandas.

Igreja do Ressuscitado que Passou pela Cruz, Aquiraz CE, 2013. Arquiteta Janice Dantas Maçol / Stalero
Foto divulgação [Acervo Stalero]

nota

1
Bará: verbo usado para expressar a ação criadora de Deus, segundo o capítulo 1 do Gênesis.

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087.01 arquitetura sacra e fenomenologia
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