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my city ISSN 1982-9922

abstracts

português
Relatório do Workshop “Brasília Sede da Copa do Mundo 2014”, 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

english
Report of the Workshop “Brasilia: Host city of the 2014 FIFA World Cup”, 8th São Paulo International Biennial for Architecture.

español
Informe del Taller "Brasilia: sede de la Copa del Mundo de 2014", 8 ª Bienal Internacional de Arquitectura de San Pablo.

how to quote

ROCHA, Ricardo. À beira do otimismo. Brasília: e a copa? Minha Cidade, São Paulo, ano 14, n. 160.03, Vitruvius, nov. 2013 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/14.160/4949>.



Os projetos (instalações esportivas, mobilidade urbana, rede hoteleira, etc.) para Brasília, enquanto uma das doze sedes da Copa do Mundo de 2014, parecem estar integrados. A expansão do metrô em direção a Ceilândia e Samambaia interliga um dos estádios de apoio – o “Cerejão” em Taguatinga, também ligado por VLP (veículo leve sobre pneus) – ao Plano Piloto. Já o Bezerrão no Gama deverá ser interligado via VLP, lembrando que o estádio já foi reformado em 2008, com projeto do arquiteto Ruy Ohtake.

A proposta de VLT (veículo leve sobre trilhos) ligará o aeroporto ao Plano Piloto, lembrando que o Estádio Mané Garrincha, que será reformado, está instalado no eixo monumental. Próximo a ele, encontra-se o setor hoteleiro existente e, ainda mais próximo, o novo setor hoteleiro proposto. Isso permite admitir como viável a proposta de utilização do estádio como arena multifuncional, dada sua provável subutilização após a Copa – no entanto, não poderia ser pensado um projeto de ampliação do estádio posteriormente “desmontável”, a exemplo do que está sendo pensado para Cuiabá?

Nesse sentido, admitindo que os projetos e propostas sejam executados em tempo hábil, a capital terá, como foi dito, um conjunto de instalações esportivas e de hotéis interligados por meios de transporte coletivo eficientes.

Não obstante, toda essa infra-estrutura concentra-se, principalmente, desde o eixo monumental em direção ao sul/sudoeste da aglomeração urbana da capital, onde está sendo construída a nova rodoviária e onde se localiza o aeroporto. Trata-se, portanto, de reforçar o caráter histórico de privilegiar a ocupação das zonas ao sul da cidade (Asa Sul, Guará, Taguatinga além de novas expansões como Águas Claras e Park Sul). Tal situação leva ao questionamento de como as áreas ao norte do mesmo eixo, Asa Norte incluída, poderiam ou não se beneficiar dos investimentos em infra-estrutura (extensão das redes de metrô/ VLT, estações e terminais intermodais).

Em uma perspectiva mais alargada, a partir de uma sugestão de Rosa Kliass, fica evidente a necessidade de se dimensionar o impacto das transformações/ investimentos no sentido de um planejamento da “paisagem”, em sentido amplo, do Distrito Federal.

Talvez fosse o caso de se aproveitar a oportunidade para se pensar em um plano mais ambicioso, como o mosaico territorial de sistemas naturais e urbanos, proposto por Richard Forman para a região metropolitana de Barcelona. Uma proposta de ecologia da paisagem onde sejam identificadas as peças do mosaico, isto é, os elementos primordiais para o equilíbrio ecológico da região e as pautas para sua utilização/ preservação, com a identificação das áreas mais aptas para a expansão urbana.

A ocupação predatória do território do Distrito Federal, ao redor do Plano Piloto, é algo que deveria preocupar a todos os brasileiros, na medida em que as cabeceiras das principais bacias hidrográficas do país, excetuando-se a amazônica, localizam-se na região.

Portanto, voltando ao mosaico de Forman, seria possível pensar o planejamento do Distrito Federal desde quatro grandes temas:

- o sistema de espaços naturais;

- a agricultura;

­- a água;

- o crescimento urbano.

Voltando ao legado mais imediato da Copa, a expansão do metrô/ VLT/ VLP poderia definir grandes eixos não só de circulação, mas de estruturação da paisagem urbana. Certamente estamos falando de “mobiliário urbano”, mas também poderíamos nos perguntar: é possível pensar tais eixos como corredores verdes?

O investimento na mobilité douce, os 600 km de ciclovias do projeto Pedala DF, também deveria ser encarado como prioridade. O conjunto desses investimentos metrô/ VLT/ VLP/ ciclovias é fundamental para mudar a fama de Brasília como “cidade do automóvel”.

Além disso, deve-se lembrar a capacidade das estações, especialmente as intermodais, em gerar novas centralidades. Então seria possível pensar cada estação (ou o conjunto?) como momento de um concurso (nacional? internacional?) de arquitetura, onde novos marcos urbanos, os marcos urbanos da Brasília contemporânea, da capital do século XXI, estariam sendo concebidos.

notaNA
Texto originalmente redigido como relatório da participação do autor como consultor, a convite de Liane Makowski, no Workshop sobre a “Qualificação Urbana de Brasília Cidade Sede da Copa do Mundo 2014”, na 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, em dezembro de 2009.

sobre o autor

Ricardo Rocha é professor no Curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Espírito Santo.

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