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my city ISSN 1982-9922

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Estudo da arquitetura da cidade de Paranavaí segundo os estilos arquitetônicos.

how to quote

MUNIZ, Fábio Eduardo Almeida Saldanha; GIACOBBO, Mariana; BARONE, Eliana Rodrigues; MENDES, Heloisa Regina Rodrigues; NACLE, Iara. Resgate histórico das tendências arquitetônicas da cidade de Paranavaí. Catalogação das correntes arquitetônicas. Minha Cidade, São Paulo, ano 22, n. 254.03, Vitruvius, set. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/22.254/8265>.


Paço Municipal, Modernista, rua Getúlio Vargas, Centro, Paranavaí
Foto divulgação [Acervo pessoal]


O resgate arquitetônico, além de ferramenta de aprendizagem, mostra a importância de um edifício ou local, bem como sua identidade e história, transmitindo para os usuários o dever de sua preservação. A arquitetura, desde os primórdios, representa a história de seu tempo e a necessidade de seu povo, assim como afirma o arquiteto Mies Van der Rohe ao dizer “a arquitetura é a vontade de uma época traduzida em espaço”. Este estudo une os artigos desenvolvidos desde 2018 (1), que resgatam obras da cidade de Paranavaí, sendo o caráter de escolha dos edifícios, a relevância que ela apresenta, sendo de forma estética, estrutural, histórica ou impacto social. A cidade, com início da colonização desde a década de 1920, ganhou independência em 1952, assim, tendo em vista que a área mais antiga da cidade se localiza no atual centro comercial, as edificações passaram a ser escolhidas a partir desde local, onde estão localizadas as edificações e espaços mais antigos da cidade.

Residência Modernista, rua Professora Enira Braga de Morães, Jardim Heriane, Paranavaí, anos 1980
Foto divulgação [Acervo pessoal]

Residência colonial em tijolos, rua Itamarati, Paranavaí
Foto divulgação [Acervo pessoal]

Residência Modernista, avenida Lázaro Figueiredo Viêira, Jardim Paulista, Paranavaí, anos 1960
Foto divulgação [Google Earth]

 

O objetivo do trabalho é finalizar o estudo efetuado das correntes e tendências arquitetônicas dos edifícios e espaços da cidade de Paranavaí, relembrando as discussões e resultados encontrados nos estudos, trazendo a importância de tal analise para os habitantes, estudantes e pesquisadores, criando um acervo de imagens e conteúdo teórico para mostrar a linha temporal da arquitetura na cidade, seu contexto, história e métodos, bem como a necessidade de sua preservação, tendo em vista sua importância tanto em sua característica física como para a história da cidade e população, objetivando sua preservação ou criação de sua memória.

Primeiramente analisou-se os estudos anteriores, trazendo à tona as teorias levantadas e pesquisada, elencando-se as discussões pertinentes para o estudo final, tendo em vista o objetivo e tema principal. Posteriormente reuniu-se as obras analisadas, dividindo-as conforme estilo arquitetônico, bem como levantando suas análises e, por fim, criação de acervo fotográfico e teórico sobre o tema.

Residência colonial em madeira, rua Antônio Felipe, Centro, Paranavaí, anos 1940
Foto divulgação [Google Earth, 2018]

Paço Municipal, Modernista, rua Getúlio Vargas, Centro, Paranavaí
Foto divulgação [Acervo pessoal]

Fórum Estadual de Paranavaí, modernista, avenida Paraná, Jardim América, Paranavaí
Foto divulgação [Google Earth, 2018]

Na totalidade dos estudos foram resgatadas doze obras, sendo elas cinco residências, seis edifícios de serviços (fórum, secretaria de esportes, secretaria do meio ambiente, paço municipal, escola e igreja), um de uso misto e uma praça pública. Das residências, duas possuem estilo colonial, caracterizadas pelo extenso uso de madeiras em piso, paredes e teto e também pelo tijolo de barro aparente. As outras duas residências, bem como o Fórum, Paço Municipal, escola, igreja e o edifício de uso misto, encontram-se na vertente modernista, pelo extenso uso do aço, concreto armado, janelas padronizadas e lineares, brises, formas retilíneas, pilotis, pré-moldados, sheds e ritmidade. Já a Secretaria de Esportes e do meio ambiente foram classificadas como vernaculares, pelo uso de tijolos aparentes, telha cerâmica e toras de madeira com função estrutural, diferenciando-se da arquitetura colonial por não utilizar madeira de forma extensa e por sua volumetria mais contemporânea, sendo que a secretaria de esportes também possui traços modernistas.

Igreja São Sebastião, modernista, rua Getúlio Vargas, Centro, Paranavaí, anos 1950
Foto divulgação [Acervo pessoal]

 

Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, estilo vernacular, avenida Deputado Heitor Alencar Furtado, Jardim Novo Canadá, Paranavaí
Foto divulgação [Acervo Pessoal]

Edifício Mônaco de uso misto, modernista, rua Marechal Cândido Rondon, Centro, Paranavaí, anos 1980
Foto divulgação [Acervo pessoal]

Segundo Le Corbusier (2), o espaço é uma forma genérica de comunicação, repleta de significados, e completa que a arquitetura é concebida para comover. Jan Gehl (3), traz ainda, que o local de encontro contribui para melhoria da sustentabilidade social e criação de uma sociedade aberta e democrática, gerando uma cidade viva. Neste sentido, está o termo patrimônio, que representa a herança, onde as obras escolhidas possuem grande carga emocional e histórica para a população, sendo que a noção de cultura e identidade, bem como noção de cidadania, são diretamente ligadas à memória coletiva e à preservação destes bens. Tais obras são diversas vezes apontadas como ponto de localização e encontro, também definidos Por Kevin Lynch como “pontos nodais”, ou locais estratégicos da cidade onde o observador pode entrar (4). Dentre as correntes constatadas, o estilo colonial é a arquitetura realizada desde 1500, importando estilos da capital europeia e adaptando ao clima e materiais disponíveis, sofrendo modificações e traçados. Já a arquitetura moderna iniciou-se na década de 20, quando o país ganhou grande desenvolvimento industrial e exigiu-se uma arquitetura nova, que acompanhasse o crescimento do país. Por fim, a arquitetura vernacular esteve presente em todas as civilizações, utilizando os materiais locais e solucionando as necessidades do usuário sob o devido clima.

Secretaria Municipal do Meio Ambiente, estilo vernacular, estrutura em madeira, rua Benedito Brambila, Vila Alta, Bosque Municipal, Paranavaí
Foto divulgação [Acervo Pessoal]

 

Praça Sinval Reis (praça da Xícara), arquitetura paisagística clássica, baseada nos jardins Romanos, Centro, Paranavaí, anos 1960
Foto Leonardo da Silva [Wikimedia Commons]

Este estudo concluiu que as arquiteturas estudadas possuem grande importância para a cidade, tanto por muitas delas serem da época da colonização quanto por seu caráter estético, sendo imprescindível a catalogação e criação de acervo e material teórico para transmitir a todos a função social e necessidade da preservação de tais bens, uma vez que faltam documentos referentes aos edifícios e sua importância, além de diversos destes locais sofrerem com pressão imobiliária ou afins, correndo o risco de passarem por demolições ou reformas que as desconfigurem.

notas

NE – Publicação original do texto: GIACOBBO, Mariana; NACLE, Iara; MENDES, Heloisa; BARONE, Eliana; MUNIZ, Fábio; BARDI, Tatiana. Resgate histórico das tendências arquitetônicas da cidade de Paranavaí – estudo final da catalogação das correntes arquitetônicas. Anais do XIX Encontro Anual de Iniciação Científica da Unipar, Umuarama, PR. 2020 <https://sisweb02.unipar.br/eventos/anais/4683/html/21793.html>.

1
NACLE, Iara; COSTA, Isabela Cristina; RODRIGUES, Jonatan; GIACOBBO, Mariana; SANTANA, Renato Carrazoni; AUGUSTO, Tatiana Queiroz Bardi. Resgate histórico das tendências arquitetônicas da cidade de Paranavaí – catalogação das correntes arquitetônicas das edificações públicas e áreas de convívio comum. IV Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Paranavaí, Unipar, 2019; NETO, Roberto Ortega Moura. Resgate histórico das tendências arquitetônicas da cidade de Paranavaí. III Congresso Internacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Paranavaí, Unipar, 2018; SCHMIDT, Laila Rotter. Less is more: interseções entre o surgimento do design gráfico moderno e o minimalismo de Mies van der Rohe. Anais do Congresso de pesquisa e desenvolvimento em design, [S. l.], p. 1-11, 30 set. 2014.

2
LE CORBUSIER. Por uma arquitetura. São Paulo, Perspectiva, 1994.

3
GEHL, Jan. Cidade para pessoas. 3a edição. São Paulo, Perspectiva, 2015.

4
LYNCH, Kevin. A imagem da cidade. Tradução Jefferson Luiz Camargo. 3ª edição. São Paulo, WMF Martins Fontes, 2011.

sobre os autores

Fábio Eduardo Almeida Saldanha Muniz, Mariana Giacobbo,Eliana Rodrigues Barone, Heloisa Regina Rodrigues Mendes e Iara Nacle são estudantes do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Unipar.

Tatiana Queiroz Bardi Augustoé docente do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Unipar.

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