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drops ISSN 2175-6716

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português
Segundo Almandrade, em sua passagem pela Bahia Lina Bo Bardi sofreu intensa influência local, que transformou seu pensamento e muito contribuiu para a originalidade de sua “arquitetura pobre”, sempre pensada como construção do espaço para ser vivido.

como citar

(ALMANDRADE), Antônio Luiz M. de Andrade. Por que Lina Bo Bardi? Drops, São Paulo, ano 17, n. 113.04, Vitruvius, fev. 2017 <http://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/17.113/6411>.



O centenário da arquiteta Lina Bardi, em 2014, que parecia apenas a comemoração de uma data e o reconhecimento da contribuição feminina para a arquitetura moderna, foi muito mais, marcou a importância e a contemporaneidade de sua obra. Pequena em quantidade, mas grande em significado. Cada vez mais lembrada e difundida, a obra da arquiteta, com sua poética da simplicidade, é a certeza de um modo possível, generoso de pensar e fazer arquitetura que surpreende o espetáculo tecnológico do século 21.

Em tempos de arquitetura monumental e extravagante – para não falar de empreendimento imobiliário de manutenção onerosa –, seu conceito de “arquitetura pobre” é um diferencial e elemento de singularidade. Seu objetivo não era a beleza e sim a liberdade; investigou a produção material local para formular uma alternativa de construção, onde estavam em jogo a linguagem e sua função social, ou seja, as relações da arquitetura e o modo de organizar o espaço físico e social. Para Lina, o arquiteto deveria entender e interpretar as condições sociais e humanas de cada local onde vai projetar e construir o espaço para ser vivido.

A arquitetura como uma manifestação cultural, onde o regional e o universal se encontram como elementos de composição do ambiente criado pelo homem, em acordo com a natureza. Lina chegou ao Brasil no pós-guerra com a arquitetura moderna europeia na bagagem, em particular, Mies Van der Rohe, da Bauhaus. Entre 1958 e 1964 residiu em Salvador, restaurou o Solar do Unhão e dirigiu o Museu de Arte Moderna. Essa estadia na Bahia foi fundamental para a transformação do seu pensamento e muito contribuiu para a originalidade de sua arquitetura. Como ninguém, Lina soube prestar atenção às matrizes da cultura popular nordestina, livre da visão exótica do folclore. Era uma arquiteta antropóloga, movida por uma ideia poética de ressignificar a construção do espaço habitável, atenta aos saberes populares.

Reimaginou a arquitetura brasileira.

sobre o autor

Almandrade é artista plástico, poeta e arquiteto.

 

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