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architexts ISSN 1809-6298


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Identificação das influências das experiências e idéias urbanísticas internacionais nas intervenções urbanas realizadas nas capitais brasileiras no período da Primeira República


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SIMÕES JUNIOR, José Geraldo. O ideário dos engenheiros e os planos realizados para as capitais brasileiras ao longo da Primeira República. Arquitextos, São Paulo, ano 08, n. 090.03, Vitruvius, nov. 2007 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.090/190>.

O trabalho objetiva contribuir para o debate a respeito da repercussão do ideário urbanístico internacional nas propostas e práticas urbanas ocorridas nas principais cidades-capitais brasileiras ao longo da Primeira República. A partir da caracterização dessa ambiência iniciada em fins do século XIX, através de congressos de urbanismo e disseminação de publicações especializadas, mostra-se a relevância das experiências urbanísticas anglo-saxônica e francesa. No Brasil, a valorização da cultura francesa pelos republicanos e a difusão de seu ideário contribuiriam para que a haussmannização se tornasse panacéia para urbanistas da época. O exemplo das intervenções de Paris facilitava a implantação de um projeto de modernidade urbana em curto prazo, mas de alcance limitado, constituindo-se muito mais na produção de cenários modernizadores do que propriamente de alterações estruturais nas cidades. De dez capitais brasileiras estudadas, São Paulo será a única a não seguir esta tendência, uma vez que o Diretor de Obras da época era um dos que possuía formação conceitual mais consolidada dentre os urbanistas brasileiros, em geral engenheiros.

A ambiência urbanística internacional

Ao longo do século XIX, registrou-se na Europa e Estados Unidos um forte processo de mudança no quadro econômico e social urbano, como conseqüência da Revolução Industrial. Podemos inclusive afirmar que a Revolução Industrial trouxe como conseqüência uma revolução urbana.

Este processo produziu, pela primeira vez na história, um deslocamento do centro de produção da economia, que do âmbito rural/ agrícola/ feudal transferiu-se para a ambiência urbana.

Tal fato trouxe como conseqüência um explosivo crescimento das cidades, em especial daquelas situadas nos países condutores deste processo de industrialização: Alemanha, Grã-Bretanha, França e Estados Unidos. A população total destes países, que em 1800 era de 64 milhões, passa ao final do século para 207 milhões. Em termos urbanos, surgem no período onze aglomerações que excedem a 1 milhão de habitantes: na Grã-Bretanha (Londres, Manchester, Birmingham e Glasgow), na França (Paris), no Império Germânico (Berlim e Viena) e nos Estados Unidos (Nova York, Chicago, Filadélfia e Boston) (2).

O fenômeno exige a elaboração de políticas de intervenção por parte das administrações governamentais:

  • nas cidades européias, a demolição dos muros defensivos das vilas e cidades de fisionomia ainda medieval, para dar lugar a novas áreas de expansão urbana e bairros, muitos deles destinados ao abrigo de conjuntos habitacionais;
  • a implantação de planos de remodelação para as áreas centrais e históricas, demolindo estruturas fechadas de ruas estreitas e escuras e criando espaços viários mais amplos e adequados para o enfrentamento das novas necessidades de circulação e transporte;
  • o estabelecimento de um novo padrão de ocupação e de edificação, objetivando o enfrentamento dos graves problemas sanitários e das epidemias, decorrentes da forte concentração humana;
  • a implantação de redes de infra-estrutura sanitária, de iluminação e de transporte público
  • a realização de projetos de embelezamento urbano, de criação de espaços de cunho cívico e monumental, assim como de áreas verdes e espaços públicos de lazer.

Uma nova classe social emerge, a burguesia comercial e industrial, passando a ocupar funções políticas junto às administrações municipais, impulsionando este processo de modernização e de produção de uma cidade enfatizando seus interesses – marcadas por intervenções de caráter embelezador, dominadas pela estética do ecletismo, e que conseqüentemente reforçavam a segregação sócio-espacial.

No bojo deste processo, a afirmação de profissões liberais como a dos engenheiros e médicos vem reforçar o advento de políticas visando uma gestão mais organizada da cidade, enfatizando práticas cientificistas, como o sanitarismo e as tecnologias associadas às novas infra-estruturas, assim como o discurso competente para a análise dos problemas urbanos, para a proposição de planos de intervenção, para a aplicação de normativas ordenadoras do espaço urbano e para as práticas eficientes de gestão municipal.

É neste contexto que surge a ciência urbana ou urbanismo moderno.

A difusão desse conhecimento especializado no cenário europeu mais amplo, começou a progredir verdadeiramente a partir do advento dos encontros e congressos internacionais, na década de 1890. Alguns anos mais tarde, ganharia projeção global com a divulgação proporcionada pelas revistas especializadas.

A questão urbana, a bem dizer, já estava presente em alguns eventos internacionais desde meados do século XIX., como por exemplo nas Exposições Universais. Embora essas exposições e encontros fossem uma atividade quase que quotidiana nessa época – entre 1886 e 1890 foram contabilizadas a realização de 853 congressos internacionais de caráter geral, que atingiriam o número de 2271 no período de 1900 a 1914 (3) –, a existência de eventos especializados na difusão de questões urbanas passaria a acontecer na Europa somente após 1898 com a realização do 1º Congresso de Arte Pública, organizado em Bruxelas pelo então burgomestre da cidade, o urbanista Charles Buls.

Para que seja possível ter uma idéia do material disponível sobre esse assunto em 1903, por exemplo, poderíamos citar : – os livro de Reinhard Baumeister, Stadterweiterungen, de 1876; o de Camillo Sitte, Der Städtebau, de 1889; e sua primeira tradução para o francês, de 1902 (4); o manual de Joseph Stübben, Städtebau, de 1890, o livro de Charles Buls, Esthétique dês Villes, de 1894; o de Ebenezer Howard, Garden Cities of Tomorrow, de 1902; e o de Charles Mulford Robinson, Modern Civic Art, de 1903. Outros urbanistas como Raymond Unwin, Eugène Hénard, Werner Hegemann e Patrick Geddes, só viriam lançar a público suas primeiras idéias alguns anos mais tarde.

O primeiro grande evento de divulgação urbanística é realizado em 1903, em Dresden, intitulado “Primeira Exposição Alemã de Cidades” onde são apresentados 214 planos desenvolvidos pelas municipalidades alemãs, causando impacto nos administradores públicos de outros países que visitaram o evento, pois perceberam aí uma clara metodologia para realizar o diagnóstico, elaborar planos e conceber instrumentos normativos para suas cidades.

Após a exposição de Dresden, os congressos de urbanismo realizados na Europa se constituíam na única oportunidade de aprendizado não-livresco, de troca de experiências e de debates entre os técnicos das administrações municipais, projetistas e acadêmicos da área do urbano.

Outro encontro significativo a registrar foi o VII International Congres of Archiects, realizado em Londres no ano de 1906, que contou com a presença de Charles Buls, Joseph Stübben e Raymond Unwin.

Quatro anos mais tarde, em 1910, essa mesma cidade sediou um dos mais importantes eventos do período, a Town Planning Conference, que conseguiria reunir todos os mais relevantes urbanistas da época, como Rudolf Eberstadt, A.E.Brinckmann, Augustin Rey, Louis Bonnier, Thomas H. Mawson, Stanley D. Adshead, além de Stübben, Robinson, Hénard, Geddes, Unwin e Howard.

Neste mesmo ano de 1910, a Alemanha sediaria a Exposição Internacional de Urbanismo, em Berlim, onde foram apresentados os planos do concurso da Grande Berlim e também trabalhos elaborados para as cidades de Budapeste, Estocolmo, Munique, Colônia, Londres, Paris, Viena, Chicago e Boston. Este evento teve continuidade em 1912, com a Exposição Internacional de Düsseldorf.

Por fim, o ano de 1913 viria marcar a realização de um dos últimos encontros significativos do período anterior à Primeira Guerra. Coincidentemente, todos realizados na Bélgica e Holanda, dos quais o mais importante foi sem dúvida o Premier Congrès International et Exposition Comparée des Villes, onde estiveram presentes Joseph Stübben e Charles Buls.

Esses fóruns possibilitaram não só a troca de experiências entre os administradores municipais das diversas cidades européias como também abriu espaço para a internacionalização da cultura urbanística. Estes fatores foram reforçados com a difusão promovida pelas associações de urbanistas, que foram sendo fundadas em cada país, como as Vereins alemãs, o Town Planning Institute e o Garden Cities and Town Planning Association ingleses, a Societé Française des Urbanistes, etc.

A presença americana neste cenário ainda não eram marcante no período. Poucos eventos sediados nos Estados Unidos contaram com expoentes do cenário urbanístico europeu. Merece destaque o evento comemorativo dos 400 anos da descoberta da América, ocorrido em Chicago em 1892 (Exposição Colombiana), contando com a presença de Stübben. Na ocasião foi organizado o International Engineering Congress, onde foi difundido o ideário do movimento City Beautiful, do qual Mulford Robinson se tornaria o maior apologista. Posteriormente, após 1909, seriam organizados as National Conference of City Planning e somente após 1917 os fóruns de urbanistas ganhariam impulso, com a fundação da American Planning Association. Ainda no âmbito americano, merece destaque as Conferencias Interamericanas, organizadas pelos países latinos a partir de 1897, fóruns onde a questão urbanística era, dentre outros temas, assunto das discussões.

Além desses encontros, a difusão desse novo campo científico de conhecimento passou a contar, a partir do início do século, com os periódicos especializados. Estes vieram a se constituir no meio mais eficiente de divulgação desse debate sobre a cidade, não só para aquele público tradicional já freqüentador desses congressos, mas sobretudo para os administradores públicos que estavam mais distantes desse contexto europeu (que era o caso dos brasileiros).

A primeira revista especializada na matéria do urbanismo e com repercussão internacional foi lançada em 1904, simultaneamente em Viena e Berlim: Der Städtebau (A Construção Urbana). Os seus organizadores eram Camillo Sitte e Theodor Göecke. No mesmo ano, a Inglaterra lançaria a Garden Cities and Town Planning, uma das principais divulgadoras dos projetos de cidade-jardim. Em 1908, teria início a Städdtebauliche Vortrage, editada em Berlim, e em 1910 a Town Planning Review, publicada em Liverpool. Em 1914, surge o Journal of the Town Planning Institute e em 1919, a revista francesa La Vie Urbaine.

No contexto norte-americano, pode-se citar como periódicos seminais os Proceedings of the National Conference of City-Planning (1910) e a National Municipal Review (1912).

Esse período anterior à 1ª Guerra Mundial é o momento então que é considerado por muitos autores – Collins (5), Piccinato (6), Sutcliffe (7) –, como aquele em que se dá a gênese do urbanismo enquanto campo disciplinar específico do conhecimento, enquanto uma ciência, processo conduzido pelos países europeus.

Apesar da relevância do paradigma urbanístico anglo-saxônico no campo internacional, no Brasil a assimilação deste ideário aconteceu de forma bastante restrita, tendo prevalecido o ideário francês, como veremos a seguir.

O contexto brasileiro

No contexto brasileiro e mesmo sul-americano, as ressonâncias do processo de industrialização na Europa e América do Norte já se fazem perceber desde a década de 1880, uma vez que esses países passam a assumir posição de retaguarda em relação à revolução industrial, ficando responsáveis pelo fornecimento de matérias primas e produtos agrícolas para os países mais avançados: o Brasil fornecendo café e borracha, a Argentina, carne e lã, o Chile, cobre e salitre, etc.

No Brasil, a riqueza proveniente desta economia agro-exportadora lançaria as bases para as mudanças no quadro cultural e social do país: o surgimento de uma elite econômica com fortes laços com a cultura européia, em especial a francesa; a formação de um mercado elitizado e consumidor de produtos industrializados importados; a substituição do trabalho escravo pela mão de obra assalariada do imigrante europeu. Tais fatores contribuiriam decisivamente para alterar o quadro cultural da sociedade brasileira, com forte impacto no âmbito da arquitetura e do urbanismo. A referência ao modelo francês seria ainda reforçada pelo forte poder que o modelo da república francesa exercia sobre a classe política brasileira, assim como pelo ideário positivista comteano.

O progresso científico na área das ciências da saúde contribuiu, na segunda metade do século XIX, para a adoção dos princípios do sanitarismo nas práticas urbanas, num momento onde o enfrentamento das epidemias exigia que as áreas centrais fossem remodeladas, de forma a implantar serviços de infra-estrutura de água e esgotos, a sanear áreas pantanosas e inundáveis, a prover espaços públicos abertos para facilitar a aeração e a insolação, a eliminar focos de concentração de moradias insalubres (cortiços) e a estabelecer normativas para as construções.

Nas cidades litorâneas esta política era acompanhada de projetos de ampliação e modernização das instalações portuárias, para adequá-las à economia agro-exportadora e para inserir as cidades nos fluxos globais ligados ao comércio. (O Rio de Janeiro, então capital do país e principal porta de entrada de viajantes estrangeiros, era conhecida como o “túmulo dos estrangeiros”, devido a alta mortandade causada pelas epidemias, fato que chegou a desviar as rotas de navios europeus que lá faziam escala no destino a Buenos Aires).

Esta modernização foi acompanhada de uma evolução nos meios de transporte, com o advento do bonde elétrico e do automóvel, que exigiu expressivas alterações nas antigas malhas urbanizadas herdadas do período colonial, através de projetos de ampliação e retificação viária. Novas técnicas construtivas contribuíram para a mudança do padrão de ocupação, como as estruturas metálicas, o elevador e o concreto armado, trazendo a substituição das antigas construções por edificações de vários pavimentos, seguindo os cânones da estética do ecletismo.

A gestão da cidade também passava por aperfeiçoamentos, uma vez que a consolidação do poder político na esfera municipal criara novos cargos administrativos que foram ocupados por profissionais com formação técnica de nível superior voltada ao enfrentamento destas mudanças – os engenheiros – a grande maioria formada nas escolas politécnicas, onde alguns lecionavam. Este fato criou as condições para o fluxo das idéias entre o que se passava no contexto urbanístico europeu e as práticas aqui realizadas, dando origem a uma abordagem mais cientificista da questão urbana, fato que marcaria o advento dos pioneiros do urbanismo no Brasil.

As intervenções urbanas nas capitais brasileiras

Como já mencionado, a influência de modelos e práticas urbanísticas advindas do cenário internacional estava fortemente marcada pelo poder exercido pela cultura francesa sobre nossas elites e governantes, especialmente pelo ideário da “Republique” e suas conotações simbólicas e positivistas.

A referência urbanística era o Plano que o prefeito Haussmann tinha executado para a cidade de Paris na década de 1850, destruindo a malha urbana e viária medieval da área central, rasgando largas avenidas e implantando sistemas modernos de infra-estrutura, parques, edifícios públicos, além de uma padronização estética para as novas construções. O então recente plano de Buenos Aires, realizado em 1907 pelo arquiteto francês Joseph Bouvard foi também paradigmático. Tais projetos constituíram-se em referências muito mais importantes para o Brasil do que toda a teorização urbanística elaborada pelos germânicos.

Pereira Passos, no projeto de modernização da cidade do Rio de Janeiro, adotou as premissas haussmannianas, pois vivera em Paris na época dos Grands Travaux e presenciara o enorme sucesso daquele empreendimento. Aarão Reis para a construção da nova capital de Minas Gerais, inspirara-se na grelha viária portenha e nas suas percées diagonais.

Outras capitais como Salvador, Recife, Fortaleza e Porto Alegre seguiriam caminhos similares ao do Rio, procurando adequar suas antigas estruturas coloniais às premissas da modernidade, marcadas pelo ecletismo e pela implantação de sistemas de infra-estrutura urbana.

São Paulo, com o plano elaborado por Victor Freire e Bouvard em 1911, apresentava um contexto diferenciado, uma vez que esse padrão era questionado, adotando-se premissas da urbanística alemã, em especial a de influência sitteana e stübbeana.

No aspecto sanitário, as novas orientações da medicina e da saúde pública a partir de Pasteur contribuiriam para o enfrentamento desses graves problemas, mas não sem forte resistência popular, como foi o caso da Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro por ocasião da primeira campanha de vacinação em massa implementada por Osvaldo Cruz em 1904.

No campo da engenharia, a contribuição aconteceria através de planos integrados de saneamento envolvendo drenagem, canalização de cursos d’água, tratamento de esgotos e abastecimento de água potável. O maior expoente brasileiro foi Francisco Rodrigues Saturnino de Brito, que, com formação francesa, realizou planos para quase todas as grandes cidades brasileiras, num momento em que a ameaça de epidemias exigia intervenções sanitaristas imediatas.

A presença de engenheiros no tratamento de problemas urbanos começava nessa época a se firmar, num cenário que até então tinha sido dominado por administradores públicos com formação nas ciências jurídicas. Era o velho estamento imperial e agrarista que cedia seus lugares nas funções públicas a uma nova geração, composta por engenheiros, com ideário positivista e republicano – advindos das Escolas Politécnicas (RJ, SP, PE, BA, RS) e da Escola Militar (RJ) e que tinham como projeto político a busca do progresso do país através da industrialização e da modernização das cidades. O tecnicismo e a cientifização dos diagnósticos e propostas de intervenção urbana traria destaque para profissionais engenheiros em todo o Brasil, como Teodoro Sampaio (BA, SP), Antonio Francisco de Paula Souza (SP), André Rebouças (RJ), João Moreira Maciel (RS), Francisco Pereira Passos (RJ), Jerônimo Teixeira de Alencar Lima (BA), Victor da Silva Freire (SP), Saturnino de Brito dentre outros, pertencentes à primeira geração de urbanistas.

Alguns destes profissionais aliavam o campo da experimentação prática, junto às prefeituras, com a atividade acadêmica, o que os colocava em situação privilegiada para pensar os problemas urbanos com uma abordagem respaldada em conhecimento teórico advindo de referências internacionais. Um dos casos mais relevantes foi o do engenheiro Victor Freire, diretor de obras da prefeitura de São Paulo e ao mesmo tempo catedrático da Escola Politécnica.

No quadro abaixo estão apresentadas as dez maiores cidades-capitais identificadas pelo levantamento censitário de 1900. Essas cidades foram objeto de projetos de renovação urbana e melhoramentos, que em maior ou menor escala em cada caso, contribuíram para a adequação de suas estruturas físicas às necessidades econômicas do país, em grande parte condicionadas pelo seu papel no contexto internacional.

Cidades

População (mil hab.)

Projeto mais relevante

Urbanista responsável

Formação

Rio de Janeiro

810

Abertura da Avenida Central (1902-06)

 eng. Pereira Passos

(+ eng. André Gustavo Paulo de Frontin)

Escola Militar (RJ) e École des Ponts et Chaussés (Paris)

São Paulo

239

Parque Anhangabaú (1911-16)

eng. Victor Freire/ (+arq.Bouvard)

Escola Politécnica (Lisboa) e École dês Ponts et Chaussées (Paris)

Salvador

205

Melhoramentos na Rua Chile e abertura da av. Sete de Setembro (1910-16)

eng.civl Jeronymo Teixeira de Alencar Lima

Escola Politécnica ( )

Recife

113

 Avs.Marques de Olinda e Central (1909-13)

eng.civil Alfredo Lisboa

Escola Politécnica ( )

Belém

96

 Melhoramentos – Boulevard da República (1905-11)

eng. Manoel Nina Ribeiro

( )

Porto Alegre

73

Av. Júlio de Castilho e imediações

eng-arq. João Moreira Maciel

Escola Politécnica (SP)

Manaus

65

Av. Eduardo Ribeiro (1893-1902)

gov. Eduardo Ribeiro

----

Curitiba

50

Melhoramentos – Rua 15 de Novembro (1920-24)

pref. e eng. João Moreira Garcez

Escola Politécnica (...)

Fortaleza

48

Melhoramentos – Passeio Público

gov. Antonio Pinto Nogueira Accioly

-----

Teresina

45

Melhoramentos – Praças D. Pedro II e da Bandeira

govs. Antonino Freire da Silva e Miguel de Paiva Rosa.

----

As obras elencadas na tabela são as mais emblemáticas em cada cidade. Elas foram realizadas em espaços centrais e valorizados e que em função do rápido crescimento urbano, precisavam ser remodelados.

Como já comentado, é em fins do século XIX que a presença dos engenheiros começa a se afirmar no campo da administração municipal e estadual, em substituição ao gestor da época do império, que em geral era de formação jurídica. É interessante constatar que os projetos urbanos conduzidos por engenheiros (ou engenheiros.-arquitetos) eram justamente aqueles realizados nas cidades de maior porte (Rio, São Paulo, Salvador, Recife, Belém e Porto Alegre) e que possivelmente por este motivo, tais projetos estavam atrelados a um plano mais amplo de melhoramentos para a cidade. Nas cidades menores (Manaus, Curitiba, Fortaleza e Teresina) prevaleciam administradores com formação variada, conduzindo a intervenções de menor escala ou até mesmo pontuais, desprovidas de uma visão de conjunto sobre os problemas urbanos.

Assim, no Rio de Janeiro, que era a capital do país, o plano de intervenção do então presidente Rodrigues Alves estava alicerçado em três vertentes. A primeira, a do desafogo da congestão viária do centro (que implicava na abertura de uma grande avenida com quase 2 km. de extensão e com largura de 33 metros, na derrubada de parte do morro do Castelo, na demolição de 590 velhas edificações, a maioria cortiços, e na reedificação de modernas construções de acordo com os cânones estéticos do ecletismo), cujo responsável era o prefeito Passos. A segunda, a do enfrentamento e eliminação das epidemias (malária, varíola, febre amarela e tuberculose), através de uma política inédita e polêmica, onde uma das componentes era constituída por campanha de vacinação domiciliar obrigatória, conduzida pelo médico sanitarista Osvaldo Cruz, que havia estudado no Instituto Pasteur de Paris e se notabilizara pela eliminação da peste bubônica na cidade de Santos. E, por fim, a terceira, a da modernização das estruturas portuárias, a cargo do ministro Lauro Muller, da Indústria, Viação e Obras Públicas, assessorado pelo engenheiro Francisco Bicalho.

A abertura da Avenida Central fazia, portanto parte de um plano geral de melhoramentos que “unindo mar a mar” (do cais à praia de Santa Lúcia), possibilitava a ampliação da aeração de toda a área do centro comercial carioca. A estratégia de criar um cenário de modernidade a partir desta obra é claramente explicitada através das novas regulamentações para as reedificações que aí fossem realizadas: deveriam seguir os cânones do ecletismo, obedecer a uma padronização para as fachadas (mínimo de 3 pavimentos e testadas pré-determinadas). Para tanto foi instituído um concurso de fachadas (seguindo a tradição inaugurada por Mansard para a Place Vandôme em Paris, na época de Luis XIV, onde a fachada ganhava autonomia em relação ao restante do projeto) para o qual concorreram 134 projetos, dos quais 77 aprovados. Além disso foram edificadas algumas obras de grande significado simbólico – como o Teatro Municipal – expressão máxima da influência do ideário francês.

A construção destes “cenários” estava alinhada com o pensamento progressista dos republicanos, que tinham como proposta urbana criar áreas diferenciadas para seu próprio usufruto, abrigando o comércio de luxo, com suas vitrines expondo a última moda em Paris, casas de chá, livrarias, assim como através da criação de praças com seus jardins à inglesa, seus coretos e quiosques favorecendo o footing e o lazer, numa clara política de estetização do espaço público, apoiada por uma legislação segregadora de usos. que criavam uma ilusão de modernidade. Essas intervenções em geral eram organizadas a partir de um eixo viário monumental – uma avenida – harmoniosamente estética, salubre e provida das últimas inovações tecnológicas em termos de infra-estrutura – e que não se integrava com o entorno imediato, ocultando por detrás de suas quadras um padrão urbanístico e arquitetônico colonial, mostrando assim as contradições sociais de um país ainda fortemente marcado pela dependência e pela desigualdade.

A abertura de grandes avenidas assume, então, um caráter emblemático, parte de um processo que muitos designam como haussmannização – definido por Pinon como a transposição simplificada de um ideário, de um tipo de intervenção ocorrida em Paris, para outros contextos (8).

Em especial para os países da América Latina, a haussmannização tornou-se panacéia, ou seja, remédio para a cura de todos os males urbanos – para o descongestionamento das áreas centrais, para a melhoria da insolação e aeração visando a salubridade, para a eliminação dos indesejáveis casarios velhos e cortiços. Solução a ser identicamente utilizada para aplicação em contextos distintos: cidades litorâneas ou no planalto, cidades com sítios de topografia plana ou elevada, com traçado viário em malha ortogonal ou orgânica. Sempre uma apropriação simplista do projeto francês, enfatizando unicamente a abertura de uma ou mais avenidas, largas e extensas, e, se possível, convergindo para uma rotonda, uma praça ao estilo da Place de L’Etoile.

A solução estava associada a uma postura que fazia questão de negar as raízes de um passado colonial recente e copiar um modelo de modernidade urbana: a da cosmopolita Paris, berço da cultura, da elegância, das inovações do campo da arte e da tecnologia, local que sediava anualmente as famosas Exposições Universais.

A força deste paradigma cultural sobre nossas elites conduziu a essa tradução simplista de um modelo. Mesmo os engenheiros e administradores públicos com um certo conhecimento do que se realizava no exterior, contentavam-se com a realização de um projeto de modernização que se pautava às vezes na abertura de uma única avenida.

As avenidas Central, na capital carioca, a Sete de Setembro, em Salvador, as avenidas Marques de Olinda e Central, no Recife, e Av. Julio de Castilho de Porto Alegre e a av. São João, em São Paulo – todas projetadas ou ampliadas por engenheiros, são expressões, em maior ou menor grau, desta visão. O próprio nome “avenida” já trazia uma conotação de modernidade, pois o a acepção era algo de novo, que nunca existira até então em nossas cidades, acostumadas às nomenclaturas tradicionais de ruas, travessas, vielas e becos.

Mesmo nas cidades de menor porte como Belém, Manaus, Curitiba ou Teresina, onde a gestão pública era conduzida por profissionais sem formação técnica, observa-se o empenho em construir essas artérias, obtidas por retificações e alargamentos de antigas ruas centrais: a rua XV de Novembro de Curitiba, o boulevard da República em Belém, a av. Eduardo Ribeiro, em Manaus.

São Paulo apresenta-se como uma exceção a este modelo pois foi o único caso em que o principal projeto de modernização não esteve associado à criação de uma nova artéria viária. Aliás, por pouco esta cidade não teve seu centro rasgado por várias avenidas, uma vez que um grupo de poderosos empresários locais queria realizar tal projeto a qualquer custo – tratava-se do projeto “Grandes Avenidas”, da autoria do engenheiro-arquiteto Alexandre de Albuquerque e apoiado pelo mais respeitável arquiteto da época, Ramos de Azevedo.

A razão desta mudança de orientação foi a marcante atuação do engenheiro Victor Freire, Diretor de Obras Municipais. Freire pode ser considerado um homem à frente de seu tempo, pois era, talvez, o único que ousava criticar as intervenções de Pereira Passos no Rio e o inadequado traçado urbanístico proposto por Aarão Reis para Belo Horizonte. Isto pela sua formação diversificada: diplomado na Europa, era também acadêmico – lecionava na Escola Politécnica e era assíduo freqüentador de sua biblioteca, onde mantinha contato com as inovações na área, apresentadas nos periódicos internacionais.

Freire, juntamente com Saturnino, eram praticamente os únicos brasileiros a freqüentar os congressos e exposições internacionais de urbanismo que se realizavam na Europa e Estados Unidos.

Desta maneira, em termos de embasamento conceitual, Freire destaca-se em relação a seus colegas Passos, Alencar Lima, Lisboa ou de seu ex-aluno Maciel, que realizavam projetos em outras capitais brasileiras.

Freire provocou um extenso debate público discutindo o projeto das avenidas para a capital paulista, demonstrando que para esta cidade constituída por topografia acidentada,a melhor solução para o descongestionamento do centro seria expandi-lo para fora de sua colina histórica, através de várias conexões viárias de baixo impacto em termos de arrasamentos e demolições. Além do mais enfatizava a necessidade de ampliação das áreas verdes públicas no centro. Desta forma, permitiria a preservação de grande parte de seu centro histórico, renovando somente a área ao redor da Sé, onde seria projetado um Centro Cívico.

Surge assim, como solução e obra emblemática para São Paulo, não mais uma avenida, mas o projeto de urbanização da área do Anhangabaú, integrando o centro velho com a região que abrigaria o futuro centro novo e com os bairros periféricos que se delineavam. Uma proposta marcada pelo ideário de Camillo Sitte e Joseph Stübben.

Esta visão de conjunto não era única nos projetos que aconteciam nas capitais brasileiras, uma vez que os planos para Salvador e Recife, por exemplo, apresentavam uma abrangência ampla. Mas o plano de Freire era o único que possuía uma fundamentação conceitual, baseada nas teorizações e intervenções recentes do contexto internacional, que foi por ele publicada na Revista Polytechnica em 1911.

Comentários finais

Com estas considerações constata-se, portanto, pela dominância da influência do ideário da urbanística francesa nos projetos realizados nas capitais brasileiras ao longo da Primeira República. O ideário anglo-saxônico esteve mais presente em São Paulo, tendo perdurado ainda até o final dos anos 20, num momento onde começa a se fazer presente a experiência urbanística norte-americana.

Freire foi, certamente, um dos poucos urbanistas brasileiros que na época conseguiu usufruir as práticas e teorizações que se produziam no exterior sobre esse novo campo de conhecimento – a ciência urbana. Saturnino de Brito também teve participação relevante neste processo, mas de forma menos abrangente, uma vez que sua ótica de atuação era o saneamento.

Sendo assim, Freire foi capaz de questionar um modelo dominante e propor um novo paradigma para a nossa prática urbana – a do modelo anglo-saxão, introduzindo Camillo Sitte, Joseph Stübben e Raymond Unwin entre nós e trazendo a experiência das gardens-cities inglesas para as nossas cidades (p. ex.,a criação da imobiliária City Improvements, com o conceito dos bairros-jardins), deixando como herança uma importante geração de urbanistas nos quadros da administração municipal paulista, que souberam, nas décadas seguintes elaborar planos de intervenção bem fundamentados – como por exemplo, o Plano de Avenidas de Prestes Maia – adquirindo assim destaque em relação à produção similar que se realizava no restante do país e mesmo em relação à América Latina.

Basta recordar que na década de 20, a ausência de quadros técnicos qualificados fez com que muitas cidades optassem pela contratação de um urbanista (sempre da escola francesa) para a resolução de seus problemas urbanos, como foi o caso do Rio de Janeiro (Plano Agache), Montevidéu (Plano de Leon Jaussely, Buenos Aires e Havana (Planos de Forestier) e Caracas (Plano de Henri Prost).

O legado deixado por Freire permitiu à prefeitura paulistana criar uma Divisão de Urbanismo, composta por engenheiros e arquitetos com sólida formação conceitual, que exerceram com autonomia o planejamento da cidade até o final dos anos 60.

notas

1
Este texto foi elaborado a partir de trabalho apresentado no último Encontro Nacional da Anpur (2007), intitulado “Cenários de Modernidade: os Projetos Urbanos das capitais brasileiras no início da República”.

2
SUTCLIFFE, Anthony. Towards the planned city – German, Britain, the United States and France. (1780-1914). New York, St. Martin Press, 1981, p. 2.

3
SUTCLIFFE, Anthony. Op. cit., p. 166.

4
Tradução brasileira: SITTE, Camillo. A construção de cidades segundo seus princípios artísticos. São Paulo, Ática, 1992.

5
COLLINS, George R.; COLLINS, Christiane C. Camillo Sitte and the birth of Modern City Planning. New York, Rizzoli, 1986.

6
PICCINATO, Giorgio La costruzione dell'urbanistica Germania 1871-1914. Roma. Officina Edizione, 1974.

7
SUTCLIFFE, Anthony. Op. cit.

8
PINON, Pierre. Apud LORTIE, André. Paris s´exporte: architecture modèle ou modèles d´architecture. Paris, Pavillon de l`Arsénal-Picard, 1995, p. 43-48.

9
ALEANDRO, Pedro et alli. Av. de Mayo –su historia. Buenos Aires,Fundación Banco de Boston, 1989.

10
GERODETTE, João E.; CORNEJO, Carlos. Lembranças do Brasil. As capitais brasileiras nos cartões postais e álbuns de lembranças. São Paulo, Solaris, 2004.

11
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sobre o autor

José Geraldo Simões Junior, arquiteto (FAUUSP,1983), mestre em Administração Pública (EAESP-FGV/SP, 1990 ) e doutor em História Urbana (FAUUSP, 1995).Professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, é pesquisador do CNPq, com diversos trabalhos publicados sobre a temática do urbanismo brasileiro e ibero-americano.

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