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drops ISSN 2175-6716

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Segundo Carlos Martins, a nomeação da nova presidente da Capes, uma ilustre desconhecida nos meios acadêmicos, confirma que o pesadelo fundamentalista, corrupto e genocida continua.

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MARTINS, Carlos A. Ferreira. A nova morte de Anísio Teixeira. Drops, São Paulo, ano 21, n. 163.01, Vitruvius, abr. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/21.163/8066>.


Palácio do Planalto em tempos sombrios
Fotomontagem AG


Numa semana em que o tempo acelerou, um “pequeno” acontecimento passou batido na grande mídia, embora tenha agitado a comunidade acadêmica.

Benedito Aguiar, presbiteriano, ex-reitor do Mackenzie e, portanto, colega do ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi abrupta e inexplicavelmente substituído na presidência da Capes, pela advogada e dona de uma instituição de ensino no interior paulista, Claudia Queda de Toledo, até agora ilustre desconhecida nos meios acadêmicos.

Não que a comunidade acadêmica estivesse particularmente contemplada pelo agora ex-presidente, de fé criacionista. Mas, como o Brasil atual não se cansa de demonstrar, nunca se deve dizer que pior do que está não pode ficar.

Parêntesis para dizer que, neste caso, não se culpe a grande imprensa por não dar destaque ao tema. Afinal a semana teve notícias para todos os quadrantes.

O Supremo Achincalhe Nacional ratificou por oito votos a três a decisão monocrática (linda palavra) do senhor Fachin, que concluiu que o juizado de Curitiba não tinha legitimidade para julgar, prender e suspender os direitos políticos do ex-presidente Lula, impondo assim ao Brasil e ao mundo, o desastre sanitário, econômico, ambiental e civilizatório chamado Bolsonaro.

Tanto os felizes quanto os que rangem os dentes podem perguntar por que cinco anos depois? E a única e óbvia resposta, que é a revelação da escandalosa conspiração judiciária, envolvendo a participação direta de órgãos e interesses estrangeiros, sequer foi mencionada formalmente na decisão.

A imprensa também esteve ocupada, e com razão, com o fato de que, pela primeira vez em décadas, mais da metade da população está sofrendo de insegurança alimentar, conceito importante, mas também eufemismo para a velha e conhecida fome. Sim, caro leitor, um em cada dois brasileiros, fora da nossa bolha, tem convivido com a fome. Diária, aviltante e desesperadora.

Também estivemos informados de mais um lance de brilhantismo estratégico. Às vésperas de uma cúpula do clima e esperando alguma grana do novo governo norte-americano para disfarçar o Armageddon amazônico, o Brasil assiste ao inaudito episódio de um diretor da Polícia Federal denunciando o ministro do Meio Ambiente, aquele da boiada, por defender o desmatamento ilegal. E a resposta é a demissão imediata... do policial.

Nem falei nos números da Covid, aqueles a quem ninguém mais presta atenção, e já ficou claro que a substituição da presidência da Capes não justificava grandes manchetes.

Mas merecia mais atenção do que teve. Afinal acabamos de entregar a presidência do órgão encarregado da formação de pesquisadores e docentes do ensino superior a quem não tem a menor ideia do que seja isso, como demonstra seu currículo, disponível ao público.

Anísio Teixeira, que teve o cinquentenário de sua morte física relembrado semanas atrás, foi assassinado mais uma vez, como tem sido reiteradamente desde a eleição, com apoio de nossas mal chamadas “elites”, do pesadelo fundamentalista, corrupto e genocida.

sobre o autor

Carlos Ferreira Martins é Professor Titular do IAU USP São Carlos e nunca foi um defensor do produtivismo. Mas morreria de vergonha de registrar como produção técnica a reunião com os empregados da escola da família.

 

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163.01 ensino
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