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PORTAL VITRUVIUS. Sede da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Projetos, São Paulo, ano 05, n. 054.02, Vitruvius, jun. 2005 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/05.054/2494>.


Aspectos urbanos

A posição estratégica do projeto no conjunto arquitetônico da praça da liberdade e o pioneirismo na seqüência de implantação do circuito cultural foram considerados fundamentais na geração desse novo território capaz de atrair interesse no âmbito metropolitano e nacional. A existência de vias de tráfego intenso foi determinante na concepção arquitetônica. A situação em esquina facilita o acesso, destaca-o do conjunto, mas traz dificuldades técnicas importantes para o desempenho acústico das salas no que se refere ao seu isolamento.

A integração visual e física com a Praça da Liberdade e todo seu patrimônio paisagístico foi considerada fundamental para a consolidação desse novo caráter que o prédio assume, situação que hoje se apresenta de maneira precária.

O volume da sala não se sobrepõe ao prédio. O que aflora é o “filtro”, espaço de transição / proteção que sinaliza as mudanças, denuncia os acontecimentos, e é o marco da grande transformação trazida pelo novo circuito cultural.

Este filtro é permeável: a luz natural banha tanto o novo volume quanto as paredes históricas, levando vida ao atrium monumento.

O edifício histórico perdeu seu encanto original pela adição dos corpos posteriores, que bloquearam a permeabilidade do seu hall central. Todo o trabalho minucioso do tratamento dos elementos decorativos e em especial da escada metálica não podem ser devidamente admirados pela inexistência de sistemas que permitam que a luz natural penetre o grande hall.

Sua vocação para edifício cívico, desde sua origem, não será modificada. A cultura como agente civilizador deverá transcender os aspectos funcionais e de desempenho; deverá adotar simbolicamente seu papel transformador como equipamento urbano capaz de se preocupar com as diversas esferas da intervenção, canalizando a atenção do público e dando condições para o desenvolvimento dos músicos.

O edifício histórico

O edifício apresenta em sua primeira fase de construção um interessante conjunto de salas e circulação ricamente tratados, volumes e pés direitos generosos que, no projeto proposto, foram preferencialmente destinados ao público freqüentador, podendo desfrutar da paisagem da praça da liberdade e dos outros edifícios do futuro circuito cultural, numa clara intenção de acolher, receber e revelar o patrimônio artístico.

A área de espetáculos e, em especial, a sala de concerto, foi considerada o elemento principal do programa, tratado e destacado com a importância que o tema representa apesar das grandes dificuldades das condições apresentadas.

Ela assume seu papel gerador do projeto em torno do qual as dinâmicas se desenvolvem, marcando claramente sua forte presença e, por outro lado, trazendo as condições que o edifício histórico tanto reclama.

Assumindo a função de transição e proteção, o volume vazio entre a sala e os ambientes históricos, espécie de filtro, determinado pelo gabarito permitido e pelos limites do edifício existente, assume a missão de aflorar na superfície e denunciar os acontecimentos, como sinal das transformações ocorridas. Ao aceder a este espaço, os freqüentadores poderão desfrutar dos visuais urbanos da cidade, em especial da riqueza paisagística da praça da liberdade. Como se o ato de “cavar” o edifício, concentrar-se no seu interior – situações tão típicas da formação da cultura mineira – seja a estratégia para revelar um novo bem de seu patrimônio cultural.

A organização interna e o tratamento dos fluxos são propostos de maneira clara, com a intenção de caracterizá-los, mas intencionalmente criando a possibilidade de aproximação entre público e músicos, com o objetivo de mostrar todo o trabalho e a organização necessários para a montagem de um espetáculo. O espectador deve ser convidado a entrar nessa nova “casa”, interessado em aprofundar seus conhecimentos, cultivar seus hábitos e poder dar o valor que os acontecimentos artísticos merecem.

A sala

As dificuldades físicas e funcionais apresentadas foram elementos determinantes do projeto. O volume principal, inserido no “filtro” criado, é permeado pelos sistemas de acesso e circulações de músicos, por um lado, e de espectadores de outro.

A verticalidade necessária para abrigar o público pretendido foi tratada internamente como elementos dinâmicos que fazem referência aos sistemas externos de circulação.

Os níveis superiores são dispostos próximos ao palco para melhor observar a performance dos músicos.

A área do palco foi pensada com a possibilidade de ser transformada. Apesar de não estarem previstos outros usos senão o de concertos, sua área poderá ser ampliada para receber grandes conjuntos e grandes corais, podendo assumir a configuração de palco central e duas platéias e ainda ampliar seu volume em altura, amplificando o tempo de reverberação em função do espetáculo e do público.

A circulação horizontal e vertical dos espaços, contrapondo-se à compartimentação atual do edifício, foi aplicada na sua totalidade, incluindo os espaços de apoio do nível inferior, transformado em térreo rebaixado, no nível da praça Carlos Drummond de Andrade, onde os freqüentadores poderão utilizar a cafeteria, com a possibilidade de integrar com os jardins externos e assistir a pequenos espetáculos de música contemporânea, como um verdadeiro “caveau de jazz”.

Acústica

A solução construtiva proposta em estrutura metálica, configura uma malha que segue as superfícies de fechamento da sala de concerto com cargas distribuídas, facilitando a execução, já que o espaço para o canteiro é reduzido e cria a possibilidade de construção descontínua, necessária para evitar a transmissão de ruídos e vibrações gerados pelo alto tráfego local e pelos equipamentos internos. Os sistemas de chiller, geradores, subestação, foram localizados no subsolo criado sob o pátio de carga e descarga com o objetivo de minimizar essas interferências.

As superfícies curvas da sala de concerto serão formadas por segmentos de retas tratados com painéis direcionáveis em madeira.

Instalações

A proposta prevê a forte concentração das instalações elétricas, hidráulicas, lógica, etc, na parte nova do conjunto, acompanhando as prumadas, escadas de emergência / elevador, externamente e o elevador central, evitando o mínimo de intervenção nos ambientes históricos e resguardando os espaços de estudo e apresentações de interferências e ruídos indesejáveis.



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Equipe premiada
São Paulo SP Brasil

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IAB-MG
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