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reviews online ISSN 2175-6694


abstracts

português
A coluna como figura de metonímia, como síntese da Casa. Segundo Rykwert, o ensaio de Mário D’Agostino trata de distintos sentidos do habitar na chamada Idade Clássica e alvores da Modernidade, considerando obras edificadas, iconográficas e literárias.

english
The column as metonymy figure, as a synthesis of the House. According to Rykwert, the Mario D'Agostino’s essay deals in different layers of the act of inhabiting the so called Classical Age and the dawn of Modernity.

italiano
La colonna come figura metonimia, come sintesi della Casa. Secondo Rykwert, il test di D'Agostino si concentra su diversi modi di abitare nella cosidetta Età Classica e agli albori della Modernità, tenendo conto di opere costruite e letterarie.

how to quote

RYKWERT, Joseph. A coluna e o vulto segundo Mário D’Agostino. Resenhas Online, São Paulo, ano 15, n. 176.06, Vitruvius, ago. 2016 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/resenhasonline/15.176/6165>.


Uma coluna pode ser um cilindro qualquer, ereto e apto a portar um peso: lisas colunas são um lugar-comum da edificação atual, frequentemente insulsas, sem vida, empregadas como elementos estruturais. Vitrúvio, há cerca de dois mil anos, no seu manual sobre arquitetura – o mais antigo a sobreviver – pensava de modo distinto. Para ele, colunas eram tripartidas: a base ou pé, o fuste, e a cabeça (caput, capitellum). Também se distinguiam segundo gêneros: o robusto e másculo Dórico, o esbelto e virginal Coríntio, e, intermédio – portanto, o mais perfeito –, o feminil Jônico. Tudo isto era comentado e explicado em termos históricos e regionais, mas, sobretudo, em confronto com a variedade da configuração humana.

No tempo em que escrevia Vitrúvio, as colunas, por séculos, por milênios já faziam parte das construções. Mas, quiçá, ainda antes de se tornarem componente integral do edifício, as grandes pedras eretas ou os troncos de árvore fincados no solo eram identificados com os corpos dos homens que lhes tinham erigido – e as sombras que se lançavam ao chão eram como signos da presença humana e guias para a orientação no espaço.

Mário D’Agostino possui vasto conhecimento destes assuntos e seu ensaio é um precioso guia para adentrar sua complexa trama. E bem sabe ele que, afinal, ao propor a sua ideia mais escandalosa, aquela da casa como machine a habiter, também Le Corbusier, o mais radical entre os arquitetos de seu tempo, considerava essencial insistir no fato de que, malgrado a admirável leveza que a máquina conferia à casa, somente a analogia do corpo humano, explícita na articulação das colunas antigas, podia assegurar a harmonia essencial da arquitetura.

sobre o autor

Joseph Rykwert, historiador de arte e arquitetura de origem polonesa, naturalizado britânico, estudou arquitetura na Bartlett School e na Architectural Association School. Doutor pela Royal College of Art de Londres, leccionou nas universidades de Essex e Cambridge. Atualmente está vinculado à Universidade da Pensilvânia.

nota

NE – O presente texto foi publicado na orelha do livro comentado.

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resenha do livro

A coluna e o vulto

A coluna e o vulto

Reflexões sobre a casa e o habitar na história antiga e moderna

Mário Henrique S. D'Agostino

2016

176.06
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