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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
O autor desenvolve análise ambiental da solução proposta para o Ministério da Educação de Rio de Janeiro pela equipe de arquitetos liderada por Lucio Costa

español
El autor desarrolla un análisis ambiental de la solución propuesta para el Ministério de Educación de Río de Janeiro por el equipo dirigido por Lucio Costa


how to quote

MELENDO, José Manuel Almodóvar. Da janela horizontal ao brise-soleil de Le Corbusier:. Análise ambiental da solução proposta para o Ministério da Educação de Rio de Janeiro. Arquitextos, São Paulo, ano 05, n. 051.02, Vitruvius, set. 2004 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/05.051/554/pt>.

O brise-soleil projetado para o novo Ministério de Educação e Saúde é um exemplo especialmente relevante da aplicação dos princípios de Le Corbusier. Surgiu, em nossa opinião, como conseqüência da evolução de um dos postulados de sua arquitetura – a janela horizontal. Este princípio, unido ao da fachada livre, acabou sacralizando o uso do “pano de vidro”.

Le Corbusier comentou em certa ocasião que “uma janela pode ter um comprimento de 10 metros para uma casa unifamiliar e de 200 para um palácio” (1). Estes argumentos propiciaram, em nossa opinião, a extensão da arquitetura tradicional do Norte e do Centro da Europa até o resto do mundo. Esta exportação evidencia claramente um fracasso ambiental, no momento em que surge a necessidade, em climas quentes, de se corrigir o pano de vidro com um sistema auxiliar.

Na janela horizontal, como nos outros pontos de sua arquitetura, Le Corbusier buscava uma certa justificativa ambiental, que por se tornar axiomática, deve ser considerada com sumo cuidado.

Podemos apresentar um exemplo para clarificar esta questão. Consideremos janelas de igual área mas com posição distinta (fig. 3). Considerando exclusivamente a relação geométrica entre as janelas e o espaço interior, podemos constatar que campo lumínico resultante é diferente. Observa-se uma maior penetração de luz no caso de janelas verticais. Sem dúvida, uma janela não ilumina por si mesma; ela o faz em função do ambiente exterior.

Portanto, temos que considerar sempre nesta discussão as particularidades locais, condições de luminosidade natural, latitude, orientação, evolução temporal dos parâmetros ambientais. Sem esquecer que o sol é a fonte de energia mais importante que temos em nosso planeta e é responsável por duas questões intimamente ligadas – luz e calor. Estes elementos devem ser estudados conjuntamente tanto para projetar como para discutir a validez dos modelos empregados.

Por outro lado, concordamos com o professor Lahuerta no que diz respeito à qualidade da luz gerada por vedações totalmente envidraçadas.

“a luz na que essa estrutura permite entrar, é simplemente a luz do dia, transparente e plana como o vidro, nem mais, nem menos. [...] As sombras que dão valor à luz, que contém, entre outros maiores, o mistério de sua plasticidade, tem sido expulsas do interior do palácio. [...] A luz, podia assim, como qualquer outra coisa, ser possuída pelos homens, e ficou desencantada.” (2)

A proposta do Ministério da Educação

Para analizar com detalhe o comportamento ambiental do brise-soleil do Ministério da Educação e Saúde e poder propor, deste modo, nova compreensão sobre os objetivos que motivaram seu desenho, contamos por sorte com um memorial original do projeto. Foi publicado pela primeira vez na revista Arquitetura e Urbanismo, de 1939. Nela há constantes referências às soluções adotadas com objetivo de otimizar o comportamento ambiental do edifício. É uma clara comprovação do interesse que tinham os arquitetos brasileiros por esta questão.

Sobre o tema se afirma que se decidiu modificar a orientação do edifício proposto inicialmente por Le Corbusier, pois os arquitetos brasileiros pretendiam, entre outras questões, melhorar seu comportamento solar. Sobre isso, afirmam:

“De acordo com a disposição do bloco, as salas de trabalho ficaram orientadas para SSE e NNO. Na face SSE, insolada francamente em alguns dias do ano, pela manhã, adotamos grandes caixilhos envidraçados até o teto que permitirão perfeitas condições de ventilação e iluminação, além de agradável vista para a baía; serão usadas nos mesmos cortinas de réguas de madeira (venetian blinds) para graduar a intensidade luminosa.” (3)

Convém fazer alguns comentários sobre a fachada SSE. Se compararmos a insolação nesta orientação e a temperatura ambiente do Rio de Janeiro (fig. 5), observamos que o sol incide sobre esta fachada nos dias mais quentes do ano (dezembro, janeiro, fevereiro). Ainda que as cargas térmicas se produzam pela manhã, o excesso de envidraçamento condiciona de forma determinante o incremento da temperatura interior ao atardecer, mesmo que já não exista insolação.

Devemos ter em conta que nos meses mais quentes, a temperatura média no Rio de Janeiro supera os 30º e a umidade relativa oscila em torno de 80%. Sem dúvida, os autores do projeto parecem estar preocupados exclusivamente com o excesso de luz, que pretendem corregir com persianas venezianas.

Em nossa opinião, Le Corbusier era consciente deste fato. Sua experiência na Argélia lhe havia alertado sobre o superaquecimento que produzem os vidros em climas quentes. É revelador a carta que Gustavo Capanema envia a Lúcio Costa, na qual comenta que:

“As paredes do lado sul do edifício devem ser feitas em parte por vidros não transparentes. Foi uma sugestão que me fez pessoalmente o sr. Le Corbusier, à vista da observação, que lhe fiz, sobre o invonveniente da iluminação excessiva. Os elementos fixos dessas paredes poderão ser constituídos por vidros translúcidos ou, menos ainda, opacos.” (4)

O uso de vidros traslúcidos sugerido por Le Corbusier pode reduzir o efeito estufa. Sem dúvida, dada sua alta absorção, aumentaria o superaquecimento por radiação de onda larga. A segunda opção, aumentar a superfície opaca, seria em nossa opinião mais acertada.

No que diz respeito ao sugestivo brise-soleil projetado para a fachada NNO, se comenta:

“Na face NNO, insolada quase todo o ano durante as horas de expediente, foi adotado um sistema de proteção que importa examinar, passando em revista, preliminarmente, os processos até então usados, para mostrar alguns dos seus inconvenientes. Os sistemas de proteção mais conhecidos entre nós são os de varanda e cortinas. O tipo de proteção por varandas, quando usado em edifícios desse gênero, apresenta sérios inconvenientes de ordem técnica e econômica, pelos problemas de ventilação que acarreta e pela área de construção praticamente perdida que representa. [...] As cortinas de enrolar, das quais diversos tipos são usados aqui no Rio, além de apresentarem desvantagens equivalentes, dariam ao conjunto o aspecto comum de apartamentos, o que, no caso, seria lamentável. Restava, portanto, uma única solução: o brise-soleil proposto por Le Corbusier para a Argélia.” (5)

Ou seja, se discute o uso do brise-soleil em função da ventilação. Como já comentamos, a umidade relativa do Rio de Janeiro é muito alta durante todo o ano. Portanto é fundamental facilitar o movimento de ar com o objetivo de favorecer os mecanismos de evotranspiração, principal processo de regulação de temperatura interna dos seres humanos em situações de calor.

Neste sentido, tanto os primeiros projetos da equipe brasileira, como as propostas de Le Corbusier, coincidem em dispor as salas em renque simples. Possivelmente, a necessidade de encaixar o programa na orientação escolhida, a mais curta, condicionou o uso de renque duplo. Esta solução, menos vantajosa, tornou necessário favorecer ao máximo a ventilação. Lúcio Costa comenta a respeito que:

“O problema de ventilação também foi objeto de acurados estudos, adotando-se o processo de ventilação cruzada, de eficiência reconhecida, apesar de ultimamente pouco observado entre nós. Esse sistema é assegurado pela tiragem que a diferença de temperatura das fachadas postas produzirá, uma vez que as divisões internas, pelo tipo adotado, não constituirão obstáculos à livre circulação do ar.” (6)

Assim, as divisões internas foram projetadas de forma que não chegasse até o teto. Projetou-se também um sistema de aberturas de janelas tipo “guilhotina”, que funciona com um engenhoso mecanismo de contrapesos.

Simulação ambiental do brise-soleil

Antes de começar a comentar os resultados da análise do brise-soleil, queremos fazer algumas colocações. Em nossa opinião, o estudo deste tipo de elementos deve ser realizado a partir de suas implicações arquitetônicas. Existem sem dúvida atitudes muito difundidas de estudar o desenho de ocos e proteções solares a partir exclusivamente do cálculo de dados térmicos. Desta perspectiva e tendo em conta que os vidros são elementos débeis energeticamente, os resultados que se obtém apontam para a supressão dos mesmos, conclusão que evidentemente não joga luz sobre a questão. Nossa opinião sobre este racicínio, é que o ponto de inflexão em climas quentes é dado pela exigência de níveis mínimos de iluminação natural.

Portanto, consideramos imprescindível conhecer o campo lumínico gerado por este tipo de proteções solares. Para isso vamos a utilizar os resultados obtidos após vários anos de pesquisa no campo da simulação de iluminação natural, que geraram distintos tipos de proteções solares, sobretudo os sistemas de básculas e para-sóis de distintos tamanhos e comprimentos.

Usaremos o Método de Fatores de Configuração do Dr. José María Cabeza, que tive oportunidade de desenvolver por ocasião da realização de minha tese de doutoramento (7). O método amplia as propriedades de radiância das superfícies difusoras à exitância luminosa (NT – relação entre a quantidade de fluxo luminoso que emerge de uma superfície e a área desta) de todo tipo de superfícies de construção que são, em conseqüência, tratadas como intercambiadores radiantes por meio da lei de projeção generalizada do ângulo sólido (8). A substituição do conceito de céu iluminador pelo de superfície radiante permite considerar o efeito da radiação solar direta no campo lumínico gerado. Esta questão é fundamental para entender e valorizar o funcionamento de básculas em climas de muito sol.

Com objetivo de estudar com detalhe o funcionamento global do brise-soleil, foi analizado o campo lumínico em momentos climaticamente representativos do ano: inverno, verão e equinócios, em diferentes horas e em condições tanto de céu nublado como pleno de sol. Ao se tratar de um brise-soleil móvil, foi necessário também estudar em cada situação o giro das básculas. Tal como é visto na figura 9, os arquitetos brasileiros desenharam um engenhoso mecanismo que as fixa em três possíveis posições, 45º, –45º e horizontal.

Foi calculado em todos os casos as trocas radiantes levando em conta os efeitos de reflexão das lâmimas e igualmente os da porção visível de céu através dos vidros. Para isso, foi desenvolvida a expressão analítica do coeficiente de configuração entre elementos planos com diferentes ângulos de inclinação (fig. 10). Todas as superfícies aqui tratadas são comparáveis a difusores lambertianos.

Nas figuras 11, 12 e 13 podemos ver alguns dos resultados obtidos. Podemos desta forma comprovar se o funcionamento do brise-soleil corresponde às expectativas dos arquitetos brasileiros. No memorial do projeto se comenta:

“A inclinação do sol e a sua trajetória em relação à fachada insolada estavam a indicar que o sistema de proteção preferível deveria ser constituído por placas horizontais, pois, de outra forma, seríamos forçados a adotar vãos diminutos, acarretando perda de visibilidade. Por outro lado, verificamos que a adoção de placas fixas, se bem que pudesse resolver o problema de insolação, seria menos satisfatória no tocante à iluminação, pois, tendo sido calculada para dias claros, resultaria, por força, deficiente nos sombrios, obrigando ao uso de luz elétrica em horas que outros prédios poderiam dispensá-la. [...] Além disso, consideramos que, sendo a direção dos raios solares variável em relação à fachada, o melhor sistema de evitá-lo deveria ser móvel. Com essas razões e baseados em experiências feitas com os melhores resultados no prédio da Obra do Berço, na Lagoa Rodrigo de Freitas, onde, devido à orientação, foi adotado o tipo vertical, decidimos empregar também um processo semelhante que garantisse, em qualquer hora do dia, disposição adequada às necessidades do trabalho.” (9)

O projeto da Obra do Berço (fig. 14), citado na passagem, foi realizado por Niemeyer em 1937. Inicialmente foram colocadas lâmimas verticais inclinadas, contudo se comprovou que o sol entrava nos cômodos. Finalmente se construiu o brise-soleil que aparece na imagem. É uma clara demonstração das dificuldades que havia na hora de se calcular a insolação.

No que diz respeito ao novo Ministério, concordamos que na orientação norte, devido aos movimentos do sol em relação à fachada, é aconselhável o uso de básculas horizontais. Em latitudes tão baixas, a proteção do sol é ainda mais efetiva e portanto podemos projetar de forma que não suponham uma grande perda de visibilidade. Devemos considerar, sem dúvida, que neste tipo de clima a insolação deve ser também controlada nos mêses de inverno.

A segunda parte do raciocínio nos parece mais imprecisa e duvidosa. Torna-se óbvia a questão de que as básculas têm um duplo efeito: protegem da radiação solar direta e desempenham um papel relevante na geração de luz. Esta propriedade pode ser analizada com o método de fatores de configuração, tomando as básculas como superfícies radiantes.

Para aprofundar nesta questão, decidimos comparar os níveis de iluminação que são produzidos em diferentes posições das básculas e na alternativa hipotética de que não existissem. Foi escolhido o solstício de verão (dezembro), às 12 horas.

Se compararmos os resultados em um mesmo gráfico (fig. 15), podemos comprovar que no caso de céu com sol brilhante, os maiores níveis de iluminação são produzidos com básculas a 45º, posição também adequada para barrar o sol. Na hipótese de céu coberto, a inclinação mais favorável é –45º . Neste caso, se não existissem as básculas, a iluminação seria ligeiramente superior.

Neste resultado foi considerado que a côr das básculas é RGB 165 205 215. Temos a possibilidade de comparar os resultados mudando seu coeficiente de reflexão.

Considerando a hipótese de que se as básculas estivessem pintadas de branco (fig. 16), a situação mudaria bruscamente. Observamos que inclusive com céu coberto, a iluminação é maior com básculas do que sem elas. Convém deixar claro que quando se calcula as janelas sem proteção solar, não se tem em conta o efeito da radiação solar direta. Esta fonte de iluminação aumentaria os níveis consideravelmente, mas apenas nos pontos do plano aonde incidisse.

Como conclusão podemos dizer que o coeficiente de reflexão das básculas é um aspecto crítico no desenho do brise-soleil. As básculas com um fator de reflexão de 0,8 ou superior (claras) produzem melhores resultados lumínicos do que se não houvesse básculas, o que se verifica inclusive sob céu nublado. Portanto, as básculas corretamente dimensionadas e revestidas de côr clara em orientação norte (no hemisfério sul), são uma escolha segura e mesmo necessária do ponto de vista lumínico e térmico (10). Podemos observar também como os campos lumínicos espaciais gerados pelas básculas são mais estáveis e penetram mais profundamente nos cômodos, o que implica uma significativa economia de energia.

Nos meses de verão observamos como durante a maior parte do dia as básculas não recebem radiação solar direta. Como conseqüência sua existência não está justificada como elemento de proteção solar e devido a sua côr não seria uma solução ótima do ponto de vista lumínico. Acreditamos que este resultado não foi premeditado. Neste sentido, os croquis que se realizaram sobre o funcionamento das básculas são muito esclarecedores (fig. 17 e 18). Observa-se como aparecem desenhadas apenas duas básculas e se pensava que receberiam sol ao meio dia no verão. Parece evidente que tinham problemas técnicos para dimensioná-las adequadamente.

Nesta latitude e orientação, levando em conta também que são móveis, teria sido mais acertado colocar menos básculas e mais separadas. De qualquer forma, seu dimensionamento seria imediato com as cartas solares que são utilizadas na atualidade.

Se analizamos o corte do brise-soleil, podemos observar que a superfície envidraçada se estende de aproximadamente um metro de altura até o teto (fig. 19). As básculas são dispostas de forma que, seja qual fosse sua posição, não impeçam as vistas da cidade.

Consideramos tal estratégia adequada: a superfície opaca (quase um terço da fachada) realmente não produziria um incremento de iluminação aproveitável (fig. 20).

Pode-se observar também uma grande preocupação em evitar o superaquecimento das básculas. Procura-se favorecer ao máximo a ventilação e se empregam materiais com maior massa, que conseguem um correto desempenho térmico. No memorial se comenta o seguinte o respeito:

“O sistema empregado no edifício do M.E.S. consiste em lâminas verticais fixas de concreto ligadas aos pisos e placas horizontais basculantes de Eternit, armadas em ferro. As placas horizontais ficarão afastadas cerca de 0,50 metros das esquadrias, formando um vazio para tiragem de ar, a fim de evitar a entrada de calor por irradiação nas salas de trabalho, e tendo as verticais somente dois pontos de contato com a estrutura, ainda para evitar um conjunto rígido que facilitaria a transmissão de calor. As básculas serão constituídas por placas duplas de cimento-amianto, cujas propriedades isotérmicas são conhecidas.” (11)

Convém fazer referência nesta análise aos elementos verticais que modulam o brise-soleil. Pensamos que não constituem um obstáculo no que diz respeito à perda de luz do dia, já que a certa distância do brise-soleil, quando começa a decair a iluminação natural, a perda de porção visível devido a estas básculas é desprezível (fig. 21). Sem dúvida sua utilidade é mais do que discutível. Entendemos que estes elementos verticais foram pensados para evitar a entrada de sol na última hora da tarde. Contudo, se as básculas horizontais forem giradas a 45º só seriam eficazes para proteger escassamente do sol no inverno pouco antes do pôr do sol, quando sua intensidade já teria disminuído. Em qualquer caso há soluções alternativas menos aparatosas e mais eficazes, como separar um pouco mais o brise-soleil da fachada. Isto evitaria um grande inconveniente, a perda de insolação e, como conseqüência, de rendimento das básculas horizontais.

Lúcio Costa entendia o brise-soleil como um elemento que protege totalmente do sol e portanto elimina o problema do excesso de cargas térmicas. Desde o primeiro projeto justifica seu desenho nestes termos. A análise das projeções solares (fig. 22) mostra de fato que a penetração solar pode ser mínima ao se girar convenientemente as básculas.

Contudo, em nossa opinião, o problema não fica resolvido. Ainda que a luz natural seja a mais fresca que existe devido a sua alta eficácia (120-130 lm/w), se é excessiva pode chegar a ocasionar problemas térmicos. Em climas quentes, um bom desenho é aquele que com a mínima superfície envidraçada, ou mínima insolação, se consegue uma iluminação suficiente, mas não excessiva nem descompensada.

Neste sentido, consideramos correto o fato de se colocar a superfície envidraçada na parte alta da parede. Deste modo, se consegue maior penetração de luz. Não devemos esquecer que o renque de cômodos eleito por necessidades do programa é muito amplo, tendo os escritórios nove metros de profundidade. Sem dúvida consideramos que o envidraçamento pode ser excessivo.

Com objetivo de valorizar esta questão, foi proposta a hipótese de reduzir à metade a superfície envidraçada, conservando a mesma seção, mas alternando vidro e alvenaria a cada metro. Observamos como a iluminação diminui em até 60 % próximo da janela, enquanto no fundo dos escritórios conservamos mais de 90% da iluminação inicial. Consegue-se também o mesmo resultado se as básculas estivessem pintadas de branco (fig. 23). Tais porcentagens seriam ainda mais favoráveis se somarmos em ambos os casos a iluminação produzida pela reflexão múltipla das superfícies interiores.

Seguramente pensamos que o aumento do envidraçamento na horizontal não incrementa significativamente a iluminação justamente aonde mais faz falta: no fundo dos escritórios. Sem dúvida aumenta de forma excessiva a iluminação próxima da janela e portanto pode ocasionar problemas térmicos.

Em casos como este, aonde se requer um nível elevado de iluminação longe da fachada, é fundamental buscar estratégias de desenho que favoreçam a penetração de luz.

Neste sentido, convém recordar que os campos lumínicos gerados por básculas podem obter mais penetração solar que os vazios apenas envidraçados. Uma possível solução teria sido o uso de elementos de reflexão horizontais tipo light-shelf. Este sistema tem sido empregado com êxito nas aulas da Nova Escola de Engenheiros Industriais de Sevilha, antigo Pavilhão Praça América da Exposição Universal de Sevilha de 1992 (fig. 24 e 25). Seu efeito seria ainda mais vantajoso no caso que nos ocupa, o M.E.S, por se situar em uma latitude muito mais baixa.

Com objetivo de ter uma referência quantitativa das possibilidades deste sistema no Rio de Janeiro, fizemos a seguinte experiência: simular como variaria o campo lumínico gerado se adicionássemos um elemento similar neste exemplo. Observamos se poderia obter, no caso de céu ensolarado, mais iluminação com a metade de vidro do que com o pano de vidro integral. Em céu nublado a iluminação é mais estável e penetrante, alcançando níveis muito similares no fundo do cômodo (fig. 26).

Certamente, em relação à valorização ambiental do brise-soleil, podemos concluir que o aumento na horizontal da superfície envidraçada na fachada não resolve o problema da queda de iluminação a certa distância da mesma. Produz-se um ponto de inflexão a partir do qual o incremento da janela horizontal não implica em um aumento significativo da luz no fundo do cômodo. Na figura 8 podemos observar que próximo da janela se obtém mais de 3000 luxes, mas a partir de 8 metros a luz que produz o pano de vidro é inferior a 200 luxes. O excesso de luz em climas quentes não é gratuito, afinal já dissemos que toda iluminação introduz calor ao ambiente. Por outro lado, no caso de se precisar reduzir o excesso de luz com persianas ou básculas, a iluminação no fundo do cômodo também diminui.

Para resolver o problema de iluminar cômodos profundos que demandam um nível de iluminação alto, se deve recurrer a outras estratégias. Introduzir janelas mais elevadas, que conseguem maior penetração de luz, ou então iluminação zenital, sempre e quando se controle rigurosamente a entrada de insolação direta, tanto no inverno como no verão (ainda que por razões diferentes). Podemos dar como exemplo o sistema de iluminação que se empregou recentemente em um edifício de escritórios próximo de Sevilla (fig. 27 e 28).

Se nenhuma destas estratégias é possível, se deveria otimizar o uso de básculas para conseguir uma maior penetração de luz, sem ampliar a superfície envidraçada, conseguindo deste modo um campo lumínico mais controlado e equilibrado. Neste sentido, já foram comentadas estratégias e se tem dado valores de referência que devem ser ajustados para cada situação concreta. Em qualquer caso é fundamental a côr das superfícies das básculas.

Por outro lado, nos climas quentes é fundamental proteger do sol as superfícies de vidro para evitar o efeito estufa. Na orientação norte na latitude de Rio de Janeiro seria muito simples consegui-lo sem necessidade de se recurrer à profusão de básculas horizontais que aparecen no projeto, mais ainda se são móveis. Por outro lado, as básculas verticais têm mais inconvenientes do que vantagens. Concordamos aqui com o comentário que faz William M. C. Lam sobre o edifício:

“Sua colocação inerente (vertical) não é excelente nem para redistribuir a luz nem para reduzir o deslumbramento. Na parte superior da janela, a distância média reduzida até o teto (reduzida se se a compara com os lightshelves) reflete com menos uniformidade sobre o teto.” (12)

Em nossa opinião existia grande interesse por parte dos arquitetos brasileiros de incorporar elementos de proteção solar neste edifício devido à influência de Le Corbusier. De fato, em 1936, meses antes da chegada do mestre europeu, os irmãos Marcelo e Milton Roberto ganharam o concurso para a nova sede da Associação Brasileira da Imprensa (ABI) com um projeto que incorporava um brise-soleil de básculas verticais de alumínio protegendo as fachadas (fig. 29). Por motivos de economia, o alumínio foi finalmente substituído por concreto.

Sem dúvida, os informes emitidos sobre a utilidade do brise-soleil projetado para o novo Ministério, expressavam uma certa desconfiança. O próprio Lúcio Costa comenta no memorial do projeto que:

“Tornava-se, entretanto, indispensável uma vez que até então não fora usado este meio de proteção, elaborarmos estudo cuidadoso do tipo a ser empregado.” (13)

Possivelmente a falta de tecnologia ou de experiência suficiente no desenho de proteções solares impediu a obtenção de resultados satisfatórios. Sem dúvida, o interesse pelo aspecto ambiental demonstrado por Lúcio Costa foi transmitido a uma nova geração de arquitetos brasileiros que desenvolveram novos tipos de elementos de proteção solar adaptados ao clima brasileiro.

Pode-se destacar o caso pouco conhecido de Luis Nunes. Realizou um trabalho muito interessante, ainda que breve, no Recife. Desenvolveu um sistema de proteção que recebeu o nome de cobogó. Trata-se de um elemento de concreto perfurado de dimensões de 50 x 50 cm e 10 cm de largura, projetado com objetivo de proteger do sol e da chuva, favorecendo ao mesmo tempo a ventilação. Infelizmente Luis Nunes faleceu muito jovem e seu trabalho foi interrompido.

Outros arquitetos brasileiros desenvolveram interessantes soluções de brise-soleil. Podemos citar como exemplo as propostas de Afonso E. Reidy para o Conjunto Residencial de Pedregulho (fig. 30), ou o interessante sistema projetado pelos irmãos Roberto para o edifício Marquês de Herval (hoje retirado), ou as múltiplas soluções desenvolvidas pelo próprio Lúcio Costa.

Convém mencionar que em outros lugares do mundo se realizaram em paralelo experiências similares. É o caso do sul da Ásia. Enquanto que entre as décadas de 1930 a 1950 o “Estilo Moderno” varria a India, no remoto Pondicherry (colônia francesa) um edifício chamado Golconde Ashram marca um ponto de partida (fig. 31). Foi projetado e construído entre 1936 e 1944 (com interrupções durante a guerra) por Antonin Raymond. Pondicherry, mesmo estando fora da área de consciência arquitetônica de Chandigarh, Delhi, Ahmedabad e Bombay, evoluía desde os anos 30 como um centro de atenção ocidental por conta do Ashram (retiro) que se desenvolvia em Auroville (situado próximo de Pondicherry). O Ashram de Golconde foi uma resposta arquitetônica sofisticada, dentro da linguagem moderna, ao clima local.

Antonin Raymond construiu abóbodas de concreto prefabricado para criar uma dupla cobertura ventilada. A fachada do edifício utilizava exclusivamente grandes básculas que facilitavam a ventilação cruzada, enquanto se suavizava esteticamente a idéia minimalista Moderna que o edifício empregava. Mais ainda, o uso da pedra local e da madeira para os acabamentos somava um calor que ia mais além do rigor dos materiais industriais e do concreto bruto que caracterizava os últimos edifícios “Modernos” em Chandigarh e Ahmedabad (sobretudo os de Le Corbusier).

Podem-se observar grandes similitudes com o projeto para o Ministério da Educação e Saúde (fig. 23). Mesmo que este edifício tenha servido como poderoso contraponto ao debate moderno vigente, passou praticamente desapercebido no extenso debate arquitetônico do país.

Portanto a única exceção de um trabalho seminal fora da zona de Chandigarh, Delhi, Ahmedabad e Bombay era este Ashram projetado por Antoni Raymond em Pondicherry em 1936. Esta foi talvez a única proposta significativa dentro da linguagem moderna na Índia Meridional que tratava o tema dos trópicos. Como no caso brasileiro, estes gestos de desenho evidenciam um interesse pela integração ambiental dos projetos realizados em climas diferentes do europeu por parte de arquitetos formados dentro das convicções do Movimento Moderno.

No Brasil, como em outros lugares, o interesse inicial pelo controle ambiental das propostas arquitetônicas foi se diluindo pouco a pouco. Este fato tem múltiplas explicações que continuam sendo discutidas. Em nossa opinião, a falta de critérios objetivos de desenho ambiental e a estandartização dos sistemas produtivos foram os principais responsáveis por este processo (14).

A repercusão internacional

O Ministério da Educação e Saúde foi inaugurado em 1942, acompanhado de uma grande polêmica devido aos atrasos e a seu alto custo. Chegou a ser considerado como o resultado do comportamento megalomaníaco de Gustavo Capanema e denominado “Palácio do Luxo”. O funcionamento do inovador sistema de brise-soleil foi uma das questões mais debatidas. Podemos ver o que se publica o respeito na “A Folha Carioca”. José Mariano Filho, duvidando do bom comportamento do edifício em climas tropicais e em crítica à nova arquitetura dizia:

“o que esse estilo tem de desconcertante é que ele, tendendo à estandartização, jamais se poderá revestir de características regionais. Tanto pode servir ao Brasil, como à Russia, à Suécia ou ao Senegal. Para que um determinado estilo arquitetônico alienígena possa merecer o nome de tropical, é mister que ele se adapte às condições mesológicas do país, seja pelo natural processo de lento ajustamento às condições do meio, seja por iniciativa especial dos arquitetos. As fachadas anterior e posterior são envidraçadas, o que obrigou os construtores a idear um sistema de brise-soleil protetor. Como vemos, não existe um detalhe contrutivo recomendável, e muito menos capaz de justificar o apelido dado a essa arquitetura, que se procura impor mais pela originalidade do que pela utilidade.” (15)

Sem dúvida, pouco depois de sua inauguracião, o novo Ministério obteve uma grande repercussão internacional e estes comentários foram silenciados. Philip Goodwin o denominou, em 1942, “o edifício mais avançado da América”. Chegou a ser considerado o primeiro grande edifício público do Movimento Moderno em todo o mundo. Estas críticas causaram um forte impacto no Brasil. Sua arquitetura começava a ser aplaudida e despertava o interesse internacional.

Em 1943 se organizou uma exposição de arquitetura moderna brasileira no MoMA de Nova York. O catálogo Brazil Builds foi realizado por Philip Goodwin (16). Este fato, somado ao êxito do Pavilhão do Brasil na exposição de Nova York de 1942, propiciou uma grande repercussão da arquitetura brasileira nos Estados Unidos, que faria eco na Europa (17).

Depois da viagem de 1936 à América Latina, Le Corbusier foi convidado para trabalhar com arquitetos brasileiros em numerosos projetos, dentre eles, destaca-se o da Sede das Nações Unidas em Nova York (1947). Neste projeto se observam muitas semelhanças com o Ministério da Educação e Saúde.

Após a exposição de Nova York, a imprensa norte-americana destacou a contribuição da arquitetura brasileira ao desenvolvimento do inovador brise-soleil de Le Corbusier.

A revista Architectural Forum Chicago publicou uma matéria a respeito, em fevereiro 1943. Uma característica buscada a Le Corbusier é

“o emprego de quebra-sóis, desenhados como parte integrante da estrutura, por ele proposto pela primeira vez quando da execução de um projeto para Argel. Esses quebra-sóis, controlados manualmente, dotam a face norte do edifício de extraordinária riqueza, dando-lhe ainda um cunho individual. Esses quebra-sóis móveis como venezianas externas superdimensionadas representam apenas um dos vários tipos que os arquitetos brasileiros desenvolveram com o objetivo de proteger suas edificações de sol subtropical. A grande vantagem desse tipo é permitir um livre trânsito de ar por detrás das venezianas, evitando a formação de bolsas de ar que transportariam o calor de fora para o interior dos aposentos. O controle manual simples possui também grande vantagem, já que a quantidade de luz pode ser regulada em cada escritório como o desejado.” (18)

Neste sentido, no catálogo da exposição Brazil Builds, Goodwin destacava “a principal contribuição brasileira à arquitetura moderna: o domínio do calor e da luz” (19). Ou seja, o desenvolvimento do brise-soleil criado por Le Corbusier. Ressaltava-se também as perspectivas que se abriam para a arquitetura a partir da experiência brasileira:

“Outras cidades capitais do mundo estão muito aquém do Rio de Janeiro em arquitetura. Enquanto o estilo clássico impera em Washington; a arqueologia da Academia Real, em Londres; o classicismo nazista, em Munique; e o neo-imperial em Moscou, o Brasil teve a coragem de sair do campo do fácil consevadorismo. A sua corajosa libertação do tradicionalismo eliminou a antiquada rotina do pensamento governamental e estabeleceu o princípio livre da construção criadora. As capitais do mundo que necessitarão ser reedificadas após a guerra não podem encontrar melhor modelo do que os moderníssimos edifícios da capital do Brasil” (20).

Sem dúvida, a preocupação inicial com o aspecto ambiental manifestado pelos mestres da arquitetura européia, recolhida de forma direta por uma geração de grandes arquitetos brasileiros, foi evoluindo pouco a pouco até o chamado “estilo internacional”. Esta tendência universalizante, em nossa opinião, acabou convertendo estas iniciativas em vagos estilemas ou gestos de desenhos imaturos e ineficazes em sua maioria, tanto que, ao globalizar-se, chegaram a expressar sua cara mais funesta.

Para alguns de nós, esta é a história da exportação da arquitetura centro-européia para o resto do mundo. Hoje já somos conscientes de como esta exportação tem sido indiscriminada, cruel e até certo ponto absurda. Como disse Lina Bo Bardi:

“A obsolescência da arquitetura hoje é clara; a perda de sentido das grandes esperanças da arquitetura moderna, claríssima. A arquitetura moderna tinha um fim: a salvação do homem através da mesma. A Bauhaus foi a maior experiência nesse sentido. Muitos dentre vocês talvez elegessem o “desenho industrial”. Mas o que é hoje o desenho industrial? É a denúncia mais clara de perversidade de todo um sistema que é o sistema ocidental. Porque hoje arquitetura não quer dizer mais salvação do homem.” (21)

notas

1
CONRADS, U. Programas y manifiestos de la arquitectura del siglo XX. Barcelona, Lumen, 1973.

2
LAHUERTA, J. J. “Cathedrale de Metz a Louer”. Arquitectura, nº 275-276, nov./feb., 1988-89.

3
”Ministério de Educação e Saúde”, memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo, jul./ago. 1939. Republicado em Lúcio Costa: sobre arquitetura, volume 1 (coletânea de textos de Lúcio Costa organizada por Alberto Xavier), Centro dos Estudantes Universitários de Arquitetura, Porto Alegre, 1962, e posteriormente em Lúcio Costa. Registro de uma vivência, São Paulo, Empresa das Artes, 1995.

4
Apreciação de Gustavo Capanema 19/10/1936, Processo administrativo MES relativo à construção do edifício-sede do Ministério da Educação e Saúde, vol. V, p. 362-363.

5
Ministério de Educação e Saúde, Memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo (op. cit.).

6
Ministério de Educação e Saúde, Memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo (op. cit.).

7
ALMODÓVAR, J. M. Desarrollo de métodos de simulación arquitectónica: aplicación al análisis ambiental del patrimonio. FIDAS, Colegio de Arquitectos de Sevilla, 2003, p. 236.

8
CABEZA, J. M. ; ALMODÓVAR, J. M. The architect Roberto Rivero and daylighting research, Santiago de Chile, PLEA 2003.

9
Ministério de Educação e Saúde, memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo (op. cit.).

10
CABEZA, J. M.; ALMODÓVAR, J. M. Influencia del color de las protecciones solares sobre la iluminación natural de los espacios arquitectónicos. Pamplona, VII Congreso Nacional de Color, 2004.

11
Ministério de Educação e Saúde, memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo (op. cit.).

12
LAM, William M. C. Sunlight as formgiver for architecture. New York, Van Nostrand Reinhold, 1986.

13
Ministério de Educação e Saúde, memorial descritivo publicado na revista Arquitetura e Urbanismo (op. cit.).

14
CABEZA, J. M. ; ALMODÓVAR, J. M. The quest for daylight: evolution of domes in south-american baroque. Florianópolis, Brasil, PLEA 2001.

15
MARIANO FILHO, José. “Pode ser tudo menos tropical”. Folha Carioca, Rio de Janeiro, 26 jul. 1944.

16
GOODWIN, P. L. Brazil Builds: architecture new and old, 1652-1942, Fotografias de G. E. Kidder Smith. New York, The museum of Modern Art, 1943, p. 198.

17
GUERRA, Abílio. “Historiografia da arquitetura brasileira”. Resenhas online, nº 011. São Paulo, Portal Vitruvius, dez. 2001 <http://www.vitruvius.com.br/resenhas/textos/resenha090.asp>.

18
”Office building for Ministry of Education and Health Rio de Janeiro, Brazil”. The Architectural Forum, Chicago, 78, (2): 37-44, fev. 1943

19
Press-release do Museu de Arte Moderna de Nova York, 1943. Arquivo Gustavo Capanema, série F, 34.10.19, X-61.

20
Idem, ibidem.

21
Cf. SUBIRATS, Eduardo. “Media, vanguardia, metrópoli”. Astrágalo, nº1, Alcalá de Henares, 1994.22
Outras obras consultadas: LISSOVSKY, Mauricio; MORAES DE SÁ Paulo Sergio. Colunas da educação. Rio de Janeiro, Ministério da Cultura / Edições do Patrimônio, 1995; HARRIS, Elizabeth D. Le Corbusier: riscos brasileiros. São Paulo, Nobel, 1987; TINEM, Nelci. O alvo do olhar estrangeiro. O Brasil na historiografia da arquitetura moderna. João Pessoa, Manufatura, 2002.

sobre o autor

José Manuel Almodóvar Melendo, Doctor Arquitecto, Profesor de Composicião, Arquitetura e Medio Ambiente, Escuela Técnica Superior de Arquitetura de Sevilla, Espanha

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