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architexts ISSN 1809-6298


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Manifesto imobiliário no qual alternam-se "vozes" que nos falam das características do mercado imobiliário, "intervalos comerciais" que as interrompem e vendem empreendimentos e "travellings" que listam nomes e componentes pomposos de tais arquiteturas


how to quote

CANÇADO, Wellington. Manifesto imobiliário – programa-piloto. Arquitextos, São Paulo, ano 08, n. 095.06, Vitruvius, abr. 2008 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.095/152>.

Prólogo

As utopias são o presente. Habitamos cidades e arquiteturas da linhagem dos projetos utópicos da modernidade. Somos todos condôminos de uma paisagem extensiva cultivada com mesma espécie de utopia. Circulamos na mesma direção imersos na monocultura onipresente de novos mundos. Sempre e cada vez mais novos, apesar de essencialmente iguais. Acreditamos ainda na nossa capacidade potencial de um dia tornar essa acumulação de fantasias do nosso imaginário prodigioso em uma síntese orgânica digna da nossa civilidade. Infelizmente, não será mais possível! E, talvez nunca tenha sido, pois o presente é mesmo, e sempre será, um super-produto de nosso passado.

1ª parte

Travelling

Parc Avignon, Porte Royalle, Gran Paradiso, Iepê Golf Condominium, Piazza Affonso Penna, Francisco de Goya, Paço da Liberdade, Terrazzo Esmeralda, Saint Denis, Chiara D’assisi, Costa del Mar, Piazza di Verona, Rembrandt, Valle D’ampezzo, Costa Bella, Villa Réggia, Monte Bello, Villa Toscanna, Chamonix, Giardino Paraíso, Villaggio Panamby, Via Sistina, Palais Royal, Giulio Romano, Palazzo Quirinale, Palazzo Venecia, Boulevard Saint Michel, Parque das Violetas, Cap Ferrat, Ville de Québec, Debret, Saint Paul, Le Saint Paul, Vermont, Saint Gothard, Giverny, Campos Elisios, Bosque do Mosteiro, Costa Esmeralda, Botticelli, Jacopo Tintoretto, Belle Vue, Lumiere, La Concorde, Montesquieu, Bruno Giorgio, Grand Líder Leopoldo, Vivanti, Duomo Firenze, Stanza D’oro, Murano (Art of Living), Villa Athena, Mustique (Le Paradis est Ici), Solares de Cidade Jardim, Parque dos Diamantes, Maimônides, Palazzo Berberini, Via Montebello, Pierre Bonnard, L’adresse, Meridien, Vila Imperial Ipiranga, Vale do Luar, Villa Torlonia, La Rochelle, Pallazzo Olivieri, Diamond Hill, Piet Mondrian, Portobello, Apgalia (Fine Residences), Ville Sion, Maison Lalique, Forte do Golf, Safira, Marina Del Rey, Courchevel, Spazio Uno, Paradizo, Aquarelle, The Landmark, Villa San Michelle, Ile de France, Palm Beach, Studio Home Bela Cintra, Paysage, Paço Imperial, Griffe, Villa Inneco, Renoir, Ritz Vila Nova, Galleria Terrazzo, La Dolce Vita, Monet, Jacopo Bellini, Via Della Vite, New Age Park, Parc Gerland, Alhambra, Saint Émilion, Classic Boulevard, Yourself Total Living, Vintage Moema, Home Station Barra Funda, Île de la Cité, Grand Líder Olympus, Parque Cidade Jardim...

Close

 – Todo manifesto é um ato inoportuno! Voltamos depois dos comerciais.

Intervalo comercial

Das cidades-jardim dos europeus aos jardins tropicais de Burle Marx, a cidade de São Paulo não parou de evoluir. Um verdadeiro oásis onde o grande diferencial é a qualidade de vida, o Iepê Golf Condominium fica dentro de um terreno com 36.400 mil metros quadrados, sendo 91% de áreas verdes, ajardinadas e de lazer. Ele faz parte do eixo de crescimento natural de São Paulo, uma verdadeira ilha de verde e tranqüilidade dentro da cidade.

A preservação da natureza é uma das maiores virtudes do Iepê Golf Condominium. Um empreendimento privilegiado com espécies nativas como canela, palmeira, manacá-da-serra, ipê amarelo, angelim do campo, uvaia, jacarandá, pitangueira, eucalipto, araucária entre inúmeras outras que certamente propiciarão maior encantamento ao condomínio. Caminhar, relaxar à sombra de uma árvore, deitar no gramado, admirar o pôr-do-sol, as estrelas, o luar. A possibilidade desse saudável convívio com a natureza, algo muito raro em São Paulo, torna-se realidade nos espaços do Iepê Golf Condominium. Coroando esse paraíso, há o canto de sabiás, bem-te-vis, beija-flores, rolinhas e maritacas a lembrar que, mesmo em meio ao caos urbano e cercado de toda a tecnologia do mundo moderno, os momentos de bem-estar são possíveis.

Tudo isso que você viu, como muita segurança. Conheça o decorado em meio à natureza.

2ª parte

– Se queda da arquitetura moderna é o último testemunho da ambiguidade situada entre objetivos positivos e a sua redução objetiva a mercadoria, o “salto pra frente” (great leap foward?) de toda mercadoria atual é a sua transformação inexorável em arquitetura.

– Se o projeto da arquitetura e do urbanismo modernos remetia para algo fora de seu campo próprio, para uma reestruturação da produção e do consumo em geral, o projeto da arquitetura atual remete a algo que lhe é intrínseco: a convergência entre o dinheiro e a cultura na produção do espaço e na reprodução da vida.

– Se o modernismo foi uma resposta estética ao desenvolvimento econômico entendido como modernização ao mesmo tempo que às novas experiências provocadas por esse processo, a arquitetura atual é a resposta ecológica à imobilização dos fluxos de dinheiro ao mesmo tempo que às decorrências desse processo: fragmentação, hierarquização, estratificação, insegurança, segregação, dominação, exclusão, etc.

– Se a potência ubíqua da imobilização gerou um vernáculo global capaz de atender ao mesmo tempo aos voláteis e deslizantes desejos dos consumidores e à função objetiva do lucro, este não pode ser considerado um estilo, mas um “estado de espírito”: o Imobilismo.

– Se o Imobilismo é o “ismo” definitivo, o produto de um dos êxitos mais universalmente incontestes da civilização ocidental: a criação de uma arte de viver, ao mesmo tempo tão refinada, tão flexível e prazerosa, que foi capaz de colonizar o inconsciente, transfigurar os corpos e retificar geografias, a arquitetura é sua vanguarda gloriosa e revigorada em seu compromisso derradeiro de ser arte total. Ou melhor, a arte de viver na totalidade sem a retórica modernista e sem a ideologia estatal: eis o compromisso da arquitetura imobiliária!

Intervalo comercial

Descolado, sensual e hiperchic!

Diogo Home Boutique é uma mistura inédita de design, serviços e senso de espetáculo. A arquitetura faz uma leitura atualizada do estilo art déco, inspirada nos prédios ingleses. Prima pela elegância, à prova de modernidades. Assim como a Vila Nova Conceição, o metro quadrado mais sofisticado da cidade. Descolado e sensual, fashion e arborizado, todo mundo quer fazer parte desse bairro, chique como poucos.

Um presente para o bairro!

A praça de entrada do Diogo estará inteiramente integrada ao bairro, sem muros. Varandas, bancos e fontes receberão moradores e visitantes.

Central de segurança:

Localizada no portão de entrada de veículos no subsolo, a Central de Segurança terá a consultoria da TeleAtlantic para proteger o morador desde o lado de fora, garantindo tranqüilidade e despreocupação.

Status contemporâneo:

Concièrge: desfrute das facilidades do seu dia-a-dia: reserva de teatros, organização de eventos etc. Tudo para dar mais prazer a sua vida.

Recepcionistas: balcão com recepcionistas que cuidarão do seu dia-a-dia: serviços de recados, despertador, contratação de serviços etc.

Sistema de Chauffeur: você poderá requisitar os serviços de motorista para enfrentar com conforto as situações de locomoção e transporte como ida a shows, eventos, festas etc.

Mensageiros: Á disposição 24 horas, o serviço de mensageiros se encarregará da entrega de correspondências, pizzas, flores e do auxílio à bagagem.

Fashion total

Reinaldo Lourenço, um dos maiores nomes da moda internacional, assina a criação dos uniformes do staff do Diogo.

Viver com sabor!

O serviço de restaurante do Diogo oferecerá a comodidade de um café da manhã com buffet completo, cardápio de alimentação com pratos rápidos além de menu a la carte. O bar do restaurante completará o seu dia com um delicioso happy hour.

Atraente até na hora de investir. Ligue e apaixone-se: 3888-3800

3ª parte

– A arquitetura imobiliária é a arquitetura em seu estado mais puro.

– A arquitetura imobiliária é essencial para a conexão da abstração financeira à esfera cultural com total eficiência. É o artefato cultural privilegiado de articulação e agenciamento do “mercado de futuros” instaurado no financiamento voluntário do próprio futuro individual a ser vivido em uma acumulação extensiva de enclaves sinestésicos e corporativos.

– A arquitetura imobiliária remonta agora a nostalgia do passado aristocrático que o modernismo ingenuamente se empenhou em aniquilar, ou compreensivelmente como uma correção da própria história, programa a inevitabilidade de um futuro repousantemente ascéptico e moralmente aceitável.

– A arquitetura imobiliária é didática, revela através de um processo fulminante de elisão do tempo, o aparente e enganoso paradoxo entre a abstração estéril modernista e a ornamentação histérica kitsch. Antes, pólos opostos de um processo violento de fissura da modernidade; hoje, juntos em uma “super-quadra imperial” ou em um “palacete minimalista”.

– A arquitetura imobiliária é a arquitetura potencializada enormemente pela superação indolor de todos os traumas modernos: autenticidade, originalidade, abstração, autonomia, forma, etc.

– A arquitetura imobiliária é um super-produto da modernização e seu modernismo estético.

Intervalo comercial

O Brooklin nunca mais será o mesmo. Nem você!

A sensação de estar em Mustique com a certeza de morar em São Paulo. Esse é o grande desejo do paulistano: residir numa das maiores metrópoles do mundo, centro de negócios e cultura, e ao mesmo tempo sentir-se em Mustique, uma das mais badaladas ilhas do Caribe. Mustique empresta, agora, seu nome e seu glamour para esse empreendimento que reúne todas as qualidades e concretiza o sonho do paulistano - uma ilha de prazeres. Do lado de dentro, muito verde, áreas livres, conforto e segurança. Fora, todas as facilidades das grandes metrópoles: compras, lazer, cultura, esportes, além de acesso rápido a vias como a Marginal Pinheiros, Bandeirantes, Água Espraiada, Morumbi e Berrini. O Mustique é assim: uma ilha que isola e integra.

4ª parte

– A arquitetura imobiliária é a superação das barreiras da oposição dialética entre modernismo e cultura popular graças à economia globalizada e ao alisamento da utopia moderna pela da cultura pop.

– A arquitetura imobiliária é funcionalidade pura transfigurada em experiência estética.

– A arquitetura imobiliária dá espessura e profundidade às experiências significantes de seus habitantes, ávidos colecionadores de experiências. O ornamento, antes ficção do romantismo depravado, torna-se funcionalmente necessário. É o ornamento (ou sua ausência como ornamento) que é capaz de tornar natural e habitual a experiência háptica do consumo. A sua ausência, quando atende às estratégias do conceito de vida negociado, tem a função prioritária de tornar “autêntico” cada momento vivido pela fundação de um mito de origem no presente através da associação imediata à sua gênese heróica: a arquitetura moderna.

– A arquitetura imobiliária é universal e presente em graus diversos em todas as culturas possessivas, embora associada ao triunfo do “luxo contemporâneo”.

– A arquitetura imobiliária é vertical e obedece à lógica do bolo confeitado, porém preferencialmente na escala do arranha-céu. O arranha-céu imobiliário habitacional ou o empilhamento eterno de residências possibilita o arranjo infinito dos conceitos ideais de vida oferecidos. “É como se fosse uma mansão em cima da outra”, ensina o melhor arquiteto da “filosofia minimalista”.

– A arquitetura imobiliária estabelece com as mostras de artes decorativas atuais a relação entre consumidores e seu micro-universo, sua concha personalizada, onde passam a maior parte de sua vida e sobre a qual exercem seu império: seu condomínio.

Intervalo comercial

Suprême. Seja bem-vindo à supremacia da elegância e da sofisticação.

Um projeto residencial atinge seu ponto mais alto quando sua concepção supera por completo as expectativas. Para isso a Klabin Segall resgatou da sua reserva de terrenos o local mais nobre, reuniu os profissionais mais conceituados e colocou mãos à obra. O design foi transformado num ícone da arquitetura contemporânea. Na decoração, o clássico ganhou leveza para fazer o contraponto da sofisticação. O paisagismo abusou do verde e das formas não convencionais para vestir com elegância a arquitetura. E sua descontração está garantida por uma rica infra-estrutura de lazer. Agora, acrescente ao projeto a tranqüilidade e praticidade de morar num bairro planejado e descubra a verdadeira essência da qualidade de vida. Ser feliz.

Reserva especial. O melhor terreno, a localização mais nobre.

Aqui só é possível escutar o som dos pássaros. O tráfego ínfimo permite a você caminhar pela rua tranquilamente. O destaque do local fica por conta das calçadas muito bem cuidadas e do paisagismo – uma mistura de cores, com fícus plantados em seqüência que transformam a rua numa gostosa alameda. É nesta reserva especial que o charme exerce sua total supremacia.

5ª parte

– A arquitetura imobiliária segue à risca a máxima corbusiana “a planta é geradora” .

– A arquitetura imobiliária reinventa cotidianamente as possibilidades de programação arquitetônica.

– A arquitetura imobiliária elimina as restrições que limitam a satisfação das paixões no presente real e multiplica ao infinito as opções de lazer e ócio de seus habitantes em uma topografia onde organização do edifício e do território se confundem.

Travelling (rápido)

Espaço Zen, cyber room, piscina hot tub com cascata, piscina recreativa com biribol, piscina com raia de 25m, piscina de lazer, piscina adulto descoberta, piscina infantil descoberta, piscina adulto com “prainha”, deck solarium, lounge, churrasqueira, child space, sauna a vapor, sauna seca, sauna úmida com hidromassagem, playground, pomar, child-care, salão de festas jovem, salão de festas adulto, salão de festas infantil, quadra poliesportiva, pista de cooper, fitness,  bosque, lago com quiosque, pomar, garage band, quadra de tênis de saibro, sala para ginástica, campo de golfe, parede de escalada, clínica estética, massagem, campo de futebol society, salão de festas com pé direito duplo, quadra de squash, sala para home theater, miniquadra gramada, circuito de caminhada, brinquedoteca, casa do Tarzan, casa de boneca, vestiário masculino e feminino, copa, bar Tropical, lounge esportivo, cineminha, hidromassagem, ofurô, tenda de massagem, ciclovia, spiribol e boxe, home office, bangalô com ofurô, bangalô de massagem, praça da fonte, praça da lareira, praça da fogueira, praça das babás, praça dos adolescentes, praça das palmeiras, praça das árvores, LAN house, game station, sala de jogos, family room, kids club, spa e descanso, open kitchen com churrasqueira, bar Acapulco, street ball, pista de skate, putting green, mini putting green, gazebo gourmet com forno de pizza e chapa, drive rangespazio solarium...

Close

– A arquitetura imobiliária liberta o programa arquitetônico de sua obsessão com a função utilitária. O programa agora é uma feliz fantasia emancipatória, elemento ambiental imprescindível para tornar coletiva a experiência estética do consumo através da ritualização das rotinas.

Intervalo comercial

Home Design, Equilíbrio Urbano e Nova Manhattan.

São 40 andares de puro design, que traduzem com elegância a multiplicidade de estilos de seus moradores. Além disso, a influência oriental está presente em todo o empreendimento, criando espaços para você se refugiar e encontrar o equilíbrio e a tranqüilidade que busca em seu dia-a-dia. Tudo isso valorizado pela região mais avançada da cidade, entre a Berrini e a Marginal Pinheiros.

O design chegou ao lugar onde você mora!

No Mandarin, moradores e visitantes ficam impressionados antes mesmo de chegar aos apartamentos. O imponente lobby de entrada complementa o conceito de equilíbrio que estará presente em todo o edifício.

O equilíbrio entre o habitante e o habitat!

No 41° andar do maior edifício residencial do país, o Sky Lounge é um dos grandes destaques do projeto. Lá de cima você vê aonde chegou: no topo.

De quantos metros quadrados de tranqüilidade você precisa?

6ª parte

– A arquitetura imobiliária é uma ficção social acrescida à função de troca que não serve mais de suporte mas de pretexto.

– A arquitetura imobiliária renuncia corajosa e cotidianamente a ser “legítima” para ser amiga fiel do consumidor. A estratégia do choque e o ato intencionalmente heróico do modernismo dão lugar a uma reverência incondicional ao consumidor-rei. A unidade dessa diversidade não resulta de uma censura sobre si própria, de uma ascese, mas de um conforto do empilhamento, de uma percepção possessiva da idéia de reino.

– A arquitetura imobiliária é obsessiva com a segurança de seus moradores diante das eventualidades do mundo exterior e com a afirmação de suas próprias virtudes, reforçando a tese de que jamais se coloca em questão um modo de vida ou um sistema econômico baseados na acumulação criadora.

– A arquitetura imobiliária oferece prazer à sociedade passional, ou melhor, a espontaneidade no prazer; permite aos seus consumidores a oportunidade de compartilharem da “felicidade positiva” que emana por toda parte, dando-lhe acesso exclusivo à extravagância; permite o acesso a exigências suplementares da vida contemporânea, e a passar do sentimentalismo à experiência transcendente.

– A arquitetura imobiliária é o ideal ambiental da felicidade contemporânea, na exploração social do prazer pela reivindicação comunal de uma felicidade incondicional. Quem ataca a arquitetura imobiliária ataca o direito democrático à felicidade!

– A arquitetura imobiliária opera cotidianamente a invenção de novos conceitos e novos ideais de vida, com um ótimo custo/benefício. Afinal, não vai a revolução se processar pelo acesso universal e irrestrito aos bens de consumo? Não é a utopia a felicidade alcançada através da relação pró-ativa entre os consumidores e esses objetos?

Intervalo comercial

Aquarelle. O condomínio mais completo da cidade.

Viver no novo milênio inclui morar em um edifício de concepção arrojada como o Aquarelle, no qual o desenho orgânico da fachada representa uma inovação em prédios residenciais. A contemporaneidade se completa com os materiais: tijolo aparente, revestimento texturizado terracota, caixilhos brancos e fechamento em pele de vidro, num mix inusitado de texturas, cores, formas e volumes.

Aqui você terá o privilégio de viver com comodidade e qualidade. Tranqüilidade e infra-estrutura de lazer e serviços, enfim o Aquarelle tem todas as facilidades ao seu alcance. Mas o que torna o Jardim Sul um bairro especial em São Paulo é o plus em termos de charme e seu discreto requinte.

Visite o Aquarelle em avant-première.

Final

– A arquitetura imobiliária é transdisciplinar e colaborativa: corretores de imóveis, marketeiros, publicitários, engenheiros, incorporadores, construtores, banqueiros, etc. supervisionam e orientam constantemente a sua definição e (re)produção.

– A arquitetura imobiliária se orgulha (e espera que os consumidores também) de estar inserida nas mais avançadas estratégias de branding, ou seja gestão de marcas. Por isso, arquitetura imobiliária é capaz de colocar-se estrategicamente em um campo significante da cultura através de um ato rudimentar porém decisivo: escolha. Se a escolha fez o ready-made, no caso da arquitetura imobiliária, a escolha por parte do consumidor determina os objetos possuídos de algum valor perante a sociedade. O consumidor é o próprio agente da transformação estética do mundo e o guardião garantido de sua perpetuação. É o cúmplice imprescindível das empresas na consagração final do seu objetivo enquanto marcas: significar.

– A arquitetura imobiliária faz do consumidor comum um artista.

Close

– A arquitetura imobiliária é, por definição, uma relação do homem contemporâneo com o  espaço. Muito mais do que uma arquitetura específica, constitui, precisamente, um modo estético de relação com o ambiente: uma ecologia da vida cotidiana contemporânea.

– A arquitetura imobiliária é essencialmente um eco-sistema estético de imobilização em massa.

notas

1
Texto originalmente publicado na revista AR: arquitetura, ensino e cultura, nº 02, 2006.

sobre o autor

Wellington Cançado é arquiteto, mestre em arquitetura, professor do Unileste e criador da vulgo:suprimentosculturais.

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