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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
O Parque CienTec da USP é um museu de ciências focado na divulgação científica. Duas décadas após sua criação, é preciso rever seu projeto, redimensioná-lo e executá-lo, para que a instituição possa cumprir adequadamente sua missão.

english
USP's Parque CienTec is a science museum focused on scientific dissemination. Two decades after its creation, it is necessary to review its design and bring it to life, so that the institution can properly fulfill its mission.

español
El Parque CienTec de la USP es un museo de ciencias enfocado en la divulgación científica. A dos décadas de su creación, es necesario revisar su proyecto, redimensionarlo y ejecutarlo, para que la institución pueda cumplir adecuadamente con su misión.


how to quote

MASSABKI, Paulo Bernardelli. O Parque de Ciência e Tecnologia da USP. Parte II: bases conceituais e proposta. Arquitextos, São Paulo, ano 24, n. 279.04, Vitruvius, ago. 2023 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/24.279/8872>.

Concluído o histórico da formação do Parque CienTec na parte I, o objetivo desta parte II é discutir as bases teóricas relacionadas ao patrimônio arquitetônico e ambiental do Parque CienTec, além de estabelecer parâmetros espaciais para science centers, de forma a embasar nossa proposta para a instituição.

Sobre legislação e ética patrimonial

Na resolução de tombamento do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga — Pefi foram consideradas, em relação ao CienTec, a “arquitetura de qualidade excepcional, onde se destacam a imponência das edificações, sua implantação urbanística e a harmonia das edificações com o projeto paisagístico”, além da sua conexão com “o desenvolvimento científico e tecnológicos do estado, promovendo a aproximação da população com a natureza e com desenvolvimento de pesquisas científicas” (1), bastante coerentes com os princípios do projeto de 2003, conforme vimos na parte I.

O tombo não implica na impossibilidade de efetuar qualquer alteração edilícia. Em seu artigo 3º, inciso I, a resolução determina que “as intervenções previstas devem apresentar soluções em conformidade às suas especificidades tipológicas, materiais, construtivas e espaciais e arquitetônicas”. Ela converge com o que prescreve o Conselho Internacional de Monumentos e Sítios — Icomos, em seu documento basilar, a Carta de Veneza, que, em seu artigo 5º, indica que “dentro destes limites […] se devem conceber e se podem autorizar as modificações exigidas pela evolução dos usos e costumes” (2).

A questão é de “interpretação daquilo que se pode ou não ser modificado para promover a sobrevivência do bem” (3). Beatriz Mugayar Kühl defende que as alterações permitidas são aquelas “não subvertedoras da ordenação e da articulação dos espaços; ou seja, manter as características de estruturação espacial e fazer o mínimo de alterações necessárias para que o bem possa sobreviver”. Defende ainda que esta posição é coerente com um dos princípios básicos do restauro, o da mínima intervenção — “aquilo que é necessário e suficiente […], o que, dependendo da situação, pode exigir uma ação de monta” (4).

A corrente teórica patrimonial mais presente na carta e mais importante na teorização do Icomos, atualmente, é a “crítico‑conservativa”. Nela, “as instâncias estética e histórica são analisadas do ponto de vista metodológico, interagindo através de dialética” (5). O segundo princípio de restauro de Brandi defende que “a restauração deve visar ao restabelecimento da unidade potencial da obra de arte, desde que isso seja possível sem cometer um falso artístico ou um falso histórico, e sem cancelar nenhum traço da passagem da obra de arte no tempo” (6). A carta, em seus artigos 12º e 13º, apresenta entendimento equivalente.

A vertente de restauro crítico-conservativo aceita as remoções de adições espúrias, tomando o cuidado de basear-se “no pensamento crítico e científico da própria época, para que seja juízo, e não, opinião arbitrária” (7).

Coloca-se uma questão ética, de “não se ter o direito de apagar os testemunhos de gerações passadas tidos como relevantes” e, ainda, “respeitando suas várias estratificações ao longo dos séculos, sua configuração, e as próprias marcas da passagem do tempo” (8). Kuhl fala em séculos. Podemos reduzir para décadas, considerando as relações temporais atuais e o contexto brasileiro. Mesmo assim, cada caso é analisado em suas particularidades.

É importante destacar que nenhum uso científico ou histórico é descontinuado a partir do projeto de 2003 para o CienTec ou ainda das nossas propostas, a serem apresentadas adiante. Os únicos usos originais que permaneceram até a criação do CienTec, em 2001, foram a luneta Zeiss e a Estação Meteorológica. Toda a lógica de preservação presente nessas propostas se volta a evidenciar o traçado regulador, recuperar a harmonia de conjunto dos edifícios e sua volumetria, desfazendo, quando apropriado, alterações prejudiciais como a “decapitação” da cúpula do Pavilhão do Grande Equatorial (atual planetário).

A preservação da volumetria é uma das preocupações da Carta de Veneza, conforme texto do artigo 6º: “toda destruição e toda modificação que poderiam alterar as relações de volumes e de cores serão proibidas” (9). A avaliação a se fazer é se alterações anteriores são relevantes e devem ser mantidas ou se foram prejudiciais e devem ser revertidas.

Para maior clareza, tomaremos como exemplo precisamente a remoção da cúpula do Pavilhão do Grande Equatorial, que se deu antes da criação do CienTec, por volta dos anos 1980. Nas palavras dos autores do projeto de restauro do CienTec em 2003, Paulo Bruna e Nestor Goulart Reis Filho: “Algumas das cúpulas foram removidas, enfraquecendo a imagem inicial do conjunto. Por ocasião do restauro, deverão ser refeitas, ainda que os usos internos venham a ser outros, pois essas alterações interferem diretamente sobre o conjunto dos edifícios” (10).

Carlos Faggin, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo — FAU USP e presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo — Condephaat, define reconversão como “reciclagem com adaptação a novas condições de uso”. Ele defende que a reconversão é “a maneira mais eficiente” de evitar a “deterioração e o sucateamento do […] patrimônio arquitetônico” (11). Em seu texto de 1999, o ex-professor da FAU USP, Benedito Lima de Toledo (falecido em 2019), indica a reconversão como a abordagem mais adequada para o conjunto arquitetônico do CienTec (12).

A partir da leitura dos dois parágrafos acima percebemos que a proposta de Bruna e Goulart para o conjunto original do CienTec se caracteriza como uma reconversão, e que existe base teórica para justificá-la.

Segundo Giulio Carlo Argan, a cúpula apresenta “um simbolismo cósmico”, e “é justamente a representação do espaço em sua totalidade” (13). Ainda que ele estivesse tratando especificamente da cúpula de Brunelleschi em Santa Maria del Fiore, Florença, as ideias apresentadas se referem às cúpulas em geral, e podem ser estendidas às cúpulas existentes no CienTec — o que reforça a importância e a propriedade da recuperação volumétrica proposta.

Restauro e reconversão: recomposição volumétrica. Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), indicação das fotos
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), edifício concluído (B), c. 1941 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), edifício antes do início do restauro (C), c. 2006 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), edifício antes do início do restauro (D), c. 2006 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), edifício restaurado (E), c. 2011 [Acervo digital CienTec]

É o que tentamos demonstrar visualmente. Manter a cobertura em seis águas achatadas do pavilhão não representaria um aceite da passagem do tempo, nem de uma visão estética de um determinado período histórico — ambas abordagens defendidas pelo Icomos — mas a validação do desconhecimento técnico e da incompreensão estética que resultaram na desfiguração do edifício.

Parque Cientec, implantação, 2022
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Neste caso, a questão teórica que se coloca é se a nova cúpula concluída em 2010 representa um falso histórico e artístico, em vista da pouca distinguibilidade (outro princípio básico de restauro) em relação ao original, apesar de ter sido construída — adequadamente — sem os elementos que se projetariam para além da forma esférica para a abertura e utilização de um equipamento extemporâneo e inexistente. A nova cúpula é adequada para o novo uso, o planetário, e não recompõe os elementos que eram adequados ao uso anterior.

São possíveis ações simples no presente para evidenciar sua contemporaneidade, como, por exemplo, escolher uma cor específica, não utilizada originalmente, e aplica-la na cúpula e em outros elementos contemporâneos dos demais edifícios. Solução semelhante foi adotada na reconversão dos galpões da Estação Ciência (14).

Um conflito comum em edifícios tombados está relacionado com a acessibilidade universal. No caso do pavilhão, a solução do pavimento semienterrado possibilitou a criação de uma infraestrutura digna para receber o cadeirante, que, conforme preconizado pelas normas de acessibilidade, entra e circula no edifício da mesma forma que qualquer um dos demais visitantes, e tem à sua disposição um sanitário acessível. Em vista das pequenas dimensões do edifício, isso não seria possível sem acréscimos de área.

Parque Cientec, corte esquemático, 2022
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Os edifícios cuja reconversão, conforme projeto de 2003, apresentariam melhor impacto funcional são o Pavilhão do Grande Equatorial e a Residência do Empregado. No caso desta última, apesar do novo volume ser considerável, trata-se de um bloco claramente distinguível, discreto, implantado de forma respeitosa ao traçado regulador, em cota mais baixa, mantendo os princípios de simetria e ortogonalidade. E supre uma carência importante, acrescentando um uso indispensável numa instituição desse tipo, que é a realização de palestras, apresentações, demonstrações.

O Plano de Manejo e a questão ambiental

O Sistema Nacional de Unidades de Conservação — Snuc (Lei Federal n. 9.985/2000) determina que “as unidades de conservação devem dispor de um Plano de Manejo”, e que este define seu zoneamento, normas, manejo e regula as estruturas físicas necessárias. O Plano de Manejo é o principal instrumento de gestão de uma Unidade de Conservação.

A resolução de tombamento do Pefi pelo Condephaat também preconiza a importância do Plano de Manejo, em seu artigo 3º, inciso II: “para os elementos listados no item IV [Cobertura vegetal do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga] e V, a diretriz a ser seguida é o Plano de Manejo do Pefi mais atualizado” (15). O Plano de Manejo do Pefi foi aprovado através da Deliberação Consema — 24, de 23-4-2008 (16), permanecendo válido até o presente momento.

O plano prevê a eliminação de “todos os Pinus e Eucalyptus” assim como das “espécies exóticas ornamentais que foram plantadas dentro do Parque” (17). Assim, também com relação ao manejo das espécies arbóreas, mesmo numa Unidade de Conservação, não existe um congelamento do existente; muitas vezes é necessário e apropriado ecologicamente eliminar espécies e substituí-las por outras.

O Pefi é uma Unidade de Conservação, um Parque Estadual. Mas é também um parque urbano único no país, pois composto por diversas instituições autônomas, cuja integração é apenas regulatória, através do Conselho de Defesa do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga — Condepefi. Suas atividades são variadas, grande parte de sua área é antropizada, e sua visitação é muito superior à média de uma unidade de conservação, principalmente devido ao Zoológico (18).

Zoneamento do manejo do Pefi, 2008
Elaboração do autor a partir do Resumo Executivo

Cerca de 130.000 m² do CienTec (apenas cerca de um décimo de sua área total) são antropizados e estão classificados no Plano de Manejo como “Zona de Patrimônio Histórico e Cultural”. Nesta zona, o objetivo geral é “proteger sítios históricos em harmonia com o meio ambiente” e as ações previstas para tal são:

“Restauração e/ou reconversão e conservação do patrimônio construído, respeitando projeto original, uso público contemplando atividades de educação, recreação, coleções ex-situ, pesquisa científica, e vigilância do patrimônio” (19).

Para estabelecer um parâmetro de grandeza dos espaços construídos no Pefi, vamos apresentar as áreas aproximadas que algumas das instituições ocupam apenas nos pavimentos térreos de seus edifícios (“áreas de projeção”):

  • Secretaria da Agricultura: 25.000m²
  • São Paulo Expo: 100.000m²
  • São Paulo Expo — Edifício Garagem: 15.000m²
  • Marquise de Entrada do Zoológico: 1.300m²

Algumas dessas construções são recentes: parte da área construída do São Paulo Expo é fruto de ampliação da última década, e seu edifício garagem foi totalmente executado a partir de 2015, com área construída de cerca de 90.000m².

Ambientes para Science Centers

Assim como os museus tradicionais, os Science Centers necessitam de espaços para a apresentação de seus acervos e de suas exposições temporárias, com determinadas características.

Os pés-direitos mínimos devem ter 3,60m enquanto o valor ideal está em torno de 4,50m, e as lajes devem ter grande capacidade de carga (20). As portas e elevadores devem permitir objetos grandes; deve haver locais amplos de armazenamento, trabalho e atendimento e a circulação horizontal deve ser fluida (21).

“As salas destinadas às exposições temporárias devem ser flexíveis para atender às necessidades variáveis das exposições que vão se sucedendo ao longo do tempo” (22). Se estiverem localizadas próximas às entradas, além de mostrar o dinamismo da instituição, sempre com novos conteúdos, irão possibilitar uma programação diferenciada para estas exposições, que poderão ser visitadas mesmo em horários quando as demais áreas se encontrarem fechadas.

Áreas externas e jardins podem auxiliar a absorver picos de visitantes no verão e nas férias escolares (23).

Naturalmente, as características indicadas como ideais nos parágrafos anteriores são referenciais, e podem variar bastante de acordo com o projeto museológico da instituição e com o partido arquitetônico escolhido. O certo é que precisam ser consideradas nas definições espaciais do CienTec.

O projeto de 2003

A proposta para o CienTec em 2022 parte de uma revisão crítica do projeto desenvolvido em 2003 pelos arquitetos Paulo Bruna, Nestor Goulart Reis Filho, Siegbert Zanettini, Paulo Mendes da Rocha, José Armênio Brito Cruz, Gian Carlo Gasperini e Roberto Aflalo e, por isso, vamos retomar tal projeto.

Ele consistia na restauração e reconversão dos edifícios originais, na recuperação do traçado urbanístico original — incluindo, para isso, a demolição de edificações espúrias — e a construção de um novo edifício de grandes dimensões, para abrigar novos usos.

Os arquitetos Bruna e Goulart foram os responsáveis pelo restauro e reconversão; enquanto o projeto do novo edifício foi desenvolvido, em conjunto, por todos os arquitetos supracitados.

Desse projeto, deu-se apenas a execução do restauro do Pavilhão do Grande Equatorial, concluído em 2011. O projeto de Bruna e Goulart determinou a recomposição da cobertura do edifício em harmonia com a concepção original. Entretanto, a nova destinação do espaço como planetário requereu uma intervenção importante nos ambientes internos, com a criação de um pavimento inferior semienterrado para acolher os serviços e permitir a acessibilidade para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção.

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), projeto original, 1930 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), construção, 1941 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), planta pavimento térreo (restauro), 2004 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), planta pavimento superior (restauro), 2004 [Acervo digital CienTec]

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), corte (restauro), 2004 [Acervo digital CienTec]

No pavimento superior (original) temos a sala de apresentação do planetário com diâmetro de 10,00m para um público de cinquenta pessoas, e o Hall, com aproximadamente 6m x 7m, a partir da aglutinação dos ambientes originais, com pé-direito de 3,50m. Foi elaborado criterioso levantamento, pela equipe de Goulart, para desmontagem e reconstrução do corpo retangular do edifício, de forma a permitir a criação do pavimento semienterrado e a eliminação das paredes internas do pavimento térreo, constituindo assim um espaço mais amplo e seguro para o público.

No pavimento inferior fica o foyer, com duas alas laterais de 4,50m x 100m e pé-direito 2,60m, uma ala central de 5,50m x 7,00m e pé-direito de 3,50m. Na ala central estão os sanitários, a escada e o elevador que levam ao Hall do pavimento superior, e dali à sala de apresentação.

Pavilhão do Grande Equatorial (Planetário), edifício restaurado, 2011
Foto divulgação [Acervo digital CienTec]

Para a Residência do Empregado, Bruna e Goulart elaboraram projeto (não executado) onde a parte espúria do edifício é demolida, enquanto o corpo original é restaurado e utilizado como Hall. Este dá acesso a um anexo de aproximadamente 13,00m x 13,00m onde fica de fato o auditório, com capacidade para cerca de 150 pessoas, e cabines técnicas (mesa de som, tradução etc.). A acessibilidade universal é resolvida de forma semelhante à do Planetário: é construído um foyer — neste caso, fora do corpo do edifício original —, em cota mais baixa, com 100,00m² de área, serviço de sanitários e pé-direito de 2,90m. Assim, os acessos ao auditório podem se dar diretamente pelo Hall na sua parte superior (Térreo) ou através da rampa acessível que desce até o foyer, na parte inferior do auditório. O acréscimo espúrio é demolido.

O projeto executivo foi desenvolvido em 2006. O orçamento para sua construção era de 990 mil reais, que, atualizado pelo Índice de Preços de Obras Públicas — Ipop da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas — Fipe para janeiro de 2022, totaliza mais de 3,1 milhões de reais.

Ambos os edifícios indicados acima tornam-se aptos a atender adequadamente ao programa a que se propõem.

Entretanto, nas reconversões dos dez edifícios originais, a previsão de espaços de exposição ou divulgação se resume a quatro salas nos pavilhões gêmeos Cook (Zeiss) e Photografico (Grubb): duas com 36,00m² e duas com 25,00m², totalizando 122,00m². As salas dos edifícios históricos são poucas, pequenas e sua estrutura em alvenaria portante dificulta a demolição de paredes para a ampliação dos ambientes, que seria necessária para alguns dos espaços de exposições, conforme vimos anteriormente.

Residência do Empregado (Auditório), construção, c. 1941 [Acervo digital CienTec]

Vista panorâmica da praça de Urânia, c. 1941. Em sentido horário: Residência do Empregado, Pavilhão Cook [Zeiss], Pavilhão Meridiano e Celostato [Acervo digital CienTec]

Residência do Empregado (Auditório), planta as built
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Residência do Empregado (Auditório), planta do restauro (não executado)
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Residência do Empregado (Auditório), corte do restauro (não executado)
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Os usos indicados no projeto tentaram se adaptar a esta realidade, e incluíam: alojamento de pesquisadores ou visitantes na Residência do Diretor, oficinas, vestiários e refeitório na Residência do Zelador, núcleo de vídeos no Pavilhão Photographico (Grubb), loja e café no Pavilhão do Serviço Meridiano. O edifício da Administração manteria as funções administrativas.

Outra possibilidade seria utilizar as salas originais pequenas e com pés-direitos baixos para exibições interativas de pequena capacidade (como mesas interativas), restando a solucionar a acessibilidade (24).

O projeto previa também uma grande praça de 9.000,00m² no local onde acabou por ser criada a praça Oscar Sala, em 2011, com apenas 2.500,00m², conforme vimos na parte I.

Considerando a relevância do traçado regulador na harmonia do conjunto, o projeto de 2003 previa, quando da finalização do restauro, a demolição das edificações não originais e a recuperação de seus entornos, reconstituindo o traçado urbanístico original.

Nas palavras dos autores daquele projeto: “hoje, o traçado regulador só pode ser compreendido como um conjunto no desenho ou em uma vista aérea. Mas a plataforma central, com seus edifícios do centro, dispostos de forma ortogonal, de início organizava visualmente a paisagem, para os observadores que percorressem o conjunto a pé. Esse efeito deve ser restabelecido” (25).

Como o projeto da USP e do Governo do Estado, naquele momento, visava atender a uma parcela significativa dos cerca de 1,5 milhão de visitantes do Zoológico, seria necessária a criação de grandes espaços construídos.

A equipe de arquitetos já citada concentrou o programa complementar em um único edifício cilíndrico. Este bloco teria 93,00m de diâmetro, 28,00m de altura, mais 7,00m em subsolo e 10,00m acima do cilindro, composto pela torre de sustentação do Pêndulo de Foucault (um pêndulo de eixo livre que demonstra a rotação da Terra em torno de seu próprio eixo).

O edifício teria capacidade para a realização de exposições de maior porte, seminários e congressos em auditório para quatrocentas pessoas, cursos etc. Apresentaria área de projeção (ocupação de terreno) de 10 mil m² (sendo 6,5 mil do edifício e 3,5 mil da praça de ligação com a entrada do Zoológico) e área construída de cerca de 25 mil m², dos quais aproximadamente 10 mil são de exposições.

O projeto não foi executado. Apresentava um espaço interior muito interessante, dinâmico, com destaque para a superfície semiesférica para dupla projeção (internamente, um planetário ou cinema de imersão; externamente, a superfície da Terra, da Lua ou de outros planetas) e o Pêndulo de Foucault marcando o centro do cilindro.

Entretanto, este edifício monumental apresentava também algumas dificuldades.

Edifício Projetado, perspectiva, 2003 [Acervo digital CienTec]

Edifício Projetado, corte, 2003 [Acervo digital CienTec]

Edifício Projetado, planta nível 786.50, 2003 [Acervo digital CienTec]

Edifício Projetado, plantas níveis 791.50, 796.00, 802.00 e 814.00, 2003 [Acervo digital CienTec]

A estimativa orçamentária era de 32 milhões de reais em novembro de 2002, equivalentes a 130 milhões em janeiro de 2022. E esta é uma estimativa otimista, feita com base no Projeto Básico, mais simples e menos preciso que um Projeto Executivo.

Não havia no terreno do CienTec área livre para a construção de um bloco com programa arquitetônico tão extenso. Por este motivo, antes dos primeiros desenhos, o Instituto de Botânica foi consultado pela equipe do CienTec e um de seus técnicos, o ecólogo Carlos Fernando Meirelles, indicou as áreas onde haveria menor impacto na eliminação de vegetação, pois as espécies arbóreas eram quase todas exóticas.

Parque Cientec, área com menor impacto de eliminação de vegetação
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki com base em plantas do acervo do CienTec

No entanto, os autores do projeto escolheram o oposto, o negativo do mapa: optaram por implantar o edifício no local mais frágil do terreno, onde se encontra um pequeno charco, cercado por centenas de exemplares arbóreos nativos. Esta opção minimiza o impacto paisagístico, ao invés de minimizar o impacto ecológico.

As dimensões superlativas do edifício dificultam o equilíbrio de escala com as demais edificações, mesmo implantado numa cota baixa e distante 75,00m da praça de Urânia. As áreas e a altura do edifício são muito impactantes.

Repensando o CienTec em 2022

O projeto de 2003 era ambicioso, mas a participação do Governo do Estado no processo parecia indicar que seria possível avançar rumo à sua consecução. Várias ações foram efetivadas no âmbito do Programa Ecopefi:

  • Treinamento dos funcionários das diversas instituições do Pefi para agir na gerência dos projetos do Programa;
  • Implantação de coleta de esgoto no interior do Pefi;
  • Seminários sobre Parques Urbanos em 2005 e 2006;
  • Elaboração e implementação do Plano de Manejo do Pefi.

O impacto de uma linha de ônibus turística, circular, ligando a estação Jabaquara do Metrô, o Zoológico, o Botânico e o CienTec teria sido muito positivo, mas não se concretizou. Atualmente existe uma Ponte Orca que faz a ligação exclusivamente entre a estação Jabaquara do Metrô e o Zoológico.

Tampouco foram realizadas outras ações integradas permanentes para a visitação conjunta das três instituições.

Parque Cientec, estudo de massas, 2022
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Na esfera de ação do próprio CienTec, foram efetivados os seguintes objetivos principais:

  • Instalação da Exposição de Matemática;
  • Conclusão da Alameda do Sistema Solar (exposição ao ar livre);
  • Instalação de cinquenta exibições interativas nas áreas internas e externas — atração atualmente chamada de “Os brinquedos de física” (26);
  • Criação do Museu Cesar Lattes, que abriga “Os brinquedos de física” internos;
  • Criação da Nave Mario Schenberg — atualmente desativada;
  • Criação da Praça Oscar Sala para eventos educacionais e de divulgação científica (como “Música com ciência”, “Semana USP profissões”, “Semana de ciência e tecnologia”, “Febrace”, entre outros) e,
  • Restauro e reconversão do Pavilhão do Grande Equatorial e instalação do planetário digital.

Em anos posteriores foram acrescentadas outras atividades interessantes como o Laboratório de Microscopia e a exposição “Solo na Escola” (27).

Passadas quase duas décadas, o CienTec se consolidou como um importante museu de ciências de pequeno porte, atendendo principalmente a jovens em visitas escolares, mas que carece de condições para atender a um público mais diversificado ou, ainda, atender plenamente a todo o seu público atual e potencial.

Na primeira década desde sua criação o CienTec teve visitação regular anual em torno de 12 mil pessoas, chegando a 16 mil no ano de 2010, mesmo ano em que foi totalmente concluída e inaugurada a praça Oscar Sala. Em 2019, o último ano antes da pandemia de Covid-19, a visitação regular foi de 20.769 pessoas e o público de eventos atingiu 48.753 pessoas, resultando em 69.522 visitantes anuais presenciais.

Este número é ainda bem menor do que o de outro Science Center paulistano, a Estação Ciência, que batia 160 mil visitantes em 2010, alguns anos antes de fechar suas portas.

Entendemos ser necessário manter a fidelidade ao programa original no que se refere à preservação do conjunto histórico (manutenção, restauro e reconversão) e às atividades a serem desenvolvidas; mas fazendo uma revisão dos usos propostos para cada espaço e a um redimensionamento que viabilize a sua concretização sustentável tanto ecológica quanto economicamente.

O movimento seria semelhante ao que foi feito no caso da praça Oscar Sala, concebida em 2003 com 9 mil m² e concluída em 2011, reelaborada, com apenas 2.500 m² e sem a eliminação de nenhum exemplar arbóreo.

Em síntese, entendemos que as ações necessárias são:

  • Executar o restauro e reconversão da Residência do Empregado, dotando o CienTec de um pequeno e moderno auditório para 150 pessoas;
  • Revisar e atualizar os projetos de restauro e reconversão dos demais edifícios, incorporando soluções de acessibilidade, considerando as restrições de tombamento e, em alguns casos, alterando os usos previstos em 2003. Neste novo projeto, deve-se estudar criticamente quais alterações prévias devem ser revertidas e quais são acréscimos relevantes ou testemunhos da passagem do tempo (ou ainda, necessárias estruturalmente, como a Ala Oeste da Residência do Zelador, conforme vimos na parte I), que devem ser mantidas;
  • Elaborar projeto de acessibilidade externa, considerando se tratar de um parque com topografia natural acidentada e com alta declividade (que chega, em situações extremas, a 30%);
  • Descartar o edifício projetado em 2003 e executar um bloco menor, com menos impacto ambiental, mas que supra as carências funcionais remanescentes, contando com áreas para exposições permanentes e temporárias, e com capacidade para abrigar o acervo que atualmente se encontra nos edifícios 06, 14 e 19, a serem demolidos;
  • Demolir os anexos espúrios e edifícios não originais, recuperando o traçado regulador, após a conclusão das ações anteriores e da transferência dos acervos.

Espaços para o CienTec em 2022

O que está representado na implantação e nos dois cortes não é um projeto, mas um estudo de massas. Partimos das seguintes premissas:

  • Implantação do novo edifício próximo à avenida Miguel Stéfano e com acesso alinhado com a entrada do Zoológico;
  • Localização dentro das áreas de menor impacto ambiental, conforme o mapa elaborado em 2002, que permanece atual;
  • Harmonização com a topografia existente, evitando movimentações de terra;
  • Entrada do novo edifício tornando-se também a nova entrada principal do CienTec;
  • Criação de um acesso de ônibus e táxis, para segurança no embarque e desembarque dos visitantes;
  • Dimensionamento do edifício de forma a atender às necessidades programáticas, minimizar o impacto paisagístico e não ultrapassar a altura dos edifícios originais.

Parque Cientec, corte (estudo de massas), 2022
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

As formas retangulares representadas não indicam uma opção de projeto; apenas tornam o cálculo de áreas mais claro e estabelecem um parâmetro dimensional. O volume representado é constituído por um pavimento inferior com 9,00m x 72,00m = 648,00m², um pavimento intermediário com 27,00m x 72,00m = 1.944,00m² e um pavimento superior com 18,00m x 72,00m= 1.296,00m², o que totaliza 3.888,00m² de área construída. Sua projeção no solo é de 1.944,00m², mas é possível considerar sistemas construtivos suspensos para minimizar as áreas impermeabilizadas.

Tabela de áreas aproximadas do Edifício Proposto, 2022
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Desta forma, é possível imaginar situações alternativas com áreas e volumes menores ou maiores, e avaliar seu impacto paisagístico e sua relação de escala com o conjunto original.

Tabela de áreas dos principais edifícios a demolir (exposições)
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

A seguir apresentamos a tabela com as áreas finais em três situações: atual; após as reconversões dos edifícios A e H e demolições; e, após a construção de um edifício com as dimensões representadas no Estudo de Massa.

Tabela de áreas (situações)
Elaboração Paulo Henrique Bernardelli Massabki

Dessa forma, conseguiríamos reduzir a área impermeabilizada total do CienTec de 5.500,00m² para 4.900,00m². Se construirmos o edifício suspenso ou sobre pilotis, esta área pode ficar ainda menor, em torno de 3.500,00².

Nesse estudo, o total de áreas construídas salta dos atuais 7.500,00m² para 8.150,00m². Podemos, no entanto, estabelecer a metragem atual como limite e reduzir a área construída do novo bloco para 3.250,00m². No caso do estudo apresentado, basta eliminar o pavimento inferior, de 650,00m², fazendo o edifício todo suspenso.

As áreas de exposições dobram, mas o ganho em qualidade é bem mais significativo, com uma área de exposições temporárias — podemos atribuir 800,00 ou 1.000,00m² das áreas de exposições do novo bloco para isso — e um auditório compacto, com 150 lugares (no edifício H reconvertido), com boa infraestrutura e adequado ao porte do CienTec.

Ao revisar o dimensionamento do novo bloco no Estudo de Massa 2022, estamos reduzindo extraordinariamente os impactos ambientais e paisagísticos. Ao invés de um edifício de 25.000,00m², estamos propondo um de menos de 4.000,00m². Com as demolições e a renaturalização dos terrenos, reduzimos as áreas impermeabilizadas em 500,00m², ou até 2.000,00m², dependendo do partido arquitetônico adotado, ao invés de aumentá-las em 10.000,00m² com a construção do Projeto de 2003.

A redução de impacto ambiental das obras propostas para o CienTec é conseguida também com a alteração do local. O terreno proposto apresenta, praticamente em sua totalidade, pinheiros (Pinus), que são árvores exóticas cuja supressão está prevista no Plano de Manejo, como vimos anteriormente. Essa supressão teria de ser feita de qualquer maneira, pois se trata da ação ecologicamente correta. Assim, localizar o novo edifício ali não é causa de eliminação de exemplares arbóreos, mas consequência das condições do local. Novas espécies nativas, em número maior, serão plantadas como compensação àquelas eliminadas.

A marquise do Zoológico, sozinha, já ocupa área pouco menor à toda a área ocupada pelo novo bloco do estudo de massas. Nossa proposta para o CienTec é bastante moderada, quando comparada ao implantado no mesmo Pefi para outros usos.

Conclusões

Em 2013, a Estação Ciência, na Zona Oeste da capital paulista, fechou suas portas temporariamente para reformas (28); três anos mais tarde o fechamento se tornou definitivo (29). Suas exibições foram distribuídas a outros órgãos da USP — entre eles o próprio CienTec.

Por outro lado, existem movimentos mundiais anticientíficos em curso atualmente. O antivacinas (30) ganhou notoriedade com a pandemia de Covid-19, e é talvez o mais prejudicial, mas o movimento terraplanista (31) também é relevante.

Urge combater tais movimentos com informação, divulgação e alfabetização científica — um dos objetivos mais importantes de um science center, principalmente porque seu público potencial vai além dos estudantes, inclui adultos, idosos, famílias, e diversas classes sociais (32).

Esse público deve ser atraído ao museu. Deve receber infraestrutura adequada; informação bem apresentada; ambientes adequados para lanches e refeições; acesso a pessoas com dificuldades de locomoção; exposições diversificadas, renovadas e atraentes; e, eventos com temas científicos e educacionais.

Apesar do foco do artigo ser a análise e adequação espacial e dimensional, não ignoramos que, assim como a infraestrutura física, a correta quantificação de recursos humanos para a manutenção do patrimônio e para o atendimento ao público é fundamental: as boas condições espaciais são necessárias, mas não suficientes.

Não há como o CienTec cumprir a sua missão sem a construção de espaços adequados para exposições temporárias e permanentes, palestras, seminários e eventos educacionais.

Um novo projeto como o que propomos deverá ser apresentado ao Condephaat. Após avaliação de seu corpo técnico, os mais de vinte conselheiros do órgão, representantes de diversas áreas do conhecimento, se manifestam sobre o projeto, determinando sua aprovação ou rejeição, em concordância com o preconizado na artigo 11º da Carta de Veneza: “o julgamento do valor dos elementos em causa e a decisão quanto ao que pode ser eliminado não podem depender somente do autor do projeto” (33), mas deve resultar de juízo de equipe multidisciplinar (34).

Em nossa visão, nessa proposta os impactos sociais, educacionais e ambientais serão positivos. Ao mesmo tempo em que melhoramos as condições do CienTec para o atendimento de seu público cativo de estudantes da rede pública de ensino e o tornamos muito mais atrativo para os demais públicos, atuamos na redução da área impermeabilizada do órgão, no manejo de espécies exóticas e no plantio de espécies nativas.

Entendemos que este é um passo fundamental rumo à consecução da missão do CienTec e que a proposta reúne as condições para ser aprovada pelo Condephaat em seus aspectos patrimoniais, e pela Cetesb, em seus aspectos ambientais.

notas

1
CONSELHO DE DEFESA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, ARTÍSTICO E TURÍSTICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Resolução SC — 103, de 07-11-2018. Doesp. São Paulo, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2018.

2
CONSELHO INTERNACIONAL DE MONUMENTOS E SÍTIOS [1964]. Carta de Veneza. Icomos, Veneza, 25–31 mai. 1964.

3
KÜHL, Beatriz Mugayar. Notas sobre a Carta de Veneza. Anais do Museu Paulista, v. 18, n. 2, 2010, p. 310.

4
Idem, ibidem, p. 310. Grifo do autor.

5
Idem, ibidem, p. 299.

6
BRANDI, Cesare. Teoria da restauração. São Paulo, Ateliê Editorial, 2004.

7
KÜHL, Beatriz Mugayar. Op. cit., p. 314.

8
Idem, ibidem, p. 296; 292. Grifos do autor.

9
CONSELHO INTERNACIONAL DE MONUMENTOS E SÍTIOS [1964]. Op. cit.

10
MANTOVANI, Marta Silvia Maria; MASSAMBANI, Oswaldo. Parque CienTec — Parque de Ciência e Tecnologia da USP: restauração do conjunto arquitetônico de importância histórica para abrigar atividades de difusão da ciência e da tecnologia. São Paulo, Edusp, 2004, p. 23.

11
FAGGIN, Carlos. Arquitetura de Reconversão. In ASSOCIAÇÃO VIVA O CENTRO. SP Centro 21 entre história e projeto. São Paulo, Associação Viva O Centro, 1994, p. 67.

12
TOLEDO, Benedito Lima de. Uma reflexão sobre o patrimônio histórico cultural do IAG no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga — Pefi. In A USP no Pefi — Subsídios para o estudo de sua utilização pós-mudança do IAG para a Cuaso, v. 1, São Paulo, 1999.

13
ARGAN, Giulio Carlo. História da arte como história da cidade. São Paulo, Martins Fontes, 2005, p. 95–96.

14
RODRIGUES, Eduardo; MACHADO, Lucio Gomes. Centros de ciência e preservação de patrimônios históricos. In CRESTANA, Silvério; CASTRO, Miriam; PEREIRA Gilson. Centros e museus de ciência: visões e experiências: subsídios para um programa nacional de popularização da ciência. São Paulo, 1998, p. 173; MASSABKI, Paulo Henrique. Centros e museus de ciência e tecnologia. São Paulo, FAU USP, 2011, p. 208–209.

15
CONSELHO DE DEFESA DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, ARTÍSTICO E TURÍSTICO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Op. cit.

16
CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE. Deliberação Consema 24, de 23 abr. 2008. 246ª Reunião Ordinária do Plenário do Consema <https://bit.ly/3stFor3>.

17
ECOPEFI. Plano de Manejo. Resumo Executivo. São Paulo, 2008 <https://bit.ly/45BuM7O>.

18
MASSABKI, Paulo Henrique. O Parque de Ciência e Tecnologia da USP. II Seminário Nacional sobre Áreas de Preservação Permanente em Meio Urbano: Abordagens, Conflitos e Perspectivas nas Cidades Brasileiras, Natal, 2012 <https://bit.ly/45LnE8C>.

19
ECOPEFI. Op. cit.

20
HOWARTH, Charles; MEDRANO, Maeryta. Architecture and Exhibits: A survey of infraestructure. Washington, ASTC, 1997, p. 6–7; ANDERSON, Peter. Before the Blueprint: Science Center Buildings. Washington, ASTC, 1991, p. 48; DANILOV, Victor. Science and Technology Centers. Massachusetts, MIT Press, 1982, p. 142.

21
Idem, ibidem, p. 142.

22
MASSABKI, Paulo Henrique. Centros e Museus de Ciência e Tecnologia. Op. cit., p. 134.

23
ANDERSON, Peter. Before the Blueprint: Science Center Buildings. Washington, ASTC, 1991, p. 53.

24
HOWARTH, Charles; MEDRANO, Maeryta. Op. cit., p. 7–8.

[1]

25
MANTOVANI, Marta Silvia Maria; MASSAMBANI, Oswaldo. Op. cit., p. 18.

26
PARQUE CIENTEC (2022). Atividades Presenciais. Parque CienTec <https://bit.ly/3QY6vED>.

27
Idem, ibidem.

28
Estação Ciência é fechada temporariamente para reforma. Universidade de São Paulo, São Paulo, 18 mar. 2013 <https://bit.ly/3E8TUqJ>.

29
G1 SÃO PAULO. USP devolve prédio a governo de SP e transfere Estação Ciência. G1, São Paulo, 19 mai. 2016 <bit.ly/3OPkY2X>.

30
SOCIEDADE BRASILEIRA DE MEDICINA TROPICAL. Movimento antivacina é uma das dez ameaças para a saúde mundial. SBMT, Brasília, 11 abr. 2019 <https://bit.ly/3QVilQ6>.

31
Datafolha aponta que 11 milhões de brasileiros são terraplanistas. Revista Forum, Porto Alegre, 14 jul. 2019 <https://bit.ly/3KVzOns>.

32
MASSABKI, Paulo Henrique. Centros e Museus de Ciência e Tecnologia (op. cit.).

33
CONSELHO INTERNACIONAL DE MONUMENTOS E SÍTIOS [1964]. Op. cit.

34
KÜHL, Beatriz Mugayar. Op. cit., p. 314.

sobre o autor

Paulo Bernardelli Massabki é arquiteto com atuação principal na área de projeto, funcionário da Superintendência do Espaço Físico da Universidade de São Paulo, tendo atuado como docente na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Guarulhos.

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