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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
O presente trabalho discute a importância da preservação do patrimônio escolar realizado no âmbito da ação social, para a formação de cidadãos, no município de Natal RN Brasil e, portanto, do crescimento econômico local.

english
This paper discusses the importance of the preservation of school assets carried out in the context of social action, for the formation of citizens, in the municipality of Natal RN Brasil and, therefore, of local economic growth.

español
El presente trabajo discute la importancia de la preservación del patrimonio escolar realizado en el ámbito de la acción social, para la formación de ciudadanos, en el municipio de Natal RN Brasil y, por lo tanto, del crecimiento económico local.

how to quote

COSTA, Simone da Silva. A teoria do capital humano, educação e ação comunitária cristã. Preservando o patrimônio escolar em áreas carentes. Drops, São Paulo, ano 18, n. 126.01, Vitruvius, mar. 2018 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.126/6906>.



Contexto

A teoria do capital humano elaborada por Jacob Mincer, desenvolvida na década de 1950 (1), procura mostrar que há uma correlação entre o investimento realizado nos indivíduos (trabalhadores) e a distribuição de renda pessoal. Ou seja, para este autor, a qualificação profissional proveniente do investimento em educação eleva a produtividade da mão de obra e, portanto, dos lucros dos capitalistas, impactando na economia como um todo. Ainda no século 19, nas obras de Adam Smith e de Karl Marx encontram-se alusões à ideia de que o aperfeiçoamento da força de trabalho eleva a eficiência do serviço e do capital.

O fato é que o atual século se constitui na era da informação, onde o trabalho é cada vez menos físico e mais mental. Os indivíduos nas cidades dos países desenvolvidos, antes fornecedores de mão de obra, agora estão elevados à categoria de fornecedores de conhecimento e competências.

Contudo, de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE, o Brasil é um dos países que menos realizam investimentos com alunos do ensino fundamental e médio. Por exemplo, “cerca de 32% dos alunos no Brasil frequentaram escolas cujos diretores declararam que a capacidade para oferecer ensino foi prejudicada, em grande medida, por uma escassez de computadores para o ensino” (2).

De fato, computador é artigo de luxo, pois, as escolas públicas, nas cidades brasileiras, carecem do essencial, como por exemplo espaço físico adequado e patrimônio escolar. Conhecendo a importância deste tema, a Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo – ADVEC desenvolveu um projeto de ação comunitária denominado de “Projeto Josué” para restaurar escolas públicas, a fim de melhorar a realidade social (ou local) em que os jovens estão inseridos. A primeira escola contemplada foi a Escola Municipal Eudo José Alves localizada na Rua Vitória Régia n. 115, bairro de Nossa Senhora da Apresentação, Natal RN.

Para Alexsandro Ferreira Cardoso da Silva (3), ao longo dos anos, o Bairro Nossa Senhora da Apresentação foi sendo habitado de forma bastante irregular, por uma população de baixa renda, e de modo bastante acelerado, em virtude da construção do conjunto Parque dos Coqueiros, na década de 1980, mas seus limites só foram definidos em 1993. Ou seja, é uma região que carece de políticas públicas sociais e urbanas.

O propósito do projeto, portanto, visa oferecer um adequado ambiente escolar e que estão localizados em bairros carentes da Zona Norte de Natal, para os alunos, professores e funcionários possam desenvolver, de forma mais eficaz, ações de formação básica, de qualificação profissional e da própria participação cidadã.

Assim, em novembro de 2017, o Projeto Josué desenvolveu diversas ações nas dependências da escola Eudo José Alves, tais como: pintura nas paredes, recuperação de letreiros, restauração de ventiladores e carteiras, organização da biblioteca com restauração de livros didáticos, melhoria nas instalações elétricas, limpeza do pátio e da área de lazer.

Com efeito, não há como exigir, da população de baixa renda, uma mão de obra qualificada, produtiva e eficiente e que esteja preparada para enfrentar o mercado de trabalho, num sistema competitivo como é o capitalismo atual, se o poder público não tem sido capaz de realizar o investimento mínimo necessário para a educação do ensino primário e médio.

Não estamos nem falando de computadores, acesso à internet, mas do básico: da oferta e conservação da infraestrutura escolar. Sem ventiladores, por exemplo, não há quem tenha vontade de aprender, pois não há conforto ambiental.

Portanto, de acordo com a teoria neoclássica do capital humano, não há como uma região ou um país se desenvolver, caso negligencie o setor educacional. A capacidade de inovar com as novas tecnologias e usá-las de forma adequada no processo produtivo depende que o elemento humano esteja bem preparado e qualificado (4). Isso exige a execução de políticas públicas, especificamente em áreas carentes, que contribuam para que a teoria seja colocada em prática. Enquanto isso não acontece, a comunidade cristã vem tentado realizar ações de voluntariado a fim de contribuir com o desenvolvimento econômico e social do país.

notas

1
MINCER, Jacob. Investment in human capital and personal income distribution. Journal of Political Economy, v. LXVI, n. 4, p. 281-302, 1958.

2
OECD. Education at a glance 2015. Contry note. Paris, Organisation for Economic Co-operation and Development, 2015 <https://www.oecd.org/brazil/Education-at-a-glance-2015-Brazil-in-Portuguese.pdf>.

3
SILVA, Alexsandro Ferreira Cardoso da. Depois das fronteiras: a formação dos espaços de pobreza na periferia Norte de Natal – RN. Dissertação de mestrado. Orientadora Ângela Lucia de Araújo Ferreira, Natal, Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo UFRN, 2003.

4
ALMEIDA, Edson Pacheco de; PEREIRA, Rosângela Saldanha. Críticas à teoria do capital humano: uma contribuição à análise de políticas públicas em educação. Revista de Educação, v. 9, n. 15, 2000.

sobre a autora

Simone da Silva Costa é graduada em Economia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, mestrado em Economia do Trabalho pela Universidade Federal da Paraíba. Atualmente é doutora em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professora substituta no departamento de administração e turismo da Universidade federal do Rio Grande do Norte.

 

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