Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

projects ISSN 2595-4245


abstracts

how to quote

PORTAL VITRUVIUS. Concurso Nacional de Projetos para Recuperação da Histórica Estação Ferroviária de Araras para implantação do Centro Cultural Municipal. Projetos, São Paulo, ano 04, n. 041.02, Vitruvius, maio 2004 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/04.041/2323>.


re.cu.pe.ra.ção – sf (lat recuperatione)Ato ou efeito de recuperar ou recuperar-se; recobramento, reconquista, restauração.

Um processo analítico dos pontos históricos e espaciais, possibilitou a captura das potencialidades do terreno. Não há imposição sobre o existente e sim a identificação de suas qualidades. O desafio era de criar meios que possibilitassem novas relações entre edifícios.

As intervenções, ordenadas de acordo com o programa, basearam-se nos espaços livres e nos edifícios remanescentes, previamente definidos pela análise histórica e funcional. Capturando os espaços, configurando o vazio, tudo é envolvido em um leque de ações (isoladas ou não), unindo-se ao verdadeiro e único gesto original. Nesse preâmbulo projetual, vemos um conjunto de condições que se torna ponto de partida, buscando o objetivo sempre intrínseco ao respeito, a preservação de uma história, a qualidade do espaço público e a potencial transformação de uma sociedade.E é nela que o projeto se inicia.

“Para um pintor um olho vê e o outro sente” Paul Klee

O Centro inicia-se em um espelho d´água onde estão inseridas peças metálicas que nos remetem ao início do desenvolvimento da cidade de Araras. Peças escultóricas que procuram reconquistar a importância da estação, buscando em um passado distante a verossimilhança entre épocas.

Uma laje contínua na altura da plataforma de embarque e dos pisos dos galpões percorre grande parte do terreno. Este gesto, possibilita a criação de diferentes níveis, interligando todo o complexo, unindo os edifícios, criando cheios e vazios, transitando entre passado e futuro: um exercício da história.

Não há começo nem fim... não há limites. A idéia de pátios e praças é transformada em uma trama interconectada, desafiando a busca da conectividade com o urbano.

1º nível – a 1.30m acima da rua, na altura do piso dos edifícios existentes, contém a administração, oficinas, exposição e café.

2º nível – intermediário, variável e existente. Estão os estacionamentos e a praça em frente ao prédio da administração

3º nível – a 2.00m abaixo do nível da rua, contém espaços públicos e o auditório e a biblioteca estão localizados nele.

Um eixo paralelo aos galpões e a estação, é cortado por três edifícios perpendiculares a eles. Foram preservados os antigos armazéns e a estação, bem como a sua plataforma. As unidades residenciais foram demolidas por não apresentar potencial construtivo de acordo com o programa.

Dos três edifícios, dois (Auditório e Biblioteca) foram semi-enterrados, pela proximidade dos prédios existentes e dando uso ao nível inferior, e outro (Café) no mesmo nível da laje que paira sobre o terreno, indicando-o como ponto de encontro. É nele que se tem a exata noção da totalidade do Centro Cultural.

Outro elemento marcante e de transição é a densa vegetação localizada entre os limites do terreno e a fábrica da Nestlé. Ela protege os edifícios acústica e visualmente, auxiliando na eliminação de ruídos, além de proporcionar aos usuários, uma iminente proximidade com a natureza. Esta “Barreira Verde” transfere o olhar de prédios vizinhos e foca uma intensa área arborizada.

CyberCafé

O café é um edifício totalmente novo com loja, café, lanchonete, vestiários para funcionários e cozinha que dão suporte ao Centro. As duas faces laterais se alternam em vidro e painéis metálicos de correr, dinamizando a fachada.

Este edifício é de estrutura mista: as vigas que atravessam o vazio da praça são metálicas e os pilares que sustentam o edifício são de concreto. Estes pilares são distribuídos de maneira a caracterizar um espaço que interaja com o usuário, proporcionando uma percepção espacial diferente do convencional.

A localização central ao terreno facilita sua identificação. No nível inferior, a sua projeção resulta numa praça coberta.

Administração

A administração está no edifício da estação propriamente dita. De valor histórico evidente, este prédio externamente é totalmente preservado. Internamente foram feitas adequações para receber o novo layout, com exceção das duas paredes que compreendiam os antigos banheiro, todo o restante foi preservado. Divisórias que se desprendem do antigo formam as salas de reunião, banheiros para funcionários e um pequena copa para o apoio ao staff do Centro. Este prédio também comporta dois banheiros públicos que tem acesso pela Praça principal. Todos os materiais característicos e originais da estação serão restaurados, evidenciando a História.

Galpões

Os dois galpões (antigos armazéns) serão preservados por entendermos a sua importância histórica para o desenvolvimento da cidade e por apresentar grande potencial para receber as novas funções. Em um deles estarão as oficinas e nos outro as salas de exposição, configurando um Museu. Com acessos independentes, o funcionamento de um independe do outro.

Oficinas

Será preservada toda a arquitetura original e restaurado todo o telhado. Foi através de suas aberturas originais (duas nas extremidades e quatro voltadas para o interior), que a disposição das oficinas surgiu, orientando todo o projeto. São espaços flexíveis que permitem ampliações através de portas de correr metálicas. Um trilho, que corre por fora do edifício, permite que as portas definam um ritmo para a fachada bem como a identificação das salas. Tudo é feito de maneira a preservar e restaurar o existente.

Exposição

Consiste de duas salas, hall, recepção e banheiros. Como no galpão anterior será preservado toda a arquitetura original e restaurado todo o telhado. Nele, painéis removíveis, que também correm através de trilhos, formam no interior uma pele abrangendo quase o perímetro integral. Essa pele multifuncional, preserva a obra exposta, criando um plano de fundo que auxilia na exposição. Simultaneamente, proporciona a flexibilização das salas, podendo configurar espaços diferentes de acordo com a necessidade e o tamanho do evento.

A recepção e os banheiros estão inseridos em uma caixa metálica disposta no Hall.

A climatização é executada por meios mecânicos.

Toda a fachada é restaurada e o interior preservado – o edifício não se descaracteriza, apenas recebe o novo.

Auditório

O acesso independente ao restante do complexo confere identidade ao edifício.

O edifício, localizado próximo em uma das extremidades, portanto próximo a um dos estacionamentos, evita de certa maneira, a confluência e a aglomeração com todos os outros prédios que fazem parte do Centro.

O auditório conta com uma platéia de 200 lugares, uma sala de projeção, um hall de espera, um pequeno café para atendimento local e banheiros.

Biblioteca

Semi-enterrada, localiza-se em meio a duas praças na qual forma um interstício entre elas, possibilitando a passagem de um espaço ao outro e tendo-as como apoio, estimulando ao usuário a utilizar esses espaços para leitura, privilegiando a concentração e tranqüilidade e como premissa, o silêncio.

Conta com recepção, espaços para leitura, arquivos, salas de projeção para vídeo e midiateca e banheiros.

ficha técnica

Arquitetos
Marcus Ricco La Motta, Paula Andrade e Ivan Nishihata

source
Autor do Projeto
São Paulo SP Brasil

comments

newspaper


© 2000–2024 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided