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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
O autor comenta de forma bem humorada o abismo entre os edifícios “inteligentes” e a mão-de-obra desqualificada na realidade brasileira

english
The author comments in a humorous way the gap between the "smart" buildings and the unprepared labor force in the Brazilian reality

español
El autor comenta de forma bien humorada el abismo entre los edificios "inteligentes" y la mano de obra no calificada en la realidad brasileña

how to quote

BOTELHO NEVES DA ROSA, Gabriel. Pedros pedreiros. Edifícios “inteligentes”, pedreiros analfabetos.... Drops, São Paulo, ano 04, n. 007.02, Vitruvius, set. 2003 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/04.007/1612>.


Edifícios “inteligentes” são: “Edifícios que incorporam tecnologia de informação e sistemas de comunicação, tornando-os mais confortáveis, seguros, produtivos e com otimização de custos (...) Devem dispor de sistemas de controle automatizados tais como: aquecimento, ventilação e ar condicionado (HVAC); detecção e controle de incêndio, segurança patrimonial, gerenciamento de energia e iluminação (...)”.

Ainda acredito que um edifício para ser “inteligente” precisa se beneficiar de iluminação e ventilação naturais, fazendo uso de ventilação cruzada, iluminação zenital, bloqueando o sol quando necessário com utilização de brises, e não construindo verdadeiros panos de vidro e colocando o ar-condicionado para trabalhar 24 horas por dia. Dentro desses quesitos, o Palácio Capanema, antigo Prédio do MEC, é um “erudito”, um edifício “intelectual”, não um mero “inteligente”. E os arquitetos do passado mostraram-se muito mais competentes e inteligentes que os de hoje, pois solucionavam os problemas de arquitetura, com arquitetura, e não com ar condicionado e lâmpadas fluorescentes com sensor de presença.

Mas o problema se mostra muito mais social do que arquitetônico. Nossos edifícios “inteligentes” são construídos por pedreiros analfabetos, cada vez menos capacitados e despreparados para serem cidadãos críticos e questionadores. Enquanto nós, arquitetos e engenheiros, em nossos escritórios devidamente climatizados e iluminados, projetamos confortavelmente, os “Pedros Pedreiros” continuam esperando o trem, recebendo seus salários miseráveis e vivendo em seus casebres nada inteligentes, nada confortáveis e nada seguros.

Esse é o abismo que vemos na construção civil brasileira: edifícios “inteligentes”, projetados por arquitetos nem tão inteligentes assim, são construídos por pedreiros analfabetos...

Gabriel Botelho Neves da Rosa, Rio de Janeiro RJ Brasil

Ministério da Educação em construção, Rio de Janeiro RJ.
Géza Heller, 15 de julho de 1938. Bico de pena sobre cartão, 18X25 cm

 

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