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drops ISSN 2175-6716

abstracts

português
Seria utópico pensar a cidade como geradora de idéias e dar possibilidade para que frutos colhidos sejam divididos e saboreados por todos?

english
It would be utopian to think the city as a generator of ideas and giving chance for all harvested fruits to be shared and enjoyed by all?

español
¿Sería utópico pensar la ciudad como generadora de ideas y dar posibilidad para que los frutos recogidos sean divididos y disfrutados por todos?

how to quote

FABIANO JUNIOR, Antonio. Um futuro possível para Jundiaí. Por um novo dinamismo na condução da cidade. Drops, São Paulo, ano 04, n. 007.08, Vitruvius, dez. 2003 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/drops/04.007/1618>.


São Paulo, 2001. É aberto o Encontro Latino Americano de Estudantes de Arquitetura com um propósito: produzir idéias para habitação enfocada na identidade local da onde estas seriam implantadas. Cada faculdade teria que promover um concurso interno e inscrever seus três trabalhos mais significativos para ser representada.

Campinas, 2001. O que é habitação? O que é identidade? O que é identidade local? Para que serve esses concursos?

Jundiaí, 2001. Cidade escolhida para acolher, mais do que uma proposta, pensamentos. As cidades se adensam de forma desmedida, sobem, rompem, alargam-se, buscam no crescimento e na expansão sem limite sua razão de existir. É essa a identidade das cidades brasileiras? Mas como elencamos, combatemos, se é que queremos combater, e propomos respostas para que não resulte apenas em “correções aos erros da cidade”? Pensar assim não é ir contra a identidade de como construímos/destruímos as cidades dia após dia? Creio que não. É necessário canalizar esforços, capacidade técnica e potencialidade local para começar a pensar sobre o assunto.

A proposta. “Habitat significa ambiente, dignidade, conveniência, moralidade de vida e portanto espiritualidade e cultura” disse Lina Bo Bardi, arquiteto mais brasileiro de um Brasil recheado de referências. Referências estas encontradas nos traços de Niemeyer no Copan, de Reidy em Pedregulho, recentes no eixo Tamanduathey e utópicos – mas lindamente realistas – de Le Corbusier para o plano do Rio de Janeiro.

Seria utópico pensar a cidade como geradora de idéias e dar possibilidade para que frutos colhidos sejam divididos e saboreados por todos?

Propor a mistura social das classes A, B, C, D e E é nosso ideal de realidade. Realidade esta que prega uma política pública. Não para repetir COHABs. Não para “cingapurizar” favelas. Não para segregar. Unir sempre. Conhecimento, ajuda, cooperação, troca, respeito.

Um projeto que demonstre uma nova frente à história. Criar alianças, parcerias com empresas privadas; priorizar problemas substanciais como o estímulo ao uso residencial de diversas camadas sociais e lutar pela permanência das classes mais baixas com o aperfeiçoamento profissional e garantia de emprego no comércio e serviço gerado.

Gerar emprego é sustentar; fornecer estudo, cultura e história é sustentar; propor o uso de energia eólica, brises para captação solar, tratamento de esgoto doméstico por wet lands, é uma necessidade para uma cidade que, como um todo, sustenta e precisa ser sustentável.

Tecnologia de ponta para erguer a cidade, estrutura pesada, sólida, travada por escadas, tirantes, elevadores, vigas vierendel. Praça suspensa, habitação, serviço, comércio, vazio. Palco de manifestações, local em que cidadãos possam ter liberdade de criar, trocar idéias, propor soluções, assumir responsabilidades. Aço que transpõe barreiras, concreto que suporta cargas. O entrelaçar de vidas, de contextos, de histórias, de pessoas.

Dinamismo misto das cidades brasileiras. A começar pela história, pelo vazio, pela conquista do ar. História de um local que abrigou a primeira escola de ensino profissionalizante da América do Sul (Officinas da Companhia Paulista de Estrada de Ferro), de um Liceu de Artes e Ofícios. Vazio renegado, carregado de fragmentação, mas também de realizações, aspirações, desejos. Este vazio que nos comove contém a memória de um tempo. Não pode ser construído ou sugerido: ele simplesmente é. Ar que rompe barreiras físicas, sociais e morais. Ar que une. Ar que carrega a cidade. Cidade que liga a cidade como um organismo vivo, lembrando trechos do passado sem se desligar do presente e do futuro. Nossa cidade não impõe limites, propõe quebrá-los. A idéia sutil de uma proposta agressiva.

Jundiaí, Campinas, São Paulo, 2004. Essa discussão mal acabou de começar.

notas

[publicação: fevereiro 2004]

Antonio Fabiano Junior, Jundiaí SP Brasil

 

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