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PORTAL VITRUVIUS. Sede da Petrobras em Vitória ES. Projetos, São Paulo, ano 05, n. 056.01, Vitruvius, ago. 2005 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/05.056/2519>.


1. – Introdução

Um edifício transformador que seja uma referência cultural e tecnológica pode-se confundir com um exercício formal gratuito, um exercício de design; e arquitetura não é design, nem é uma questão estilística, arquitetura é uma atividade.

Não é necessariamente o uso de novos materiais o que define uma arquitetura nova.  As singularidades estão no emprego apropriado de técnicas bem conhecidas, da clareza da interface entre o construído e o não construído, e principalmente a consciência de que estamos construindo a cidade.

2. – A paisagem da cidade

Afirmamos o contraste entre dos morros limpos e o tecido urbano dos vales ampliando o potencial de paisagem desta circunstância; optamos pela continuidade da frente urbana como qualificador da estrutura pública e a presença inequívoca da instituição na escala e no compromisso com a cidade.

3. – Arquitetura como estratégia de um território

Optamos por uma “nova geografia”, uma arquitetura definida pela clara e explícita estratégia de ocupação do território onde a intervenção potencializa biunivocamente, tanto o território de sua localização como a própria construção.

4. – A terceira paisagem

Definimos uma coexistência solidária entre o construído e não construído, ou seja, uma concepção integral, onde o valor da área verde e da área construída tem o mesmo “peso” numa relação biunívoca.

5. – Acessibilidades/legibilidade

Propomos uma “plataforma” de características urbanas, um alargamento ao longo de toda a extensão da frente da avenida. Esta praça a +1.5m do solo será a praça de acessos independentes, espaço que naturalmente atuará como triagem dos acessos às diferentes dependências da Sede.

6. – A estratégia do crescimento

Definimos uma área de crescimento que naturalmente ficará interligada à primeira etapa como um prédio único.

7. – Conforto ambiental

A arquitetura e a tecnologia são entendidas como modalidades convergentes, e o edifício não se torna em mediador da tecnologia, mas se converte no seu próprio signo.

ficha técnica

Autores do projeto
Arquitetos Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ruben Otero e Ronald Werner Fiedler

Colaboradores
Estudio A2T (perspectivas)

source
Equipe premiada
São Paulo SP Brasil

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056.01 Concurso
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original: português

source
IAB-ES
Vitória ES Brasil

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