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PORTAL VITRUVIUS. Centro de Referência em Empreendedorismo do Sebrae-MG. Concurso Público para Contratação de Projeto de Arquitetura. Projetos, São Paulo, ano 08, n. 096.01, Vitruvius, dez. 2008 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/08.096/2934>.


Espaços estruturadores da proposta

Os cinco elementos que estruturam a proposta são de uso coletivo.  São todos espaços pensados para provocar o encontro e promover uma intensa interação entre os diferentes usuários do Complexo Sebrae-MG.

A praça externa

Praça pública que integra edifício e cidade. A proposta dá resposta à futura desocupação da esquina, quando as caixas da avenida e da rua sejam alargadas; ao mesmo tempo que responde à situação transitória atual de ocupação pelo Sacolão Municipal. O edifício aproveita a orientação sul e propõe uma relação visual praça interna elevada - átrio/foyer - praça externa - cidade interrompendo a volumetria e interpondo um plano vertical envidraçado. Desde o acesso, a visualização do pátio e da praça elevada permitem perceber a verdadeira dimensão do terreno.

O átrio

Espaço vertical, coração do edifício proposto, onde os diferentes usuários interagem sinergicamente num ambiente de criatividade e inovação. Funciona como um amplo foyer que integra operacionalmente todas as áreas internas do Centro. O Átrio permite que o usuário perceba o Centro como um todo integrado (percepção de interioridade) e introduz a visão da cidade através da transparência da totalidade do perímetro (percepção de urbanidade). É coroado pela cobertura espacial cujos micro sheds recebem a luz do sul. Vista desde a praça elevada, aparece como um plano contínuo de vidro. De dois elevadores panorâmicos, que flutuam no seu interior e da escada central, é possível perceber os vidros aumentarem sua dimensão à medida que se aproximar da cobertura. No térreo um espelho d'água reflete a luz que penetra por ela. Toda a dinâmica do átrio é composta pelos planos horizontais (espelho d'água e cobertura), os anéis circulatórios com suas divisórias transparentes e o núcleo de circulação vertical central.

A praça elevada

Espaço exterior situado sobre o salão multiuso, que permite o uso descontraído pelos funcionários, estudantes e clientes, complementado pelo restaurante e a área de convivência. Chegando pela Rua Botorubi, o edifício ampliação da ETFG e a praça elevada, enquadram um visual que explode para a cidade através do setor esportivo do Complexo. A praça possui áreas ensolaradas e de sombra (projetada pelo edifício Sede e pelas aulas elevadas). Integra o Centro de Referência com o edifício Sede e a ETFG. Comunica-se com o pátio do nível térreo por escada.

O pátio

Espaço de uso coletivo que integra, no nível térreo, o Centro de Referência com o edifício Sede e o restante do complexo (setor de esportes e ETFG). Permite o uso articulado do auditório existente com o salão multiuso e com o foyer quando funcionam as salas de atendimento e, ao mesmo tempo, anexar a superfície da laje sobre o subsolo do edifício Sede, para feiras e exposições ao ar livre. Vincula-se com a praça elevada, por meio de escada.

As ruas internas

São anéis circulatórios em volta do Átrio, que articulam todos os setores do Centro, distribuem os fluxos de usuários, proporcionando diversidade à percepção do espaço entre o átrio e a transparência dos ambientes de trabalho e propiciam o encontro em áreas de estar abertas com visuais para a cidade. Os anéis dinamizam as fachadas internas do edifício com a movimentação de pessoas.

Partido arquitetônico adotado

Conceituação: Uma arquitetura contemporânea concebida para estimular o desenvolvimento de novas tecnologias de atendimento às pequenas e micro empresas e aos empreendedores.

O partido aberto procura traduzir espacialmente o novo conceito SEBRAE: o edifício abre-se, no seu interior, para receber clientes potenciais e empreendedores que procuram assistência para seus projetos e negócios, exibindo todo seu potencial institucional através de uma arquitetura que expressa os princípios da integração e da interação e promove o desenvolvimento coletivo a partir da agregação e articulação de esforços individuais.

A transparência, uma condição ética do serviço ao cliente, converte-se aqui na condição material pela qual a maquinaria técnico-administrativa é exposta aos usuários que acessam e percorrem o edifício. A idéia central do partido adotado é integrar todas as edificações pré-existentes no terreno  com o novo Centro (objeto do concurso), numa unidade funcional onde as diversas arquiteturas ficassem claramente identificadas como expoentes de seus respectivos tempos. O novo Centro assume uma condição horizontal frente à verticalidade do edifício Sede, como gesto de convívio e harmonização entre o novo e o existente.

Ocupação do terreno – implantação

A forma trapezoidal (cantoneira) do edifício surge como uma fita de 9 m de largura (incluindo a circulação) que se adequa às direções das duas ruas principais que contornam o terreno e oferece fachadas para as duas praças (interna e externa). Percebe-se como uma forma aberta que “abraça” o espaço interno que escorrega desde o átrio para o pátio térreo e a praça interna elevada acompanhando o desnível entre as ruas e “integrando-se” aos dois edifícios existentes (Sede e ETFG). O átrio leva para o interior, atributos que são próprios da condição urbana: fachadas  transparentes, ruas movimentadas, espaços generosos para o encontro de pessoas, visão da cidade através da transparência de seus limites construídos (horizontais e verticais), iluminação natural controlada pelos micro sheds da cobertura. Essas condições convertem o espaço interior num recorte de cidade acondicionado para o lazer, o trabalho, a cultura e o treinamento de cliente. A proposta também integra ao conjunto as áreas secas e verdes externas existentes permitindo seu uso em diversos tipos de eventos.

Acessibilidade

Acessibilidades perfeitamente definidas para os diferentes eventos separando os fluxos conflitantes (automóveis, serviços, público, funcionários, alunos).

1. Automóveis: acesso único de carros pela rampa existente na garagem do edifício Sede que inclui dupla faixa de acumulação de 5 m de largura e 15 m de comprimento, de acordo com a norma da BH-Trans.

2. Principal: o acesso principal de público se organiza no extremo sul do novo edifício vinculado diretamente ao foyer, em torno do qual se localizam os serviços de atendimento ao Cliente, participando do grande átrio. Permite uma intensa relação interior – exterior (átrio-praça urbana/ruas). Desde esse ponto é possível visualizar as principais atividades do Centro e ter uma rápida compreensão do conjunto que permitirá uma melhor interação cliente-Sebrae.

3. Praça Elevada: acesso ao conjunto através da Rua Botorubi, ao nível 8.90m, fazendo a integração entre o edifício Sede, a ETFG e o novo Centro de Referência. Elemento articulador externo, vincula-se as demais áreas do complexo Sebrae através de uma escada, a partir do pátio no nível térreo. Transforma-se em elemento de encontro entre estudantes, clientes e funcionários.

4. Serviço: localizado em setor estratégico na Av. Barão Homem de Melo, com portaria para controle de carga e descarga e acesso de funcionários.

Tecnologia

Procurou-se um Edifício Inteligente (EI), com nível elevado de monitoramento e controle energético com o objetivo de conservar energia e favorecer o máximo de conforto aos seus usuários através da utilização de tecnologias atuais. Um edifício que ofereça um ambiente produtivo e econômico através da otimização de quatro elementos básicos: Estrutura (componentes estruturais do edifício, elementos de arquitetura, acabamentos de interiores e móveis), Sistemas (controle de ambiente, ventilação, ar condicionado, luz, segurança e energia elétrica), Serviços (comunicação de voz, dados, imagens, limpeza) e Gerenciamento (ferramentas para controlar o edifício), bem como das inter-relações entre eles.

Estrutura

A solução estrutural adotada resolve duas transições:

  • entre duas malhas giradas segundo o ângulo determinado pela duas ruas;
  • entre uma estrutura de CONCRETO ARMADO para as áreas diretamente vinculadas ao solo (os três subsolos e o salão multiuso semi-enterrado), e outra de AÇO para o edifício de atendimento e administração e o edifício ampliação da ETFG.

A modulação da estrutura é múltiplo da dimensão mínima da vaga para garagem, prevista na legislação municipal, de 2,30 m x 4,50 m. Adotou-se um módulo estrutural de 7,20 m x 12,00 m para seis vagas e rua além do espaço para colunas.

Infra-estrutura de instalações

Conceituação: A Infra-estrutura de Instalações foi localizada no subsolo aos efeitos de permitir sua integração com as instalações existentes no edifício Sede. Para isso foi prevista uma passagem que faz a integração física das duas áreas, de forma a otimizar a manutenção das mesmas com uma única equipe técnica. Acha-se importante um “estudo posterior” mais aprofundado do funcionamento integrado do complexo, na etapa de detalhamento do projeto, para evitar uma repetição desnecessária de equipamentos.

No edifício Sede já existe uma subestação de energia que é alimentada por uma concessionária. Duas entradas separadas representam riscos no funcionamento. Esta situação leva a executar uma linha de alta tensão dentro do edifício a partir de uma única entrada. Pelo contrário, nos casos do ar condicionado, aprovisionamento de água (de chuva e de concessionária), esgoto e GLP foram separados os sistemas existentes no edifício Sede dos sistemas projetados para o novo Centro, para que possam funcionar de maneira independente.

Distribuição: O conjunto das redes de instalações é distribuído através de um sistema integrado de colunas verticais (Shafts) e bandejas horizontais (Racks) que as conduzem pelos diferentes andares até os pontos de consumo.

Os “shafts” são localizados nos núcleos de serviço (escada-elevador-banheiros) com dimensões adequadas para passagem das tubulações e quadros e incluem uma circulação horizontal por andar e uma passagem vertical com escada marinheira para deslocamento, entre andares, da equipe técnica de manutenção. Possui barras metálicas verticais e horizontais para fixação dos equipamentos.

Os “racks” são localizados de forma que possibilitem a distribuição horizontal das redes em setores estratégicos do edifício (subsolos e treliças da estrutura de transição). A equipe técnica terá facilidade de acesso e deslocamento no interior. Este sistema facilita a execução e possibilita a manutenção, renovação e inclusão de novos tipos de redes, resultado do contínuo avanço tecnológico, sem interferir no funcionamento do edifício.

ficha técnica

Autor: Arquiteto Enrique Hugo Brena

Colaboradores: Arquitetos Miguel Pousadela e Mauricio Holler; estagiários Vitor de Luca Zanatta, Adriano Soares de Assis Filho, André Celestino Fornari Oliveira, Juliana Zorzo Dal Piva e Marcelo André Carraro

Maquete: Marcos Brati e Jesus Jiménez

Fotografia: Carlos Kilian

Estrutura: Stábile Assessoria, Consultoria e Projetos de Estrutura Ltda

Instalações Mecânicas: Engenheiro Ricardo Cherem

Instalações Hidro-sanitárias: Engenheira Ane Piccinini

Instalações Elétricas: Engenheiro Marcondes Mendes da Silva

Gerenciamento de obra: Engenheiro Aurélio Rotolo

Conforto: Engenheiro Fernando Ruttkay

Sustentabilidade: Arquiteta Andréa Triana

Paisagismo: Arquiteta Juliana Castro

Programação Visual: Craft Sinalização Design

Transporte Vertical: Otis Elevadores Ltda

Esquadrias: Stylo Alumínio Ltda

Forros/ Brises: Embazza Representações Ltda

Piso Elevado: Hércules Representações Ltda

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Arquiteto Enrique Hugo Brena
Florianópolis SC Brasil

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