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Selecionado para sediar a copa de 2014 no Barsil, o Estádio Arena Pantanal é um projeto premiado do GCP Arquitetos que conta com certificação LEED e tem possibilidade de redução da capacidade para se adequar às reais necessidades da cidade após o Mundial

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PORTAL VITRUVIUS. Arena Pantanal. Projetos, São Paulo, ano 12, n. 133.05, Vitruvius, fev. 2012 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/12.133/4203>.


O projeto tem como objetivo a concepção de um equipamento de última geração, inserido em um amplo conjunto arquitetônico adequado à realidade local e essencialmente comprometido com a sustentabilidade, a responsabilidade sócio-ambiental e a requalificação urbana da cidade.

Para a realização do projeto Arena Pantanal, a GCP liderou uma equipe de quase 120 profissionais, especialistas que atuam diretamente em companhias brasileiras e internacionais, tais como: MHA Engenharia, Ponto de Apoio Engenharia e Arquitetura, CTE – Centro de Tecnologia de Edificações, Interact Engenharia, Grupo Stadia, Acenda, EGT Engenharia e KMKaiser, todas do Brasil, além de Sinclair Knight Merz e Steer Davies Gleave, ambas da Inglaterra.

A área do conjunto arquitetônico onde a Arena Pantanal está inserida ocupa aproximadamente 300 mil metros quadrados, espaço atualmente sub-utilizado e que será objeto de requalificação urbana. O novo projeto vai transformar o local em um grande parque com múltiplo uso, instalações esportivas, culturais, educativas e de entretenimento.

O projeto tem como conceito a criação de uma arena multiuso que poderá ser operada futuramente por uma empresa privada, segundo tendência mundial do setor.

Com uma capacidade de aproximadamente 43.600 espectadores, a arena poderá ter uma redução de até 15.000 assentos, possibilitando a adequação para a demanda real de público para eventos esportivos, culturais e de lazer em Cuiabá, após a Copa 2014.

Construída em estrutura metálica, montada com perfis aparafusados, parte das arquibancadas ao ser desmontada, poderá ser reutilizada em outros equipamentos esportivos ou culturais, reforçando o legado da Copa 2014 para o Mato Grosso.

Para a viabilização da redução de capacidade e racionalização e barateamento da construção, a Arena foi concebida em quatro módulos separados e idênticos dois a dois: Leste e Oeste; Norte e Sul.

As arquibancadas são separadas em 04 módulos independentes Norte, Sul, Leste e Oeste. Esta separação permitiu a abertura dos cantos da Arena para visualização da área externa e integração ao projeto paisagístico da Praça, garantindo ainda o efeito positivo da ventilação cruzada. A parte superior das arquibancadas Norte e Sul foi projetada em estrutura metálica permitindo sua remoção após a Copa, enquanto as demais arquibancadas foram projetadas em estrutura de concreto pré-moldado com modulação estrutural de 8m x 8m.

Assim como as arquibancadas, a cobertura, que conta com 26.000m2, foi dividida em 04 módulos e está apoiada por 04 pórticos que vencem, respectivamente, os seguintes vãos: Norte/Sul: 96,00m; Leste/Oeste: 136m.

O princípio adotado de separar as arquibancadas e coberturas em módulos independentes propiciará a desmontagem parcial desses elementos, sem comprometer a integridade estrutural do estádio.

O Fechamento Lateral é constituído de estrutura metálica para fixação e apoio de brises metálicos em sua base e painéis de PVC perfurados que garantirão ventilação, sombreamento e visualização do exterior além de realçar qualidade estética da edificação.

O conceito extremamente simples dos principais elementos estruturais de concreto e aço possibilitam até o fornecimento de material pelas empresas da região, atendendo aos anseios do Mato Grosso e em alinhamento com o conceito sustentável de valorização de compras locais.

As áreas internas foram planejadas para versatilidade do uso após a demanda de espaço para o evento da Copa. Para atender esta flexibilidade as estruturas internas são facilmente removidas permitindo amplo replanejamento dos espaços para diversos usos.

As áreas internas exclusivas ao público VIP e VVIP foram concebidas com simplicidade e requinte. Esta característica já é notada na recepção que dará acesso aos lounges no piso do estacionamento. O design adotado para todas as áreas VIP e VVIP proporciona um aspecto cenográfico com os grandes bancos com iluminação pontual e placas de cristal preto espelhado fixadas no teto. As paredes serão revestidas com placas de aço corten e pontos de luz em LED. A relação do espaço com a cultura brasileira será através de painéis iluminados por LED com imagens de fotógrafos nacionais retratando temas de futebol e natureza local

A Arena Pantanal incorpora conceitos arquitetônicos comprometidos com a conservação dos recursos naturais, fundamentalmente nos aspectos relacionados ao uso de energia e água.

O projeto foi desenvolvido, desde o início, dentro de parâmetros ambientalmente corretos e normativos para a certificação do LEED (Leadership in Energy and Environmental Design).

Abaixo alguns dos pontos principais que o projeto da Arena Pantanal contempla:

Os sistemas elétricos, ar condicionado e luminotecnia estão sendo projetados com a tecnologia necessária para a melhor eficiência energética. A concepção da arquitetura aliada a estes sistemas eficientes irá gerar no mínimo uma redução de 12% no consumo de energia;

Com relação ao consumo e reuso de água, o projeto prevê captação de água pluvial. O efluente doméstico será tratado em Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), com alto padrão de qualidade. A água utilizada para irrigação do campo também será coletada, tratada e armazenada desta maneira. A integração de todos os sistemas prevê uma redução aproximada de 40% de redução de consumo de água”.

Visando diminuir as chamadas “ilhas de calor”, áreas de concentração térmica, relacionadas à pavimentação e áreas de cobertura, as especificações de piso externo e cobertura também irão atender ao parâmetro LEED , que estabelece que o piso deve ter SRI (Solar Reflectance Index) 29, de gradação mínima; e a cobertura, SRI 78.

Em alguns trechos da fachada serão utilizados vidros que devem possuir Fator de Ganho Solar (SHGC-Solar Heat Gain Coeficcient) de no máximo 0,48, para reduzir o ganho de calor nos ambientes internos

O paisagismo será realizado com espécies nativas, exemplares da Mata do Cerrado e Mata Amazônica, uma vez que o bioma aonde Cuiabá está inserido possui estas matas, eliminando a necessidade de irrigação artificial.

O projeto de terraplanagem foi concebido permitindo compensação entre corte e aterro, eliminando importação ou bota-fora de material de escavação, evitando-se o impacto ambiental que normalmente uma obra como esta acarreta.

Ficha técnicaprojeto
Arena Pantanal

local e previsão
Cuiabá MT, dezembro 2012

área do terreno e construída
300.000,00m². 80.000,00m²

arquitetura
GCP Arquitetos
Sergio Coelho (autor); Adriana Oliveira e Maurício Reverendo (co-autores); Alessandra Araujo (coordenação geral e sustentabilidade)

equipe de arquitetura GCP
Bárbara Fornari; Bruna Tosetto; Daniel Mariano; Francisco Abreu; Janaína Ortolani; Jun Webster; Lilian Frige; Ricardo Segantini; Sílvio Diarte; Taís Miyake e Tomás Brunoro.

construtora
Consórcio Santa Bárbara e Mendes Júnior

consultoria em arquitetura esportiva
Danilo Carvalho
Grupo Stadia

equipe stadia
Danilo Cosenza e Marcelo Rios.

arquitetura de interiores áreas VIP e VVIP
Sandra Ruiz e Shintaro Arakawa

especificações técnicas
Tecspex

engenharia de instalações
MHA Engenharia

estrutura metálica e estruturas desmontáveis
Sinclair Knight Merz (Inglaterra)

estrutura metálica
Ponto de Apoio
infraestrutura
Interact Engenharia

fluxos de espectadores
Steer Davies Gleave (Inglaterra)

estrutura de concreto e fundações
EGT Engenharia

certificação LEED
CTE

paisagismo
Koiti Mori e Klara Kaiser Arquitetos Associados

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