Your browser is out-of-date.

In order to have a more interesting navigation, we suggest upgrading your browser, clicking in one of the following links.
All browsers are free and easy to install.

 
  • in vitruvius
    • in magazines
    • in journal
  • \/
  •  

research

magazines

my city ISSN 1982-9922

abstracts

português
Em crônicas escritas durante andanças pela cidade, Abilio Guerra comenta aspectos diversos da vida urbana – lixo, lixeiros, orelhão, quadro com vidro trincado, estátuas, praia de asfalto e Mario de Andrade etc. –, sempre buscando algum ensinamento.

how to quote

GUERRA, Abilio. Sete cenas paulistanas: lixo, lixeiros, orelhão, quadro com vidro trincado, estátuas, praia de asfalto, Mario de Andrade. Crônicas de andarilho 6. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 187.03, Vitruvius, fev. 2016 <http://vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.187/5932>.



Do bota-fora

Há pelo menos um quarto de século fiz – ou passei por – uma experiência social banal, mas inesquecível. Após megafaxina em minha casa, decidi seguir exemplo que havia visto em documentário na TV. Separei material orgânico, badulaques quebrados, papéis velhos, todo tipo de inutilidade, ensaquei e coloquei na rua para o caminhão de lixo recolher. O restante – boas tábuas de madeira, suportes para prateleira, eletrodomésticos em funcionamento, uma cadeira sem par, banqueta de prancheta desaparecida, utensílios de cozinha em bom estado, objetos que teriam evidente sobrevida – eu dispus na calçada frontal, junto ao muro de terreno baldio, alinhados como em um mostruário de loja. Fiquei satisfeito e de consciência tranquila, como um japonês consciente da preservação do meio ambiente. Não deu meia hora e a campainha disparou; me debrucei na janela no segundo andar, olhei para a calçada, e dei um bom dia para um rapaz que não estava tendo um dos seus melhores. Era meu vizinho, exaltado, que gritava frases desconexas apontando para os objetos. Tentei argumentar, mas foi impossível, o sujeito exibia seu glossário de impropérios enquanto as veias do pescoço inflavam e o rosto se avermelhava de forma preocupante. Parecia que ia explodir. Com uma calma que tenho saudades, esperei a fresta do respiro inevitável e expliquei de forma sintética a experiência japonesa em curso. Ele se virou, continuou os xingamentos, entrou na casa e bateu a porta, enquanto eu prometia que recolheria tudo o que sobrasse. Não sobrou nada; a experiência foi um sucesso, mas o rapaz jamais voltou a falar comigo. Toda vez que vejo entulho depositado junto aos muros de terrenos baldios ou sobre o gramado de espaços públicos me recordo do episódio. Ao contrário de minha experiência exitosa, esses amontoados não passaram por qualquer triagem, são descartes de pessoas preguiçosas, que entendem tudo aquilo que não tem dono definido como terra de ninguém. Por detrás da atitude sem educação, há uma forte convicção de que cabe ao poder público resolver o problema criado deliberadamente por um ente privado, e que o prefeito é culpado direto pela sujeira da cidade. Conforme passa o tempo e o problema só se agrava, dou mais razão para meu vizinho. Minha experiência estava deslocada culturalmente, aos olhos dos outros parecia – e em alguma medida era – um ato de vandalismo, coisa de preguiçoso. Às vezes quem grita tem razão.

[10 de fevereiro de 2016]

Do escritor Mario de Andrade

Fachada do edifício Mario de Andrade, rua Rocha, São Paulo
Foto Abilio Guerra


Diz a lenda que Oswald de Andrade viveu bem a vida – ao menos a maior parte do tempo – alugando e vendendo os imóveis herdados da família, mas quem acabou nome de prédio foi seu maior amigo-inimigo, Mário de Andrade.

[5 de fevereiro de 2016]

Da praia de asfalto

Avenida Paulista no domingo, São Paulo
Foto Abilio Guerra

“Quando vejo a Paulista, me sinto em casa”: foi assim que meu filho explicou porque descia do ônibus ao entrar na avenida. Quando crianças, ele e a irmã se divertiam nos brinquedos e tanque de areia do parque Trianon, andavam de bicicleta nas áreas livres da Cetenco, buscavam nas largas calçadas pequenos mosaicos coloridos incrustrados entre as pedras portuguesas... Ela foi durante muitos anos o quintal expandido de nossa casa. Minha paixão pela avenida é de outra ordem, foi se construindo ao longo do tempo. Quando adolescente, ficava incomodado com a frieza dos edifícios corporativos e das calçadas vazias, algo quase inimaginável hoje, quando olhamos a rua sempre coalhada de gente. Sua evolução é interessante: o boulevard original da virada do século 19 para o 20 abrigou palacetes de industriais e fazendeiros milionários; a verticalização se iniciou nos anos 1940 e 1950, com lindos edifícios residenciais modernistas; nos anos 1960 e 1970, vieram as sedes de bancos, empresas e sindicatos patronais, se aninhando em edifícios tardo-modernos ou brutalistas. Nesse período se destacam o interessante projeto viário de rebaixamento das vias expressas, implantado apenas na embocadura sob a rua da Consolação, e os projetos integrados de paisagismo e comunicação visual, cujo totem negro ainda embeleza o lugar. O pós-moderno e uma versão hierática do moderno vicejaram nos anos mais recentes, gerando obras das quais não gosto muito, mas há quem goste... E, em algum lugar dentro desse processo, o surgimento do magnífico e atemporal Conjunto Nacional, obra prima que ensina a cada dia como arquitetura pode fazer cidade. Todos os períodos cooperaram em alguma medida para a síntese que vemos hoje, mas a contribuição crucial foi a chegada da linha verde do Metrô, que irrigou o logradouro com gente de todo tipo e de todo lugar, promovendo uma transformação aguda dos térreos dos edifícios, que passaram a abrigar atividades diversas para atender as novas formas de apropriação do espaço público. Fruto do tempo, a Avenida Paulista virou cidade, e da melhor qualidade, com a qual se identificam paulistanos de todos os pontos cardeais, que ali vão comemorar ou protestar. O coroamento do processo histórico foi a recente instalação da ciclovia e o fechamento aos domingos, que faz surgir a cada final de semana uma surpreendente praia de asfalto.

[31 de janeiro de 2016]

Do orelhão

Orelhões descartados, Higienópolis, São Paulo
Foto Abilio Guerra

O telefone público brasileiro é do início dos anos 1970. Inspirada nas curvas do ovo de galinha, sua forma inventiva e o uso de material revolucionário na época, a fibra de vidro, propiciam proteção acústica e resistência. Leve, barato e afeito à aplicação de cores, foi um estrondoso sucesso comercial no Brasil e em países da América Latina, África e Ásia. Versátil, a adoção do acrílico resultou em melhor acabamento e a cor laranja original ganhou alternativas a reboque da privatização. Como é da nossa tradição, ganhou apelidos divertidos, mas sua fama se eternizará, talvez, com o carinhoso “orelhão”. Com a popularização da telefonia celular, o telefone público sobrevive hoje como socorro aos incautos ou suporte para adesivos de serviços urbanos – produtos, consertos, empréstimos, prostituição... Ao longo dos anos a sociedade o tratou com humores variados: o exagero do orelhão de 5 metros de altura em Itu, a glória dos desenhos cult de artistas plásticos, a nostalgia da exposição sobre a bossa nova na Oca do Ibirapuera. Sua autoria é muito curiosa: o mais fantástico design brasileiro de produto industrial é de Chu Ming Silveira, arquiteta e designer de origem chinesa. Nos anos mais recentes os reparos são cada vez mais raros, já não são substituídos, começam a ser retirados e os poucos restantes apodrecem solitários. Ao olhar as peças amontoadas no asfalto como carcaças de animal extinto me chega a intuição que um dos desdobramentos do afeto que se encerra será o empobrecimento da adorável fala coloquial brasileira, pois não tarda o dia que não cairá mais a ficha de ninguém.

[26 de janeiro de 2016]

Dos lixeiros

Lixeiro e caminhão de lixo, Alameda Campinas, São Paulo
Foto Abilio Guerra

Sempre gostei de observar os trabalhadores de rua. Uma das preciosas lembranças da minha infância é o chamariz sonoro de cada vendedor ambulante de guloseimas – a matraca do bijuzeiro, o apito do sorveteiro, a gaita do pamonheiro... O que encanta na atividade é imaginar as histórias sem fim que o personagem viu e pode contar ou se lembrar para sempre. Mas o lixeiro tem outro estatuto, ele tem seus sentidos sequestrados pelo corpo. Antes de tudo, é um sobrevivente, driblando a cada instante autos com condutores distraídos ou enfurecidos, buracos, chãos escorregadios e sacos de lixo cheios de armadilhas. Após cada dia, extenuado, narra a jornada para mulher e filhos: "sobrevivi". Eu gostava muito de usá-lo como exemplo para meus filhos quando me deparava com um caminhão de lixo no caminho da escola: "observem os três lixeiros; a função é a mesma, mas aquele ali – e apontava para o mais ágil, quase sempre o mais atlético – faz tudo de forma preconcebida, sabe antes de fazer, economiza os gestos, se agacha e se levanta com o corpo direcionado para o lado certo, imagina a largura certa dos passos, a velocidade da corrida e o balanço dos braços para arremessar certeiro o saco de lixo no buraco da caçamba. É um sábio do próprio corpo". E olhava com os cantos dos olhos para conferir o sorriso satisfeito dos meus filhos.

[20 de janeiro de 2016]

Das coisas obsoletas

Lixo amontoado na calçada, Bixiga, São Paulo
Foto Abilio Guerra

Os lixõezinhos improvisados nos pés de postes é uma prática institucionalizada no Brasil. Jogue a primeira pedra – não em mim! – quem nunca praticou este esporte... Hoje vi num deles, no Bixiga, um quadro com o vidro trincado, com uma foto de péssima reprodução. O bonde parece não servir mais para a cidade nem para a sala do sem educação. Como um arqueólogo urbano consciente, decidi fotografar a cena do crime – alguém bem inteligente já disse que toda fotografia de cidade com pessoas ausentes parece uma cena de crime, então o que dizer desta? – para depois estudá-la com cuidado em casa, comparando-a com o retrato do bonde, que pretendia levar. Quando me reclinei para pegar o quadro fui surpreendido por mãos sorrateiras, mais ágeis e jovens do que as minhas. Um menino na baixa altura dos seus quatro ou cinco anos. Em silêncio, olhos encarados, travamos o seguinte diálogo:

— Posso levar?

— Sim, claro, você pegou primeiro!

E seguiu feliz com o quadro de vidro quebrado e foto pessimamente mal impressa. Entrou correndo pelo portão da casa pobre, me deixando frustrado com o diálogo imaginário rico que deixamos de ter.

[18 de janeiro de 2016]

Das estátuas vivas e mortas

Estátuas vivas e morta, Parque Trianon, São Paulo
Foto Abilio Guerra

Ao ver os dois marmanjos enrijecidos como bichos empalhados em plena Avenida Paulista, me recordo quando vi a cena pela primeira vez: foi na Rambla de Barcelona, espaço público que corta como faca o tecido urbano que começa nas manzanas do plano Cerdà, passa pelo casco gótico e chega ao mar. Não me recordo mais o que pensei na ocasião, mas arrisco dizer que imaginei o quanto era estranho alguém ganhar a vida negando-a. Depois vi a cena mórbida em espaços públicos de diversos países, mas nunca dei a mínima para essa gente, cujo talento é negar as habilidades que o homem desenvolveu durante sua trajetória de ameba a ser beligerante. O interesse da assistência pelo show é evidente e cogito se não é uma espécie de catarse distorcida. Aristóteles afirmou que o êxito da tragédia depende da sensação de terror profundo da plateia, idêntica à vivenciada pelo personagem principal, logo seguida pelo alívio ao constatar que cabe apenas ao homem em cima do palco as consequências dos seus atos irrefletidos e quase sempre inevitáveis. À minha frente, os dois sujeitos fantasiados de estátuas fingem ser objetos inorgânicos, mas a estátua gigante de um bandeirante, fincada há anos na calçada, denuncia o embuste. Sem se dar conta do aviso, os transeuntes os observam com horror contido, para logo seguir aliviados pela intuição que são os outros, e não eles, os mortos em vida.

[7 de janeiro de 2016]

nota

NA – Quinto artigo da série “Crônicas de andarilho”, com coletânea de pequenos textos originalmente publicados no Facebook de forma isolada. Artigos da série:

GUERRA, Abilio. Cinco cenas paulistanas. Crônicas de andarilho 1. Minha Cidade, São Paulo, ano 15, n. 179.01, Vitruvius, jun. 2015 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/15.179/5561>.

GUERRA, Abilio. Dez cenas paulistanas. Crônicas de andarilho 2. Minha Cidade, São Paulo, ano 15, n. 180.02, Vitruvius, jul. 2015 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/15.180/5595>.

GUERRA, Abilio. Sete cenas paulistanas: a velocidade nas marginais e outros assuntos. Crônicas de andarilho 3. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 181.03, Vitruvius, ago. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.181/5637>.

GUERRA, Abilio. Sete cenas paulistanas: caipirice, regionalismo, erudição, cidadania, obra pública e mobiliário urbano. Crônicas de andarilho 4. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 183., Vitruvius, out. 2015 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.183/5735>.

GUERRA, Abilio. Dez cenas paulistanas: bicicletas, escadarias, caminhadas, rios ocultos, escolas, resiliência, diálogo. Crônicas de andarilho 5. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 185.02, Vitruvius, dez. 2015 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.185/5830>.

GUERRA, Abilio. Sete cenas paulistanas: lixo, lixeiros, orelhão, quadro com vidro trincado, estátuas urbanas, praia de asfalto e Mario de Andrade. Crônicas de andarilho 6. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 187.03, Vitruvius, fev. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.187/5932>.

GUERRA, Abilio. Memórias do futuro: sobre a recusa de se ver o óbvio. Crônicas de andarilho 7. Drops, São Paulo, ano 17, n. 103.02, Vitruvius, abr. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/17.103/5982>.

GUERRA, Abilio. Oito cenas paulistanas: política, política cultural e urbanidade. Crônicas de andarilho 8. Minha Cidade, São Paulo, ano 16, n. 191.03, Vitruvius, jun. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/16.191/6050>.

GUERRA, Abilio. Do nome das coisas: qual o motivo para mudar o nome do Elevado Costa e Silva? Crônicas de andarilho 9. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 193.06, Vitruvius, ago. 2016 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.193/6167>.

GUERRA, Abilio. Do vizinho: como Jacques Tati e Michel Foucault podem explicar a boçalidade do novo-riquismo. Crônicas de andarilho 10. Drops, São Paulo, ano 17, n. 112.06, Vitruvius, jan. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/17.112/6383>.

GUERRA, Abilio. Do higienismo: sobre as práticas urbanísticas do século 19 em pleno século 21. Crônicas de andarilho 11. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 198.04, Vitruvius, jan. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.198/6385>.

GUERRA, Abilio. Do gênero na fala popular. Crônicas de andarilho 12. Arquiteturismo, São Paulo, ano 11, n. 122.05, Vitruvius, maio 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/11.122/6540>.

GUERRA, Abilio. Do táxi. Crônicas de andarilho 13. Minha Cidade, São Paulo, ano 17, n. 202.05, Vitruvius, maio 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/17.202/6541>.

GUERRA, Abilio. Três crônicas sobre a arte e a vida. Crônicas de andarilho 14. Minha Cidade, São Paulo, ano 18, n. 206.05, Vitruvius, set. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/18.206/6712>.

GUERRA, Abilio. Do sadomasoquismo. Crônicas de andarilho 15. Drops, São Paulo, ano 18, n. 124.01, Vitruvius, jan. 2018 < www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.124/6820>.

GUERRA, Abilio. Do cordão de isolamento: ano novo, realidade arcaica. Crônicas de andarilho 16. Arquiteturismo, São Paulo, ano 11, n. 129.06, Vitruvius, dez. 2017 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/11.129/6822>.

GUERRA, Abilio. Do choro – entre lágrimas e música. Crônicas de andarilho 17. Minha Cidade, São Paulo, ano 18, n. 212.04, Vitruvius, mar. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/18.212/6923>.

GUERRA, Abilio. Da cavalaria de hoje e de antigamente. Crônicas de andarilho 18. Drops, São Paulo, ano 18, n. 126.06, Vitruvius, mar. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.126/6926>.

GUERRA, Abilio. Da inveja infame: a trajetória histórica de Lula e a viagem pela metrópole de um casal qualquer. Crônicas de andarilho 19. Arquiteturismo, São Paulo, ano 12, n. 133.03, Vitruvius, abr. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/12.133/6953>.

GUERRA, Abilio. Do andaime. Crônicas de andarilho 20. Arquiteturismo, São Paulo, ano 12, n. 134.04, Vitruvius, maio 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/12.134/6984>.

GUERRA, Abilio. Da dobradura. Crônicas de andarilho 21. Drops, São Paulo, ano 18, n. 129.05, Vitruvius, jun. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/drops/18.129/7033>.

GUERRA, Abilio. Das estradas da vida. Crônicas de andarilho 22. Arquiteturismo, São Paulo, ano 12, n. 136.05, Vitruvius, jul. 2018 <www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquiteturismo/12.136/7049>.

sobre o autor

Abilio Guerra é professor de graduação e pós-graduação da FAU Mackenzie e editor, com Silvana Romano Santos, do portal Vitruvius e da Romano Guerra Editora.

comments

newspaper


© 2000–2018 Vitruvius
All rights reserved

The sources are always responsible for the accuracy of the information provided