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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
Elucidam-se alguns fatos históricos, correlatos ao covid19, que deixaram vestígios nas cidades. Entre inflexões, dicotomias e miríade de mensagens, diretas e indiretas, é viável apostar na retomada de contrapontos reconstitutivos urbanos e na sociedade.

english
In this paper are cleared some historical facts related to covid-19 that left traces in the city. Between inflections, dichotomies and infinity of messages it is feasible to bet on the resumption of urban and society restorative counterpoints.

español
Se aclaran algunos hechos históricos, asociados al covid-19, que dejaron rastros en las ciudades. Entre inflexiones, dicotomías y innumerables recados es factible apostar por la reanudación de contrapuntos reconstituyentes urbanos y en la ciudad.


how to quote

PORTAL VITRUVIUS. Covid-19 e espaços públicos. (Des) conexões pandêmicas no século 21. Arquitextos, São Paulo, ano 22, n. 256.05, Vitruvius, set. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/22.256/8262>.

O ano de 2020 será lembrado pelo início do surto do Covid-19, que tomou conta das manchetes globais (1). Não é a primeira doença que o mundo enfrentou e, provavelmente, não será a última, mas a transmissibilidade desta se tornou preocupante. Essa patologia escancarou duas caraterísticas singulares. A primeira, que a doença atingiu com força as áreas mais urbanizadas e, aos poucos espalhou-se para recônditos rurais. Salienta-se que múltiplos vírus na história da humanidade foram originados em âmbitos agrícolas e fizeram o caminho inverso, em especial, na Ásia continental (2).

A segunda questão importante é que esse inimigo invisível foi precursor no acompanhamento quase em tempo real, nenhuma das patologias precedentes teve tal cobertura. A revolução informacional das redes sociais alavancou a dissipação de dados e narrativas, tanto verdades, quanto falsas. Pela relativa alta letalidade a sociedade foi empurrada/obrigada, em determinadas situações e locais, para o isolamento social/espacial que acarretou aderir à aproximação compulsória de vínculos internos (parentes) e do estreitamento da comunicação virtual (pelo trabalho e amizades).

Os paradoxos apresentados demonstram a fugacidade de situações aparentemente absolutas, consolidadas e dadas como inexoráveis (3). Acredita-se que estamos perante um abalamento de saúde, geopolítico e social que unicamente congéneres nossos, com quase um século de idade ou mais, enfrentaram em situações semelhantes. É possível asseverar que ultrapassamos os limiares dos conceitos da sociedade liquida na direção da evaporação parcial, com o agravante do acantonamento compulsório em locais considerados bastiões de garantias fundamentais.

Per se a obrigatoriedade, de ficar restrito em espaços domésticos, esbarrou na ruptura de direitos basilares como a liberdade. De certo modo compreensível, pois foi permeado por um propósito maior, não é difícil conferir que, com certas defasagens, prevaleceu o interesse coletivo. O entendimento mais coerente, alinhado com benfeitorias para a sociedade como um todo, inclinou-se pela preservação de vidas, fundamentalmente, de idosos e pessoas com comorbidades. Além disso, surgiu um número de posturas, idôneas e não, que imaginaram um espectro de previsões.

Entre os cenários pessimistas e otimistas; cientistas e negacionistas; alinhados e desalinhados etc. a verdade é que não existe nada verificável, pois a decantação desta pandemia não foi efetivada. Parafraseando Popper sem dados e fatos é inconveniente mergulhar em opiniões sem alicerces (4). Como em momentos descompassados da história, a mensuração definitiva/comprovação de hipóteses, até as mais mirabolantes, só virá à tona depois de passada a tormenta. Independentemente de qualquer prospecção o único fato constatável e consensual é que a urbanidade dos espaços públicos enfraqueceu.

Cronologia e algumas visões espaciais

Mergulhados na pandemia foram evidenciadas as apostas de quem sempre relutou em aceitar as incongruências e inflexões, das mais leves até as mais robustas, dos espaços contemporâneos. Verificou-se, mesmo no pseudo-confinamento, que levantar as bandeiras de projetos urbanos que pregam espacialidades plurais, permeáveis, comuns e voltadas para a convivência da coletividade continuam vigentes (5). Contudo, as abordagens refratárias desses preceitos, com uma oportunidade imperdível, não tentaram demonstrar seus princípios, que deixam pairando no ar mais dúvidas do que certezas.

No que tange aos agentes produtores e/ou responsáveis por esses anti espaços, junkspaces e espacialidades correlatas sentiram na própria carne e em situações familiares que o contexto se tornou, no mínimo insustentável, apenas com temporadas alternadas de isolamento. Não pela inibição de encontros ou pelo esvaziamento dos espaços públicos em si, nessa ordem, e sim porque com o confinamento vieram à tona sensações desconfortáveis/desajustadas e também decorrentes das consequências económicas. Estas últimas atingiram diversas camadas da população, em especial, os mais marginalizados.

A priori essa é uma situação totalmente inédita, não apenas pelo “estatus” e encorpamento que ganharam certos espaços públicos nos últimos anos, mas porque ficamos perante a convergência, mesmo forçada, entre duas tendências antagónicas e excludentes. É decepcionante que uma pretensa coesão não tenha nascido a partir de um debate conciliatório. Prescindir do consenso impossibilitou a capilaridade para outras esferas, para equacionar os achaques, fragmentação e artificialidade das espacialidades contemporâneas e pensar em possibilidades mais fatíveis e acolhedoras.

No meio do debate alguns movimentos acreditam que a vida virtual se tornou extensão da vivência real e vice-versa e que estas hoje pareciam estar imbricadas. Existe desconfiança quanto à veracidade deste axioma. É palpável, não unicamente na conjuntura atual, que muitas ações e propósitos tem pouca virtuosidade no efémero espaço virtual (6). Todavia, as nuvens e seus recursos subsidiaram o surgimento de infindáveis correntes benevolentes e consolidaram outras. Estas últimas transbordaram para as esteiras do real, utilizando a concretude e subsídios dos espaços físicos.

No intuito de entender essas e outras transições espaciais vale a pena gravitar por uma concisa retrospectiva. É indiscutível que a origem das cidades esteve atrelada à agricultura. Deaton frisa que a bonança dos resultados da exploração da terra trouxe o desenvolvimento de múltiplos núcleos urbanos. Os conglomerados com irrefutável projeção técnica e conhecimento presenciaram resultados mais expressivos em curto período de tempo, com os prós e contras da prosperidade, que levou ao distanciamento e/ou acirramentos de diferenças territoriais, endógenas e exógenas (7).

Nas inflexões históricas, por interesses de diferentes matizes, os assentamentos sempre foram pressionados a ter mutações em todos os âmbitos. Nas cidades medievais, por exemplo, prevalecia a compacticidade e dissociação do entorno, não pelo adensamento ou falta deste, e sim pela inibição de ataques. Bloqueios físicos se tornaram menos nocivos e permeáveis do que algumas pragas com alto grau de mortalidade. Esta época coincide com o surgimento da peste bubônica (8). Destaca-se, por exemplo, que os mongóis negligenciaram pragas, inclusive utilizando na guerra corpos infetados como “balas de canhão”.

Posteriormente, a fartura coadunada com diversas circunstâncias de escopo tecnológico, possibilitou desequilíbrios que sufocaram as urbes. Um dos casos mais proeminentes foi a Revolução Industrial (9). Entre 1918 e 1920 mais uma pandemia assolava o planeta, a gripe espanhola (10). Entretanto, já em 1854 o fechamento de fontes de água e outras medidas emergenciais foram implementadas no ensejo de conter focos de cólera. Foram estratégias manuais/intuitivas, mas com embasamento e visão urbanística para além do impedimento de circulação do vírus, que possibilitaram que os núcleos infecciosos recuassem.

Na linha de pensamento sanitarista entre finais do século 19 e início do século 20 cidades de tradição eurocêntrica e anglo-saxã se tornaram alvos de experiências, muitas imaterializadas (11). As cidades jardins propenderam por atenuar os efeitos industriais nocivos e, ao mesmo tempo, aprimorar os precários índices de qualidade de vida (12). Foram discutidos os aspectos associados à saúde, cogitadas áreas de lazer, introduzidas relações habitação e usos da cidade etc. Entre propostas com teorias advindas do liberalismo, materialismo histórico e de modelos híbridos não existiu nenhum modelo capaz de concretizar uma resposta viável e abrangente o suficiente.

Na sequência, as duas guerras mundiais acarretaram oscilações, a explicitação de arranjos geopolíticos globais, que forçaram metamorfoses e migrações nos territórios mundo a fora. Diga-se de passagem, o Brasil foi um dos países que mais acolheu diversos grupos de exilados. Nos conglomerados mais afetados o tempo de reconstrução foi mais dilatado, pois a destruição foi rápida e extensa. Porém a industrialização contornou profusas circunstâncias. Atentou-se para a necessidade da retomada de questões configuracionais na direção de espaços urbanos fragmentados com forte viés impessoal, feições que transcendem até hoje.

Em alguns dos casos elencados é possível inferir que em situações caóticas e de afecções hospitalares atípicas foi o tempo que diluiu os efeitos mais catastróficos. Tanto o esvaziamento e a reconstrução de aglomerados urbanos, quanto a pretendida imunidade de rebanho controlaram vicissitudes e curvas de decadência total, inclusive à revelia de novas cepas, ondas e congêneres (13). Um paralelo pertinente é frisar que em tempos pregressos as redes de informações eram incipientes, o panorama atual difere desse referencial. Destarte, tal saturação e volatilidade alavancou transgressões retóricas inadmissíveis no meio da turbulência.

Confere-se que, em diversos momentos, a adoção de diretrizes com viés transformador seja tábula rasa, alternância de projeções, criação de novos vetores, medidas de contingenciamento técnico, etc. ganharam corpo na eminência de outras problemáticas. Sinais, sintomas e cicatrizes da cidade foram inibidos e/ou camuflados, em virtude de motivações específicas, no entanto foram pontuais e de menor divulgação. Contudo, o essencial é que ficaram aprendizados e demandas que precisavam ser colocados na pauta e refletidos. O ímpar impacto da patologia em 2020 abriu uma nova chance de discussões, objetivos e pensamento de utopias.

(Re)invenções das vivências espaciais

No ápice da turbulência sanitária do covid19 foram constatadas algumas opções de proteção: o lockdown, afastamento dos focos, admissibilidade “maquiada” do vírus. Dentro das possibilidades de famílias privilegiadas, a opção foi pela nostalgia ou volta para as áreas rurais, ou pelo menos o deslocamento aos “virtuosos” condomínios afastados de núcleos urbanos. Refúgio dicotómico, pela segurança minguada em vista do adversário imperceptível. Novos horizontes da questionada inversão da matriz urbana e rural foram reencontrados e erguidos. No outro extremo a imprevisibilidade do amanhã forçou à resignação dentro dos limites econômicos.

Cena do filme Ensaio sobre a Cegueira. Direção Fernando Meirelles. Brasil/Canada/Japão/Reino Unido/Itália, 2008
Foto divulgação

Na maioria dos casos, nos lugares do confinamento, o fluxo das relações interpessoais foi parcialmente interditado. Em situações heterogéneas, nas quais as relações de vizinhança mostraram fragilidade a sociedade foi “intimada” ao convívio mais por necessidade do que empatia (14). As interações nos ambientes remotos dos famigerados aplicativos de celular forneceriam roles diferenciados de descongelamento do privado e a explanação de atividades particulares para impulsionar conexões comerciais, académicas, pensamentos, afinidades etc. As tensões entre espaço público, privado (interno) e virtual acenderam os alarmes da exaustão.

Uma breve temporada de retiro imposto demonstrou as consequências do retraimento social e que é imperativo voltarmos às nossas verdadeiras origens. Isto é, somos seres sociais por excelência e estamos escorados nos contatos sociais para a sobrevivência. Não em função da proximidade com estranhos, da qual existe uma maciço de grupos de indivíduos que é avessa, mas pelas sensações oriundas da simples e rotineira movimentação que as ruas e espaços públicos produzem associada à inércia que ecoa das atividades humanas. Por outro lado, o convívio excessivo fragilizou e, em determinados casos, estilhaçou relacionamentos intra e ultra familiares.

Alguns formadores de opinião têm se mostrado otimistas em prospectar novos cenários. Ou seja, afirmar que o pós covid produzirá pessoas diferentes ou com maiores afinidades, cuja essência, direta ou indiretamente, esbarra no espaço e sua ocupação. Pelo prisma de Hobbes, acredita-se numa abordagem menos promissora, pois a separação do bom e mau sempre existiu e seu convívio mostra variações ao longo dos séculos. Não é possível esquecer que sobreposição de regras, violações, subterfúgios, chantagens também são intrínsecos à natureza humana e, por interesses pessoais (15) e ambições, eles prevalecem desde tempos longínquos. Essa mudança está represada e é mais complexa.

Na contramão da assertiva anterior atingir uma pretensa homogeneidade e harmonia universal se tornou ilusória em diversos campos e temporadas. Mas, é imprescindível salientar que o aprimoramento espacial advindo da aplicação de usos multifuncionais, altas densidades, espaços convidativos, surpresas espaciais, conexões propositais, distâncias regulares e amenas etc. garantem em diferentes contextos uma ocupação espacial condizente (16). Isto significa que ainda é possível endossar e sermos balizados pelas famigeradas e clássicas teorias de Jacobs, Jencks, Gehl, Hall, Kolhaas, Muñoz. Ao mesmo tempo, é inadiável seu aprofundamento e o compartilhamento de informações com outras vertentes e áreas no debate. Definitivamente, a urbanidade é transversal.

Avenida Paulista, São Paulo SP Brasil
Foto Jairo Bastidas, 2015

Os desafios da retomada das atividades humanas continuarão sendo taxativos nas múltiplas desavenças, assimetrias e iniquidades materiais que, não obstante autores insistiam no seu recrudescimento, sempre pairaram nos países subdesenvolvidos (17). Vale a pena elucidar que auxílios governamentais e ações colaborativas foram expressivos (18) e contingentes de esquecidos saíram do anonimato e invisibilidade, sendo consideradas medidas paliativas. O contexto mostrou a autonomia artificial das potências mundiais, pois possuem sérias deficiências e atrasos. Provavelmente, seja o momento de explorar o binómio globalização e revolução informacional no ensejo de aprimorar o desenvolvimento como um conjunto mais coeso.

Não obstante a contemporaneidade atingiu um expressivo grau de construção de edificações e espaços, o que realmente expressa a tessitura espacial é sua qualificação que, de modo infeliz, é inversamente proporcional em números absolutos e relativos. Esta situação quiçá sugere uma espécie de auto sabotagem da humanidade. Talvez uma reformulação com esse viés, visando aparar tais arestas, seja peremptória e inadiável, simultaneamente, com as cobiçadas vacinas. No que tange ao conhecimento um desafio é rescindir correntes hegemônicas e a real aceitação do contraditório, dispensando teorias seletivas e apenas ideológicas.

Grosso modo alguns projetos de intervenção com raciocínios encorpados e internalização de conceitualizações teórico práticas mais densas, antes da pandemia, já prospectavam panoramas mais auspiciosos na urbanidade dos espaços públicos (19). É tempo destas tendências se fortalecerem e criarem mais pontes para ganhar destaque e anular os gargalos da fragmentação, dispersão e difusão urbanas. Igualmente, as reflexões das nossas paisagens precisam encampar slogans que clamem pela consolidação de áreas topofílicas e a suavização e/ou detrimento das topofóbicas em prol de menos distopias espaciais.

Considerações finais

Desacredita-se numa crise irreversível do espaço em qualquer instância. Manifestações disruptivas evidenciaram que o espaço continua a ser um campo social, político e cultural estratégico sem neutralidade nenhuma. Entretanto, é ainda possível tecer infindáveis questionamentos, pois a realidade demonstrou que não somos inócuos a nada. Por exemplo, será que letalidade do covid-19 é mais deletéria que o isolamento? Será que o lockdown e a maior conexão virtual influenciarão no surgimento de comorbidades psíquicas? Um futuro com menor saturação de informações está reservado para as cidades/sociedades?

Independente de escala urbana a pandemia desestabilizou alicerces, pelo menos nos territórios considerados medianamente livres (20). Nesta perspectiva, há pouco cabimento para apenas abordagens hermenêuticas e posições extremas, pois estas últimas pelo engessamento de origem negligenciam a visibilidade de nuances intermediárias. Todas as possibilidades merecem ser contempladas e exploradas, pois até na seara médica, que deveria ser norteadora, não existe consenso de formulações (21). Contudo, em tempos pandêmicos parece ilógico e inconsistente a aplicação de medidas homogêneas, inclusive as espaciais, em situações e realidades integralmente plurais.

Finalmente, pondera-se que uma resposta de escolha binária é uma aposta incerta. Guerras, pragas e revoluções, sem periodicidade cartesiana, nem determinística definitivamente mudaram os rumos das cidades/espacialidades. Amalgamar poder, interesses particulares, desejos territoriais, dominação de recursos, ditaduras etc. que são variáveis permeadas pelo egoísmo, como categoria moral, ajudaram galvanizar sonhos reprimidos de domínio coletivo passíveis de transbordamento em várias esferas. Não obstante o mundo tenha sido resiliente, uma severa reflexão e ações assertivas são essenciais para reverter conjunturas trágicas na expectativa de imunizar à cidade de cenários inverossímeis e mais imprevisíveis.

notas

1
Em 27 de março de 2021 existiam 126 milhões de casos registrados. 71.6 milhões de pessoas recuperadas e 2.77 milhões de mortos no mundo. Coronavirus World Map: Tracking the Global Outbreak. The New York Times, Nova York, Sept. 21 2021 <https://nyti.ms/39m1Kh8>.

2
No final de março de 2021 a Organização Mundial da Saúde – OMS divulgou quatro possíveis teorias de surgimento do Sars-COV-2 (terminologia científica). LITVINOVA, Daria; KEATEN, Jamey. 1 report, 4 theories: Scientists mull clues on virus' origin. ABC News, Nova York, 25 mar. 2021 <https://abcn.ws/3ENxsm6>.

3
DALRYMPLE, Theodore. Não com um estrondo, mas com um gemido. A política e a cultura do declínio. São Paulo, É Realizações, 2016, p. 256.

4
POPPER, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo, Cultrix, 2013, p. 456.

5
GEHL, Jan. Cidade para pessoas. São Paulo, Perspectiva, 2013, p. 280.

6
MUÑOZ, Francesc. Urbanalización. Paisajes comunes, lugares globales. Barcelona, Editorial Gustavo Gili, 2008, p. 215.

7
DEATON, Angus. A grande saída: saúde, riqueza e as origens da desigualdade. Rio de Janeiro, Intrínseca, 2017, p. 336.

8
KELLY, John. A grande mortandade. Uma história íntima da peste negra. A pandemia mais devastadora de todos os tempos. São Paulo, Bertrand Brasil, 2011, p. 420.

9
MUMFORD, Lewis. A cidade na História: suas origens, transformações e perspectivas. 3ª edição. São Paulo, Martins Fontes, 1991, p. 741.

10
SPINNEY, Laura. El jinete pálido: 1918: la epidemia que cambió el mundo. Barcelona, Crítica, 2018, p. 352.

11
BENEVOLO, Leonardo. Origens da urbanística moderna. Lisboa, Editorial Presença, 1981, p. 166.

12
CHOAY, Francoise O urbanismo: utopias e realidades. Uma antologia. 3ª edição. São Paulo, Perspectiva, 1992, p. 350.

13
Admite-se que, infelizmente, infindáveis vidas foram ceifadas. Vale a pena apontar que a maioria das doenças tem um perfil quanto às faixas etárias atingidas e que territorialmente não existe homogeneidade na propagação e aspectos adjacentes.

14
JACOBS, Jane. Muerte y vida de las grandes ciudades. 2ª edição. Madrid, Capitán Swing Libros, 2011, p. 488.

15
Nos registros do governo brasileiro são numerosos os casos de pessoas que auferiram os auxilíos sem possuir o perfil de destinação adequado. No início da campanha de vacinação no Brasil e no mundo existem casos de pessoas evadindo a sequência imunizadora estipulada.

16
HALL, Peter. Cidades do amanhã. São Paulo, Perspectiva, 2007, p. 578.

17
É pouco provável tentar fazer “lockdown” em locais paupérrimos, com transporte público incipiente, infraestrutura esgarçada, com recursos econômicos exíguos e, principalmente, sem evidências científicas sólidas. Assim, qualquer defesa destas posturas se torna incoerente e, no mínimo, contraditória.

18
Maiores elucidações sobre auxílios governamentais no mundo na pandemia podem ser obtidos no artigo: ALPERT, GABE. International Covid-19 Stimulus and Relief. International fiscal and monetary stimulus and relief efforts. Investopedia, Nova York, 7 set. 2021 <https://bit.ly/39ltPFv>.

19
KOLHAAS, Rem. New York delirante. São Paulo, Cosac & Naify, 2008, p. 368.

20
HAYEK, Frederich. A. O caminho para a servidão. 6ª edição. São Paulo, LVM Editora, 1990. p. 232.

21
As pesquisas científicas publicadas sugerem um leque de enfoques heterogêneos, que aparentam ser contraditórios. Para maiores esclarecimentos consultar o site Nature Medicine <https://www.nature.com/nm/>.

sobre o autor

Jairo Bastidas é arquiteto e urbanista pela Universidad Nacional de Colombia (1995); mestre pela Universidade de Brasília (2003) e doutor pela Universidade Estadual Paulista (2013). Atualmente é professor na Universidade São Francisco. Desenvolve pesquisas no campo da percepão do espaço construído e morfologia urbana.

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256.05 pandemia covid-19
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