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architexts ISSN 1809-6298


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Ruth Zein narra episódio ocorrido há mais de duas décadas, quando conheceu Severiano Porto durante a Exposição de arquitetura brasileira no CAYC, em Buenos Aires


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ZEIN, Ruth Verde. Título de Professor Honoris Causa para Severiano Porto. Arquitextos, São Paulo, ano 04, n. 043.09, Vitruvius, dez. 2003 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/04.043/632>.

Severiano Porto foi agraciado com o título de Professor Honoris Causa na FAU-UFRJ em 19 de novembro de 2003. Mas para mim, ele já o era há mais de 20 anos.

Em 1983 a revista Projeto promoveu, por iniciativa de seu editor Vicente Wissenbach, uma exposição de arquitetura brasileira no CAYC – Centro de Arte Y Comunicación, coordenado por Jorge Glusberg – que pouco tempo depois iria “inventar” as Bienais de Arquitetura da Argentina. Para a inauguração da exposição, que junto com Hugo Segawa, Denise Yamashiro e ampla equipe, também ajudei a organizar, deslocaram-se a Buenos Aires uma grande quantidade de arquitetos brasileiros. E ficamos todos alguns dias rodando a cidade, em dois ônibus, visitando obras e sendo nelas recebidos pelos colegas argentinos.

Foi uma oportunidade excepcional de aprendizado, em múltiplos sentidos. Primeiro, de nos conhecermos, os brasileiros, uns aos outros; depois, de trocarmos idéias entre nós e com os colegas de outro país. Além disso, foi então que conheci pessoalmente Severiano Porto (e muitos outros arquitetos, brasileiros e argentinos que sigo estimando e apreciando).

Logo no primeiro dia de passeio arquitetônico percebi que, ao contrário de meus colegas paulistas – que estranhavam e nem sempre apreciavam devidamente as peculiaridades das obras visitadas (todas de altíssima qualidade) – Severiano mantinha uma atitude equilibrada, aberta, compreensiva e corretamente crítica na leitura de cada uma daquelas arquiteturas. Passei a acompanhá-lo pari-passu, ouvindo suas análises, vendo com mais clareza tanto detalhes quanto conceitos que ele, com sua vasta experiência e profunda sabedoria humana, além de boa vontade didática, extraia em cada situação.

Tinha então apenas cinco anos de formada e embora já militando no jornalismo de arquitetura mantinha uma aguda consciência de minhas deficiências formativas, saída que fora da universidade num momento em que projetar era quase tabu e muitos professores se eximiam da tarefa de ensinar por conta dos constrangimentos da detestável situação política – embora até hoje não tenha entendido bem porque uma coisa impedisse a outra. Felizmente, pude apreciar as aulas ao ar livre que o professor Severiano Porto estava me dando, gentilmente. Além de ter sido um imenso prazer, que se repetiu depois em muitas outras ocasiões, foi certamente muito útil para elevar meus então precários conhecimentos, pelas mãos de um verdadeiro mestre. Muito aprendi com ele, não apenas no que dizia, mas em como dizia, não só no que via, mas em como me ensinava a olhar; e por último, mas não menos importante, pela lição de não precisar encontrar a si mesmo nos outros, como Narciso em busca de um espelho, mas saber entender a cada qual em sua própria realidade, com uma tocante humildade.

Com vinte anos de atraso, mas não tarde demais, Severiano Porto é agora Professor. Sempre foi. Pelo menos, para mim. Obrigada, mestre (1).

nota

1
Ver sobre Severiano Porto em Vitruvius: SABBAG, Haifa. "Severiano Porto e a arquitetura regional", Editoria AC – Arquitetura.Crítica, n. 12, set. 2003 <http://www.vitruvius.com.br/ac/ac012/ac012.asp>;

CAMPOS, Elizabete Rodrigues de. "A arquitetura brasileira de Severiano Mario Porto", Texto Especial Arquitextos 209, dez. 2003 <www.vitruvius.com.br/arquitextos/arq000/esp209.asp>.

sobre o autor

Ruth Verde Zein é arquiteta, crítica de arquitetura e professora da FAU Mackenzie

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