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architexts ISSN 1809-6298


abstracts

português
O objetivo desse trabalho é identificar as características das moradias da população de baixa renda que prejudicam sua qualidade de vida e que podem ser considerados vetores de contaminação pelo COVID-19

english
The objective of this work is to identify the characteristics of low-income households that affect their quality of life and that can be considered vectors of contamination by COVID-19.

español
El objetivo de este trabajo es identificar las características de los hogares de bajos ingresos que afectan su calidad de vida y que pueden ser considerados vectores de contaminación por COVID-19.


how to quote

BRITO, Luiz Antonio Perrone Ferreira de. Os reflexos da pandemia do Covid-19 nas moradias da população de baixa renda. Arquitextos, São Paulo, ano 22, n. 253.01, Vitruvius, jun. 2021 <https://vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/22.253/8122>.

No início de maio de 2020 foram contabilizados no Brasil aproximadamente 160 mil casos de infectados pelo Covid-19 e 11 mil óbitos (1). A doença causada pelo Covid-19, denominado SARS-CoV-2, foi identificada pela primeira vez na China em dezembro de 2019. Em 30 de janeiro de 2020 a Organização Mundial da Saúde declarou que a epidemia já era uma emergência de saúde pública de importância internacional, e em 11 de março de 2020, uma pandemia. O Covid-19 pode gerar uma síndrome respiratória aguda grave que em geral afeta os pulmões sendo necessário o uso de ventiladores mecânicos para compensar a dificuldade do paciente em respirar (2). No Brasil a taxa de letalidade média da doença em maio de 2020 é da ordem de 6,8%, sendo que no estado do Rio de Janeiro chega a 10% (3) o que demonstra a gravidade da situação.

Por ser uma doença nova, ainda não há consenso sobre o padrão de contaminação do Covid-19, mas existem indícios de similaridade de sua transmissão com outros vírus, como o Influenza, de maneira que as estratégias adotadas para a contenção da pandemia são similares (4). O guia da Sociedade Brasileira de Pediatria sobre os protocolos de tratamento do Influenza recomenda que se deve evitar aglomerações e ambientes fechados, procurando a ventilação constante (5). Para que as próprias residências não sejam um vetor de contaminação do Covid-19 deve-se tomar as mesmas medidas ambientais para conter o Influenza, ventilação permanente, exposição solar, e limpeza rotineira dos ambientes de permanência das pessoas (6). Na mesma linha, dentre outras estratégias adotadas, o Ministério da Saúde indica o distanciamento social e a ventilação constante dos ambientes, sendo destacadas como as mais relevantes para a redução da velocidade de contaminação da população pelo Covid-19. O controle da velocidade de contaminação é importante para não haver o colapso no já precário sistema de saúde do Brasil. O distanciamento social implica que os cidadãos permaneçam maior tempo em suas residências (7)

A relação entre habitação e saúde humana remonta ao período do paleolítico com evidências que os seres humanos foram afetados negativamente nas cavernas devido à fuligem e fumaça oriunda da queima de carvão e madeira (8). No século 21, não resta dúvidas, que o ambiente construído afeta diretamente a saúde física e psicológica, bem-estar e até o desempenho nos estudos e trabalho dos moradores (9). A asma, doenças alérgicas, mentais, cardiovasculares, obesidade, doenças respiratórias e câncer podem estar relacionados ao local de habitação ou trabalho (10).

Na Europa o ambiente construído de baixa qualidade construtiva é causa de aproximadamente 10 milhões de mortes anualmente. Além disso, pode contribuir para a proliferação de doenças respiratórias que poderiam ser evitadas (11). A correta utilização de materiais e técnicas construtivas ajuda a prevenir o aparecimento de mofo, ácaros, fungos e bactérias no interior das habitações, que são causas de doenças como asma e alergias (12).

Alguns autores indicam que houve no Brasil uma forte migração do homem do campo para as cidades, notadamente na segunda metade do século 20, que devido à ausência do planejamento urbano gerou uma demanda não correspondida por novos bairros e habitações (13). A partir desse período, a ocupação desestruturada do solo originou os cortiços e favelas (14).

Em geral, as políticas habitacionais privilegiam apenas a construção de novas unidades em larga escala, padronizadas e de baixa qualidade. Dessa forma, ignoram os preceitos de qualidade de vida dos usuários, pois são construídas desconsiderando as especificidades regionais, como o clima, que geram necessidades construtivas e térmicas diferentes (15).

Estima-se que havia no Brasil em 2015 cerca de 7,225 milhões de habitações inadequadas que não proporcionavam condições desejáveis de moradia perfazendo cerca de 2/5 da população brasileira. Em números relativos a região Norte é a que possui mais habitações nessa situação (16).

O distanciamento social necessário para conter a pandemia de Covid-19 gera maior tempo de permanência dos cidadãos nas suas residências, o que ao invés de ser benéfico, pode ser vetor de contaminação e insalubridade.

O objetivo desse trabalho é identificar as características das moradias da população de baixa renda que prejudicam sua qualidade de vida e que podem ser considerados vetores de contaminação pelo Covid-19. O método utilizado é descritivo e bibliográfico baseado em dados primários disponíveis nas plataformas de órgãos públicos de saúde. Foram consultadas as estatísticas de contaminação nos boletins oficiais dos municípios de São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ). Dada à velocidade da evolução da pandemia em todo o país é necessária a delimitação temporal dos dados levantados. Dessa forma, essa pesquisa contabiliza informações até o dia 11 de maio de 2020.

Qualidade da habitação da população de baixa renda

A qualidade da habitação abrange múltiplas dimensões como a cultural, econômica, ecológica e sanitária, sendo uma necessidade básica de qualquer pessoa. O conforto, a segurança e a dignidade da moradia são qualidades almejadas por seus membros, pessoas com suas subjetividades, desejos e sonhos (17). A qualidade da habitação é também uma questão de saúde pública, pois, urbanismo, habitação, meio ambiente, cultura, transporte, educação, lazer são fatores auxiliares da medicina na busca de uma vida saudável (18).

As necessidades fisiológicas dos moradores devem ser adaptadas às condições ambientais locais, como temperatura, ventilação para permitir a circulação e boa qualidade do ar, insolação para iluminação natural, desumidificação e desinfecção da edificação, de tal forma que os ocupantes possam ter uma condição de vida salubre e saudável (19). As condições ambientais precárias das moradias da população de baixa renda possuem grande influência na saúde contribuindo para a incidência de muitas doenças, incluindo as doenças respiratórias (20).

As habitações de interesse social e a autoconstrução em comunidades tendem a se transformar em zonas de exílio para a população de baixa renda, gerando entre outros, problemas de saúde, o que onera o poder público acima do desejável (21). Não há uma política pública em larga escala com o objetivo de adequar as moradias autoconstruídas e o espaço urbano em que estão inseridas, dá-se preferência para novos empreendimentos nas periferias, distantes do local de trabalho da população (22). Os edifícios abandonados e as comunidades localizadas em zonas mais centrais são dotadas de infraestrutura de educação, saúde e transporte (23).

Um exemplo dessa situação é apresentado pela pesquisa de Meireles e Castro (24) que estudou um conjunto habitacional de interesse social com 2.491 unidades com a previsão de capacidade para 10.000 moradores localizado a 15 km do centro de São José do Rio Preto SP. A unidade básica de saúde local possuía 11.000 pessoas cadastradas, população já 10% superior ao planejado, indicando a aglomeração nas residências. No local não existia vegetação necessária para sombras e umidificação do ambiente, no quente e seco clima do interior paulista. O micro clima urbano gerado pela ausência de vegetação e pelas massas térmicas que favorecem a formação de ilhas de calor elevam a temperatura nas edificações (25).

As avaliações das habitações de interesse social realizadas em várias partes do país, construídas através de programas habitacionais, mostram invariavelmente os mesmos problemas de habitabilidade (26).

Silva e Brito (27) realizaram uma avaliação 2350 unidades em quatro conjuntos habitacionais de interesse social implantados em Rondônia na Região Norte do Brasil. Concluíram que as edificações não foram construídas com as envoltórias adequadas para adequação ao clima e possuíam deficiência de ventilação devido ás janelas pequenas e mal localizadas. A orientação solar dos dormitórios em 65% das unidades era inadequada permitindo excesso de radiação no período da tarde, aquecendo o ambiente no período noturno, e não tendo a radiação da manhã, necessária para eliminação de bactérias e desumidificação. Os beirais não eram suficientes para proteger as paredes das chuvas e os muros sombreavam as paredes que deviam ser aquecidas pelo sol da manhã. As edificações se encontravam em processo de degradação nas paredes externas devido ao excesso de umidade.

Dreher, Jacoski e Medeiros (28), no estado de Santa Catarina, também concluíram que a temperatura do ar, temperatura radiante e ventilação nas habitações de interesse social são deficientes. Soares (29), em sua pesquisa sobre três conjuntos habitacionais de interesse social em Salvador BA, totalizando 771 moradias, verificou que a deficiência na qualidade ambiental, como elevadas temperaturas internas e falta de ventilação, motivaram os habitantes a abandonarem ou venderem as unidades. Pequeno e Rosa (30) obtiveram como resultado de uma pesquisa semelhante que 40% dos moradores tinham a intenção de mudança depois de um ano morando no local devido fragilidades recorrentes como más condições de conforto ambiental, cômodos pequenos, baixo pé direito e ventilação reduzida.

Silva (31) avaliou 584 habitações de interesse social em João Pessoa(PB. O afastamento pequeno entre as edificações não permitia a ventilação e insolação adequada. Estima-se que cerca de 834 mil habitações de interesse social não possuam a cobertura adequada para o clima onde estão inseridas resultando em temperaturas elevadas (32).

Bortolanza, Silva e Santos (33) exemplificam as consequências das coberturas inadequadas em sua pesquisa sobre a temperatura e umidade do ar em cinco conjuntos habitacionais de interesse social na cidade de Dourados MS. Os autores realizaram durante o outono, por 54 dias ininterruptamente, medições da temperatura e umidade do ar no interior de residências. Além das elevadas temperaturas e excesso de umidade, diagnosticaram que o horário da temperatura mais baixa se dava a 7h da manhã, logo após o nascer do Sol, quando o esperado seria no final do dia anterior (0h) ou no início da madrugada seguindo constante até o próximo dia. Concluíram que a edificação não conseguia dissipar o calor acumulado na cobertura durante o dia por escolha inadequada de materiais, pé direito baixo e janelas pequenas. A condição térmica da edificação já é degradada no outono, sendo com certeza, muito mais severa no verão.

Os efeitos das condições ambientais na saúde da população

Em algumas situações as más condições ambientais de uma edificação, sobretudo quando acompanhadas de má nutrição e falta de higiene, contribuem para as infecções respiratórias (34).

Um dos efeitos que contribuem para má qualidade ambiental nas moradias de baixa renda é a aglomeração. A aglomeração possui relação direta com doenças respiratórias e na recontaminação (35). A aglomeração se dá quando há três ou mais pessoas dormindo em um mesmo cômodo, seja um dormitório ou não (36). Chan e Liu (37) avaliaram o efeito de algumas características urbanas na saúde da população e concluíram que a densidade populacional foi um dos fatores de elevada significância devido à proximidade dos edifícios que dificultava a ventilação e insolação interna. Estima-se que o adensamento excessivo nas moradias de baixa renda afete 1,025 milhões domicílios no Brasil, que abriga uma população de aproximadamente 6,15 milhões de habitantes (38).

A temperatura e umidade do ar também são consideradas um dos principais atributos ambientais que contribuem para o agravo das doenças respiratórias, visto que sua variação ao longo do dia, principalmente as diferenças entre os ambientes internos e externos, podem interferir no desempenho imunológico do corpo humano aumentando do risco de internações e da mortalidade. São também capazes de influenciar o sistema termorregulador, que é responsável por regular/manter o equilíbrio térmico do organismo com meio ambiente, ocasionando o stress térmico (39). A temperatura do ar pode induzir indiretamente doenças respiratórias quando tem variações bruscas em relação ao padrão da região (40), pois o mecanismo de autoregulação do corpo humano pode não se adaptar aos estímulos externos de calor devido a inibição do sistema imunológico, o que contribui ainda mais para incidência ou mortalidade por doenças respiratórias como o Influenza (41).

Associadas, elevadas temperaturas e baixa umidade, reduzem a capacidade de retenção de água na superfície da pele e colabora para a sensibilidade a alérgenos (externos e internos), a mofos e fungos (42). A Organização Mundial da Saúde (43) indica que os valores de umidade relativa do ar entre 30% e 50% são níveis ideais para a saúde humana, os valores acima de 65% podem contribuir para o aumento de alergias, asma e doenças respiratórias do trato superior e os valores abaixo de 20% representam estados de alerta e emergência.

Cui et al. (44) investigaram a relação entre 14 vírus causadores de infecções respiratórias agudas em crianças e fatores meteorológicos associados no sul da China. Após a análise eles observaram que havia uma correlação positiva para as temperaturas e umidade elevadas para um grupo viral, mas também o inverso, na ocorrência de temperaturas e umidade baixas outros vírus eram os causadores de doenças. Concluíram que a variação da temperatura e umidade nas edificações, acima ou abaixo do habitual para uma população, são indutores de doenças respiratórias.

Por exemplo, nas cidades de Porto e Lisboa, Portugal, há uma significativa relação da mortalidade por doenças respiratórias com a variação da temperatura. As notificações aumentam de 3% e 5,6% a cada elevação de 1°C de temperatura diária máxima, respectivamente (45). Na cidade de Campina Grande PB também é relatada a elevação das notificações de pneumonia, bronquite e bronquiolite com a elevação da temperatura média do ar (46).

Na cidade de Porto Alegre RS há elevação no número de atendimentos para gripe e infecção respiratória aguda na população adulta tendo uma correlação positiva com a temperatura, umidade do ar. Ou seja, os moradores expostos a elevadas temperaturas diariamente e desnecessariamente possuem um risco de mortalidade maior dos que não estão nessa situação (47).

A deficiência de ventilação, para desumidificação e renovação do ar interno, e insolação, para desinfecção devido à ação antibacterecida dos raios ultravioleta presentes na radiação solar e também desumidificação, são fatores comuns nas moradias da população de baixa renda (48).

Emo et al. (49) avaliaram os efeitos das características das edificações na função pulmonar de 6740 crianças (de 6 a 16 anos) em sete cidades do Nordeste China e concluíram que a qualidade interna do ar nas escolas e residências são fatores preocupantes na transmissão de doenças respiratórias devido ao defict de ventilação. O nível reduzido de ventilação tem efeito nas doenças respiratórias, problemas oculares, dores de cabeça (50).

As consequências das condições ambientais inadequadas como aglomeração, temperatura, umidade do ar e ventilação na incidência de doenças respiratórias pode ser encontrado na comunidade de Paraisópolis no município de São Paulo (SP), onde a cada 10 internações, 8 estão relacionadas as doenças respiratórias. O número de internações por doenças respiratórias a cada 1000 habitantes (n/1000) na comunidade é 9, ao passo que a média do município é 6, um acréscimo de 50% (51). Importante observar que o número médio de internações (6/1000) do município engloba os dados da própria comunidade de Paraisópolis, e de outras mais, o que indica que há locais com números bem menores, como o vizinho bairro de Vila Andrade (4,5/1000) (52).

O adensamento populacional na comunidade de Paraisópolis varia entre 600 a 1000 hab./ha em contraste de bairros de classe média alta como o Morumbi, também no município de São Paulo (SP), que possui cerca de 30 hab./ha. A comunidade de Paraisópolis não possui edifícios altos, sendo a predominância de edificações com 1 a 3 pavimentos (53), mas para termos de comparação, a taxa de ocupação do bairro de Copacabana no Rio de Janeiro (RJ), local verticalizado, é de 900 hab./ha (54).

Uma das consequências do adensamento das edificações na comunidade de Paraisópolis é alteração da temperatura do ar em relação ao seu meio circundante, cerca de 30C superior nos horários mais quentes e 10C inferior nos horários mais frios (55). As edificações muito próximas formam ilhas de calor nos períodos mais quentes elevando a temperatura, e nos períodos mais frios, o efeito se inverte devido ao sombreamento que não permite que as edificações se aqueçam (56). As moradias não possuem ventilação adequada e muitas passam o dia á sombra sem nenhum tipo de insolação (57).

Outra situação semelhante ocorre na comunidade de Jordanópolis, localizada na zona sul de São Paulo SP. A população do local era na época da pesquisa de 2.646 famílias, com a média de 4,5 pessoas, totalizando cerca de 12.000 pessoas. Desse total, 38,2% possuíam problemas respiratórios, 54,5% doenças crônicas e 32,7% com outros tipos de doenças (58). As habitações visitadas possuíam em média quatro cômodos sendo um ou dois utilizados como dormitórios, para quatro ou cinco moradores (59), índice superior ao recomendado de três pessoas (60), indicando a aglomeração. As moradias, muitas geminadas, não tinham janelas em todos os cômodos o que prejudicava a ventilação, a insolação e favorecia o excesso de umidade gerando condições mórbidas de saúde como diagnosticado (61).

Discussão

A associação entre as deficiências ambientais geradas pela má qualidade construtiva e urbana das moradias de população de baixa renda e as doenças respiratórias pode ser observada nas pesquisas já citadas, da mesma forma que a contaminação e letalidade do Covid-19.

O primeiro caso de Covid-19 no Brasil foi confirmado em 26 de fevereiro de 2020. Tratava-se de um homem idoso residente em São Paulo SP, que havia retornado de viagem à Itália (62). A primeira onda de contaminação do Covid-19 no Brasil foi causada pela população de classe média alta que estava de férias no exterior, em especial no norte da Itália e Espanha, ou que manteve contato com essas pessoas. A partir das duas principais capitais do Brasil, São Paulo SP e Rio de Janeiro RJ, o vírus se espalhou pelo Brasil (63). O turismo pode também explicar a elevada taxa de contaminação inicial em cidades com aeroportos internacionais como Fortaleza e Rio de Janeiro (64).

No início de abril de 2020, o bairro da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro RJ, de classe média alta com 650 mil habitantes, tinha 102 casos de Covid-19 confirmados. Já os bairros de Campo Grande e Bangu, que somados possuem quase a mesma população, registravam apenas 10 casos. Leblon, Copacabana, Ipanema, Botafogo, Lagoa, Tijuca, Centro, Flamengo e São Conrado, vários deles com populações relativamente pequenas, completavam a lista dos dez bairros que mais concentravam casos, todos considerados de pelo menos classe média (65). Em maio de 2020 os casos confirmados na Barra da Tijuca eram de 361 e nos bairros de Campo Grande e Bangu eram de 472, o que representa um valor de 353 e 4720% maior em relação ao mês anterior respectivamente.

Na mesma época, início de abril, no município de São Paulo SP os bairros do Morumbi e Vila Mariana, de classe média e alta, eram os que apresentavam maior número de casos 297 e 218 respectivamente. Os bairros periféricos de Brasilândia, Sapopemba e São Mateus contabilizavam 89, 84 e 92 casos respectivamente (66). No início de maio número de casos nos bairros do Morumbi e Vila Mariana se mantiveram estáveis, 332 e 264, com um crescimento de 10,5 e 17,4% respectivamente. Brasilândia, Sapopemba e São Mateus evoluíram para 199, 307 e 202, acréscimo de 224, 365 e 220% respectivamente (67). Assim vê-se que naquele momento da pandemia a curva de contaminação acelerava nos bairros periféricos das duas maiores capitais no Brasil e não tanto nos mais privilegiados.

Evolução da contaminação nos meses de maio e abril de 2020
Elaboração Luiz Antonio Perrone Ferreira de Brito

Apesar na semelhança no quantitativo de infectados entre os bairros de classe média e alta e os de baixa renda, em que pese à diferença na velocidade de contaminação que alterará essa situação nos próximos meses, pode-se também avaliar a taxa de letalidade.

No município do Rio de janeiro RJ os bairros de Campo Grande, Bangu, Realengo, Santa Cruz, Irajá e Rocinha, todos de população de baixa renda, apreciam nas primeiras posições em número de óbitos, mas não em número de casos confirmados, que ainda se dava nos bairros de classe média alta de Copacabana e Barra da Tijuca (68). A taxa de letalidade na Barra da Tijuca era de 11% e Campo Grande e Bangu 23% (69). No município de São Paulo SP os bairros do Morumbi e Vila Mariana a taxa de letalidade era de 7,2% e 8,5% respectivamente, e nos mais pobres, 33,7% em Brasilândia, 20,8% em Sapopemba e 25,7% em São Mateus (70).

A letalidade na população de baixa renda pesquisada, em termos percentuais, era cerca de três a cinco vezes superior a média nacional que era de 6,8% no início de maio de 2020 (71).

Assim, como observado nos município de São Paulo SP e Rio de Janeiro RJ, os bairros periféricos, onde predominam as moradias deficientes e meio urbano degradado, apresentaram maior taxa de letalidade e maior velocidade de contaminação no estágio da pandemia em maio de 2020, o que demonstra a influência que a precariedade das condições urbanas e das edificações têm na saúde da população.

Outro ponto importante a observar é que o bairro de Copacabana se mantinha no topo do ranking com 411 casos confirmados e 71 óbitos (72) e com uma taxa de letalidade de 17,3%, quase três vezes maior que a média nacional (73). Copacabana possui uma elevada taxa de ocupação (74), o que configura uma situação de aglomeração nas moradias, que em parte são habitadas pela classe média e em parte pelas comunidades dos morros. A barreira de prédios geminados na orla marítima do bairro de Copacabana ocasiona uma condição urbana degradada nos seus quarteirões internos (75), o que resulta na dificuldade em dispersar a carga viral suspensa no ar devido à ausência de ventilação, dificulta a ação antibacterecida da radiação solar, devido ao excesso de sombreamento, e gera temperatura e umidade do ar elevada, todos fatores que facilitam a contaminação pelos vírus causadores de doenças respiratórias (76).

Com isso, observa-se que mesmo a população mais abastada e com mais facilidade de acesso à rede privada de saúde, com melhores condições de saneamento básico e nutrição em relação aos bairros periféricos, também é impactada pelas más condições urbanas e das edificações ocasionando elevada taxa de letalidade e velocidade de contaminação (77).

Outras capitais apresentam taxa de letalidade superior à média nacional como Manaus (10%) e Belém (9,2%) (78), locais reconhecidos por terem predominância de moradias com deficiências construtivas e meio urbano degradado, como as destacadas nesta pesquisa (79).

Nos Estados Unidos, os dados no início de maio também já demostravam que a pandemia crescia de forma desproporcionalmente alta e de maneira muito mais agressiva na população afra americana, cuja vulnerabilidade no que diz respeito à saúde, ocupação, renda, habitação e saneamento predispõem ao contágio e ao agravamento do quadro (80).

Taxa de letalidade em maio de 2020
Elaboração Luiz Antonio Perrone Ferreira de Brito

Considerações finais

Em um primeiro momento a pandemia se deu na população mais abastada, mas rapidamente evoluiu para disseminação quase descontrolada nos bairros periféricos das grandes capitais.

E nessa situação, as moradias são parte importante no contexto da contaminação devido às deficiências levantadas nessa pesquisa. O período de isolamento social expôs a população das classes mais baixas à vulnerabilidade de suas próprias moradias, sendo estas um vetor de contaminação para o Covid-19, como já eram para outras doenças respiratórias.

Em algumas situações o meio urbano onde essas comunidades estão inseridas também geram condições favoráveis ao aumento da velocidade de contaminação e a elevada taxa de letalidade.

Dessa forma, é possível relacionar as moradias e bairros que apresentam deficiências de ventilação, temperatura, umidade elevada e características de aglomeração com o crescimento de casos confirmados de Covid-19 e elevada taxa de letalidade, mesmo em locais com boas condições de saneamento básico e nutrição, como no bairro de Copacabana (RJ).

As décadas de descaso de todas as esferas governamentais com a moradia da população de baixa renda apresentaram a sua conta, com o crescimento logarítmico dos casos nas comunidades, sem que ainda seja possível mensurar suas consequências.

notas

1
COTA, Wesley. Casos de COVID-19 no Brasil, Laboratório de Estudos Espaciais do Centro de Pesquisas Computacionais, Rice University, Houston, 2020 <https://bit.ly/35JY2fD>.

2
OLIVEIRA, Wanderson Kleber de; DUARTE, Elisete; FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo de; GARCIA, Leila Posenato. Como o Brasil pode deter a COVID-19. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 29, n. 2. 2020 <https://bit.ly/3xGmIkW>.

3
COTA, Wesley. Op. cit.

4
GARCIA, Leila Posenato, DUARTE, Elisete. Intervenções não farmacológicas para o enfrentamento à epidemia da COVID-19 no Brasil. Epidemiol. Serv. Saude, Brasília, v. 29, n. 2. 2020 : e2020222 <https://bit.ly/3A2qrvk>.

5
KFOURI, Renato de Ávila; SÁFADI, Marco Aurélio et al. Atualização no Tratamento e Prevenção da Infecção pelo Vírus Influenza – 2020. Sociedade Brasileira de Pediatria, Rio de Janeiro, 2020 <https://bit.ly/3x4yEgk>.

6
GARCIA, Leila Posenato, DUARTE, Elisete. Op. cit.

7
OLIVEIRA, Wanderson Kleber de; DUARTE, Elisete; FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo de; GARCIA, Leila Posenato. Op. cit.

8
CEDEÑO-LAURENT, J.G., WILLIAMS A., MACNAUGHTON P., CAO X., EITLAND, E., SPENGLER J., ALLEN J. Building Evidence for Health: Green Buildings, Current Science, and Future Challenges. Rev. Public Health, v. 39, p. 291–308. 2018 <https://bit.ly/35KzByD>.

9
XIE, H., CLEMENTS, D., WANG, Q. Move beyond green building: a focus on healthy, comfortable, sustainable and aesthetical architecture. Intelligent Buildings International, v.9, n. 2, p. 8896. 2017 <https://bit.ly/35Lni4S>.

10
Idem, ibidem.

11
WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Guidelines for indoor air quality: dampness and mould. Geneva: World Health Organization. 2009 <https://bit.ly/3zLHmCd>.

12
WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Regional Office for Europe, Housing and Health. 2020 <https://bit.ly/3d9XbZB>.

13
SARMENTO, George. Direito à Habitação adequada em áreas urbanas: Desafio da Efetividade do Estado Constitucional de Direito. Olhares Plurais, n. 16, v. 1. 2017 <https://bit.ly/35KCHCL>; FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Déficit Habitacional no Brasil 2015. Fundação João Pinheiro, Centro de Estatística e Informação, Belo Horizonte, 2018 <https://bit.ly/3zOKs8q>.

14
SARMENTO, George. Op. cit.

15
DREHER, Aline Raquel; JACOSKI, Claudio Alcides; MEDEIROS, Rafael de. Conceitos de
bioclimatologia e sustentabilidade aplicados a fase de projeto em habitações de interesse social. Revista da Universidade Vale do Rio Verde, v. 14, n. 1, 2016, p. 145-159 <https://bit.ly/3d8a6v8>.

16
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Op. cit.

17
MAGALHÃES, Kelly Alves; COTTA, Rosângela Minardi Mitre; MARTINS, Tatiana de Castro Pereira; GOMES, Andréia Patrícia; SIQUEIRA-BATISTA, Rodrigo. A Habitação como Determinante Social da Saúde: percepções e condições de vida de famílias cadastradas no Programa Bolsa Família. Saúde Sociedade, v. 22, n. 1, São Paulo, 2013, p. 57-72 <https://bit.ly/3wTu5pk>.

18
WESTPHAL, M. F. O movimento cidades/municípios saudáveis: um compromisso com a qualidade de vida. Ciência e Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, 2000, p. 39-51, <https://bit.ly/3qlgRPC>.

19
PASTERNAK, Suzana. Habitação e Saúde. Estudos Avançados, v. 30, n. 86, 2016, p. 51-86 <https://bit.ly/3xNNc4g>.

20
XAVIER, Juliana Meira de Vasconcelos. Influência das Variáveis Meteorológicas nas Morbidades Respiratórias Prevalentes em Crianças Hospitalizadas no Município de Campina Grande-PB. Tese de doutorado. Campina Grande, Universidade Federal de Campina Grande, 2019 <https://bit.ly/3xJTl1a>.

21
MEIRELES, Eduardo; CASTRO, Carolina Maria Pozzi de. Provisão do Programa Minha Casa, Minha Vida em São José do Rio Preto, SP: inserção urbana e adequação socioeconômica e ambiental – um estudo de caso do conjunto habitacional Nova Esperança. Ambiente Construído, v. 17, n. 3, Porto Alegre, 2017, p. 219-233 <https://bit.ly/3vT5AXM>.

22
SARMENTO, George. Op. cit.

23
Idem, ibidem.

24
MEIRELES, Eduardo; CASTRO, Carolina Maria Pozzi de. Op. cit.

25
MEIRELES, Eduardo; CASTRO, Carolina Maria Pozzi de. Op. cit.; GIVONI, Baruch. Man, Climate and Architecture. 1st edition. London, Applied Science Publishers Ltd, 2008 <https://bit.ly/3xP2GoG>.

26
ASSIS, Eleonora Sad de; PEREIRA, Elizabeth Marques Duarte; SOUZA, Roberta Vieira Gonçalves de; DINIZ, Antônia Sônia Alves Cardoso. Habitação social e eficiência energética: um protótipo para o clima de Belo Horizonte. Anais II Congresso Brasileiro de Eficiência Energética. Vitoria, 2007 <https://bit.ly/3xPRs2S>.

27
SILVA, J. H. A. DA, BRITO, L. A P. F de. Avaliação das características construtivas de habitações de interesse social visando à eficiência energética e o conforto ambiental em municípios no Centro-Oeste do Estado de Rondônia. Anais IX Encontro Nacional da Anppas, Brasília, Anppas, 2019 <https://bit.ly/3qjWyC2>.

28
DREHER, Aline Raquel; JACOSKI, Claudio Alcides; MEDEIROS, Rafael de. Op. cit.

29
SOARES, Antônio Mateus. Habitação Popular em Salvador – Ba no Final do Século 20: Arquitetura e Insustentabilidade Social do Projeto. Cadernos de Arquitetura e Urbanismo, v.23, n.32. 2019 <https://bit.ly/3wQEF08>.

30
PEQUENO, Luis Renato Bezerra; ROSA, Sara Vieira. Inserção urbana e segregação espacial: análise do programa Minha Casa Minha Vida Em Fortaleza. Anais XVI Enanpur. Belo Horizonte, 2018 <https://bit.ly/3qmr7am>.

31
SILVA, Nayane Laurentino da. Análise dos parâmetros do conforto térmico em habitações populares de um conjunto em João Pessoa (PB). Dissertação de mestrado. João Pessoa, Universidade Federal da Paraíba, 2015 <https://bit.ly/3qxUwi5>.

32
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Op. cit.

33
BORTOLANZA E SANTOS, Deives Gabriel; SILVA, Charlei Aparecido da; SANTOS, Vladimir Aparecido dos. Variações termohígricas no complexo habitacional Deoclécio Artuzzi (I e II) e Harrison de Figueiredo (I, II e III), Dourados (MS): uma análise do outono de 2016. Espaço & Geografia, v. 21, n. 1, 2018, p. 45-72.

34
PASTERNAK, Suzana. Op. cit.

35
Idem, ibidem.

36
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Op. cit.

37
CHAN, Isabelle Y.S.; LIU, Anita M.M. Effects of neighborhood building density, height, greenspace, and cleanliness on indoor environment and health of building occupants. Building and Environment, v. 145, p. 201.

38
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Op. cit.

39
HANNA, Elizabeth G.; TAIT, Peter W. Limitations to thermoregulation and acclimatization challenge human adaptation to global warming. International Journal Environmental Research Public Health, v. 12, 2015, p. 8034-8074.

40
MORAES, Sara Lopes de; ALMENDRA, Ricardo; SANTANA, Paula; GALVANI, Emerson. Variáveis meteorológicas e poluição do ar e sua associação com internações respiratórias em crianças: estudo de caso em São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública; v. 35, n. 7, 2019.

41
HUANG, Huanchun; YANG, Hailin; DENG, Xin; ZENG, Peng; LI, Yong; ZHANG, Luning; ZHU, Lei. Influencing Mechanisms of Urban Heat Island on Respiratory Diseases. Iran J Public Health, v. 48, n. 9, 2019, p.1636-1646.

42
MORAES, Sara Lopes de; ALMENDRA, Ricardo; SANTANA, Paula; GALVANI, Emerson. Op. cit.

43
WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Regional Office for Europe, Housing and Health (op. cit.).

44
CUI, B., ZHANG, D., PAN, H., ZHANG, F., FARRAR, J.; LAW, F., VAN DOORN, H. R., WU, B.; BA-THEIN, W. Viral aetiology of acute respiratory infections among children and associated meteorological factors in southern China. BMC Infectious Diseases, v.15, n.124, 2015.

45
ALMEIDA, S., CASIMIRO E., ANALITIS, A. Short-term effects of summer temperatures on mortality in Portugal: a time -series analysis. J. Toxicol Environ Healf, v. 76, n. 7, 2012, p. 422-428.

46
XAVIER, Juliana Meira de Vasconcelos. Op. cit.

47
SILVA, Denise R.; VIANA, Vinícius P.; MULLER, Alice M.; LIVI, Fernando P.; DALCIN, Paulo de Tarso R. Respiratory viral infections and effects of meteorological parameters and air pollution in adults with respiratory symptoms admitted to the emergency room. Influenza and Other Respiratory Viruses. v.8 n. 1, 2013, p. 42-52.

48
PASTERNAK, Suzana. Op. cit.; ARANHA, Sylvia Carolina; ZÖLLNER, Ana Cristina Ribeiro; CURY, Maria Cristina F. S.; COMPRI, Patrícia Colombo. Condições Ambientais como fator de Risco para Doenças em Comunidade Carente na Zona Sul de São Paulo. Revista APS. São Paulo, v.9, n.1, 2006, p. 20-28; SILVA, Edelci Nunes da; RIBEIRO, Helena. Alterações da temperatura em ambientes externos de favela e desconforto térmico. Revista Saúde Pública, v. 40, n. 4, 2006, p. 663-670.

49
EMO, Brett; HU, Li Wen; YANG, Bo Yi; MOHAMMED Kahee A.; GENEUS, Christian; VAUGHN, Michael; QIAN, Zhengmin; DONG, Guang Hui. Housing characteristics, home environmental factors, and pulmonary function deficit in Chinese children: Results from the Seven Northeast Cities FACETS. v. 3, 2017, p. 242–259.50
CHAN, Isabelle Y.S.; LIU, Anita M.M. Op. cit., p. 201.

51
SILVA, Edelci Nunes da; RIBEIRO, Helena. Op. cit.

52
OLIVEIRA, M. A., PAZ, M. G. A. DA, RIBEIRO, H.. Distribuição das Principais Causas de Internação Hospitalar de Crianças em Favela no Município de São Paulo, Como Resultado do Padrão do Uso do Solo. Research Gate. 2007

53
OLIVEIRA, M. A., PAZ, M. G. A. DA, RIBEIRO, H.. Distribuição das Principais Causas de Internação Hospitalar de Crianças em Favela no Município de São Paulo, Como Resultado do Padrão do Uso do Solo. Research Gate, 2007.

54
PASTERNAK, Suzana. Op. cit.

55
EMO B, HU, L. W., YANG, B. Y., MOHAMMED, K. A., GENEUS, C., VAUGHN, M., QIAN Z., DONG G. H. Housing characteristics, home environmental factors, and pulmonary function deficit in Chinese children: Results from the Seven Northeast Cities FACETS. v. 3, 2017, p. 242–259.

56
GIVONI, Baruch. Op. cit.

57
SILVA, Edelci Nunes da; RIBEIRO, Helena. Op. cit.

58
ARANHA, Sylvia Carolina; ZÖLLNER, Ana Cristina Ribeiro; CURY, Maria Cristina F. S.; COMPRI, Patrícia Colombo. Op. cit.

59
ARANHA, Sylvia Carolina; ZÖLLNER, Ana Cristina Ribeiro; CURY, Maria Cristina F. S.; COMPRI, Patrícia Colombo. Op. cit.

60
FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Op. cit.

61
ARANHA, Sylvia Carolina; ZÖLLNER, Ana Cristina Ribeiro; CURY, Maria Cristina F. S.; COMPRI, Patrícia Colombo. Op. cit.

62
OLIVEIRA, Wanderson Kleber de; DUARTE, Elisete; FRANÇA, Giovanny Vinícius Araújo de; GARCIA, Leila Posenato. Op. cit.

63
CÂNDIDO, D. DA S, WATTS, A., DPHIL, L. A., KRAEMER, M. U. G., PYBUS, O. G, CRODA, J., OLIVEIRA, W. DE, KHAN, K., SABINO, E. C, FARIA, N.R. Routes for COVID-19 importation in Brazil. Journal of Travel Medicine, 2020; FORTES, Alexandre; OLIVEIRA, Leandro Dias de; SOUSA, Gustavo Mota de. A COVID-19 na Baixada Fluminense: Colapso e apreensão a partir da periferia metropolitana do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Geografia Econômica, v. 18, 2020.

64
FORTES, Alexandre; OLIVEIRA, Leandro Dias de; SOUSA, Gustavo Mota de. Op. cit.

65
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Painel Rio COVID-19. Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2020 <https://www.data.rio/app/painel-rio-covid-19>.

66
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. COVID-19 Boletim Quinzenal de 15/04/2010. São Paulo, Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de São Paulo, 2020 <https://bit.ly/3xPnyvY>.

67
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. COVID-19 Boletim Quinzenal de 30/04/2010. São Paulo, Secretaria Municipal da Saúde da Prefeitura de São Paulo, 2020 <http://tiny.cc/wem2uz>.

68
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Op. cit.

69
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Op. cit.

70
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. COVID-19 Boletim Quinzenal de 30/04/2010 (op. cit.).

71
COTA, Wesley. Op. cit.

72
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Op. cit.

73
COTA, Wesley. Op. cit.

74
PASTERNAK, Suzana. Op. cit.

75
CORBELLA, Oscar; YANNAS, Simos. Em busca de uma arquitetura sustentável para os trópicos. Segunda edição. Rio de Janeiro, Revan, 2011.

76
PASTERNAK, Suzana. Op. cit.; XAVIER, Juliana Meira de Vasconcelos. Op. cit.

77
PREFEITURA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO. Op. cit.; PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. COVID-19 Boletim Quinzenal de 30/04/2010 (op. cit.).

78
COTA, Wesley. Op. cit.

79
CENTRO DE ESTATÍSTICA E INFORMAÇÃO. Op. cit.; SANTOS, José Carlos dos. Múltiplas Dimensões da Questão da Moradia: O Caso do Conjunto Residencial Viver Melhor em Manaus. Dissertação de mestrado. Manaus, IFCHS UFAM, 2019; MENDES, Luiz Augusto Soares. A produção do urbano e do imobiliário na região metropolitana de Belém, Revista Franco-brasileira de Geografia. v. 44, 2020.

80
FORTES, Alexandre; OLIVEIRA, Leandro Dias de; SOUSA, Gustavo Mota de. Op. cit.

sobre o autor

Luiz Antonio Perrone Ferreira de Brito é professor do Programa de Pós Graduação em Desenvolvimento Regional e Departamento de Arquitetura da Universidade de Taubaté. Consultor na área de conforto no ambiente construído com mais de 150 trabalhos realizados. Possui vários artigos publicados em revistas e congressos.

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